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sexta-feira, 24 de setembro de 2004

ACORRENTADOS E ESCRAVIZADOS...

CORRENTES E ESCRAVIDÃO...

Qual é o preço da mãe-terra? Qual é o preço da vida?
Correntes que se arrastam pelo chão...pés descalços e feridos...
Pelo caminho estreito eles andaram...homens...mulheres e crianças...
Arrastados pelo chão úmido...molhado por lágrimas de angústia e dor...
Lágrimas e sangue...bebidos pela mãe-terra...sedenta por justiça...
Os ecos de seus gritos de desespero ainda ecoam...gritos que nos inquietam...
Nossa liberdade era deles...nossa vida era deles...nossa justiça aparente...
Vidas entrelaçadas...uma só união entre eles e a mãe-terra...consciência primitiva?
Não...antes a ganância que destrói a natureza e a alma...predadores naturais do capitalismo global...excludente...primitivismo...
Eles...interligados pelo transcendente que se mostra na mãe-terra...nós...separados de tudo e de todos...a cultura da solidão!
Eles...pertencendo...convivendo...aprendendo...sendo! Nós...sem saber quem somos...destruindo...poluindo para ter...sem ser!
Hoje...os acorrentados e escravizados somos nós!

Jorge Schemes

terça-feira, 21 de setembro de 2004

MEDIAÇÃO ESCOLAR

O PROFESSOR COMO MEDIADOR DE CONFLITOS NA ESCOLA


Quando o assunto é indisciplina dos alunos e atitudes de rebeldia e agressões, há a necessidade de mudanças paradigmáticas profundas na escola enquanto comunidade. A postura tradicional de onipotência por parte do educador, mesmo quando se coloca para ajudar o outro (visto como impotente e incapaz de resolver seus problemas), é um modelo inadequado para alcançar soluções. Entender os motivos, o porquê que estão por detrás de cada fala, do que as pessoas dizem, é a chave na resolução dos conflitos. O respeito, a responsabilidade e a cooperação são fundamentais. Na mediação de conflitos dentro da unidade escolar o professor não pode ser o protagonista, deve considerar que não está sozinho nesse processo, e por essa razão deve trabalhar em equipe.
A negociação e o diálogo são vitais para entender o porquê. Compreender primeiro e não apenas penalizar, escutar as razões. O conceito de culpa deve ser mudado para o paradigma da responsabilidade. Em mediação escolar não há culpa, há uma co-responsabilidade. Quando há responsabilidade há reparação, pois a culpa não resolve nada, apenas paralisa e exclui. A co-responsabilidade leva à reparação por meio da ação o que foi feito. Culpa ou castigo envolve exclusão e rótulos, a responsabilidade não.
1. Aspectos sociológicos: Os aspectos sociológicos estão permeados pelos seguintes elementos: a)Mito, que é uma tentativa de explicar a origem; b) Ilusórios: que tentam assegurar equilíbrio e felicidade; c)Ideologia: que visa organizar a realidade; d) Paradigmas: que são certezas e pontos de partidas. Diante do exposto é importante perguntar: Quais são os paradigmas e os ilusórios na Unidade Escolar? Na família? Entre os alunos (crianças e adolescentes)? Também é necessário fazer um levantamento das influências sociais que os paradigmas e ilusórios têm sobre o comportamento da família, da escola e do aluno. Vale lembrar que esta análise corresponde à realidade socioeconômica e cultural de cada comunidade. Apenas como exemplo vejamos a seguinte:

INFLUÊNCIA DOS PARADIGMAS NA (O): FAMÍLIA/ESCOLA/ALUNO


Ausência dos pais, de limites e de afetividade. Crise de autoridade. Equilíbrio e estrutura familiar. O desejo de possuir bens materiais, melhor qualidade de vida e conforto para sua família. Preocupação com a educação e a qualidade no processo de ensino e aprendizagem, e qualidade da infra-estrutura. Ideal de escola perfeita, sem indisciplina e com alto índice de aprovação. Ter aceitação e “poder” (emancipação). Brincar e curtir. Desejo de reconhecimento, de “ser alguém” e vontade de poder se expressar, opinar e deixar sua marca. Aprovação acadêmica.

INFLUÊNCIA DOS ILUSÓRIOS NA (O): FAMÍLIA/ESCOLA/ALUNO

Convívio familiar biparental. Possuir para ser ou ter para ser (consumismo). Os filhos como prioridade. Estabelece um ideal para os filhos alcançarem na vida. Deseja uma família equilibrada e participativa na educação escolar. Pessoal e infra-estrutura adequada. Desejo de educar e orientar para o sucesso escolar (ex: vestibular). Baixa auto-estima (é necessário ter para ser). Desejo dos símbolos de consumo. Certificação para inserção no mercado de trabalho. Preocupação com a repetência escolar.

É próprio, neste momento, algumas perguntas: O processo de ensino e aprendizagem deve estar norteado nos paradigmas dos alunos ou da escola? Quais são os norteadores da família, do aluno e da escola? Podemos pensar educação independentemente da família? A escola está atendendo o que o aluno quer? Qual a relação entre escola e comunidade (família)? No processo de mediação escolar é fundamental garantir a liberdade e o respeito do outro sem imposições da autoridade, pois essa imposição gera lutas pelo poder. O enfrentamento direto não é a melhor alternativa na resolução de conflitos dentro da escola.
Nós somos o que os outros pensam que nós somos. A identidade pessoal é estabelecida pelos outros. Os outros me dão a condição de quem eu sou. Na relação professor e aluno, a pior atitude é a indiferença. Para uma criança, o fato de ser ignorada é cruel. Há uma dependência total da identidade pessoal. Em relação aos conflitos na escola, devemos perguntar: qual é a mística que há por trás deles? Qual é o “modus vivendi”? Qual é a motivação? No contexto da Teoria da Atividade, um dos aspectos é a motivação do aluno no processo de ensino e aprendizagem. E a pergunta desafiante que surge é: como motivá-lo? O que é de seu interesse? Nesse processo o professor se torna o mediador, o facilitador. Cabe a ele incentivar, motivar, direcionar e mediar o processo de ensino e aprendizagem com intencionalidade pedagógica. Diante dos conflitos não é diferente. Deve predominar a solidariedade, o respeito e a imparcialidade.
A associação que fazemos com a palavra conflito geralmente está relacionada a má comunicação, má interpretação, incompreensão, impasse, frustração, briga, divergência, dúvidas, insatisfação, rejeição, desentendimento, divergências, etc. Até mesmo a própria mídia lucra muito com os conflitos internos das pessoas. O conflito se estabelece quando queremos que o outro aceite a nossa vontade. Os conflitos interpessoais surgem na tentativa de querer que os outros queiram e desejem o que queremos. A mediação é um processo que analisa o conflito em si e suas manifestações. A expressão ou manifestação do conflito deve ser analisada pela mediação para levar ao conflito em si, ou seja, o que está causando esta manifestação. A manifestação (sintoma) ocorre em graus diferentes de violência, o conflito é a doença. Do conflito manifesto, o mediador deve ir ao conflito subjacente: conteúdos objetivos e conteúdos subjetivos (os subjetivos são os verdadeiros motivadores do conflito). A questão subjetiva deve ser inquirida com o seu significado: o que significa determinada manifestação objetiva? Quais as motivações? As motivações são pessoais? A partir das motivações é possível entender quais são as manifestações subjacentes. Resumindo: todo conflito tem manifestações que são produzidas por motivações subjacentes que podem ser objetivas ou subjetivas, contextualizadas dentro de uma realidade. Desta maneira podemos afirmar que o mediador escolar terá a sua prática embasada em princípios fenomenológicos para a resolução dos conflitos.
Vejamos a seguinte situação. Entre um grupo de professores foi feita a seguinte dinâmica: cada participante recebeu um balão e o encheu. Em seguida o coordenador solicitou que amarrassem os balões e o segurassem com a mão esquerda, e que colocassem a mão direita aberta para trás, onde foi colocado um palito de dente. A regra era: proteger o seu balão e mantê-lo cheio até acabar o tempo de cinco minutos. Dado o sinal de início, alguns balões começaram a ser estourados pelos colegas com o palito de dentes. Ao final do tempo dado, apenas dois permaneceram com os balões cheios. Todos poderiam ter permanecido com os balões cheios se não usassem os palitos, pois a regra não era durar os balões. Foi o espírito competitivo que os levou a furar os balões. Nesse espírito todos querem ganhar. Embora a consigna fosse ter o seu balão cheio, apenas dois se preocuparam em proteger o seu balão. O palito de dentes simboliza o conflito. Neste modelo, em situações de conflito o nosso objetivo é ganhar, não basta proteger, é preciso vencer e para vencer é preciso destruir o outro nas dimensões objetiva e subjetiva. Este é um paradigma cultural que precisa ser desconstruido. Todos tinham palitos e o outro esperava que o ataque ocorresse. A forma de proteger foi atacando, porque o outro esperava isso. A filosofia que predomina é: o importante é que a outra pessoa perca e que eu ganhe! A fórmula era: para eu ganhar o outro tem que perder, mas esse é um paradigma que precisa ser desconstruido na mediação. Em lugar dele é preciso pensar no que podemos fazer juntos para solucionar o problema que nos envolve. Essa é a mudança de paradigma que deve ser feita. Para os alunos adolescentes que desejam ter identidade própria, independência significa subjugar alguém. Então aparecem as gangues para subjugar os outros. Para ele ser alguém ele deve levantar as limitações. A pergunta é: como se resolve um conflito satisfazendo ambas as partes? Todos devem ganhar na mediação escolar. Tal mediação não trabalha a questão (conflitos), mas as pessoas que estão envolvidas na questão. Nesse novo paradigma, o conceito de quem ganha e de quem perde deve ser superado. Nossa cultura está formatada para ganhar e perder. A pergunta é: o que poderia produzir uma escola com outro modelo? A proposta educacional da UNESCO está norteada por quatro eixos que são pertinentes ao tema: 1. Aprender a ser; 2. Aprender a fazer; 3. Aprender a conviver; 4. Aprender a aprender. Nesse contexto as teorias educacionais devem ser aliadas da mediação escolar enquanto prática. A teoria das múltiplas inteligências, a teoria da interdisciplinaridade e da multidisciplinaridade, a teoria da atividade contemplada na proposta sociointeracionista. Deve haver coerência entre a teoria e a prática. A mediação escolar é uma construção cultural, portanto não pode ser estabelecida na escola por um professor isoladamente, mas por meio do diálogo contínuo e capacitação de todos na comunidade escolar. O trabalho deve ser desenvolvido em equipe. Todos, sem exceção, na escola, devem no decorrer desta construção cultural, estar capacitados em mediação. Isso é mais do que uma teoria, é uma forma de vida, de pensar, de dialogar. A mediação é uma cultura e uma prática desenvolvida dentro da organização para beneficiar a todos, por isso todos devem ter capacidade de dar respostas novas diante dos conflitos. No processo da mediação como resolução de conflitos dentro da unidade escolar não há culpados, mas responsáveis. Todos têm que ter estes conceitos para que o diálogo seja estabelecido na mesma base. Desta maneira, todos irão proteger o seu “balão” e não usarão o seu “palito” para “furar” o de ninguém. É necessário criar um mecanismo de auto-gestão dos conflitos propondo um diálogo sobre os conflitos. Todos devem saber igualmente criar um diálogo para encontrar uma solução em que todos ganhem, sem perdedores.
Na mediação escolar é fundamental que o mediador seja capaz de separar os fatos da fantasia. Ser completamente imparcial é outra característica. A questão (problema ou conflito) tem duas dimensões: o que é manifesto e o que é subjacente ou as motivações. O mediador deve ser hábil em eliminar a oposição entre as partes envolvidas no conflito. Colocar questionamentos às partes é um procedimento próprio para a mediação escolar. Questionar para que as pessoas envolvidas eliminem certezas. O negativo são as certezas, as dúvidas permitem ampliar as questões subjacentes. As certezas fecham e limitam. Questionar leva à reflexão. As motivações conscientes e inconscientes devem ser trabalhadas. A mediação propõe um estado de questionamento permanente. Os motivadores que devem ser atendidos no início da resolução de um conflito são: 1. Informação objetiva - os elementos objetivos são importantes para ter a informação suficiente sobre o caso, para que as pessoas envolvidas saibam decidir. O mediador deve auxiliar a deixarem a fantasia. 2. Criação de opções - que caminhos seguir? Entre os conflitantes, um vai incentivando o outro para encontrar diferentes soluções. A análise da melhor opção leva ao compromisso de todos os envolvidos, motivados não pelo medo, mas por satisfação mútua. Esse compromisso é com o que pode ser realizado no presente e no futuro. Nesse processo é importante ressaltar as funções do mediador: 1. Acolher sem pré-julgamentos ou pré-conceitos; 2. Ganhar a confiança por meio da imparcialidade; 3. Introduzir o respeito, mais pelo exemplo pessoal do que pela hierarquia; 4. Conseguir cooperação eliminando disputas; 5. Promover a criatividade na resolução do conflito e solução do mesmo; 6. Capacitar em administração de conflitos; 7. Promover a co-responsabilidade entre as partes envolvidas e não a culpabilidade. Vale lembrar que cada mediação é única e personalizada, pois está inserida em seu contexto peculiar. A administração dos conflitos não deve impor motivações de qualquer lado, e também não pode estar limitada na conciliação deixando as pessoas parcialmente satisfeitas (acordo na base da barganha). Mas deve promover a cooperação entre as partes envolvidas deixando-as 100% satisfeitas.
Ao líder com conflitos, o mediador estará lidando com emoções. Emoções são sentimentos, reações e manifestações corporais percebidos, que afeta o corpo sem passar pelo raciocínio. Envolve sentimentos de amor e/ou ódio. Diante das manifestações corporais, o mediador pode solicitar que os envolvidos falem do que estão sentindo. É necessário quebrar as normas culturais que reprimem e sufocam as expressões das emoções. É importante e fundamental saber escutar, para dar a oportunidade do(a) aluno(a) falar e expressar o que está sentindo. Os envolvidos devem expressar suas emoções por meio do diálogo e não por meio de agressões físicas. Diante disso, o professor mediador é um facilitador do processo da mediação, objetivando principalmente a cooperação e a co-responsabilidade das partes envolvidas para a solução do conflito. Portanto, a mediação escolar na resolução de conflitos é um desafio e uma cultura que ainda precisa ser muito discutida e implementada na educação brasileira.

