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quinta-feira, 9 de setembro de 2004

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE PLATÃO

Para Platão o homem é corpo e alma, sendo a alma o que realmente somos e o corpo como se fosse apenas algo material que nos segue. A antropologia filosófica de Platão sugere que o verdadeiro homem é um ser imortal, cujo nome próprio é a alma, que entra na comunhão dos deuses. O homem é uma união do corpo e da alma, sendo o corpo considerado apenas um veículo da alma. A alma é propriamente o homem, sendo o corpo uma sombra. Mas esta união é infeliz, pois o corpo serve como uma prisão para a alma, e ela só atingirá a verdade do que busca quando se desprender do corpo. Platão repete a expressão de Pitágoras que considerava o corpo como o túmulo da alma.
Segundo o pensamento de Platão, a origem da alma está no Demiurgo, todas as almas humanas são feitas pelo próprio Demiurgo, o qual criou todas individualmente, as entregou para o seu destino seqüencial, aos “deuses criados”, à terra e aos planetas, para introduzirem a alma na existência, revesti-la de um corpo, nutrir o homem e deixá-lo crescer para depois recebê-lo de novo quando deixar esta vida. Para Platão a alma é uma substância invisível, imaterial, espiritual. Só quando é entregue ao instrumento do tempo é que ela se une ao corpo, e só então nascem as percepções. Em sua obra “A República”, Platão define três partes da alma: a alma racional ou espiritual que se manifesta no pensamento puro e na contemplação supra-sensível; a alma irascível à qual pertencem as nobres excitações como a cólera, a cobiça, a coragem e a esperança; e alma concupiscível, onde tem a sua sede os instintos da nutrição e do sexo, como o prazer e o desprazer.
Todo o interesse de Platão pelo homem se concentra, portanto, na alma, e a sua antropologia é essencialmente uma psicologia.

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE SÓCRATES

Depois de algum tempo seguindo os ensinos dos naturalistas, Sócrates passou a sentir uma crescente insatisfação com o legado desses filósofos e passou a se concentrar na questão do que é o homem – ou seja, do grau de conhecimento que o homem pode ter sobre o próprio homem. Enquanto os filósofos pré-socráticos, chamados de naturalistas, procuravam responder à questões do tipo: “ O que é a natureza ou o fundamento último das coisas?”; Sócrates, por sua vez, procurava responder à questão: “ O que é a natureza ou a realidade última do homem?”
A resposta a que Sócrates chegou é a de que o homem é a sua alma – psyché, por quanto é a sua alma que o distingue de qualquer outra coisa, dando-lhe, em virtude de sua história, uma operante ou a consciência e a responsabilidade intelectual e moral. Esta colocação de Sócrates posteriormente exerceu e ainda exerce uma influência profunda em toda a tradição européia até hoje. Ensinar o homem a cuidar de sua própria alma seria a principal tarefa a ser desempenhada por Sócrates e por todos os filósofos autênticos. Sócrates acreditava ter recebido essa tarefa por Deus, dizia que era a ordem de Deus. Procurava persuadir a jovens e velhos a cuidar não só do corpo, nem exclusivamente das riquezas ou de qualquer outra coisa mais fortemente do que da alma, antes de qualquer coisa. Segundo ele, é do aperfeiçoamento da alma que nascem as riquezas e tudo o que mais importa ao homem e ao Estado.
Para Sócrates o homem usa o seu corpo como instrumento, o que significa que a essência humana utiliza o instrumento, que é o corpo, não sendo, pois, o próprio corpo. Assim, para a pergunta: “o que é o homem?”, não seria lógico responder que é o seu corpo, mas sim que é “aquilo que se serve do corpo”, que nada mais é do que a psyché ou a alma. Na visão de Sócrates, esta mesma alma seria imortal e fadada a reencarnar tantas vezes fosse necessárias até a alma se aperfeiçoar de tal forma que não precisasse mais voltar a este planeta.

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE ARISTÓTELES

Aristóteles diverge de Platão quando afirma que todo o ser vivo tem uma só alma e que o corpo humano não é obstáculo, mas instrumento da alma racional, que é a forma do corpo. Para Aristóteles o homem é uma unidade substancial de alma e de corpo, em que a primeira cumpre as funções de forma em relação a matéria, que é constituída pelo segundo. O que caracteriza a alma humana é a racionalidade, a inteligência, o pensamento, pelo que ela é espírito ou alma racional. Mas a alma humana desempenha também as funções da alma sensitiva e vegetativa (alma sensitiva é precisamente a sensibilidade e a locomoção, e alma vegetativa é a nutrição e a reprodução), sendo superior a estas.
Assim, a alma humana, embora sendo uma e única, tem várias faculdades e funções, porquanto se manifesta efetivamente com atos diversos. Segundo a visão aristotélica, as faculdades fundamentais do espírito humano são duas: teorética e prática, cognoscitiva e operativa, contemplativa e ativa. Cada uma destas se divide em dois graus: sensitivo e intelectivo, considerando que o homem é um ser racional, quer dizer, não é um espírito puro, mas um espírito que anima um corpo animal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
01. Hirschberger, Johanes. História da Filosofia na Antiguidade. Ed. Herber, São Paulo, 1965.

02. Platão. Coleção Os Pensadores. Vol. IV, Ed. Abril, São Paulo, 1987.

03. Reale, Giovanni & Antiseri, Dario. História da Filosofia. Vol. I, Ed. Paulus, São Paulo, 1999.

04. Sócrates. Coleção Os Pensadores. Vol. V, Ed. Abril, São Paulo, 1988.

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