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terça-feira, 31 de agosto de 2004

ENSINO RELIGIOSO

DIMENSÕES METODOLÓGICAS DO ENSINO RELIGIOSO

Por: Jorge Schemes

• Há uma globalização cultural e religiosa que exige uma postura ecumênica e de diálogo inter-religioso diante da diversidade.

• A escola pode ter duas posturas metodológicas:
1. Metodologia tradicional – O professor é o centro do conhecimento e o transmissor dos conteúdos e do saber sistematizado.
2. Metodologia sócio-interacionista – O professor é o facilitador do processo de ensino e aprendizagem. Ele estimula os alunos a aprender a aprender, aprender a ser e aprender a fazer. Há uma construção do conhecimento.

• Uma metodologia de Ensino Religioso pressupõe conteúdos selecionados partindo de um objetivo. È necessário ter muito claro onde se quer chegar com o Ensino Religioso. Os conteúdos, métodos e objetivos do ER são parte do projeto educativo da escola, e não servem a interesses particulares ou coletivos.

• Metodologias:
1. Perguntas existenciais em vários níveis – Exemplo: a busca humana do além, do sagrado, de Deus. Permitir aos alunos perguntar, perguntar e perguntar.
2. A linguagem – Saber o que dizer e como dizer. Usar os diferentes tipos de linguagem: arte, poesias, símbolos e mitos. Trabalhar o método da linguagem no ER numa perspectiva interdisciplinar.
3. Linguagem distanciada da fé – Não partir da fé para processar a metodologia do ER, mas partir do contexto onde essa fé está inserida. Isso exige do profissional do ER muito cuidado na maneira de dizer as coisas.
4. Diálogo dialético – Permitir essa metodologia sem pressões explícitas ou implícitas dos assuntos a serem tratados, pois não é o assunto em si que pode ser proselitista, mas a maneira de tratá-lo.

• Objetivos gerais do ER:
1. Valorização do religioso na vida e da vida no religioso. O ER deve contribuir para estabelecer relações entre os fatos, escolher caminhos e discernir valores.
2. Deve contribuir para o bem comum, a prática da justiça e uma ética universal.

• Recursos didáticos e metodológicos:
1. Biografias de personagens que contribuíram para o bem comum da humanidade, estes personagens podem ser famosos ou pessoas comuns da comunidade local.
2. Jornais como fontes de diálogos dos aspectos negativos e positivos da sociedade.
3. Provérbios populares, canções, poemas, romances, literatura infantil, programas de TV, filmes, etc...; materiais variados para a busca de respostas sob vários ângulos.
4. A publicidade com seus apelos positivos e negativos.
5. Ritos: primeiramente os ritos cotidianos na vida dos alunos para depois discutir os ritos religiosos – linguagem distanciada.
6. Temas éticos universais como o perdão, a solidariedade e a justiça retratadas e apresentadas por vários artistas.

A CULTURA DO PENSAMENTO DÉBIL

A CULTURA DO PENSAMENTO DÉBIL

Por: Jorge Schemes

A sociedade está com uma viseira para não pensar grande. Pensar é difícil, é trabalhoso, é comprometedor, por isso as pessoas têm um pensamento fraco, imediatista,um pensamento do presentismo. O pensamento não vai para o futuro, só para o momento presente. Falta pensar longe, em todas as dimensões (passado, presente e futuro). As pessoas não querem se comprometer com o pensamento crítico. Vivemos numa cultura do “não-pensar”. Elas não pensam no passado, no presente e muito menos no futuro. Os jovens que têm vida sexual ativa não pensam antes, durante e depois, nas causas, no significado do que estão fazendo e nas possíveis conseqüências. A destruição da natureza pela sociedade industrial- capitalista é outro exemplo, a filosofia neoliberal não pensa além da produção e do consumo. O desenvolvimento sustentável é uma alternativa não pensada pela maioria dos governos. Vivemos numa cultura do pensamento débil. As crianças e jovens são educados para repetir e não para pensar por si mesmos, precisam urgentemente desenvolver um pensamento crítico da realidade não se conformando com a situação socioeconômica do país e com muitas outras coisas. As religiões institucionalizaram-se, tornaram-se secularizadas para não mais lançar as perguntas cruciais para o pensamento mais elevado, ou seja: De onde vimos? Por que estamos aqui? Para onde vamos? As pessoas não gostam de pensar nestas questões porque elas exigem um pensamento forte, um pensamento analítico, profundo. A cultura do pensamento débil predomina na mídia, o povo só pensa em carnaval, futebol, cerveja...mas não é desafiado a pensar de forma profunda e ampla sobre a real condição do país, sobre os aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais. O pensamento da grande maioria ainda está condicionado ao tamanho da tela do seu televisor. Não pensam além, no que está por detrás do que é veiculado na telinha, nos interesses reais que existem por detrás dos espetáculos televisivos. Mas essa condição pode mudar. Deve mudar. Por meio da educação é possível transformar essa cultura de pensamento débil ou cultura do não-pensamento, numa cultura pró-pensamento ou cultura do “pensamento crítico-analítico globalizado”. Esse pensamento holístico inclui todas as dimensões da realidade humana, envolve a educação dos aspectos biopsicosociais e espirituais (dos ser humano e da realidade). A sociedade precisa tirar a viseira e começar a pensar grande, pensar e agir para a grandeza da nação, do Estado, do município, das instituições sociais, da família e do indivíduo, pois pensar é libertador, renovador e transformador.

