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sexta-feira, 14 de julho de 2006

DEPENDÊNCIA MIDIÁTICA

NEUROSE MIDIÁTICA

A revolução da informática provoca o surgimento de uma nova doença. Você vai saber quais são os sintomas desse mal que atinge gente que não consegue se desconectar nunca.
Responda rápido: você está gastando mais tempo à cata de informações do que gastava antes? Você fica mal-humorado quando fica sem o jornal ou a internet? Você fica permanentemente ligado aos sites de informação on-line, mesmo que isso prejudique sua vida pessoal ou profissional? Você fica deprimido depois de dois dias sem acesso a informações?
Se você respondeu "sim" a todas as perguntas, atenção: você pode estar doente. E a doença se chama "neurose midiática".
"Uma semana sem o uso de computador me deu uma angústia, um aperto no peito, aquela sensação de não estar respirando bem", conta o empresário Mario Barreto.
A neurose midiática foi identificada pelo psiquiatra francês Michel Lejoyeux. Ele diz que a informação pode ser consumida como se fosse uma droga – e pode até causar overdose.
"O hipocondríaco da mídia tem medo que o mundo vá mal. Ele olha a atualidade, a economia, e diz que o sistema político não está bem. É uma hipocondria por procuração. Não é um medo por ele mesmo, mas o medo pelo mundo", explica Lejoyeux.
Basta meia hora num dos aeroportos mais movimentados do Brasil para constatar que o problema realmente existe.
"Se a pessoa é compulsiva, o grande desafio que ela tem, em primeiro lugar, é reconhecer isso", diz a psicóloga Ana Maria Rossi.
Mário Barreto é um dependente assumido. "Viciado é viciado. Eu sou notívago, e só quando o sono não dá mais eu coloco o laptop na mesa de cabeceira e deixo pronto para a manhã seguinte", conta.
O dia seguinte nem bem começa e o computador já está lá: na cama, no banheiro, no café da manhã, durante a entrevista. E a família, Mário? "Minha mulher é farinha do mesmo saco", revela.
"Já resolvemos problemas internos da casa por e-mail várias vezes. Mesmo trabalhando no mesmo lugar ou estando na mesma casa, trocamos e-mail em vez de conversar", conta a empresária Karina Barreto.
A produtora de cinema Daniela Arantes sempre sentiu orgulho de ser uma pessoa bem informada. "Em algum momento da minha vida eu desenvolvi uma compulsão pela informação", diz ela.
Daniela passava os olhos em todos os jornais e revistas diariamente. Comprava dezenas de livros, mas nunca lia. Pela internet e pelo telefone, queria as últimas informações.
"O hipocondríaco midiático fala mais dos problemas do mundo, ele não fala das suas próprias emoções. Esconde seus medos e vive os medos coletivos", diz Lejoyeux.
"Em determinada hora eu tive uma estafa. Acabei tendo que me desligar de tudo e tirei umas férias do trabalho. Era tanta coisa que eu não conseguia descansar em casa, sonhava com o problema", conta Daniela.
Mas e quando a informação é "o" instrumento de trabalho da pessoa?
"Cada ano que passa você tem mais meios de se manter informado e vai se atualizando. Isso realmente é viciante", comenta o técnico em computação gráfica Luiz Maggessi.
"Se você somar, o executivo gasta cerca de sete horas por dia com internet, e-mail, navegação na web, reuniões, celulares e telefones fixos", calcula o professor de administração Luiz Antônio Jóia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O empresário Eduardo Ramos deu um jeito nisso, mesmo sendo dono de uma escola de informática e adorando informação. "Eu não checo meu e-mail de hora em hora. Tenho determinados horários no dia para fazer isso, senão, acabo escravo e me distraindo o tempo todo".
"A pessoa precisa gerar opções, falando com outras pessoas, usando sua criatividade ou eventualmente buscando ajuda psicológica profissional", aconselha a psicóloga Ana Maria Rossi.
"Eu não preciso da tecnologia, por exemplo, para brincar com meu filho, que é o que eu adoro fazer. Graças a Deus, tenho conseguido", diz Eduardo Ramos.
"A palavra-chave é entender que o tempo é um bem muito precioso. Às vezes, os jovens não têm muita noção disso. À medida que vamos avançando em anos, começamos a perceber o valor que o tempo tem", constata Luiz Antônio Jóia.

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Será que você também é um neurótico por notícias? Responda ao teste e descubra o resultado.
Responda apenas com um SIM ou NÃO a estas perguntas : 1) Você gasta mais tempo hoje em dia em busca de informaçôes do que antes?2) Você fica mais tempo se informando do que seus conhecidos?3) Você se sente deprimido quando fica sem informações por mais de dois dias?4) Você fica agitado ou irritado quando não pode informar-se por mais de dois dias? 5) Você fica mal humorado sem o seu jornal ou a Internet?6) Você demora tempo demais nos sites de informação on-line?7) Você passa tempo demais vendo o noticiário pela televisão?8) Você não se cansa de ouvir/ver as mesmas notícias várias vezes ao dia?9) Você continua permanentemente ligado aos sites de informação on-line mesmo prejudicando sua vida pessoal ou seu trabalho?10) Já tentou gastar menos tempo com informação?11) Deixa de ver os amigos para não perder o noticiário da televisão?12) Desiste de sair ou divertir-se para não perder o noticiário?13) Pelo menos uma vez ao dia, você não consegue resistir à vontade de ligar o rádio ou entrar na Internet para ficar por dentro das últimas notícias?14) Já lhe aconteceu acordar no meio da noite para se atualizar sobre as últimas notícias?
Pontuação : Um resultado superior ou igual a 5 revela dependência quanto à informação. Se seu jornal não chega na hora ou se a televisão pára de funcionar, você fica roendo as unhas.
As pessoas que apresentam um resultado superior a 10 são realmente fissuradas em informação.Receber notícias é, para eles, uma droga da qual não conseguem livrar-se. Não agüentam mais de duas horas sem uma olhadela no noticiário.

(De « Les angoissés de l’information », dossier realizado pelo Dr. Philippe Massol e publicado em Panorama du médecin no dia 30 de janeiro de 2006 (no.5003). Traduzido por Maria Cecília S. d’Egmont para a Rede Globo de TV em 10 de junho de 2006 ).

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