Para saber mais acesse: www.imab-br.org

Jorge N. N. Schemes - Teólogo e Psicopedagogo - Técnico Pedagógico na GEREI de Joinville - Coordenador do Projeto de Mediação Escolar.
Fone: (47) 91083954
E-mail: jorgeschemes@yahoo.com.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

PLATÃO E PLOTINO

A CONTRIBUIÇÃO FILOSÓFICA DE PLATÃO E PLOTINO

Por: Jorge Schemes
INTRODUÇÃO:
O autor pretende com esta pesquisa analisar o pensamento filosófico de Platão e Plotino, considerando os seguintes aspectos: o período e o contexto social; a argumentação filosófica e teológica; quais as influências destes pensamentos na história; interpretação conclusiva. Considerando a complexidade dos pensamentos de Platão e Plotino, o autor se limitará a uma síntese das principais idéias destes filósofos. PLATÃO: Seu nome era Arístocles, dito Platão, viveu em Atenas – 427/428 – 347/348 a.C., filósofo heleno, discípulo de Sócrates, mestre de Aristóteles e fundador da Academia. Considerado por muitos historiadores e literários como o melhor escritor da humanidade. Criador do gênero “diálogo”, em prosa, e do “mimo”, em poesia. Em sua vasta obra discute-se praticamente todos os temas filosóficos. Autor da República, Apologia de Sócrates, Carmides, As Leis e Timeu. Platão é um nome que, segundo alguns estudiosos, derivou de seu vigor físico e da largueza de seus ombros (Platos significa largueza). Ele era filho de uma abastada família, aparentada com famosos políticos importantes, Por essa razão muitos estudiosos acreditam que sua primeira grande paixão temática tenha sido a política. Platão foi discípulo de Sócrates, e quando tinha cerca de vinte e nove anos seu mestre foi condenado a beber o cálice de cicuta, tal processo foi relatado em sua obra Apologia de Sócrates.Também escreveu cerca de trinta Diálogos que têm Sócrates como protagonista, onde Platão tenta reproduzir a magia do diálogo socrático de perguntas e respostas. Este filósofo foi o responsável pela formulação de uma nova ciência, ou, para ser mais exato, de uma nova maneira de pensar e perceber o mundo. O ponto fundamental foi a descoberta de uma realidade causal supra-sensível, não material. Para chegar a tal resultado, percorreu primeiramente a filosofia naturalista, e posteriormente orientou-se pela metafísica de uma filosofia espiritualista do intangível. Só após esta orientação metafísica é que se começou a falar em material e espiritual. A ordem explícita é uma conseqüência de uma ordem implícita, superior e invisível. O verdadeiro ser é constituído pela realidade inteligente e inteligível que lhe é transcendente. Ele próprio nos dá uma idéia magnífica sobre a questão da ordem implícita e explícita no seu famoso relato sobre o “Mito da Caverna” registrado em sua obra A República. Depois da morte de Sócrates, Platão deu início a suas viagens, fez um vasto giro pelo mundo para se instruir (390-388). Visitou o Egito, Itália, Silícia e outros lugares como Judéia e Índia, na opinião de alguns especuladores. Tais experiências lhe colocaram em contato com diferentes formas de pensamentos. Ao voltar a Atenas por volta do ano 387 a.C., fundou a Academia. Foi nesse retorno que ele dedicou-se exclusivamente ao pensamento metafísico. Para Platão, o mundo ideal, racional, transcende o mundo empírico, material. Sua escola de filosofia, ensinava também matemática e ginástica. Ele valorizava muito a matemática por dar a capacidade de raciocínio abstrato. Na entrada de sua Academia havia a frase: "Não permitam a entrada de quem não saiba geometria. Para Platão, todas as idéias existem num mundo separado (o mundo das idéias), este mundo é o centro e a culminância do sistema metafísico elaborado por ele. Entre as idéias e a matéria estão o Demiurgo e as almas, e a racionalidade aparece na matéria. O divino platônico está representado no mundo das idéias e especialmente pela idéia do bem. Esta idéia é a realidade suprema da qual dependem todas as outras idéias, valores éticos, lógicos e estéticos, que se manifestam no mundo sensível. A alma humana é considerada como um ser eterno (coeterno às idéias, ao demiurgo e à matéria), de natureza espiritual, inteligível, caída no mundo material como que por uma espécie de queda original ou um mal radical. Por isso, a alma humana deve libertar-se do corpo. Essa separação começa em vida por meio da filosofia e se realiza na morte quando a alma de fato separa-se do corpo. Para ele, a união da alma com o corpo é extrínseca, há uma negação do não-ser (matéria) e uma afirmação do ser (mundo das idéias). Isso conduz a uma postura ascética em relação ao corpo objetivando a libertação da alma. O dualismo dos elementos constitutivos do mundo material resulta do ser e do não-ser, da ordem e da desordem, do bem e do mal, que aparecem no mundo. Da idéia - ser, verdade, bondade, beleza - depende tudo quanto há de positivo, de racional na experiência. Da matéria - indeterminada, informe, mutável, irracional, passiva, espacial - depende tudo que há de negativo na experiência. Esse é o clássico dualismo grego baseado na concepção platônica. PLOTINO: Filósofo egípcio neoplatônico. Para Plotino o princípio de todas as coisas era o Uno. Sofreu influências do pensamento persa e platônico. Nasceu em 205 da era cristã, em Licópolis, permanecendo quase toda a juventude em Alexandria até 243 d.C., quando deixou a cidade para seguir o imperador Jordano em sua expedição oriental. Após esta experiência, fundou uma escola em Roma C. 244 d.C.), nos moldes neoplatônico. O contexto social era que, durante o período helenístico pós-Alexandre e, posteriormente, no período Imperial Romano, desenvolveram-se várias escolas de filosofia. Entre elas se destacam a dos cínicos, a dos estóicos e a dos epicuristas. Embora sejam escolas com características bem próprias, todas elas tinham por ponto de partida os ensinamentos de Sócrates e/ou dos pré-socráticos Demócrito e Heráclito. Mas a mais bela e original das escolas do final da antigüidade foi inspirada pelo gênio de Platão. Por isso é chamada de neoplatonismo, um aperfeiçoamento extraordinário do pensamento filosófico grego. A escola neoplatônica parece ser sempre atual hoje em dia, devido às similaridades entre a visão e concepção de mundo que emergem de seus pressupostos filosóficos básicos e a atual visão de mundo que surge da Física moderna, da Teoria Geral dos Sistemas e da psicologia Transpessoal. O personagem mais importante do movimento neoplatônico foi Plotino. Plotino foi discípulo de Amônio, que não deixou nada escrito da sua filosofia. Amônio cultivou a filosofia não apenas como um exercício de inteligência, mas também de vida e de aperfeiçoamento espiritual, buscando uma percepção direta, de cunho místico, da realidade, ou, da essência da existência. Após fundar sua escola em Roma, Plotino passou de 224 d.C. a 253 d.C. apenas ministrando lições, sem nada escrever. Depois desta data passou a escrever tratados onde fixava suas lições. Mais tarde, todos os seus escritos foram ordenados por seu discípulo Porfírio, que os dividiu em seis grupos de nove tratados, de onde veio o título Enéadas (em grego, nove se escreve ennea). Dentre os assuntos abordados nestes tratados estão; fenômenos tais como a saída da alma do corpo (projeção), a análise do Uno (holos), como e porque existem um mundo físico e um outro espiritual, etc. Plotino tinha um carisma extraordinário, mesmo quando da sua morte aos sessenta e cinco anos, em 270 d.C., suas últimas palavras foram: "Procurai sempre conjugar o divino que há em vós com o divino que há no universo". Esse tinha sido o objetivo da escola de Plotino, ensinar aos homens um modo de entrarem em contato direto com uma realidade mais abrangente e reunir-se com o divino. Tal pensamento é entendido hoje como uma experiência direta de cunho transpessoal. A própria psicologia moderna acabou sendo influenciada por estas idéias, como por exemplo a psicologia de Carl Gustav Jung. Plotino abraçava uma concepção holística do universo, às vezes Plotino chamava o Uno de Deus. Na outra extremidade estaria aquilo que ele denominava de Reino das Sombras, onde apenas uma fração ínfima da luz divina chegava. As trevas para Plotino não eram, apenas estavam na escuridão, uma vez que elas não tinha a luz divina. Assim, só Deus é o real, só Ele é. A matéria seria a ponta final da luz divina, a escuridão, mas mesmo a matéria possui algo da luz de Deus. Todavia, diferentemente de Platão que é dualista, Plotino interliga tudo, onde o isto está ligado ao aquilo (como também falava Buda). Para ele o universo é um imensa rede de relações (cosmovisão holística). Até mesmo as sombras têm uma tênue parte desta unidade ou holismo. Plotino afirmava que em alguns momentos de sua vida experimentara a vívida sensação de unir ou fundir sua alma com Deus. Essa experiência levou Abraham Maslow a desenvolver estudos onde afirmou que as pessoas mais saudáveis e carismáticas experimentaram, pelo menos uma vez na vida, uma espécie de "experiência de pico", onde parece que as divisões convencionais do intelecto humano parecem perder todo o sentido e a pessoa sente-se plena de uma paz e de um contato mais íntimo com algo transcendental. Tais experiências são denominadas atualmente de experiências místicas, e são estudadas pela Psicologia Transpessoal.
CONCLUSÃO: Tanto a filosofia de Platão quanto a filosofia de Plotino influenciaram e influenciam profundamente o pensamento e as ciências modernas, a Metafísica, a própria Física Quântica e a Psicologia defendida e aplicada por Jung e Maslow são alguns exemplos. A influencia no pensamento e na filosofia cristã também é visível. Até mesmo alguns dogmas e crenças básicas que fundamentam o cristianismo histórico tradicional foram afetados por tais pensamentos filosóficos. A Gnose tem suas concepções enriquecidas nestas fontes filosóficas e os movimentos místicos da Nova Era bebem destes pensamentos. É impossível afirmar que hoje não estamos sendo influenciados pelas idéias de Platão e Plotino. Todavia, devemos fazer uma leitura crítica destes filósofos e descobrir, por nós mesmos, até que ponto seus argumentos são irrefutáveis e verdadeiros. É evidente que para isso precisaremos de parâmetros claros, tanto filosóficos quanto espirituais.

BIBLIOGRAFIA:
Reale, Giovanni e Antiseri, Dario. História da filosofia. Vol. I, Ed. Paulus: São Paulo, 1990. Platão, Coleção Os Pensadores. Nova Cultural: 1988. Porfírio. Vida de Plotino/Eneadas I-II. Editora Gredos: Madrid, 1996. Gaarder, Jostein. O Mundo de Sofia. Companhia da Letras: São Paulo, 1995.

