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quinta-feira, 31 de maio de 2007

AS FORÇAS ARMADAS E O GOVERNO


OPINIÃO SOBRE MILITARES

Pronunciamento da Juíza Dra. Marli Nogueira,
Juíza do Trabalho em Brasília

Há anos venho acompanhando as notícias sobre o desmantelamento das Forças Armadas e sobre a relutância dos governos de FHC e de Lula em reajustar dignamente os salários dos militares.
O cidadão ingênuo até pensaria que os sucessivos cortes no orçamento doMinistério da Defesa e a insistência em negar os reajustes salariais à categoria poderiam, mesmo, decorrer de uma contenção de gastos, dessas que as pessoas honestas costumam fazer para manter em equilíbrio o binômio receita/despesa, sem comprometer a dignidade de sua existência. Mas depois de tanto acompanhar o noticiário nacional, certamente já ficou fácil perceber que não é esse o motivo que leva o governo a esmagar a única instituição do país que se pauta pela ampla, total e irrestrita seriedade de seus integrantes e que, por isso mesmo, goza do respaldo popular, figurando sempre entre as duas ou três primeiras colocadas nas pesquisas sobre credibilidade.
A alegação de falta de dinheiro é de todo improcedente ante os milhões (ou bilhões?) de reais que se desviaram dos cofres públicos para os ralos da corrupção política e financeira, agora plenamente demonstrada pelas CPMIs em andamento no Congresso Nacional.
O reajuste salarial concedido à Polícia Militar do Distrito Federal, fazendo surgir discrepâncias inadmissíveis entre a PM e as Forças Armadas para os mesmos postos, quando o dinheiro provém da mesma fonte pagadora - a União -, criar uma situação constrangedora para os que integram uma carreira que sempre teve entre suas funções justamente a de orientar todas as Polícias Militares do país, consideradas forças auxiliares e reserva do Exército (art. 144, § 6º da Constituição Federal).
Mas agora a charada ficou completamente desvendada. E se você, leitor, quer mesmo saber por que raios o governo vem massacrando as Forças Armadas e os militares, a ponto de o presidente da República sequer receber seus Comandantes para juntos discutirem a questão, eu lhe digo sem rodeios: é por pura inveja e por medo da comparação que, certamente, o povo já começa a fazer entre os governos militares e os que os sucederam. Eis algumas das razões dessa inveja e desse medo:
1) Porque esses políticos (assim como os "formadores de opinião"), que falam tão mal dos militares, sabem que estes passam a vida inteira estudando o Brasil - suas necessidades, os óbices a serem superados e as soluções para os seus problemas - e, com isso, acompanham perfeitamente o que se passa no país, podendo detectar a verdadeira origem de suas mazelas e também as suas reais potencialidades. Já os políticos profissionais - salvo exceções cada vez mais raras - passam a vida tentando descobrir uma nova fórmula de enganar o eleitor e, quando eleitos, não têm a menor idéia de por onde começar a trabalhar pelo país porque desconhecem por completo suas características, malgrado costumem, desde a candidatura, deitar falação sobre elas como forma de impressionar o público. Sem falar nos mais desonestos, que, além de não saberem nada sobre a terra que pretendem governar ou para ela legislar, ainda não têm o menor desejo de aprender o assunto. Sua única preocupação é ficar rico o mais rápido possível e gastar vultosas somas de dinheiro (público, é claro) em demonstrações de luxo e ostentação.
2) Porque eles sabem que durante a "ditadura" militar havia projetos para o país, todos eles de longo prazo e em proveito da sociedade como um todo,e não para que os governantes de então fossem aplaudidos em comícios (que,aliás, jamais fizeram) ou ganhassem vantagens indevidas no futuro.
3) Porque eles sabem que os militares, por força da profissão, passam,em média, dois anos em cada região do Brasil, tendo a oportunidade de conhecer profundamente os aspectos peculiares a cada uma delas, dedicando-se a elaborar projetos para o seu desenvolvimento e para a solução dos problemas existentes. Projetos esses, diga-se de passagem, que os políticos, é lógico, não têm o mínimo interesse em conhecer e implementar.
4) Porque eles sabem que dados estatísticos são uma das ciências militares e, portanto, encarados com seriedade pelas Forças Armadas e não como meio de manipulação para, em manobra tipicamente orwelliana, justificar o injustificável em termos de economia, educação, saúde, segurança, emprego, índice de pobreza, etc.
5) Porque eles sabem que os militares tratam a coisa pública com parcimônia, evitando gastos inúteis e conservando ao máximo o material de trabalho que lhes é destinado, além de não admitirem a negligência ou a malícia no trabalho, mesmo entre seus pares. E esses políticos por certo não suportariam ter os militares como espelho a refletir o seu próprio desperdício e a sua própria incompetência.
6) Porque eles sabem que os militares, ao se dirigirem ao povo, utilizam um tom direto e objetivo, falando com honestidade, sem emprego de palavras difíceis ou de conceitos abstratos para enganá-lo.
7) Porque eles sabem que os militares trabalham duro o tempo todo, embora seu trabalho seja excessivo, perigoso e muitas vezes insalubre, mesmo sabendo que não farão jus a nenhum pagamento adicional, que, de resto,jamais lhes passou pela cabeça pleitear.
8) Porque eles sabem que para os militares tanto faz morar no Rio de Janeiroou em Picos, em São Paulo ou em Nioaque, em Fortaleza ou emTabatinga porque seu amor ao Brasil está acima de seus anseios pessoais.
9) Porque eles sabem que os militares levam uma vida austera e cultivam valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes,nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois têm consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que nababescamente com o dinheiro público.
10) Porque eles sabem que os militares têm companheiros de farda em todos os cantos do país, aos quais juraram lealdade eterna, razão por que não admitem que deslize algum lhes retire o respeito mútuo e os envergonhe.
11) Porque eles sabem que, por necessidade inerente à profissão, a atuação dos militares se baseia na confiança mútua, vez que são treinados para a guerra, onde ordens emanadas ou cumpridas de forma equivocada podem significar a perda de suas vidas e as de seus companheiros, além da derrota na batalha.
12) Porque eles sabem que, sofrendo constantes transferências, os militares aprendem, desde sempre, que sua família é composta da sua própria e da de seus colegas de farda no local em que estiverem, e que é com esse convívio que também aprendem a amar o povo brasileiro e não apenas os parentes ou aqueles que possam lhes oferecer, em troca, algum tipo de vantagem.