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

A ÉTICA DA ALTERIDADE - O ROSTO

FENOMENLOGIA DO OUTRO COMO ROSTO

Por: Jorge Schemes

Enquanto que para Russerl a correlação sujeito-objeto se dá no nível da consciência, para Levinas essa correlação vai mais além, pois deve vir da exterioridade, o que Levinas denomina de uma autêntica transcendência, a qual é manifestada no rosto do outro. A interioridade e a individualidade emergem da concreta relação do eu com um mundo exterior/concreto/real/palpável. Cada ser é totalmente separado do outro (psiquismo/egoísmo). É desse psiquismo (separação egoísta) que surge a necessidade do outro. Contudo, para que se possa acolher o outro é preciso estar mergulhado no mundo material, concreto, econômico e ser indivíduo singular. È por meio da autopercepção, do estar no mundo, que é possível perceber o outro. A primeira relação do ser humano no mundo é de si para si, é gozar a vida, é ser cego e surdo a outrem, egoísta e egocêntrico, é viver para si. Somente assim, experimentando essa separação e independência egoísta, é que o psiquismo pode abrir-se e refletir as situações na qualidade de sujeito concreto e inserido no mundo, realizado na existência econômica. Enquanto Russerl fundamenta todo o vivido na representação, Levinas resgata o valor do corpo como ponto de partida e base da consciência no mundo. Enquanto Russerl se fundamenta no intelectualismo, Levinas descreve uma intencionalidade da encarnação, o ser erigido como corpo sobre um mundo de felicidade e sensibilidade. A consciência não encarna, é antes uma desencarnação.
A morada para o corpo serve de referência para ele e para o mundo, e do mundo para a morada. É a casa que propicia o acolhimento necessário para que a natureza humana possa se expressar e possa ser representada e trabalhada (“ser” cidadão). É na família (familiaridade e feminilidade enquanto sensibilidade e afetividade), juntamente com o “choque do rosto”, que irrompe a necessidade, o trabalho como ação do corpo visando o provimento material na exterioridade. Nesse processo, desejo e necessidade podem se confundir na busca pelo gozo (felicidade). Para Levinas, o eu é antes de tudo constituído pela separação, é vivido antes que representado, e ergue-se a partir de uma verdadeira exterioridade. Tal experiência, quando acumulada pode propiciar abertura para o entendimento de que o outro lhe falta.
Para Levinas a idéia do infinito está revelada no outro, é o que suscita o desejo. É pelo rosto que se presente o enigma do infinito. Pensar leva ao desejo, o desejo propicia abertura às relações éticas, pois vê o outro como infinito como rosto. A consciência de si deve ser despertada pela exterioridade da alteridade, do contrário permanecerá egocêntrica (egoísta) e rebaixará o desejo em necessidade. A alteridade exige a atração do desejo (atração para o que está fora do pólo do eu/atração para o rosto do outro/para o infinito manifesto no rosto). O desejo é amor ágape – que se esvazia do egoísmo, que emerge para o outro como generosidade, responsabilidade e ação prática. A consciência moral é despertada pelo rosto do outro. O rosto fala, clama, chama, exige o compromisso moral e ético. O rosto diz do ser como exterioridade. A essência verdadeira do ser humano se apresenta em seu rosto, é no rosto que ele é infinitamente outro...No encontro do rosto do outro surge o eu ético, para o outro. É do rosto do outro que vem a consciência da minha injustiça. Há uma epifania do rosto/uma transcendência/uma metafísica/ o rosto é um infinito que não pode ser assimilado. Enquanto a palavra é a resposta à questão primeira que é o rosto (responder como responsabilidade), a retórica é um discurso egoísta, utilitário, ou seja, é a palavra em favor de si mesmo e do gozo pessoal. A retórica é o não acolhimento do outro no discurso/diante do face a face concreto/ é injustiça. A linguagem é sustentada pelo primeiro significante que é o rosto, para Levinas: o significante deve apresentar-se antes de todo signo, por ele mesmo. O signo verbal supõe a autenticação do significante (rosto). O principal conceito que perpassa o texto é o da exterioridade do rosto como manifestação primeira do eu/do ser. O rosto como significante e como transcendência/o rosto como referência para o eu egoísta/o rosto como convite para a solidariedade. O rosto, não exige de nós retórica, mas ação/reação/atitudes concretas diante do outro/atitudes de ética/respeito e amor/o rosto do outro refletido em meu próprio rosto, face a face, inserido no mundo concreto, está além da interioridade subjetiva, pois é manifesto como necessidade, desejo e acolhimento. A percepção do rosto do outro é a minha própria percepção enquanto ser humano; é a consciência da subjetividade e objetividade manifestadas no rosto humano.