AUTOR:
Jorge N. N. Schemes – Bacharel em Teologia / Licenciado em Pedagogia / Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior / Pós-Graduado em Psicopedagogia / Acadêmico de Licenciatura em Ciências da Religião / Autor do Livro: “O que você precisa saber e fazer para Deixar de Fumar / Escritor e Palestrante do MVC / Técnico Pedagógico na GEREI (Gerência da Educação e Inovação do Estado de Santa Catarina em Joinville, SC

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

POESIAS: OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

POESIAS DE OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

QUANDO LÁ NO CÉU CHEGAR

Quando eu lá no céu chegar...
Meu Jesus eu quero ver.
Quero contemplar seu lindo rosto...
Quero me prostrar de joelhos;
E... Seus santos pés beijar.

Quero de mãos dadas passear com meu Senhor...
Olhar as lindas flores e os muros de cristais;
E as moradas, que Ele disse que ia ao céu preparar.

Eu fecho os meus olhos e começo a imaginar...
Quanta alegria pra mim;
Quando eu lá no céu chegar.

Quero contemplar o Mestre...
E seu meigo olhar.
Vê-lo estendendo os braços...
E ouvir sua doce voz a me chamar.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

OLÁ JOVENS

Tenho 73 anos, mas sou alegre e esperançosa.
Quero por meio da minha fé dizer-lhes que sou doente,
Mas sou feliz.
Sei aceitar todos os problemas com amor e paciência;
Pois a vida é passageira.
Mas o que Deus nos reserva futuramente é maravilhoso para aqueles que o amam.
Vocês Jovens tenham Jesus nas suas vidas...Ele faz a diferença.
Posso todas as coisas naquele que me fortalece!
Que é Jesus.

Sem os conhecer desejo toda a felicidade do mundo.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

EU AMO DEMAIS A VIDA

Eu amo demais a vida,
Meu Jesus lá no céu a brilhar.
Eu amo demais a vida,
Porque sei que Jesus vai voltar.

Eu amo demais a vida,
Com Jesus eu quero morar.
Eu amo demais a vida,
Foi Jesus que me ensinou a amar.

Eu amo demais a Jesus,
A Ele quero obedecer.
Aguardar o dia glorioso,
Em que Ele do céu vai descer.
Quero ver Jesus de perto...
O seu rosto conhecer.
Quero apalpar suas mãos feridas por mim e por você.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

POEMA PARA A AMIGA LUZIA

Oh Maria o que te aconteceu que estás tão mal?
O que foi que te deu?
Pela primeira vez que te vi você foi tão mal pra UTI.

Eu fiquei orando sempre por ti.
Eu pedia a Jesus do céu que estivesse ao teu lado
cuidando sempre de ti.

Eu sempre orei, não desanimei...
Pedi que Jesus tivesse piedade,
Pois você era tão jovem e não queria morrer.

Quando mais tarde eu perguntei por ti, me responderam que você estava melhor e que já ia sair da UTI.
Você saiu, você venceu...
Agora não chores não, que Jesus vai secar toda água do teu pulmão.

Tua ferida cicatrizou, não esqueça que nesta jornada Jesus sempre esteve do teu lado, Ele nunca te esqueceu.
Siga a Jesus e não esqueças dele não...
Porque ele tem poder para curar e salvar por meio da oração.

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

OBS: Preciso de um rim. Sangue A positivo.

ESTOU SOZINHA

Eu estou sozinha no meu quarto,
Pensando em Jesus...
Sei que Ele está comigo,
Por mim morreu na cruz.
Nada importa deste mundo,
Eu quero servir a Jesus...
Ele é a minha vida,
Ele é a minha luz.

Estou sofrendo longe dos meus queridos,
Com muita resignação...
Pois sei que no final eu terei a salvação.

Sei que logo, muito logo...
Jesus vem pra me buscar.
É com muita alegria,
Que este glorioso dia,
estou a esperar.
Pois será muito gostoso,
Ir com Jesus morar.
Lá eu terei descanço,
E nunca mais vou chorar.

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

OBS: Escrevi estes versos quando eu estava em Joinville fazendo Hemodiálise e passando mal. Peço a todos os meus familiares que sigam a Jesus, e reconheçam seu sofrimento por nós, quando foi pregado numa cruz.

TENS

Tens a beleza da flor e a ternura das aves...
Tens a pureza da flor de perfume suave.
Tens o aroma singelo que passa sem pressa...
Tem em tuas mãos A Palavra de ricas promessas.

Tem em tuas mãos uma mina de ricos tesouros...
Mais precioso que a prata, mais rica que o ouro.
Tens a vitória da morte...
Tens o segredo da vida...
E só tu és meu Deus.

Tens a sublime inocência no olhar da criança...
Cheia de vida e esperança.
Como um barco que vai para o mar e espera voltar...
E no amanhecer o sol brilhará,
Pois só tu és meu Deus de confiança.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

CARTA E CANÇÃO PARA MEU DOADOR

Eu vivia só sofrendo,
até que você partiu...
Deste mundo você foi embora,
Mas deixaste um rim pra mim.

Aqui eu vou vivendo...
Até que um dia eu irei também.
De mãos dadas, bem segura...
Eu quero te agradecer.

Quero olhar teu rosto...
Quero te conhecer.
Eu sou muito agradecida,
Pelo bem que você me fez.
Este pedacinho que você me deixou...
Com a ajuda de Deus ele funcionou.

Agora, pra mim, a vida melhorou.
Você me tirou da máquina,
E tudo, tudo, se modificou.
Eu quero te dizer:
Que Deus já te abençoou!
Espere aí por mim...
Que um dia eu também vou.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

LOUVORES AO SENHOR

Grande é o Senhor e digno de ser louvado.
Louvado seja o Senhor pela minha vida...
Todas as provações Ele me alivia.
Louvado seja o Senhor...porque eu posso ver,
Enquanto há muitos que nunca viram o sol nascer...
Tudo ao seu redor é trevas...
E no seu coração tudo anseiam conhecer.

Louvado seja o Senhor...porque eu posso andar,
Enquanto há muitos que nem um passo pode dar.
Feliz eu sou...porque eu vou e posso voltar.

Louvado seja o Senhor...
porque deu Seu Filho amado para ser meu Salvador.
Eu tenho muita alegria...em serví-lo com amor.
Louvado seja o Senhor...Ele é a minha vida...
Ele é a minha luz...Ele é quem me conduz.
Seu amor por mim foi grande...
Por mim morreu na cruz.

Louvado seja o Senhor...pelo sol que me aquece...
Ainda que pela tardinha ele desaparece,
Mas pela manhã ele renasce.
Assim, deve renascer em nosso coração,
Em todos os dias da nossa vida:
Mais fé, mais amor, mais pureza...
como a pureza de uma delicada flor.

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ


AMIZADE

A amizade é muito importante na nossa vida.
Para conquistá-la precisamos ser bondosos e cortezes...
Com boas amizades na vida teremos mais prazer.
Quando temos amizade, sentimos com o coração...
E quando a gente se separa...
De longe, acenamos um adeus com nossas mãos.

Sem amizade não podemos viver...
Sentimos um vazio em nosso coração.
Não nos sentimos bem...
Sentimos ao nosso redor muita solidão.

A amizade do mundo é inimizade para Deus.
Quem quiser ser amigo do mundo...
Constituí-se inimigo de Deus.
Eu tenho esperança que Jesus logo vai voltar...
Por isso todos os seus preceitos de amigo eu quero observar,
Pois o meu desejo é grande de com cristo ir morar.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

ESPERANÇA

Neste mundo de sofrimento...
Muitos vivem na desilusão.
Vivem sem esperança...
De que podem ter salvação.

A esperança é muito importante...
Quem espera sempre alcança.
Devemos confiar em Cristo,
Ele é a nossa esperança.

Mensagem de esperança e de luz...
Encontra-se no livro de Jesus.
Quem NEle crê tem a infalível esperança...
Que seus escritos nos representam uma verdadeira luz.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

ESTRELAS

Deus quando formou a terra,
Era sem forma e vazia...
Quando Ele estendeu os céus,
Viu que estrelas não havia...
Mas pela sua palavra todas elas se acendiam.

Não é só no céu que têm estrelas...
No mar também tem.
Só que as estrelas do mar...
Não têm o brilho que as do céu tem.

Não é só no mar que têm estrelas...
Na nossa bandeira também tem.
Elas representam as estrelas que o nosso Brasil tem.

À noite gosto de ficar na janela...
Numa noite de luar...eu noto que algumas estrelas,
Mudam-se de lugar...
Enquanto outras se desprendem,
Apagando-se em pleno ar.

Quando o menino Jesus nasceu...
Uma estrela no céu brilhou...
Para guiar os reis magos...até o Salvador.

Agora para mim todas as estrelas brilham com muita luz...
Mas nenhuma brilha tanto...como a estrela que se chama Jesus.

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ


É CRISTO

Quando nas horas de desgosto o desalento te invadir a alma...
E as lágrimas te aflorarem os olhos...
BUSCA-ME!
Eu Sou aquele que sabe sufocar o pranto...
Eu Sou aquele que sabe estancar as lágrimas...

Quando te debateres no padecimento da dor...
E tiveres a alma ulcerada pelos espinhos...
GRITA POR MIM!
Eu Sou o bálsamo que cicatriza as feridas da alma...
Eu Sou aquele que te alivia os padecimentos...
Não te desesperes.
É só confiar em Cristo!


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

LÁ NA CRUZ

Quando Jesus foi pregado na cruz,
Seu olhar ficou sem luz...
Quanto sofreu...eu não posso imaginar...
O meu querido Jesus.

Quando ainda estava na cruz,
Pediu água para beber...
Mas os cruéis homens do mundo,
Não quiseram atender...
Deram-lhe numa esponja...vinagre...para mais o Mestre sofrer.

E Jesus curvando a cabeça...
Rendeu o espírito e morreu.
Eu fico a pensar porque fizeram isso com meu Salvador...
Sendo Santo...fez-se réu pra salvar o pecador.

Quando Jesus expirou,
O mundo escureceu...
De tristeza a terra tremeu
E todos gritando diziam:
Verdadeiramente este é o Filho de Deus!


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

POESIA DO AMOR

Estou pensando muito no significado da palavra amor...
E nos mandamentos que nos deu Nosso Senhor...
Que devemos nos amar assim como Ele nos amou.

A palavra amor é tão pequena...
Escreve-se apenas com quatro letras.
Porém é de muito valor...
Pois foi pronunciada por Jesus Nosso Senhor.

A palavra amor não tem para vender...
É como boas ações que devemos construir.
Para que quando Jesus vier...
Para o céu...com Ele possamos subir.

O amor não se ensoberbece,não se enciúma...
O amo é benigno...é paciente...
Com Ele se pode salvar a situação e muita gente.

Um grande líder do passado,
O qual, eu tenho certeza que a história é real...
O chamavam de Tiradentes...ele morreu por amor.
Quando subiu para a forca...tudo foi por um ideal...
Ele se submeteu a isso...para salvar o Brasil de Portugal.

Também conheço a história de outro homem...
Que desde aquele tempo...não existiu outro igual.
Ele chegou a dar a própria vida em benefício do pecador...
Com tão grande amor real e divinal...

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

NÃO TE IMPORTES

Não te importes com problemas que vêm sobre você,
Pois Jesus sempre está olhando por você...
Não te importes com aqueles que não te dão valor,
O que importa é que Jesus te olha como a pureza de uma linda flor.

Não te importes com aqueles que te maltratam,
Nem com aqueles que te olham sem amor...
Pensa sempre em Jesus...
Também maltrataram o Nosso Salvador.

Olha para Jesus e segura em sua mão,
Tudo Ele fez para te ajudar...
Confia somente em seu poder...
O mais...tudo Ele proverá.

Não sofras mais...não sofras mais...
A tua lágrima Jesus vai enxugar...
Não sofras mais...não sofras mais...
Tudo será paz.
Pois o poder de Deus sobre você sempre estará.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

ESTOU TECENDO UMA COROA

Estou tecendo uma coroa muito linda...
Adornada de boas obras, de fé e muito amor.
Quando eu chegar nos portais da Nova Terra...
Esta coroa muito linda para Jesus quero entregar.

Quando eu morar na Nova Terra...
Um lindo jardim eu quero cultivar...
Com lindas flores...todas elas coloridas...
Dentre elas a mais linda...
Para Jesus quero entregar.

