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quinta-feira, 29 de setembro de 2005

QUALIDADE NA EDUCAÇÃO PÚBLICA


Segundo Inep, maioria dos diretores da Rede Pública são indicados pelo Governo. Muitas vezes a pessoa não é ligada à educação, e a escolha é político-partidária.

De acordo com dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, do MEC), 59,8% dos diretores de colégios públicos foram escolhidos por indicação da prefeitura ou do estado em 2004. A prática se mostra recorrente, na medida em que, em alguns estados, esse percentual chega a ser superior a 90%, como o Amapá (94,7%), o Rio Grande do Norte (92,3%) e Sergipe (92%).O percentual de diretores eleitos no país é de 19,5%, enquanto a taxa de concursados é menor: 9,2%. Em apenas cinco Estados o percentual de eleitos supera o de nomeados: Acre (onde 72,3% foram escolhidos por eleição), Paraná (58,8%), Rio Grande do Sul (50,9%), Mato Grosso (48,3%) e Mato Grosso do Sul (44,6%). Apenas em São Paulo a proporção de escolhidos por concurso supera a de nomeados, onde 51,8% dos diretores passaram por concurso público."A escolha por indicação é a pior forma por colocar na escola uma pessoa que não tem vinculação com o sistema educacional. É claro que, em alguns casos, pode existir algum critério nessa indicação, mas, na maior parte das vezes, a escolha é político-partidária", afirma Maria do Pilar Silva, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e secretária municipal da Educação de Belo Horizonte. Além de ser a forma mais criticada por especialistas, a indicação política é, segundo o Saeb (exame do MEC que avalia a qualidade da educação), a que tem mais impacto negativo no desempenho dos estudantes. (Fonte: Folha de S. Paulo - 23/09/2005).

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