13) Porque eles sabem que os militares jamais poderão entrar na carreira pela "janela" ou se tornar capitães, coronéis ou generais por algum tipo de apadrinhamento, repudiando fortemente outro critério de ingresso e de ascensão profissional que não seja baseado no mérito e no elevado grau de responsabilidade, enquanto que os maus políticos praticam o nepotismo, o assistencialismo, além de votarem medidas meramente populistas para manterem o povo sob o seu domínio.
14) Porque eles sabem que os militares desenvolvem, ao longo da carreira, um enorme sentimento de verdadeira solidariedade, ajudando-se uns aos outros a suportar as agruras de locais desconhecidos - e muitas vezes inóspitos -,além das saudades dos familiares de sangue, dos amigos de infância e de sua cidade natal.
15) Porque eles sabem que os militares são os únicos a pautar-se pela grandeza do patriotismo e a cultuar, com sinceridade, os símbolos nacionais notadamente a nossa bandeira e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma o conteúdo.
16) Porque eles sabem que os militares têm orgulho dos heróis nacionais que,com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos, já que, não dependendo de votos de quem quer que seja, nunca precisaram os militares agarrar-se à imagem romântica de um guerrilheiro ou de um traidor revolucionário para fazer dele um símbolo popular e uma bandeira de campanha.
17) Porque eles sabem que para os militares o dinheiro é um meio, e não um fim em si mesmo. E que se há anos sua situação financeira vem se degradando por culpa de governos inescrupulosos que fazem do verbo inútil - e não de atos meritórios - o seu instrumento de convencimento a uma população em grande parte ignorante, eles ainda assim não esmorecem e nem se rendem à corrupção.
18) Porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos governos militares, foi ela pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminá-lo por inteiro.
19) Porque eles sabem que os militares passam a vida estudando e praticando,no seu dia a dia, conhecimentos ligados não apenas às atividades bélicas, mas também ao planejamento, à administração, à economia o que os coloca em um nível de capacidade e competência muito superior ao dos políticos gananciosos e despreparados que há pelo menos 20 anos nos têm governado.
20) Porque eles sabem que os militares são disciplinados e respeitam a hierarquia, ainda que divirjam de seus chefes, pois entendem que eles são responsáveis e dignos de sua confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas.
21) Porque eles sabem que os militares não se deixaram abater pelo massacre constante de acusações contra as Forças Armadas, que fizeram com que uma parcela da sociedade (principalmente a parcela menos esclarecida) acreditasse que eles eram pessoas más, truculentas, que não prezam a democracia, e que por dá cá aquela palha estão sempre dispostos a perseguir e a torturar os cidadãos de bem, quando na verdade apenas cumpriram o seu dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista como Cuba ou a antiga União Soviética, perigo esse que já volta a rondar o país.
22) Porque eles sabem que os militares cassaram muitos dos que hoje estão envolvidos não apenas em maracutaias escabrosas como também em um golpe de Estado espertamente camuflado de "democracia" (o que vem enfim revelar e legitimar, definitivamente, o motivo de suas cassações), não interessando ao governo que a sociedade perceba a verdadeira índole desses guerrilheiros-políticos aproveitadores, que não têm o menor respeito pelo povo brasileiro. Eles sabem que a comparação entre estes últimos e os governantes militares iria revelar ao povo a enorme diferença entre quem trabalha pelo país e quem trabalha para si próprio.
23) Porque eles sabem que os militares não se dobraram à mesquinha ação da distorção de fatos que há mais de vinte anos os maus brasileiros impuseram à sociedade, com a clara intenção de inculcar-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutavam pela "democracia", quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos sempre foi - e continua sendo - o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquelas que eles afirmam ter combatido.
24) Porque eles sabem que os militares em nada mudaram sua rotina profissional, apesar do sistemático desprezo com que a esquerda sempre enxergou a inegável competência dos governos da "ditadura", graças aos quais o país se desenvolveu a taxas nunca mais praticadas, promovendo a melhoria da infra-estrutura, a segurança, o pleno emprego, fazendo, enfim,com que o país se destacasse como uma das mais potentes economias do mundo, mas que ultimamente vem decaindo a olhos vistos.
25) Porque eles sabem que os militares se mantêm honrados ao longo de toda a sua trajetória profissional, enquanto agora nos deparamos com a descoberta da verdadeira face de muitos dos que se queixavam de terem sido cassados e torturados, mas que aí estão, mostrando o seu caráter abjeto e seus pendores nada democráticos.
26) Porque eles sabem que os militares representam o que há de melhor em termos de conduta profissional, sendo de se destacar a discrição mantida mesmo frente aos atuais escândalos, o que comprova que, longe de terem tendências para golpes, só interferem - como em 1964 - quando o povo assim o exige.
27) Porque eles sabem que os militares, com seus conhecimentos e dedicação ao Brasil, assim como Forças Armadas bem equipadas e treinadas, são um estorvo para quem deseja implantar um regime totalitarista entre nós, para tanto se valendo de laços ilegítimos com ditaduras comunistas como as de Cuba e de outros países, cujos povos vêem sua identidade nacional se perder de forma praticamente irrevogável, seu poder aquisitivo reduzir-se aos mais baixos patamares e sua liberdade ser impiedosamente comprometida.
28) Porque eles sabem que os militares conhecem perfeitamente as causas de nossos problemas e não as colocam no FMI, nos EUA ou em qualquer outro lugar fora daqui, mas na incompetência, no proselitismo e na desonestidade denossos governantes e políticos profissionais.
29) Porque sabendo que ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo,o governo temia que esses escândalos, passíveis de aflorar a qualquer momento pudessem provocar o chamamento popular da única instituição capaz de colocar o país nos eixos e fazer com que ele retomasse o caminho da competência, dasegurança e do desenvolvimento.
30) Porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui aos militares e às Forças Armadas - por maiores que sejam seus defeitos e limitações - não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