Este mundo para mim não serve mais...
Quero me mudar daqui e com Jesus quero morar.
Tenho certeza que tudo o que perdi...
Lá na Nova Terra eu vou encontrar.

Estou ansiosa pra ver meu Jesus chegar,
Já estou com tudo pronto para viajar...
Fecho os meus olhos e começo a imaginar...
Deve ser linda a Nova Terra...
Onde para sempre vou habitar.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

PALAVRAS DA MINHA MÃE

Eu era ainda pequenina...
Minha mãe me ensinou:
Que Jesus é nosso Mestre...
Nosso grande Salvador.

Então eu fui crescendo...
Sempre pensando no que ela me ensinou...
Hoje tenho alegria...
Pois conheço o Salvador.

Apesar das tristezas e das dores...
E de tudo que eu perdi...
Sempre, ao lado de Jesus, por toda vida eu pedi:
Ajuda-me Jesus! Ajuda-me Jesus! Ajuda-me Jesus!
A levar minha cruz...
Eu quero viver com paciência e amor...
E o fim dessa estrada...
Quero encontrar o meu Senhor!


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

A VOLTA DE JESUS

Quando eu for para o céu não levarei nada...
Mas...meu Jesus, foi preparar morada.
Ele falou que iria voltar...
Estou esperando este dia chegar.
Porque eu quero com Jesus estar!

Cada dia que passa está mais perto...
Mais perto de Jesus retornar.
Os sinais acontecendo...estão sempre nos dizendo:
Que Jesus não tarda em voltar.

Vamos todos reunidos nos preparar...
Para juntos esperar...Jesus aqui chegar.
Dia glorioso será para os salvos...
Quando ouvir Jesus os chamar.

Já preparei uma linda canção...
Para cantar quando Ele chegar.
Oh! Que dia feliz será para os salvos,
Quando ouvirem Jesus os chamar.
Dia feliz será para mim,
Quando eu ouvir Jesus me chamar...


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

MINHA POESIA PREFERIDA

Senhor...se há perigo de queda ou revez,
Nessa estrada de lutas cruéis...
Ajude-me a levar minha cruz.

Senhor...se sozinha não posso levar,
Tua graça me há de bastar...
No caminho não posso parar.

Eu sei que a cruz que me deste Senhor,
É só minha...só eu sou portador...
Na estrada não a posso deixar.
Se a caminhada é longa e atroz,
Sustenta-me ouvir tua voz:
Filha: Eis-me aqui para te ajudar!

Senhor...é difícil o vale passar,
Quando a cruz que estou a levar...
Parece-me pesar mais e mais.
Porém, mais pesada levou meu Jesus...
Sem gemer...sem lamentar...
Suportou-a com dores mortais.

Subiu ao calvário e ali padeceu...
Por você e por mim se fez réu...
E isso foi agradável a Deus.

Provou cristo a morte de cruz,
Com amor me livrou do calvário da dor...
Liberou-me a entrada no céu de luz.


Não sei como você está meu irmão...com tua cruz...
Se, chorando ou cantando a conduz...
Ou se pensas em abandona-la...
Eu sei que é difícil o seu conduzir...
Numa estrada onde podes cair,
Sem jamais conseguir levantar.

Porém, lembra que cristo Jesus...
Nos deu fardo em lugar de uma cruz,
Fardo leve, que podes levar.
Seu jugo é suave e bastante pra mim...
E descanso minha alma enfim...
Pois com meu cristo no céu estarei.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

MUI DURA E PESADA É MINHA CRUZ

Mui dura e pesada é minha cruz...
Tenho a alma já cansada...sem gozo e sem luz.
Não murmuro...breve finda o meu jornadear...
Já avisto a pátria santa e linda...
É o meu grande doce lar!

Se angústia me oprime...não penso mais,
Penso em coisas mais sublimes e mais divinais.
Penso em cristo. Oh! Que morte...quanta dor,
Quanto sofrimento suportou o meu Senhor.

Estou só esperando o meu Jesus chegar...
Quero me prostrar diante Dele,
E Seus santos pés beijar.
Quero contemplar seu lindo rosto,
E seu meigo olhar...
Vê-lo estendendo os Seus braços,
E ouvir a Sua voz a me chamar:
Vinde, bendita de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está prometido desde a fundação do mundo. Porque tive fome e me deste o que comer, tive sede e me deste água pra beber, estive com frio e me agasalhaste, estive doente e me visitaste...

Então eu direi ao senhor:
Quando Senhor...Fiz-te eu estas coisas?
E Jesus me dirá?
Quando fizeste a um destes pequeninos irmãos...a mim o fizeste,
Entra na alegria do teu Senhor...

Estou esperando o meu Jesus chegar...
Eu quero ir com Ele morar,
Para sempre neste novo e doce lar...
Lá serei feliz...
Pois nunca mais irei chorar.
Das tristezas e das dores...
Nunca mais vou me lembrar.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

GRAÇA AOS CEGOS

Oh! Meu querido Jesus,
Ajude-me a ver...
Eu te amo tanto e confio no teu poder.
Não permitas Senhor...que eu fique sem ver...
Tu curavas os cegos no passado,
Cura agora também.

Oh! Meu querido Jesus,
Que morreste por mim lá na cruz...
Não permitas meu Senhor,
Que eu perca dos meus olhos a luz.
Eu te pergunto como é que vai ser,
Se minhas vistas eu vier a perder...
Como é que eu vou viver...

Senhor...Senhor...
Eu confio no Teu poder.
Vou te pedir mais esta graça,
Sei que de uma maneira ou de outra,
Irás me conceder.

Senhor...Senhor...
Eu confio no teu amor.
Senhor...Senhor...
Eu espero em Seu amor!


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

JESUS É MINHA VIDA

Jesus é minha vida,
E sempre há de ser...
Sim, mesmo envelhecida,
Jesus é meu poder.

Jesus é meu caminho,
É luz...é meu louvor...
Tomou o meu espinho,
A mim deixando a flor.

Jesus enfim é tudo,
É meu eterno bem...
Em seu amor me escondo,
Até chegar no além.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

OBS: Jorge, ofereço estes versos em homenagem pela tua ordenação e pelo primeiro batismo que você realizou. Da mãe-vó.

LÁ VEM JESUS

Lá vem Jesus a caminhar,
Já começou a nos amar...
Vamos sim por Jesus...
Vamos sim trabalhar...
Pelos nossos irmãos...sem parar...

Jesus é bom,
Nos tem amor...
Com sua luz, a todos conduz.

Dai-nos forças Senhor,
Nós queremos seguir...
Confiando no Senhor,
Confiando só em Ti.

Nos ensina o amor,
Vem dar aos teus filhos...
Só Jesus é pastor,
Só Jesus tem poder.

Os anjos vem do céu,
Benditos anjos de luz...
Inspira-nos também...
Por meio de Jesus.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

FIM DO MUNDO

Eu neste mundo já não posso mais viver,
Já não suporto ver tanta gente sofrer...
Quantos pais e quantas mães chorando,
Sem ter alimento para os filhos comer.

Nas ruas da cidade,
Dá pena de se ver...
São tantas criancinhas,
Pedindo o que comer.
A moral está por terra,
Ninguém se entende mais...
É pai contra filho,
E filho contra pai...
O amor já não existe,
Nem consideração...
É um matando o outro,
Sem a menor compaixão.

Muitos falam que o mundo está muito ruim,
Que não pode continuar assim...
Eu quero falar a todos,
Que este mundo está chegando ao fim.
Eu neste mundo já não posso mais viver,
Já não suporto ver tanta gente sofrer...
Tanta gente doente
Lutando para não morrer.

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

MÚSICA PARA ANIVERSÁRIO

Parabéns, parabéns querido (a),
Pelo seu aniversário...
Parabéns por toda vida,
E muitas felicidades...

Vim aqui em tua casa,
Homenagear o teu dia...
Eu não tenho nem palavras,
Pra expressar minha alegria...

Peço a Deus nosso Senhor,
Que abençoe os teus dias...
E te dê muita saúde,
E também muita alegria...

Que esta data se repita,
Por incontáveis vezes...
E que Deus me dê vida e saúde,
Pra cantar pra você muito mais vezes.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

SEMBLANTE DESCAÍDO

Tenho visto teu semblante descaído,
Como quem quer na jornada desmaiar...
Se a cruz teus ombros tem ferido,
E tu acha mui pesada pra levar...
É que com a glória que te espera,
Não se pode comparar...
O choro pode durar um noite,
A alegria no amanhã despontará.

Muitos ventos têm soprado ao contrário,
Açoitando fortemente suas mãos...
Não te esqueças dos gemidos no calvário,
Que nos precede no altar celestial.

Quando olhares as feridas...
Provocadas por Seus passos lá na cruz...
Não te deixes levar pelos assombros,
Pois também feriram os ombros de Jesus.

É certo que um dia nos reveremos,
Entre multidões no espaço celestial...
Ali gloriosos hinos cantaremos,
E lágrimas não derramaremos mais.

Aqui o sol se vai e as nuvens passam...
Ali a noite já não haverá.
Aqui a vida é passageira...
Ali...eterno gozo durará.

Vai seguindo entre cânticos e alegrias,
Até chegar na beira do Jordão...
Onde então tu ouvirás as melodias,
Dos anjos que te esperam em Sião.

Quando olhares entre as pedras e brilhantes,
Reluzindo pés e mãos de meu Jesus...
São sinais dos cravos flamejantes,
Que o feriram e o marcaram sobre a cruz.

OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

OBS: Acho lindo este hino e choro quando o canto. Eu amo a Jesus.

PARÓDIA DO TRANSPLANTE

Quando será, quando será...
Que vão me transplantar.
Quando chegar este dia,
Eu nem vou acreditar.

Quando será, quando será...
Que vou deixar de levantar,
Às cinco horas da manhã,
Para a máquina enfrentar.

Gosto muito das enfermeiras,
Principalmente do Paulinho...
Ele sempre me aplica as agulhas...
Com muito amor e carinho.

Mas, quando será, quando será...
Que o dr. Aluízio vai me operar...
Tirar o rim de alguém,
Pra da morte me salvar.

Mas, quando será...
Que ele vai me operar.
Quero sair do hospital...
E para trás não quero olhar.

Reconheço que estas máquinas,
Servem muito para salvar...
Mas eu peço a Deus do céu,
Para me libertar.
Mas, quando será...

Já faz oito meses que estou no hospital,
Esperando por alguém...
Que queira um rim me doar.
Se isto não acontecer,
Vou continuar a orar.
Vou pedir a Deus do céu,
Que mande alguém pra me ajudar.
Mas, quando será...

Já faz tanto tempo,
Que estou neste hospital...
Já estou ficando velha,
De tanto eu esperar.
Mas, quando será...
Que eles vão me operar...
Quando eu sair do hospital,
Para trás não quero olhar.

Quando será...
Que eles vão me operar...
Tirar um rim de algum irmão,
Para...da morte me salvar.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

DOAÇÃO

Quando vou pra máquina fico muito triste e começo a chorar...
Lembro-me quando eu tinha saúde para trabalhar.
Já faz tanto tempo que estou no hospital,
Para tratamento...estou no regional.

Agora com paciência e resignação vou esperar...
Não perco a esperança de que alguém,
Um rim venha me doar.

Você que tem dois rins, um pode doar...
Você ficará o mesmo e terá vida normal,
Para fazer isto tem que ter bom coração e tem que ser valente...
Para, por meio deste ato, salvar a gente.

Há tanta gente no mundo,
Mas são poucos os de bom coração...
Que sentem a dor de seus irmãos que estão sofrendo,
Ganhar um rim é a solução...
Estamos a espera para transplantar pela doação.

A nossa equipe médica têm bom coração,
Estão fazendo uma campanha...
Para a humanidade fazer a doação.
Agora eu vou esperar,
um coração generoso...
que um rim venha me doar.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ


AMO A JESUS

Amo a Jesus...Ele me ama também...
Vamos sim obedecer sempre,
e seguir a Jesus.
Sem Ele se vive triste...
Sem Ele não somos felizes...

A vida é bela quando se segue a Jesus...
Pois Ele é nova vida...Ele é nossa luz.
Escuta sempre Jesus a minha oração.
Eu quero viver só para ti...
Em toda ocasião.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

LARGUE DE BEBER

Chega de chorar...chega de sofrer...
Você sempre está dizendo,
Que vai largar de beber.
Eu vou sempre na conversa,
E não paro de sofrer.

Você diz que vai embora...
Em outro lugar vai viver.
Eu te dou um bom conselho,
Você largue é de beber.

