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sexta-feira, 30 de junho de 2006

O USO DA NET PELAS CRIANÇAS


Fonte: Revista Isto É n.1914 28 junho/2006.
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Silvio Genesini
"Os pais devem limitar o uso do computador"
Quem diz isso é o homem que dirige uma das maiores empresas de informática do País, a Oracle. Para ele, o excesso prejudica as crianças.

Ele anda com dois telefones celulares no bolso e tem acesso rápido à internet na palma da mão. Em casa, Silvio Genesini pode acessar seus e-mails em qualquer cômodo com seu computador pessoal ou de mão. Isso, sem ligar um único fio – em tempos de wireless, tudo é permitido ao presidente da Oracle do Brasil. Ou melhor, quase tudo. O próprio executivo, que comanda a filial de uma das maiores empresas de software do planeta, renuncia à chamada conectividade absoluta e abre mão de poder estar 100% do tempo plugado ao mundo. À noite e nos fins de semana, ele se desliga. “É preciso haver limites entre a vida pessoal e profissional. Os maníacos pela tecnologia exageram muito”, afirma. As famílias precisam de tecnologia, mas devem aprender a usá-la sem exageros. Os pais, defende Genesini, têm de impor limites ao uso dos computadores pelos filhos. E, como nos velhos tempos, mandá-los para a rua para brincar e interagir com as outras crianças, afirmou o executivo a ISTOÉ na seguinte entrevista.

ISTOÉ – Hoje, muitas crianças têm celular, computador na escola e em casa.
Estão sempre conectadas. Isso é bom?
Silvio Genesini
– Nem sempre. O lado positivo é a familiaridade com a tecnologia.
A próxima geração já vai nascer com uma familiaridade magnífica. Tudo vai ser absolutamente natural e elas irão adotar mais rapidamente as tecnologias em seu próprio benefício. Com isso, um pedaço maior da sociedade estará mais preparado para seguir carreiras relacionadas à tecnologia. O problema é o exagero. O abuso
do computador é um perigo muito grande, a criança pode perder coisas muito
boas e ficar viciada.

ISTOÉ – Quais são os riscos?
Genesini – Desde o vício em jogos eletrônicos até o excesso de utilização do computador. Pode haver a perda do contato pessoal, dos processos lúdicos.
Brincar, jogar bola, conviver com as pessoas e ir para a balada são essenciais
para o desenvolvimento. O risco de perder tudo isso é preocupante. Assim como
as pessoas devem impor limites a si mesmas no trabalho, a criança também
tem que ter limites.

ISTOÉ – O que os pais podem fazer? Como tratar um filho adolescente
viciado em jogos de computador?
Genesini
– Os pais têm que limitar o uso, não deixar o filho ligar o computador
fora dos horários combinados. Têm que exercer os poderes da paternidade,
mandar a criança para a rua, jogar bola, passear. O contato pessoal é
extremamente importante. Têm que tirar o filho da tomada. O vício em joguinhos
é terrível. Outra questão extremamente relevante nesse contexto é a palavra
escrita e a falada. Os jovens estão escrevendo de forma totalmente diferente nos
e-mails e nas mensagens rápidas. Está surgindo um novo idioma, completamente diferente. Um canal de tevê a cabo tem legendas nesse idioma e é difícil prestar atenção, seguir aquele negócio do jeito que o pessoal fala. O que potencialmente seria uma revitalização da palavra escrita virou um negócio muito precário. Não é bom. Por isso, deve-se estimular o hábito da leitura. Se alguém medir os índices
de leitura, provavelmente vai ver que está caindo ou ficando banal. Nada supera
um livro. Nada. Definitivamente, o hábito de leitura é fundamental para você aprender a escrever, a falar, a se apresentar. A tecnologia pode ajudar, mas sua utilização
tem que ter um limite.

ISTOÉ – Muitas vezes o melhor momento da família é quando acaba a luz.
Genesini
– É verdade. A gente perdeu um pouco o hábito de conversar. Mas, felizmente, há um balanceamento. As pessoas ainda vão para bares, restaurantes, shows. Levam o celular, mas não o computador.

ISTOÉ – Uma das premissas da tecnologia é que iria melhorar a qualidade de
vida das pessoas. Não está ocorrendo exatamente o contrário?
Genesini
– Praticamente, desapareceu a separação entre trabalho e lazer. O sumiço dessa fronteira é muito perigoso. As pessoas ficam conectadas o tempo inteiro, mesmo nos fins de semana e nas férias. Cada vez mais, elas acham que têm de responder aos e-mails imediatamente, mandam mensagens pelo telefone. A partir do momento em que você é localizável em qualquer lugar do mundo, está trabalhando. A tecnologia permitiu às empresas reduzir os níveis intermediários, a gerência. Há mais gente desempregada nessa faixa e quem ficou está trabalhando mais. A boa notícia é que a tecnologia permite que se tenha mais horas de lazer, mas você precisa ter uma certa disciplina. Na prática, isso é muito difícil.

ISTOÉ – O sr. consegue se desligar do trabalho?
Genesini – Sim. Eu me desligo. A partir de certa hora da noite, desligo o celular. Eu não me conecto durante a maior parte do fim de semana. Guardo parte do domingo à noite para baixar meus e-mails. O lado bom é que toda essa tecnologia permite coisas que antes não existiam, como o trabalho em casa. Nossa sede é em São Paulo e uma de nossas gerentes financeiras mora em Gramado (SC). Certamente, a qualidade de vida dela é melhor. O executivo responsável pela América Latina mora no Rio de Janeiro, como poderia morar em Miami. O que vai resolver essa realidade são as novas relações de trabalho, o entendimento de que é preciso haver limites entre a vida pessoal e a profissional. Os maníacos pela tecnologia exageram muito.

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