31 DE MAIO - DIA MUNDIAL SEM TABACO: ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL A NOTÍCIA DE JOINVILLE


TABAGISMO PASSIVO

Por: Jorge Schemes*

"Sem fumaça no interior" é o slogan escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado hoje (31 de maio), com a finalidade de fomentar os "espaços 100% livres de fumaça". O confinamento de fumantes nos “fumódromos” foi a primeira atitude severa contra o cigarro no ambiente de trabalho para evitar atritos entre fumantes e não fumantes. Mas a ofensiva não parou por aí. O tabagismo já está queimando o filme de candidatos na disputa por uma vaga. Muitos empresários e executivos não estão mais contratando fumantes. Muitas empresas também adotam a norma de que em caso de igualdade entre dois candidatos, a opção é por quem não tem o vício. Os argumentos são bastante práticos: as tragadas roubam tempo de trabalho e aumentam o absenteísmo (fumantes ficam gripados com maior freqüência e faltam mais ao trabalho). Um levantamento feito com dados dos departamentos de recursos humanos de grandes empresas no Brasil envolvendo cerca de 100 mil funcionários concluiu que as empresas gastam em média mil e duzentos dólares a mais por ano com esses trabalhadores fumantes. Cruzando dados como salários, faltas, pausas para acender um cigarro, uso do plano de saúde com consultas, internações e cirurgias, a consultoria concluiu que além de fazer mal à saúde, o cigarro também dá prejuízo para as empresas.
Para a OMS as razões para aumentar o cerco ao tabagismo em lugares públicos e nos ambientes de trabalho vão além de questões produtivas. Um estudo recente alerta que a metade das crianças de todo o mundo estão sendo expostas à fumaça do cigarro. Prova disso foi uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 244 crianças de quatro a 12 anos de idade, a qual comprovou que o funcionamento dos pulmões dos filhos de fumantes é mais prejudicado do que o dos abstêmios. O fumo afeta mais as crianças com pais fumantes após o parto se comparados àqueles que fumaram até a gravidez e interromperam com o nascimento do bebê. Segundo uma pesquisa realizada pela OMS, em colaboração com outras organizações, entre estudantes de 13 a 15 anos de 132 países, 43,9% dos entrevistados estavam expostos à fumaça do tabaco em suas casas e 55,8% nos lugares públicos. Por essa e outras razões, a OMS afirma que há urgência em proteger os fumantes passivos. Muitos países já tomaram medidas adotando leis para exigir que todos os lugares públicos e de trabalho fechados fiquem 100% livres de fumaça do cigarro, a qual contém cerca de quatro mil substâncias químicas conhecidas, entre elas mais de 50 cancerígenas. Vale lembrar que o tabagismo passivo causa cardiopatias e graves doenças respiratórias e cardiovasculares suscetíveis de provocar a morte prematura também entre adultos. O tabaco mata cinco milhões de pessoas no mundo ao ano, e também é a principal causa de mortalidade evitável do planeta. A campanha de combate ao tabagismo passivo deve estimular a sociedade para a criação de muitos lugares sem a fumaça do cigarro.