Eu já estou muito cansada...
De ouvir você dizer:
Vou embora desta casa!
Mas não larga de beber.

Você sempre diz que vai me abandonar...
Eu não estou mais acreditando,
Pra mim é colher de chá.

Vou te dar um conselho?
Você largue de beber.
Pense bem no teu futuro,
Pra mais tarde não sofrer.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

PELA LUZ DIVINA

Pela luz divina...
Se for pecado me perdoa,
Mas eu hei de me vingar...
Não mereces perdão do teu erro,
Hei de te dar o desprezo...
O mundo vai te ensinar.

Não vá pensar que eu estou rogando praga...
Aqui mesmo a gente faz,
Aqui mesmo a gente paga.
Graças a Deus teu nome pra mim morreu...
Tu não mereces um amor igual ao meu.

Tua falsidade e a tua traição,
Partiram-me o coração...
Nunca eu vou me esquecer,
De tudo que me fizeste sofrer.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

ENSINA-ME

Ensina-me a amar...
Mesmo quando só há ódio ao meu redor.
Ensina-me a dar...
Mesmo quando não há nada a receber.

Ensina-me a aceitar tudo que tens preparado pra mim...
Confiando que tudo vem de ti Jesus.

Ensina-me a adorar...
Mesmo quando só há pranto em meu coração.
E também a perdoar...
Como a mim tens revelado teu perdão.
Que eu possa ter mais sede de te conhecer melhor a cada dia,
Mais vontade de estar ao teu redor...
Aceitando teu falar e sentindo teu amor...
Vivendo junto de Ti Senhor.
Confiando que tudo está nas tuas mãos...
E que tudo vem de Ti Jesus.

Vem encher o meu ser com tua paz Senhor,
Faze-a crescer em mim...
Enche o meu coração com Tua paz Senhor...suave paz em Ti.
E se eu me desviar do caminho...busca-me Senhor.
E com gratidão contínua,
E paz no meu coração...
Eu possa dar mais amor.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

A FESTA DA VIDA

Simplifica a sorrir a tua existência...
Vê em tudo motivo de alegria.
E assim na paz de tua consciência...
Faze da fé teu pão de cada dia.

E conserva em perfeita adolescência,
Ungindo de esplendor e de harmonia...
Teu coração e tua inteligência,
Dentro do sonho sublime que te guia.

Repara como a luz da aurora,
Na beleza sem par da natureza...
Tudo em redor é júbilo...é pureza.

Sim, tudo nos desperta e nos convida,
Para o bem...para a luz...para a beleza...
Da grande festa espiritual da vida.


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

ENVELHECER

Entra pela velhice com cuidado...
Pé por pé sem provocar rumores,
Que despertem lembranças do passado,
Sonhos de glórias...ilusões de amores.

Do que tiveres no pomar plantado,
Apanha os frutos e recolhe as flores...
Mas lavra ainda...planta a tua semente,
Que outros virão colher quando te fores.

Não te seja a velhice enfermidade,
Alimenta no espírito a saúde...
Luta contra as tristezas da vontade.

Que a neve caia...
O teu ardor não mude.
Mantém-te jovem...
Pouco importa a idade.
Tem cada idade a sua juventude,
Repleta de saudades...


OSVALDINA EMY DA SILVA MUNIZ

Ela foi uma mulher anônima como muitas outras...mas para mim foi um exemplo de coragem e garra. Vencedora na vida e diante da morte. Foi mãe, avó e amiga, foi exemplo de fé e determinação. Diante da dor foi paciente, e diante da morte vitoriosa. Minha avó e mãe, dedico minha homenagem póstuma neste simples gesto e nas palavras que são imortais. Tive o privilégio de ser educado por ela, como neto e como filho.

Jorge N. N. Schemes

EMPREENDEDORISMO

AS CINCO COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS

COMPETÊNCIA TÉCNICA:

A satisfação das necessidades dos clientes depende da adequação ao uso dos produtos e serviços oferecidos, sendo esta uma questão eminentemente tecnológica. O empresário com competência técnica é capaz de garantir a geração de produtos e serviços, cujas características e benefícios irão satisfazer plenamente o seu cliente. Isto porque ele não é um amador que está se aventurando no fornecimento de produtos e serviços sobre os quais ele nada entende. Ao contrário, ele domina muito bem o método, técnicas e processos do seu negócio.

COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA:

A empresa é um sistema, composto de diversas áreas (vendas, marketing, produção, recursos humanos, finanças, etc.) que devem trabalhar sincronizadas. O empresário com competência administrativa é capaz de gerenciar todas as áreas empresariais, em perfeito alinhamento entre elas e em sintonia com o resultado planejado. No caso do micro e pequeno isto é fundamental por duas razões:

1o) Os efeitos de uma decisão errada na gestão da micro e pequena empresa são imediatos, as vezes irreversíveis e até fatais. Portanto o empresário que é “obrigado” a “confiar cegamente” a outras pessoas a tomada de decisão sobre, por exemplo, vendas, finanças ou marketing, simplesmente por não dominar administrativamente o funcionamento destas áreas, pode estar colocando em risco o seu negócio. Repito: a empresa é um sistema! Portanto, as decisões isoladas em qualquer uma das áreas empresariais podem afetar o desempenho da empresa como um todo. Alguém precisa considerar este todo e este alguém é você, empresário.

2o) Para otimizar seus custos, a micro e pequena empresa precisa trabalhar com uma estrutura enxuta. Portanto, o empresário não pode se dar ao luxo de gastar dinheiro com pessoas que só existem na empresa para suprir suas deficiências administrativas.

COMPETÊNCIA DE LÍDER:

Todos sabemos que as empresas vencedoras possuem como diferencial competitivo o seu capital humano. O empresário com competência de líder é capaz de influenciar, negociar e incentivar mudanças nos comportamentos das pessoas (individualmente e em grupo) para que estas se comprometam a alcançar, de forma consciente e voluntária, os resultados que deseja para a sua empresa. As pessoas em questão não são apenas os liderados, mas também outros empresários, fornecedores, clientes e até concorrentes. No que se refere especificamente aos liderados, liderar envolve, além das habilidades para selecionar, treinar e desenvolver pessoas, as capacidades para estabelecer os resultados desejados das mesmas (planejar metas), definir o como alcança-las (organizar métodos) e acompanhar os resultados (controlar o desempenho das pessoas para elogiar ou repreender).

COMPETÊNCIA ESTRATÉGICA:

A palavra estratégia significa “a arte do general”. O mercado altamente competitivo é uma verdadeira guerra. O campo de batalha é a mente do cliente, que deve ser ocupada e depois protegida contra as investidas da concorrência. O empresário com competência estratégica é capaz de criar caminhos para atingir suas metas empresariais, aproveitando as oportunidades e neutralizando as ameaças do mercado consumidor, fornecedor e concorrente. Na prática, a competência estratégica do empresário é traduzida através de uma gestão empresarial fundamentada em um PLANO DE NEGÓCIOS (ou Planejamento Estratégico). Ter um Plano de Negócios significa buscar continuamente informações sobre consumidores, fornecedores e concorrentes para estabelecer metas e tomar decisões correndo riscos econômico/financeiros calculados.

COMPETÊNCIA COMPORTAMENTAL

Empreender é fazer acontecer. O empresário com competência comportamental é capaz de perceber e concretizar oportunidades, assumindo riscos e enfrentando desafios com arrojo e determinação. Persistência, autoconfiança, independência e outras características comportamentais são muito importantes para enfrentar os desafios de um mercado altamente competitivo. Contudo, podemos destacar 10 características comportamentais fundamentais para o sucesso de um empresário: Busca de Informação, Planejamento e Monitoramento Sistemáticos, Correr Riscos Calculados e Estabelecimento de Metas, etc......

PREVENÇÃO...

PREVENÇÃO E REDUÇÃO DE DANOS

O trabalho de prevenção não pode ter um direcionamento único, mas sim atuar em três pólos, ou seja: o contexto, o indivíduo e a droga. Não deve ser estabelecido um método inflexível e descontextualizado, mas diferentes metodologias de prevenção adaptadas às diferentes situações e realidades.
A prevenção precisa ter um embasamento científico sobre as drogas, bem como da realidade socioeconômica, objetivando levar os estudantes a compreender e apreender os diferentes aspectos envolvidos no processo. Se a ética de abordagem da escola considerar o indivíduo como cidadão, ela estará estabelecendo um espírito de tolerância do dependente e de inclusão do mesmo ou sua socialização.
Neste contexto, a escola não deve transmitir informações de terror sobre as drogas, mas transmitir informações realistas e científicas dentro de um contexto histórico e cultural mais amplo. A prevenção das drogas tem que partir da realidade social na qual a escola está inserida. A escola deve desenvolver projetos de prevenção nos quais os alunos sejam os protagonistas. Para que essa prática seja assegurada e contínua, a escola deve incluir no seu Plano Político Pedagógico um posicionamento com relação às drogas, bem como as diretrizes da prevenção, ou seja: objetivos, filosofia e metodologia de trabalho.

Jorge N. N. Schemes

Bacharel em Teologia – SALT/SP.
Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar – ACE/SC.
Pós-Graduado em Interdisciplinaridade – IBPEX/UNIVILLE.
Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional – IBPEX/FACINTER.
Estudante de Ciências da Religião – FURB/SC

DROGAS

DROGAS: PREVENÇÃO INTEGRAL
Por: Jorge Schemes

Considerando que o problema das drogas é um problema com dimensões éticas, é fundamental analisar fenomenologicamente alguns princípios éticos, tais como; liberdade. Limites, amor e valores...objetivando atingir as causas da problemática do uso de SPA (Substâncias Psico-Ativas) e não apenas as conseqüências. O conceito de cidadania precisa ser entendido nas dimensões do respeito às diferenças, saúde e doença, qualidade de vida e prevenção, enfatizando a formação do cidadão integral de direitos, pois entende-se que a verdadeira cidadania transforma a realidade dos indivíduos, e esta cidadania pressupõe convivência, alteridade, bem como os princípios que a norteiam, tais como: afetividade, solidariedade, respeito, cooperação, diálogo, coletividade, auto-estima, sexualidade e senso de grupo. A idéia de sociedade com suas complexidades na rede de relações, a função social e educacional da família, a questão da desigualdade social e da importância da inclusão dos excluídos, são conceitos importantíssimos no contexto cultural da problemática das drogas, os quais precisam ser abordados levando em consideração os contextos global e local com seus aspectos biopsicosociais, culturais e econômicos. Considerando ainda que o problema das drogas está inserido numa cultura de violência, é necessária uma abordagem dialética e fenomenológica dos conceitos de paz e violência, oportunizando a implementação da cultura da paz. Somente analisando todos estes aspectos poderemos implantar uma política integral de prevenção às SPA.