PENSANDO EM ESTUDAR SEMPRE

Desde os meus seis anos de idade que estou na escola formal...sempre estudei alguma coisa...atualmente estou com 37 anos, então, faz 31 anos que estou matriculado...estudando...e não pretendo parar nunca...ou seja...só quando eu morrer mesmo...mas mesmo depois da minha morte se Deus permitir estarei matriculado em algum curso no além...na eternidade...acredito na vida eterna como uma dádiva de Deus por meio da fé em Jesus Cristo...a verdadeira educação visa preparar o indivíduo não apenas para esta vida, mas para a vida eterna...somos capazes de aprender sempre...a educação é sem dúvida o melhor investimento que se pode fazer no ser humano...pena que nossos governantes não pensem assim, considerando o número, em cifras, de investimento em educação pública neste país...a educação é a solução para este país... educação e´a solução para a crise mundial... educação... educação... educação... do ser todo: bio-psico-social e espiritual... educação!

sábado, 28 de agosto de 2004

PENSANDO NESTA PÁGINA

Este é mais um espaço democrático para: pensar, falar, discutir, debater, analisar, sonhar, concordar, discordar, criar, propor, educar, buscar, viver, escrever, publicar, poetizar, avaliar, rever, prever, oferecer, sedimentar, destruir, paradigmatizar, filosofar, socializar, mediar e tantos outros "ar"...Sobre:idéias, conceitos, princípios, paradigmas, textos, artigos, opiniões, sugestões e comentários sobre temas relevantes do pensar humano. Como teólogo, psicopedagogo e estudante (sempre), desejo que este espaço agrade, desagrade, conquiste, leva à reflexão da importância da educação como um processo que envolve os aspectos biopsicosociais e espirituais do ser humano enquanto ser em constante formação e transformação. Este espaço está dividido em quatro eixos temáticos: 1. EDUCAÇÃO E CULTURA. 2. EDUCAÇÃO E MÍDIA. 3. EDUCAÇÃO E SAÚDE. 4. EDUCAÇÃO E RELIGIÃO. Os textos podem ser em forma de poesia, conto, crônicas, comentários, científicos, enfim, como quiser. Considerando que a educação é a obra de uma vida conforme escreveu Ellen G. White, se faz necessário uma análise profunda deste tema, norteado sempre pelos quatro eixos temáticos. Cultura é um termo abragente, hoje não podemos mais simplesmente usar o termo nossa cultura, pois ela envolve toda e qualquer produção humana. Então, deseja participar? Minha página na net é: http://geocities.yahoo.com.br/edu_cultura/edu_cultura.html

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