*Jorge Schemes
Coordenador do NEPRE na GEECT de Joinville, SC.
http://www.projetonepre.blogspot.com/

http://www.an.com.br/2007/mai/31/0opi.jsp

quarta-feira, 30 de maio de 2007

O FUTURO DA APRENDIZAGEM


Previsões para o Futuro da Aprendizagem

Por: Prof. Dr. Fredric Michael Litto

Recentemente, alguém me solicitou um trabalho de "bola de cristal"- tentar distinguir diferenças na educação do futuro, num horizonte de uns quinze anos pela frente. Evidentemente, teria que me concentrar em características fundamentais (as superficiais seriam apenas cosméticas, não essenciais), aquelas resultantes de muita pesquisa sobre a cognição humana e avanços tecnológicos.

Quanto mais pensei sobre a questão, tanto mais cheguei à conclusão de que o modelo educacional que prevalece entre nós já está defasado em relação àquilo que a ciência já sabe sobre como a mente humana funciona, especialmente com relação aos processos de aprendizagem, e às tecnologias já disponíveis no mercado e nem de longe aproveitadas na educação formal.

Será que daqui a quinze anos esta lacuna será eliminada, e o sistema de educação formal estará absolutamente em dia com as novas descobertas sobre a cognição e com relação à tecnologia? Ou, infelizmente, que é mais provável, a lacuna crescerá, fazendo das instituições de educação formal lugares de "faz-de-conta", divorciados do mundo real, enquanto instituições de aprendizagem informal (auto-aprendizagem com e sem o emprego de educação a distância, aprendizagem no local do trabalho, aprendizagem "em-cima-da-hora") serão os lugares de capacitação atualizada, através de pedagogias super-modernas?

Acredito que estamos caminhando para o cenário educacional pluralista, que oferecerá um leque grande de abordagens ao processo de aquisição de conhecimento e de habilidades. Escolas e universidades com características tradicionais, do mesmo jeito que são hoje em 2002, para alegria de pais e alunos nostálgicos, vão sempre existir. Mas está ficando cada vez mais claro que o futuro pode trazer, para a maioria dos aprendizes, os benefícios de uma nova forma de atuação educacional, uma que aproveita inteligentemente as novas tecnologias e os novos conceitos de aprendizagem.

Estão listados a seguir alguns indicadores de elementos estruturais que a educação (em todos os seus níveis) poderia ter, se deixássemos de lado os preconceitos do passado da sociedade em geral, o corporativismo da classe de profissionais da educação, e o pensamento fossilizado dos burocratas da educação.
1. Avaliação e avanço do aluno baseados na demonstração de competência na matéria estudada, e não no tempo que o traseiro do aluno fica no assento da sala de aula; assim, um "curso" pode durar 3 horas, 3 dias ou 3 semanas, e não, necessariamente, 3 meses; o "semestre" desaparecerá, e novos cursos começarão semanalmente.
2. Diminuição da divisão radical entre ensino médio, ensino superior e pós-graduação, permitindo aos alunos fazer cursos mediante demonstração de capacidade intelectual, artística e vontade.
3. O aluno será responsável, no todo ou em parte, pela montagem do elenco de disciplinas que quer cursar, mesmo ciente de que, eventualmente, terá que prestar exame do conselho regional profissional.
4. O aluno escolherá o sistema de aprendizagem que quiser: totalmente presencial (sala de aula), a distância (TV ou Internet), ou uma combinação dos dois.
5. O aluno receberá um diploma que, como passaporte, terá validade por tempo limitado, requerendo novos cursos para revalidação.
6. O conteúdo de cursos não será mais baseado no conceito de "informação de possível uso, caso seja necessária no futuro" ("just-in-case"), mas, sim, de "como encontrar a melhor solução para problemas no momento em que eles surgem" ("just-in-time").
7. Haverá grande uso de tecnologia, com alunos fazendo todos os seus trabalhos em multimídia, e professores orientando alunos sobre questões de interpretação de conteúdo, enquanto os alunos orientam os professores sobre questões de forma e tecnologia.
8. Com a expansão internacional da Internet de Terceira Geração, já funcionando no Canadá [40 gigabytes por segundo; ver www.canarie.ca], será possível, para alunos e professores, ter acesso, gratuito ou pago, a todos os grandes e pequenos repositórios de conhecimento do mundo, assim, derrotando a limitação atual de livros-texto desatualizados e o isolamento da sala de aula como conhecemos hoje.
9. Com e-books (livros eletrônicos) e e-paper (folhas que recebem da rede cargas elétricas com informação, que pode ser apagada e as folhas reaproveitadas), não haverá necessidade de colecionar livros - tudo estará disponível sob demanda, às vezes por um preço, às vezes gratuito.
10. O histórico escolar do aluno será composto de cursos feitos em muitas instituições, misturando algumas locais com outras continentalmente distantes.
11. A educação informal, feita via Internet, através de "comunidades de prática" compostas de especialistas espalhados pelo mundo, competirá com êxito com a educação formal feita como vemos hoje.
12. A influência controladora de ministérios e secretarias de educação será substituída por auto-regulamentação institucional em bases regionais e internacionais.
13. Alunos que assim o desejarem poderão fazer, via Internet, um curso com diploma de bacharelado totalmente automatizado, sem a interferência de professores humanos, a não ser que o aluno especificamente assim solicite - como já existe na University of Southern Queensland na Austrália - www.usq.edu.au
14. As primeiras experiências em laboratório surgirão com "chips" implantados nos cérebros de seres vivos, permitindo a "entrega de conhecimento" quando solicitado, via satélite ou outros meios sem fio, como no filme "Matrix". Favor notar que eu disse em laboratório; isso significa que será viável, mas ainda não uma prática comum.