ÉTICA E MORAL

Ética e Moral

Por: Jorge Schemes


1. OBJETIVO:
• Levar os alunos do Ensino Médio a comparar, discutir, estabelecer relações e elaborar a idéia do objeto de estudo construindo representações, com o objetivo de formular o conceito de ética e moral.
2. PROBLEMATIZAÇÃO:
• Como motivo serão utilizadas a letra e a música: É Preciso Saber Viver (Grupo Titãs). O professor utilizará transparência no retroprojetor e um aparelho de CD, incentivando os alunos a cantarem.
• Solicitar que os alunos expressem sua opinião sobre o significado da letra e a mensagem que a música pretende passar (oralidade).
3. AÇÕES E OPERAÇÕES:
• Lançar a seguinte pergunta: o que significa o refrão “é preciso saber viver?” (permitir que os alunos escrevam e expressem suas idéias – manter o registro).
• Relacionar a pergunta e as respostas dos alunos com dados estatísticos sobre a gravidez na adolescência no Brasil, e a realidade da prática do Aborto em nosso país (aula expositiva usando retroprojetor e transparências).
• Levar os alunos ao laboratório de informática para fazerem uma pesquisa na Internet sobre o aborto – selecionar e coletar material criando um banco de dados individual para leitura, análise e pesquisa.
• Solicitar que os alunos recortem ou tirem fotocópia de textos de jornais, livros e revistas para o banco de dados (pasta).
• Todo material pesquisado deverá ser trazido para as aulas.
• Durante as aulas serão realizados leituras e resumos dos textos. Cada aluno apresentará seus relatórios e conclusões e em seguida será realizado um debate sob a mediação do professor.
• Os textos e resumos serão coletados no banco de dados (pasta).
• Apresentação dos vídeos sobre o aborto: “O Grito Silencioso” e “Direito de Viver”. Os alunos farão um relatório do vídeo e nas próximas aulas serão realizados leituras e debates das principais idéias e conclusões.
• O professor estimulará um debate sobre as questões éticas e morais que envolvem o tema do aborto e da gravidez na adolescência (enfatizando a profilaxia e a redução de danos).
• Os relatórios dos vídeos serão coletados no banco de dados (pasta).
• Os alunos poderão fazer uma pesquisa de campo e levantamento estatístico sobre a opinião dos familiares e/ou colegas do Ensino Médio sobre o aborto. Os dados podem ser tabulados e coletados no banco de dados (pasta).
• Divididos em grupos os alunos elaborarão um cartaz com os textos produzidos, dados levantados e com os textos pesquisados para uma exposição na escola (socialização).
• O trabalho poderá ser concluído com a apresentação dos alunos aos demais colegas do Ensino Médio cantando a música: “É Preciso Saber Viver” do grupo Titãs.

quinta-feira, 9 de setembro de 2004

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE PLATÃO

Para Platão o homem é corpo e alma, sendo a alma o que realmente somos e o corpo como se fosse apenas algo material que nos segue. A antropologia filosófica de Platão sugere que o verdadeiro homem é um ser imortal, cujo nome próprio é a alma, que entra na comunhão dos deuses. O homem é uma união do corpo e da alma, sendo o corpo considerado apenas um veículo da alma. A alma é propriamente o homem, sendo o corpo uma sombra. Mas esta união é infeliz, pois o corpo serve como uma prisão para a alma, e ela só atingirá a verdade do que busca quando se desprender do corpo. Platão repete a expressão de Pitágoras que considerava o corpo como o túmulo da alma.
Segundo o pensamento de Platão, a origem da alma está no Demiurgo, todas as almas humanas são feitas pelo próprio Demiurgo, o qual criou todas individualmente, as entregou para o seu destino seqüencial, aos “deuses criados”, à terra e aos planetas, para introduzirem a alma na existência, revesti-la de um corpo, nutrir o homem e deixá-lo crescer para depois recebê-lo de novo quando deixar esta vida. Para Platão a alma é uma substância invisível, imaterial, espiritual. Só quando é entregue ao instrumento do tempo é que ela se une ao corpo, e só então nascem as percepções. Em sua obra “A República”, Platão define três partes da alma: a alma racional ou espiritual que se manifesta no pensamento puro e na contemplação supra-sensível; a alma irascível à qual pertencem as nobres excitações como a cólera, a cobiça, a coragem e a esperança; e alma concupiscível, onde tem a sua sede os instintos da nutrição e do sexo, como o prazer e o desprazer.
Todo o interesse de Platão pelo homem se concentra, portanto, na alma, e a sua antropologia é essencialmente uma psicologia.

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE SÓCRATES

Depois de algum tempo seguindo os ensinos dos naturalistas, Sócrates passou a sentir uma crescente insatisfação com o legado desses filósofos e passou a se concentrar na questão do que é o homem – ou seja, do grau de conhecimento que o homem pode ter sobre o próprio homem. Enquanto os filósofos pré-socráticos, chamados de naturalistas, procuravam responder à questões do tipo: “ O que é a natureza ou o fundamento último das coisas?”; Sócrates, por sua vez, procurava responder à questão: “ O que é a natureza ou a realidade última do homem?”
A resposta a que Sócrates chegou é a de que o homem é a sua alma – psyché, por quanto é a sua alma que o distingue de qualquer outra coisa, dando-lhe, em virtude de sua história, uma operante ou a consciência e a responsabilidade intelectual e moral. Esta colocação de Sócrates posteriormente exerceu e ainda exerce uma influência profunda em toda a tradição européia até hoje. Ensinar o homem a cuidar de sua própria alma seria a principal tarefa a ser desempenhada por Sócrates e por todos os filósofos autênticos. Sócrates acreditava ter recebido essa tarefa por Deus, dizia que era a ordem de Deus. Procurava persuadir a jovens e velhos a cuidar não só do corpo, nem exclusivamente das riquezas ou de qualquer outra coisa mais fortemente do que da alma, antes de qualquer coisa. Segundo ele, é do aperfeiçoamento da alma que nascem as riquezas e tudo o que mais importa ao homem e ao Estado.
Para Sócrates o homem usa o seu corpo como instrumento, o que significa que a essência humana utiliza o instrumento, que é o corpo, não sendo, pois, o próprio corpo. Assim, para a pergunta: “o que é o homem?”, não seria lógico responder que é o seu corpo, mas sim que é “aquilo que se serve do corpo”, que nada mais é do que a psyché ou a alma. Na visão de Sócrates, esta mesma alma seria imortal e fadada a reencarnar tantas vezes fosse necessárias até a alma se aperfeiçoar de tal forma que não precisasse mais voltar a este planeta.

ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA DE ARISTÓTELES

Aristóteles diverge de Platão quando afirma que todo o ser vivo tem uma só alma e que o corpo humano não é obstáculo, mas instrumento da alma racional, que é a forma do corpo. Para Aristóteles o homem é uma unidade substancial de alma e de corpo, em que a primeira cumpre as funções de forma em relação a matéria, que é constituída pelo segundo. O que caracteriza a alma humana é a racionalidade, a inteligência, o pensamento, pelo que ela é espírito ou alma racional. Mas a alma humana desempenha também as funções da alma sensitiva e vegetativa (alma sensitiva é precisamente a sensibilidade e a locomoção, e alma vegetativa é a nutrição e a reprodução), sendo superior a estas.
Assim, a alma humana, embora sendo uma e única, tem várias faculdades e funções, porquanto se manifesta efetivamente com atos diversos. Segundo a visão aristotélica, as faculdades fundamentais do espírito humano são duas: teorética e prática, cognoscitiva e operativa, contemplativa e ativa. Cada uma destas se divide em dois graus: sensitivo e intelectivo, considerando que o homem é um ser racional, quer dizer, não é um espírito puro, mas um espírito que anima um corpo animal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
01. Hirschberger, Johanes. História da Filosofia na Antiguidade. Ed. Herber, São Paulo, 1965.

02. Platão. Coleção Os Pensadores. Vol. IV, Ed. Abril, São Paulo, 1987.

03. Reale, Giovanni & Antiseri, Dario. História da Filosofia. Vol. I, Ed. Paulus, São Paulo, 1999.

04. Sócrates. Coleção Os Pensadores. Vol. V, Ed. Abril, São Paulo, 1988.

sábado, 4 de setembro de 2004

JOGOS ELETRÔNICOS

JOGOS ELETRÔNICOS: QUAIS SÃO AS REGRAS?

O avanço das tecnologias transforma cada vez mais o cotidiano das crianças e adolescentes. É comum que os pais e pesquisas recentes constatem que as crianças e adolescentes desenvolvem uma capacidade notável de se relacionar intimamente com os computadores e com o ritmo veloz da era da informação. Esse processo tem se refletido na forma como as crianças aprendem a se comunicar, e a exercer uma das atividades mais importantes para a infância: o brincar. Bicicletas, bonecas e piões hoje são crescentemente preteridos em função de outro entretenimento: os jogos eletrônicos, popularmente conhecidos como "games", e os jogos de computadores.
Se essa é uma tendência real, sobretudo entre a classe média, há uma nova necessidade que diz respeito aos pais e ao Estado: acompanhar mais de perto quais são os conteúdos presentes nos games. A análise dos conteúdos assume uma importância única, pois é a partir dela que se pode evitar abusos, como o acesso de crianças a conteúdos inapropriados, e por outro lado potencializar o que há de positivo nos meios de comunicação e entretenimento eletrônico, como a TV, Internet e os próprios jogos eletrônicos. Para contribuir com esta reflexão, o MIDIATIVA inaugura uma série de artigos que tratam da classificação indicativa dos produtos audiovisuais, começando com esta matéria, que aborda mais especificamente a legislação e procedimentos para os games.
Como e com quais critérios é feita a classificação indicativa dos jogos eletrônicos?
A classificação indicativa é uma das atribuições do Ministério da Justiça, que conta com um departamento de classificadores responsável por avaliar os conteúdos de todos os produtos audiovisuais. Qualquer produto audiovisual, como programas de TV, jogos eletrônicos e filmes de cinema, precisam passar pela classificação do Ministério da Justiça antes de ser comercializado.O Departamento de Classificação do Ministério da Justiça analisa os jogos eletrônicos desde outubro de 2001.
Para realizar este trabalho a equipe de classificadores tem como principal função passar de 6 a 8 horas por dia fazendo aquilo que muitas crianças e adolescentes gostariam de fazer: jogar. Porém, o trabalho dos classificadores, que pode parecer mais uma diversão que um trabalho propriamente dito, é feito com rigor e segue à risca os critérios de classificação indicativa determinados pelo Ministério da Justiça. A equipe de classificadores é formada por 10 responsáveis, com idades que variam entre 18 a 68 anos. Essa diversidade na faixa etária e na formação da equipe de classificadores, que têm desde funcionários do MinJ até estudantes de Psicologia e Direito, visa garantir uma análise que contemple os diversos aspectos da obra audiovisual. Assim, todos os games são analisados por duplas ou trios de classificadores, que discutem o conteúdo do jogo eletrônico em questão.
Além dos critérios básicos, válidos também para a TV, que são a incidência de violência, uso de drogas e sexo, os classificadores avaliam ainda a narrativa presente nos jogos e os personagens que são apresentados. Assim, há um critério específico que analisa as temáticas presentes nos games. Se determinado jogo tem uma temática baseada em assuntos complexos, capazes de causar pertubações psicológicas em crianças e adolescentes abaixo de 14 ou 16 anos, ele será classificado como permitido para a faixa etária acima de 18 anos.
Outros critérios, que são usados somente para a classificação de jogos eletrônicos, podem chamar a atenção por sua denominação incomum, como por exemplo o "sangue animado", ou a "violência realista". Por "sangue animado" entenda-se sangue simulado, de cores azul, verde, ou preto. Jogos violentos que envolva agressões entre seres humanos, e não com seres fantásticos comuns em games, também é visto com maior gravidade.

Os jogos eletrônicos são classificados de acordo com os seguintes critérios:

- 18 anos:extrema violência realista, sangue realista, horror, temática adulta, uso e/ou consumo de álcool, consumo de drogas, cenas de sexo e alta tensão.

- 16 anos: violência grave realista, sangue realista, violência grave animada, sangue animado, cenas de nudez, tensão e temática adulta atenuada.

- 14 anos: violência moderada realista, sangue realista, violência moderada animada, sangue animado, conflitos de psicológicos, insinuação de sexo, temática adolescente e tensão moderada.

- 12 anos: violência leve realista, violência leve animada, sangue animado, desvirtuamento animado de valores éticos, conflitos psicológicos moderado, baixa tensão.

Categoria Livre: são os que não trazem conteúdos com dosagens significativas dos elementos citados acima, e podem ser acessados por crianças de qualquer idade.