Alguém quer fazer uma aposta comigo sobre estas previsões? Melhor: por que precisamos esperar quinze anos para sua chegada? Todas são factíveis e viáveis hoje. O que está nos proibindo de implantá-las hoje? Você, caro leitor, sabe muito bem...

Publicado no Site Aprendiz do Futuro
http://www.uol.com.br/aprendiz
Abril de 2002

PRÊMIO PROFESSORES DO BRASIL


Prêmio Professores do Brasil - 2ª Edição:

Valorizar o professor comprometido com a promoção da aprendizagem, o cuidado das crianças e, ao mesmo tempo, receptivo ao conhecimento das diversas dimensões que as constituem – físicas, cognitivas, lingüísticas, emocionais, sociais e afetivas – significa legitimar e reconhecer o trabalho desse profissional. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação em parceria com a Fundação ORSA, a Fundação BUNGE, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e a União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) realizaram o lançamento oficial do Prêmio Professores do Brasil - 2ª edição no dia 23 de novembro de 2006 durante o “Seminário Nacional Currículo em Debate”, promovido pelo Departamento de Políticas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica, com a participação de dirigentes e educadores dos sistemas estaduais e municipais de ensino do País. O Prêmio, no momento, seguirá a ordem seqüencial de suas edições e não corresponderá, exclusivamente, ao ano civil. Assim sendo, esta segunda edição terá como referência os anos de 2006 e 2007. A iniciativa reconhece o mérito de professores e professoras da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental dos estabelecimentos escolares dos sistemas de educação públicos, instituições privadas sem fins lucrativos, comunitárias, filantrópicas e confessionais, vinculadas aos sistemas públicos de ensino, que vêm desenvolvendo experiências pedagógicas inovadoras e bem sucedidas. São premiados 20 professores, sendo 10 na etapa da Educação Infantil e 10 na etapa inicial do Ensino Fundamental.
A cada um dos 20 professores selecionados em âmbito nacional será conferido prêmio em dinheiro no valor de R$ 5.000,00, troféu e diploma, além de passagem, hospedagem e alimentação durante o período de realização do Segundo Seminário Professores do Brasil e da Solenidade de Premiação, em Brasília. A inscrição poderá ser feita nas Secretarias de Educação, Estaduais ou Municipais, de todas as Unidades da Federação, na Secretaria de Educação do Distrito Federal ou, ainda, poderá ser feita na Secretaria Executiva da Undime, em cada Unidade da Federação. O prazo para inscrição será de 1º de março de 2007 a 30 de junho de 2007. A divulgação dos resultados será durante o mês de setembro de 2007, sendo que a solenidade de entrega dos prêmios e o seminário serão realizados durante o mês de outubro de 2007.
No âmbito do Estado de Santa Catarina, a Coordenação do Prêmio está atribuída aos educadores Rosane Campos Dutra e Aírton Carlos Leite.
Quaisquer informações que se fizerem necessárias poderão ser obtidas nos seguintes endereços: Secretaria Estadual de Educação. Rosane Campos Dutra - Diretoria de Educação Básica e Profissional. Rua Antônio Luz, 111 – 5º andar. 88010-410 – Florianópolis – SC. Fones: (48) 32216069 / 6072. Fax: (48) 3221 6075 / 6223.
E-mail: gedin@sed.sc.gov.br ou rosanesed@hotmail.com

Undime: Aírton Carlos LeiteRua Curitibanos, 60089500-000 – Caçador – SC. Fone: (49) 3563 2239. Fax: (49) 3563 2239.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A REALIDADE E A FÍSICA QUÂNTICA


Evidências Científicas de uma Realidade Maior:

Sempre que buscamos compreender o universo em que vivemos ou a razão da nossa existência, surge em nossa mente uma questão fundamental: será que existe mesmo uma realidade maior ou ela é constituída somente daquilo que podemos perceber no nosso cotidiano? E a ciência, será que ela já tem uma resposta para essa questão? Apesar de haver fortes evidências da existência dessa realidade maior, não só na ciência como também na filosofia, os cientistas continuam sendo extremamente conservadores e raramente se atrevem a responder questões como essa. "Esse é um tema para a filosofia e não para a ciência", afirmam eles. Em seus conservadorismos eles estariam satisfeitos (pelos menos em sua maioria) em viver em um mundo bem estabelecido, governado pelas leis de Newton, onde a essência da matéria estivesse fundamentada em um átomo constituído por um sistema planetário em miniatura. Mas essa satisfação do cientista seria relativa uma vez que, na sua condição de homem que habita o planeta, a sua vida ficaria desprovida de qualquer sentido. Se a realidade fosse assim restrita, ele passaria a conhecer todos os seus fundamentos, mas deixaria de ter uma razão para viver. Os recentes resultados da teoria quântica (confirmados pelos experimentos), mostram claramente que a nossa reallidade é constituída por elementos que possuem propriedades completamente estranhas aos objetos ordinários que conhecemos. Os seus comportamentos são tão estranhos que eles parecem incompatíveis com tudo que podemos imaginar atualmente. Esse fato tem forçado os cientistas a admitirem que é quase certo que o nosso universo está baseado em alguma realidade fundamental maior da qual pouco conhecemos até o presente. Essa nova visão se torna evidente na análise de cada um dos resultados previstos pela teoria quântica como, por exemplo, o fenômeno conhecido nos meios científicos como a "dualidade partícula-onda". Essa dualidade provem do fato de que as entidades quânticas se comportam simultaneamente como partícula e onda. Os elétrons, os prótons, os nêutrons, os quarks e todas as partículas microscópicas possuem essa propriedade. Esse fato quântico (que se pode determinar rotineiramente em medidas de laboratório), mostra a natureza, aparentemente absurda e misteriosa, dos elementos que constituem a nossa realidade, uma vez que uma entidade quântica deve estar simultaneamente (como uma partícula, localizada em um ponto e, como uma onda, distribuída em uma grande região do espaço). Não existe nada similar na natureza que nos permita compreender esse comportamento. Mas os mistérios não param por ai. Esses comportamentos estranhos somente são notados quando as entidades quânticas não foram ainda observadas. Após a sua observação, a nossa interferência, elas se tornam objetos ordinários, como os existentes na nossa realidade cotidiana. A magia da nossa observação transforma, por exemplo, os elétrons em partículas normais que podemos "fotografar". Parece que a nossa mente possui um poder de transformação que ainda não temos consciência. Buda já afirmava em sua época: "a mente prevalece sobre a matéria". Poderíamos então questionar: por que, então a natureza, que é tão extraordinária e ampla, mantém essa aparência restrita da nossa realidade cotidiana? Parece haver somente uma resposta que satisfaz plenamente essa questão: o todo está sempre presente, mas o que podemos perceber no nosso cotidiano, e nos experimentos científicos, está restrito ao universo tridimensional que é somente alguns aspectos dessa realidade maior. Sabiamente, a natureza parece nos revelar somente alguns de seus aspectos, aqueles que estamos preparados para conhecer.

Autor: Prof. José Pedro Andreeta - físico e professor de física do IFSC-USP e Maria de Lourdes Andreeta - advogada. Ambos se dedicam ao estudo da filosofia e recentemente lançaram o livro: "Quem se atreve a ter certeza? A Realidade Quântica e a Filosofia.

REFLEXÕES EXISTENCIALISTAS


O Ser e o Blog

Por: José Pedro Goulart

Sartre foi o último dos grandes filósofos:

Um dos pontos mais curiosos da filosofia existencialista, defendida por Sartre, é de que as pessoas poderiam exercer seu livre arbítrio até nas doenças. Estando em um barco, por exemplo, enquanto havia pessoas que passavam mal, enjoavam, Sartre dizia que isso não acontecia com ele, simplesmente porque "ele" havia decidido não adoecer.
A verdade é que os existencialistas provocaram um terremoto nas idéias do século 20. Havia boas condições para que isso acontecesse: o mundo tentava entender a Segunda Guerra e seus desdobramentos; a ocupação francesa, a resistência - da qual Sartre fez parte - e ainda incrédulo tomava cada vez mais conhecimento das atrocidades nazistas. Diante disso, uma teoria que desconsiderava Deus - onde Ele havia andado durante o genocídio? - e atribuía a cada ser humano a responsabilidade sobre as coisas era notável.
Sartre produziu uma ficção que tomava suas próprias experiências como argumento. Ao mesmo tempo levava a vida como se fosse ele próprio um personagem de um livro que haveria de escrever diariamente até a morte. Um idealista, mas um prático. Uma das máximas de Sartre diz que "o homem está condenado à liberdade", ou seja, não há uma ordem comum a qual podemos seguir e nos confortar. Cada qual está condenado a ter que optar e decidir por si. E isso vale para o conjunto, é claro, a humanidade. Por mais que as religiões insistam em parâmetros, as razões e conseqüências da nossa existência terão que ser decididas por nós. Sem profetas ou profecias.
Jean-Paul Sartre foi o último dos grandes filósofos. Depois que ele morreu, em 1980, o cargo ficou vago. Talvez essa seja uma das conseqüências da atualidade: muitos nadadores, mas só de superfície. As infinitas criações de formas e possibilidades de expressão atuais não são afeitas a mergulhadores de águas profundas. Os blogs que se proliferam feito baratas no lixo, por exemplo, ainda que anunciem uma possibilidade democrática maior, têm o poder de pulverizar, além de envelhecer, qualquer idéia em poucas horas.
Por outro lado, nunca ficou tão próximo de cada um a possibilidade de existir no sentido filosófico, se levarmos em conta que existir é se exprimir. Só que desse jeito as coisas ficarão inexoravelmente mais descartáveis. Os Sartres, os Nietzsches, os Shakespeares, assim como os Beatles, os Bob Dylans, ou os Fellinis, talvez fiquem inviáveis, uma vez que eles precisarão de tempo para serem compreendidos. E tempo é algo que o mundo da instantaneidade não dispõe.
Sem os grandes artistas, os grandes pensadores, sem uma mídia unificada a ditar as regras de aproximação e conduta, o que sobra é o homem comum, sozinho diante da tela do computador, interligado a outros semelhantes num infinito espaço virtual. Ou seja, condenado como nunca à liberdade.