Há quem pense que quase todos os jogos eletrônicos são carregados de violência e portanto, classificados para faixas etárias mais altas. No entanto, da média de 8 games que são avaliados mensalmente, cerca de 40% é classificado como "Livre".
Dicas interessantes sobre os conteúdos de games podem ser encontrados no site da organização norte-americana Common Sense Media, que atenta para o crescimento de representações de minorias étnicas de maneira estereotipada, além da incidência de sexo e violência. Os dados do Common Sense Media são interessantes por que além de chamar a atenção para conteúdos problemáticos, também indicam os que são recomendáveis para pessoas de todas as idades. Apesar de ser uma entidade norte-americana, esta análise é extremamente válida já que a maioria dos games são produzidos nos EUA e no Japão.
Existem games de vários tipos. Os principais são os jogos que se utilizam de video-games ligados à TV. Estes jogos são em sua maioria comercializados em forma de CDs, que cada vez mais substituem as antigas "fitas" e cartuchos, e que são jogados em casa, o que permite aos pais acompanhar o conteúdo mais de perto. Porém, começa a crescer uma nova prática: as Lan Houses.
As Lan Houses são casas de jogos nas quais há uma rede de computadores que permite a diversas pessoas jogarem o mesmo game em rede. A popularidade das Lan Houses chega a ser tão grande que, muitos jogadores passam a noite inteira grudados na tela. Um dos jogos mais populares é o Counter-Strike, cujo tema é basicamente uma guerra em que os jogadores formam times e se matam entre si. A classificação indicativa de Counter-Strike determina que o seu conteúdo não seja acessado por menores de 18 anos.
Mas como garantir que estes conteúdos não sejam acessados por menores, e que os pais sejam informados da classificação indicativa de games que são jogados fora de casa, em um estabelecimento comercial? Em geral, o procedimento existente se baseia nas denúncias feitas pela sociedade, organizações de proteção dos direitos da infância e da adolescência, ao Ministério da Justiça, que por sua vez as encaminha para o Ministério Público Federal.
No entanto, há casos em que entraram em vigor leis específicas para as Lan Houses. Na cidade de São Paulo foi aprovada no dia 16 de julho de 2004 uma lei que obriga todas as Lan Houses a preencher um cadastro dos clientes, mediante apresentação de documento, e informar a classificação indicativa dos jogos oferecidos. À Prefeitura de São Paulo cabe a fiscalização sobre as Lan Houses, para verificar se a lei está sendo cumprida ou não.
A Monkey, principal rede de Lan Houses do país, com mais de 30 lojas, afirma que a lei que regulamenta o setor em São Paulo vem em boa hora e ao invés de gerar prejuízos, é uma forma de ganhar a confiança dos pais dos adolescentes que passam horas em casas como essas."A lei vem para agregar. Nós já observávamos a classificação indicativa antes da lei ser aprovada. Nossos funcionários são orientados a somente permitir o acesso aos jogos após a constatação de que o cliente tem idade adequada para aquele conteúdo. Se o cliente não tiver idade suficiente será barrado", afirma Marcelle Canfild, assessora de imprensa da Monkey."Trata-se de uma medida de segurança que garante a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente, e que promove um contato maior da Lan House com os pais. Sempre pedimos o telefone de casa, e se há suspeitas de que a criança ou o adolescente está na loja em horário escolar, ligamos para a sua casa para confirmar se ele poderia estar em uma Lan House naquele horário. Isso tudo deve ser feito por que a Lan House tem que ser um espaço de lazer, e não prejudicar as atividades mais importantes da criança", diz Marcelle.
É recomendável que os pais estejam sempre atentos para saber se as Lan Houses cumprem com estas determinações, bem como o acompanhamento dos jogos que os seus filhos acessam pela Internet, ou compram e alugam para serem jogados em aparelhos de video-games. (FONTE: www.midiativa.tv).

sexta-feira, 3 de setembro de 2004

TELEVISÃO EM FAMÍLIA

MONÓLOGO TELEVISUAL NA FAMÍLIA

Por: Jorge Schemes

Apesar de toda a tecnologia informativa cheia de recursos cada vez mais sofisticados, em muitas famílias de nosso século já não existe mais tempo para o diálogo, com o pouco tempo que restou, devido a vários fatores mas também porque, principalmente a TV, além de interferir no conteúdo das conversas, colocou um “esparadrapo” na boca de todos, criando um monólogo televisual. São famílias que não desenvolveram um espírito crítico em relação aquilo que vêem na TV. E muito menos tranformaram o seu conteúdo em temas para debates ou diálogo dentro do círculo familiar. Embora devamos admitir que há temas que não valem a pena nem mesmo mencionar o título.
Há uma anedota sobre dois pesquisadores que desejavam comprovar como a força do hábito de ver TV alterava a quantidade de tempo dedicada à comunicação em família. Eles tentaram determinar se, ver menos televisão levaria a um crescimento na comunicação familiar. Entraram em contato com oficinas de consertos de televisão, para obter os nomes das pessoas que haviam mandado consertar seus aparelhos. Uma vez que essas pessoas ficariam sem televisão por mais ou menos uma semana, os pesquisadores planejaram entrevistar essas famílias, para ver se conversavam mais na ausência da televisão. Contudo, tal hipótese estava errada, pois constataram que quando as pessoas levavam um aparelho de TV para a oficina, sempre davam um jeito de arranjar outro emprestado.
O fato concreto é que a comunicação em família foi afetada com a chegada da televisão. Há um conselho de que quando os problemas com a comunicação surgirem ou forem percebidos, é hora de fazer uma perguntinha que pode ser fundamental para resolver a situação, principalmente quando a desculapa é falta de tempo, a pergunta é: “O que estamos fazendo com àquelas horas na frente da tevê?” É claro que as pessoas não ficam 100% mudas diante da telinha, mas quanto maior for o grau de interesse pelo que está sendo apresentado na TV, menos amistoso as pessoas se sentem a respeito de uma interrupção.
Evidentemente existe, em menor ou maior grau, um envolvimento afetivo do telespectador com as personagens e situações da televisão. É preciso lembrar todavia que as mensagens televisuais atuam por impregnação, agindo sobre o inconsciente e o imaginário, que distrai e cativa a pessoa, paralizando, por assim dizer sua capacidade de ação e reflexão. Talvez seja esta a razão por que há tantas famílias que no "horário nobre" estão demasiado fascinadas com o que assistem, que não têm tempo para ouvir, falar ou atender a pedidos. E quando alguém ousa interromper a programação favorita, acaba ocorrendo uma verdadeira “guerra”. Em certas ocasiões, até mesmo quando chega visita a indiferença é demonstrada, e o “aparelho das fantasias”, muitas vezes ignorante, inculto e irreligioso, continua tendo a suprema veneração.
De acordo com o relatório anual do AD Council (www.adcouncil.org. - entidade americana pró-lar e família), publicado na revista Seleções (em inglês - junho de 1998), “50% dos lares americanos deixam a televisão ligada durante o jantar em família.” Para o Dr. William J. Doherty (Ph.D.), autor do livro: “Intentional Family: How to build Family Ties in Our Modern World”, assistir TV na hora da refeição é lamentável, pois o tempo do jantar é frequentemente o único momento do dia quando há uma oportunidade para toda família estar junta e sentir um senso real de conexão e unidade. Sem um frequente reforço, a conexão familiar pode se perder, e principalmente as crianças, começarão a se sentir isoladas. Por essa razão, o relatório do AD Council dá algumas sugestões de como aproveitar o tempo das refeições e desenvolver o diálogo em família:
• Faça da refeição uma hora especial, desligue a TV.
• Acenda algumas velas e não comece o jantar até todos estarem presentes. Se a sua filha adolescente está no telefone e vocês começam sem ela, vocês estão dizendo que ela não é importante o suficiente para ser aguardada no jantar.
• Todos devem permanecer à mesa até que o último membro da família tenha acabado de comer.
• Se os conflitos e brigas tornarem o jantar em família impossível, seja criativo, pense em alternativas como um picnic à luz do luar.
• Se não há como ter um jantar em família pelo menos uma ou duas vezes na semana, transforme o café da manhã aos sábados ou domingos em momentos especiais.
• Algumas vezes saia com toda família para comer em um restaurante típico, onde não tenha televisão ligada. Lembre-se: o objetivo é manter a conexão familiar.
• Procure transformar a hora da refeição num ritual em família, fazendo do diálogo um hábito.

DESENVOLVENDO VALORES NA FAMÍLIA

Instilar valores fortes no caráter de uma criança é a única maneira de torná-la inócua contra as muitas influências negativas a que elas estão expostas a cada dia. Mas essa não é uma tarefa fácil, onde dar presentes e brinquedos caros seja sufuciente. De acordo com Harriet Heath (Ph.D.), autor do livro Planning: The Key to Meeting the Challenge of Parenting, “são os pequenos atos de amor demosntrados a cada dia, cheios de apoio e orientação, que fazem uma enorme diferença na vida da criança” (READER’S DIGEST, June of 1998:304). Todavia, a mídia é um dos maiores obstáculos e a mais poderosa influência, que na maioria das vezes, vai diretamente contra a educação das crianças.
Allan Bloom, em seu livro “O declínio da Cultura Ocidental”, analiza de forma objetiva a principal causa do fracasso das famílias pós-modernas, tanto no que diz respeito ao relacionamento interpessoal entre os seus membros, como na sua estrutura e educação cristã. Há quem defenda o uso irrestrito da TV no lar, alegando que quando ocorre reunião de família por exemplo, o convívio é mais pacífico se a televisão está ligada. Essa “paz” ocorre porque os membros da família podem focalizar todsa sua atenção na televisão, em vez de uns nos outros, e desta forma avitam discusões e indelicadezas.
Ao escrever sobre a religião e a família, Bloom observa que existe um paradoxo religioso na atual geração. Enquanto a sociedade cai no modismo do respeito ao sagrado, a religião propriamente dita, e de maneira mais específica o conhecimento da Bíblia, foram diminuídos até o ponto de fuga. Para ele, até algumas gerações passadas, a família estava muita bem alicerçada na prática religiosa, a qual consistia em cultos familiares, assiduidade à igreja, reflexões sobre a lei moral de Deus, bem como nos heróis bíblicos (verdadeiros modelos de virtudes), recomendações ao amor fraternal, orações à hora da mesa e recitações de passagens bíblicas, que literalmente ecoavam na mente das crianças. Tudo isso formava um modo de vida, uma responsabilidade familiar. O ensino moral correspondia ao ensino religioso. Tanto as lições morais como os limites éticos eram norteados pela Bíblia Sagrada.
Todavia o quadro em que apresenta-se a família hoje não é o mesmo. Para Bloom,
“a perda do esteio da vida interior concedido àqueles que eram alimentados pela Bíblia deve ser primeiramente atribuída não às escolas ou à vida política, mas sim à família, a qual, com todos os seus direitos à privacidade, se demonstrou incapaz de manter todo e qualquer conteúdo próprio. A melancolia da paisagem espiritual da família é inacreditável. É tão monocrática e tão alheia a quem vive nela como as estepes desérticas freqüentadas por nômades, os quais extraem sua mera subsistência e vão embora. O delicado tecido da civilização, no qual as sucessivas gerações se entrelaçam, desfiou-se; e os filhos são criados, mas não educados” (BLOOM, 1987:71)

Para um grande número de pais, a educação de seus filhos recebe toda prioridade, além de sua sincera devoção material.
“Acontece porém que não têm nada para dar aos filhos em termos de uma visão do mundo, de elevados modelos de conduta ou de profundo senso de relação com os outros. A família exige a mais delicada mistura de natureza e de convenções, do humano e do divino, para que subsista e preencha suas funções. Na base dela está a mera reprodução fisiológica, mas a sua finalidade é a formação de seres humanos civilizados”. (IDEM,71)

Bloom ainda expõe o fato de que a família precisa se alimentar de livros,

“os quais falam do que é justo e injusto, bom e mau, explicando porque é assim. A família requer certa autoridade e sabedoria quanto aos caminhos dos céus e dos homens...a família tem de ser uma unidade sagrada, crente na permanência daquilo que ensina...quando a crença desaparece, conforme ocorreu, a família guarda na melhor das hipóteses uma unidade transitória. As pessoas jantam, brincam e viajam juntas, mas não pensam juntas. É raro que haja vida intelectual em qualquer residência, muito menos uma vida que inspire os interesses essenciais da existência”. (IDEM,72)

O abandono das “tradições” na família, dos conhecimentos “antigos”, e da própria Bíblia, trouxeram o desaparecimento gradativo e inevitável da fé em Deus, que é a base mais sólida para as tradições familiares. Com essa perda, pais e mães perderam a noção de que o mais elevado legado que poderiam fornecer aos filhos seria a sabedoria, e principalmente aquela que vem do alto. Porém, tudo o que mais almejam é a formação especializada e o sucesso profissional de seus filhos. Essa perda das tradições familiares tem levado os pais a uma perda de autoridade e da confiança em si próprios como educadores dos filhos.
“Simultaneamente, com as constantes novidades e incessantes deslocamentos de um lugar para o outro, primeiro o rádio e depois a televisão assaltaram e transormaram a intimidade do lar...a qual permitia o desenvolvimento de uma vida superior e mais independente dentro da sociedade democrática. Os pais já não conseguem dominar a atmosfera domiciliar e até perderam a vontade de o fazer. Com grande sutileza e energia, a televisão entrou não só na sala, mas também nos gostos tanto de jovens quanto de velhos, apelando ao imediatamente agradável e subvertendo tudo quanto não se conforme com ela. Nietzsche dizia que o jornal substituíra a oração na vida do burguês moderno, querendo dizer que o mundano, o vulgar, o efêmero tinham usurpado tudo o que restava do eterno na sua vida diária. Hoje em dia, a televisão substituiu o jornal”. (IDEM, 73-74)

Em um discurso proferido do Vaticano em 1994, o Papa João Paulo II, comentando a influência da TV sobre as famílias ao redor do mundo, definiu a televisão como “a pior ameaça para a vida familiar” e a responsabilizou por “glorificar o sexo e a violência”.
Segundo H. Arendt, não se pode mais dizer que os lares de hoje são as quatro paredes onde se desenrola a vida da família. Muito menos de que o lar é uma proteção contra o mundo, e em particular contra o aspecto público do mundo. Como já dissemos, ao longo do processo de socialização as crianças são o objeto da ação de várias instituições especializadas: a família, a escola, a igreja, a mídia. Todavia nada pode substituir a relação sócio-afetiva da criança e sua interação com o meio. Se a TV tem certa importância no desenvolvimento sociológico da criança como já vimos que tem, é preciso porém ter o devido cuidado para não exagerar nessa importância. Isso porque a TV não substituiu a interatividade da criança com os outros, especialmente a família, bem como os coleguinhas, e enfim: todas as pessoas que fazem parte de seu universo existencial.