Este texto faz parte do livro Minhas Certezas Erradas, de José Pedro Goulart editado pela L&PM.

José Pedro Goulart é jornalista, cineasta e diretor de filmes publicitários.


Fale com José Pedro Goulart: mailto:zp.zeppelin@terra.com.br

quarta-feira, 23 de maio de 2007

INSCRIÇÕES ABERTAS NO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS


ProUni abre inscrições para o segundo semestre:

Inicia hoje em todo o Brasil o prazo de inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). Até às 21h do dia 9 de junho, candidatos a bolsas de estudo integrais e parciais devem se inscrever pelo site do programa http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/
Como as inscrições serão feitas exclusivamente pela Internet, as instituições de ensino parceiras do programa devem possibilitar ao aluno o acesso gratuito à rede. A divulgação dos selecionados será em 14 de junho.

A expectativa do programa é oferecer cerca de 50 mil bolsas para o segundo semestre. No primeiro, foram 108 mil. E até 2010, o objetivo é oferecer 400 mil bolsas.

Pré-requisitos:


Para concorrer às vagas do ProUni, o candidato deve ter obtido média superior a 45 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado e ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista integral.

Além disso, é preciso comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio (R$ 570) para concorrer à bolsa integral e de até três salários mínimos (R$ 1.140) para a bolsa parcial, de 50% do valor da mensalidade.

Ao efetuar a inscrição, o candidato pode escolher até sete opções de instituições de ensino superior, cursos e turnos, conforme a renda familiar por pessoa e o perfil socioeconômico. Essas opções podem ser alteradas a qualquer tempo, dentro do período de inscrições.

Com informações do MEC.

COMO "MATAR" UM PROFESSOR


Por: Gilberto Dimenstein

Há uma série de pesquisas mostrando o enorme estresse a que é submetido um professor, especialmente de escola pública, traduzindo-se em vários tipos de doenças, como ansiedade ou depressão. Ao perder o encanto de ensinar, ele estará, enquanto profissional, morto, esperando a aposentadoria. Todos falam em inúmeros fatores por trás desta "morte": classes superlotadas, falta de estrutura das escolas, pais desinteressados, alunos violentos, poucos estímulos para premiar o mérito etc. Há, porém, um fator pouquíssimo comentado -e, na minha opinião, é dos piores porque se associa ao mau desempenho nas notas e favorece comportamentos violentos. Tenho recebido uma série de estudos que revelam a altíssima incidência, nas escolas públicas, de doenças e distúrbios psicológicos em estudantes. Falamos aqui em no mínimo 30% dos alunos, alguns dos quais simplesmente não enxergam ou ouvem direito. Só a dislexia pode estar atingindo 15%. Temos na sala de aula um desfile de enfermos sem cuidados apropriados. Isso significa que os governos deveriam ajudar as escolas a enfrentar problemas que não podem ser resolvidos pelos professores, a começar pela saúde chegando até a assistência social; filhos de famílias desestruturadas tendem a ter problemas em sala de aula. Exige-se, assim, um olhar mais sofisticado diante da educação. Como esse olhar não existe e cada repartição do governo trabalha isoladamente, o professor acaba vítima de tensões que vão muito além da sala de aula. Esse é um dos fatores que explicam o enorme absenteísmo e rápida rotatividade em escolas públicas tanto de estudantes como dos professores. Nessa "morte" do professor, a maior vítima, claro, é o lado mais frágil - o aluno, acusado de ser culpado por não aprender. E, aí, quem "morre" é o aluno, que passa a não ter interesse pelo conhecimento.


PS - No site www.dimenstein.com.br há mais dados sobre educação e saúde.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

POLITICAMENTE CORRETO


A essencial intolerância do pensamento politicamente correto
por Marc Vittelio em 27 de abril de 2004

Resumo: O intelectual Vladimir Volkoff, em entrevista reproduzida por MÍDIA SEM MÁSCARA, explica o funcionamento da manipulação de informações e do "politicamente correto".