Jorge N. N. Schemes

Bacharel em Teologia Línguas Bíblicas pelo SALT
Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar e Séries Iniciais – ACE
Pós-Graduado em Interdisciplinaridade com Especialização em Metodologia do Ensino Superior – IBPEX/UNIVILLE / Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional – IBPEX/FACINTER
Estudante do curso de Ciências da Religião – Licenciatura Plena em Ensino Religioso – FURB
Técnico Pedagógico na GEREI – Joinville, SC.

quinta-feira, 2 de setembro de 2004

SÍMBOLO

Símbolo

Por: Jorge Schemes

Antes da linguagem está o símbolo. Primeiro vêm os símbolos depois os conceitos. Mesmo o esoterismo e o arcano (segredo guardado) necessitam dos símbolos. O símbolo é a mediação do homem e o transcendente. O símbolo dá um segundo sentido as coisas profanas, o primeiro sentido é o que é, o segundo sentido é constituído pelo ser humano. O símbolo transignifica, ou seja; tem um significado além do que significa. O símbolo substitui palavras, representa, ilustra, reduz e amplia o significado. O símbolo é feito. O símbolo é polissêmico, ou seja: tem vários significados (polivalente). O símbolo é sintético quando deixa de ser polissêmico e passa a ser apenas um. O símbolo é relacional para quem experimenta o mistério que ele representa. O símbolo é permanente mas pode ser extinto pelo que são e como são. O símbolo é universal (não todos), pois há símbolos particulares. O símbolo é pré-hermenêutico (interpretação), lingüística e extralingüística. Você dá ao quadro uma interpretação. Por ser pré-hermenêutico o símbolo é signo aberto, interpretado dentro de uma determinada cosmovisão. O símbolo é totalizador. Translúcido nas coisas como são. O símbolo não pode ser forçado, tem que ter uma lógica. O símbolo tem uma função social. É gerador de um vínculo entre os seres humanos. A existência do símbolo é um ato social e um fato social como linguagem.

EDUCAÇÃO, EXCLUSÃO E ALTERIDADE

EDUCAÇÃO, EXCLUSÃO E ALTERIDADE
Por: Jorge Schemes

A educação deve partir do pressuposto de que o ser humano é um ser livre. Todavia para J. P. Sartre “todos somos condenados à liberdade”, ou seja, o que escolhemos é que nos dá a liberdade, porque “liberdade absoluta” não existe. Como afirmava Michael de Montaigne: “a verdadeira liberdade é poder tudo sobre si mesmo”. Contudo, o princípio que deve nortear a liberdade é fazer-se livre com responsabilidade. E. Kant afirmava: “eu dou a mim mesmo a própria lei” (imperativo categórico). Partindo deste princípio, há duas maneiras de agir: ação conforme o dever e ação por dever. Qual a diferença entre elas? Na ação conforme o dever os atos são por inclinação que vem de fora, ou uma determinação externa (ação heterônoma). Na ação por dever acontece justamente o contrário da heteronomia, ou seja, a autonomia. Ação conforme o dever não tem valor moral porque é conduzida por fatores externos, é obrigação. Por outro lado, ação por dever é uma ação autônoma, portanto tem valor moral, porque parte do princípio interno da autoconsciência. Ação por dever também é subjetiva, pois valoriza o ser humano enquanto fim em si mesmo e não como meio.
Contudo, o que presenciamos na cultura ocidental é um novo holocausto do ser humano. Há tantas vidas encurraladas, manietadas, torturadas, que se desfazem e à margem de uma sociedade que não os vê ou, finge que não os vê. Entre esses despossuídos ergue-se uma espécie de vidraça cada vez menos transparente. E como são cada vez menos vistos, como alguns os querem ainda mais apagados, riscados, rejeitados dessa sociedade, eles são chamados de excluídos. Porém, ao contrário, eles estão aí, na realidade incluídos até a medula de cada um de nós. Incluídos em descrédito. Observados, mas Ignorados. Sem direto à liberdade social, porque alguns poucos acham que a liberdade deles é o fim da sua própria. Todavia, a liberdade começa quando garantimos a liberdade do outro, na realidade ela não termina nem começa, pois a liberdade está sempre em construção. Não podemos, em hipótese alguma, servir de obstáculo à liberdade do outro, é nosso dever garantir a liberdade do outro. Só há moral, justiça e direitos quando garantimos a liberdade do outro. Muitas vezes ficamos presos e dominados por regras, regrinhas, picuinhas e minúcias, a tal ponto que esquecemos o grande horizonte daquilo que realmente tem importância na vida. Na educação há coisas e atitudes que são obstáculos para a construção e garantia da liberdade para os alunos. Não raro, o ser é deixado de lado, a construção do ser humano em si é relegada a segundo ou terceiro plano, e passa-se a dar mais importância para uma vírgula ou um ponto que foi esquecido. Todavia, vale refletir: o que realmente tem valor e importância na educação? Deveria ser o homem em si e na sua totalidade. Porém, o que ainda orienta a educação é a ação conforme o dever, o que não é de todo errado, afinal, a sociedade é construída e orientada por este princípio; entretanto, a educação precisa ir mais além e ser conduzida pelo princípio da ação por dever, precisa olhar para a beleza e a complexidade do ser humano enquanto ser em constante estado de educação.
A questão é a transformação do profissional da educação, a mudança de paradigma e o objetivo de não ser um obstáculo à liberdade do outro. Faz-se necessário ter uma postura fenomenológica e não apenas positivista frente aos alunos. Criar obstáculos é fácil, olhar as picuinhas e esquecer do ser humano. Mas construir a liberdade garantindo que ela esteja no outro não é tarefa simples. Reprimir e sufocar aqueles que, segundo nossa visão, estão agindo fora do dever, é desconstruir a liberdade. Por outro lado, é fundamental possibilitar que crianças e adolescentes se reconheçam como seres humanos e consigam conviver harmoniosamente com o que eles têm em seu coração. Por isso o educador é um eterno tentador, sempre tem que tentar, tentar, tentar. Os alunos percebem quando o professor entra na sala de aula, se está animado ou desanimado. Também percebem quando o professor está agindo apenas conforme o dever (heteronomia), ou agindo por dever (autonomia). O professor deve estar autoconsciente do valor dos seus alunos enquanto seres humanos em si mesmos, e não apenas como meios de receber os conteúdos.
Para que essa prática seja possível, é necessário a prática da ética da alteridade. Segundo Michael Foucault, “esta é a ética que dá mais conta das relações humanas”. Para Emmanuel Lévinás, o princípio da ética da alteridade é o respeito pelo diferente. O rosto do outro nos convoca, nos interpela e nos convida. A ética da alteridade no rosto do outro revela o seu infinito. Esta ética quebra os paradigmas tradicionais estabelecidos por outras éticas. O que identifica o outro é o seu rosto, e é muitas vezes no rosto do outro que eu encontro a minha própria identificação. Cada rosto é diferente, mas me dá o sentido do respeito, face a face, olho no olho (alteridade), eu me vejo no outro, pois há uma interpelação quando estamos diante do rosto do outro. Quando o professor aprender a olhar no rosto de seus alunos e não apenas no diário de classe, quando permitir ser olhado, o senso do respeito ao outro e ao que é diferente, surgirá. Este senso surge quando identificamos o rosto e permitimos ser identificados. Apreender o sentido e o infinito no rosto do outro é a ética da alteridade. Ensinar os alunos a respeitar o outro é ensiná-lo a ver o rosto do outro. Muitas vezes para ver o rosto do outro é preciso olhar com outras lentes, de preferência com a lente do outro, e procurar ver como o outro vê.
Nosso discurso hoje não pode estar embasado em éticas reducionistas, mas na ética da alteridade. A prática está enraizada na teoria, no discurso, na fala. Sendo assim, que tipo de fala (teoria) está fundamentada a prática da educação? Que discurso e que ética está sendo teorizada em sala de aula? Porventura serão discursos antagônicos? Discursos que revelam uma prática excludente? Deve-se levar em consideração que ética não é apenas um discurso, mas a vida. Ética da alteridade não é um discurso vazio, deve primeiro ser interiorizada, introjetada e vivida, para que possa criar laços e não separar ou romper. Há muitas “verdades” cristalizadas na educação que precisam ser jogadas fora, pois são excludentes e ferem a ética do diferente, da alteridade, a qual é a favor da inclusão. Educação, seja no nível que for, não é mais doutrinar e excluir o diferente, por isso deve estar centrada num comportamento e numa atitude ética de alteridade. Éticas reducionistas levam à discriminação, enquanto que a ética da alteridade leva a uma prática de respeito e tolerância, pois esvazia o indivíduo do preconceito. Há discursos que levam a princípios de verdades que são excludentes, o grande desafio para a educação e para educadores é usar o discurso da ética da alteridade para que as ações sejam de inclusão. E tudo isso começa pelo olhar o rosto do outro, prestar atenção e saber ouvir o outro olhando em seus olhos e vendo de perto o seu rosto (alteridade). Não é um olhar superficial, é um olhar de empatia, sentir o que o outro sente, sentir o que pensa e como vê a vida. Resumindo, é uma ética da alteridade empática. Com que autoridade um professor ou educador pode estabelecer juízo de valor e definir o que é e o que não é? Se o seu discurso estiver baseado numa ética reducionista, certamente a sua prática pedagógica de ensino-aprendizagem será excludente do diferente. Todavia, se o seu discurso tiver como parâmetro uma epistemologia da ética da alteridade, a sua prática pedagógica será libertadora dos estereótipos, pré-julgamentos, preconceitos e exclusão do diferente, pois sua prática será face a face, olho no olho, tendo como resultado o respeito pelo outro como ser humano único e especial. Para tanto, talvez seja necessário quebrar paradigmas ultrapassados, quebrar o próprio conhecimento construído de maneira fragmentada e formatado para não ver o rosto do outro. Se isso for preciso, será necessário ao mesmo tempo, alimentar o espírito com novos paradigmas com embasamento teórico epistemológico a favor da ética da alteridade. Para isso, é essencial e sumamente necessário ter humildade.
Os alunos percebem se o professor é coerente ou não, se está fazendo um bom trabalho ou um papelão na frente deles. A ética da alteridade pressupõe um comportamento de imparcialidade, justiça, humildade e apreensão do outro, do que é diferente. Assim, ter ética é ter uma atitude positiva perante o outro, pois ética é uma ação que não causa sofrimento em alguém. Uma pessoa ética torna o ambiente saudável. Fazer uma reflexão e uma auto-avaliação é fundamental para que o professor ou educador possa rever seu discurso, sua postura ética e consequentemente sua prática pedagógica. A coerência entre teoria e prática é fundamental na educação. O grande desafio, é formar uma consciência crítica autoconsciente, e estabelecer uma coerência entre a epistemologia da ética da alteridade e a prática desta ética no cotidiano das relações interpessoais, seja dentro da comunidade escolar ou na própria vida.

BIBLIOGRAFIA:

DUSSEL, Enrique. Ética Comunitária. Petrópolis: Vozes, 1987.
OLINTO, Pegoraso. Ética é Justiça. 5a Edição, Petrópolis: Vozes, 2000.
VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 19a Edição, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.
FORRESTER, Viviane. O Horror Econômico. São Paulo: Unesp, 1997.


Jorge N. N. Schemes – (47) 91083954
Bacharel em Teologia – SALT/IAE – São Paulo – SP
Licenciado em Pedagogia – Administração Escolar – ACE – Joinville – SC
Pós-Graduado em Interdisciplinaridade – IBPEX/UNIVILLE – Joinville – SC
Estudante de Pós-Graduação em Psicopedagogia – IBPEX/FACINTER – Joinville – SC
Estudante de Ciências da Religião – FURB – Blumenau – SC
Técnico Pedagógico – GEREI – Joinville - SC

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