Entrevista de Vladimir Volkoff a Marc Vittelio:

Vladimir Volkoff (foto) é doutor em filosofia, professor de inglês, militar durante a guerra da Argélia, funcionário do Ministério da Defesa e, mais tarde, professor de línguas e literatura francesa e russa nos Estados Unidos. Foi o primeiro escritor que dedicou seriamente seus estudos na França à manipulação informativa. Parente de Tchaikovsky, é um dos escritores melhor situados na hora de explicar o conceito que conhecemos como "politicamente correto", tema de seu último livro publicado pela Editions du Rocher: "La désinformation par l'image". Nos encontramos com este autor que transpira humor e cultura por todos os seus poros e que nos prodigalizou alguns conselhos para combater esse veneno que ataca nossa sociedade.

- Qual é a sua definição do "politicamente correto"?

- O politicamente correto tal e como o conhecemos atualmente, representa a entropia do pensamento político. Como tal, é de impossível definição posto que carece de um verdadeiro conteúdo. Seu fundamento básico é aquele do "vale tudo". Nele encontramos restos de um cristianismo degradado, de um socialismo reivindicativo, de um economicismo marxista e de um freudismo em permanente rebelião contra a moral do ego. Se compararmos a demolição do comunismo com uma explosão atômica, diríamos que o politicamente correto constitui a núvem radioativa que acompanha a hecatombe.

- Em que consiste o "politicamente correto"?

- O politicamente correto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correto representa o bem e o politicamente incorreto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos demais, a menos que as opções do outro não sejam politicamente incorretas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de caráter étnico, histórico, social, moral e inclusive sexual, e inclusive nos avatares humanos. O politicamente correto não atende à igualdade de oportunidade alguma no ponto de partida, senão, ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada.

- Quem o inventou?

- Ninguém inventou o politicamente correto: ele nasceu como conseqüência da decadência do espírito crítico da identidade coletiva, quer seja esta social, nacional, religiosa ou étnica.

- Quem o pratica?

- O politicamente correto é de uso comum entre os intelectuais desarraigados, porém como é contagioso, é normal que outras pessoas estejam contaminadas sem que por isso estejam conscientes disso.

- Como podemos nos desintoxicar?

- A desintoxicação é difícil, na medida em que vivemos em um mundo no qual os meios (e a palavra mídia é, em si mesma, um barbarismo politicamente correto) adquiriram uma importância desmesurada e são precisamente estes os encarregados do contágio massivo. O primeiro remédio consiste em tomar consciência de que o politicamente correto existe e que circula sobretudo através de nosso vocabulário. O segundo, seria tomar consciência de que o "eu" forma parte de um "nós" e de que este "nós" deve proteger o "eu" contra o "se diz..." politicamente correto. O terceiro remédio consiste em pôr em prática a consciência de renúncia à toda terminologia politicamente correta e às ideologias sobre às quais se apoia. Por exemplo, há que dizer "aborto" em lugar de "interrupção da gravidez", "surdo" em lugar de "deficiente auditivo", "velhice" em lugar de "terceira idade", "sem-vergonha" em lugar de "inadaptado". Um "docente" nunca chegará a ser um "mestre".

- Quais são os estragos produzidos pelo "politicamente correto"?

- Consistem fundamentalmente em confundir o bem e o mal, sob o pretexto de que tudo é matéria opinativa.

- À parte a nação, quais são os alvos prediletos do "politicamente correto"?

- Os alvos prediletos são a família, as tradições e, sobretudo, a crença nisto, posto que para o politicamente correto só há uma verdade e o resto é falso.

- O senhor tem a impressão de que a França é um dos países mais atingidos pelo "politicamente correto"?

- O politicamente correto é supranacional como todas as enfermidades. Se estamos em condições de afirmar que nasceu em determinadas universidades americanas, não é menos certo que expandiu-se rapidamente por todo o mundo. Talvez nos países de tradição cristã-ortodoxa se resista mais e melhor a esta epidemia, provavelmente devido à propaganda comunista, talvez à própria fé religiosa. Vimos recentemente com os casos da Sérvia e da Rússia.

- Como detectar uma pessoa "politicamente correta"?

- Uma pessoa politicamente correta se considera a si mesma tolerante, porém não pratica a tolerância...

- Como evitar a contaminação?

- É verdade que o politicamente correto nos espreita e se apresenta sempre com argumentos inocentes e de fácil assimilação. Trata-se de rechaçar sua inocência e repudiar essa facilidade de assimilação. É necessário, do mesmo modo, prevenir-se contra o mimetismo de falar como os demais. Repito ainda o risco de parecer pesado, o vocabulário politicamente correto é o principal veículo de contágio. Em qualquer caso, há que afirmar que o politicamente correto é uma fé débil e que, como tal, não resiste a uma enérgica aplicação do espírito crítico. Não temos que ser submissos aos sentimentos e opiniões generalizadas: o espírito contraditório mais obtuso vale sempre mais do que a livre aceitação do pasto midiático.

- Segundo o sr., quais podem ser as conseqüências a curto e médio prazo do triunfo do "politicamente correto"?

- O politicamente correto prepara o terreno de forma ideal para as operações de desinformação e para a expansão da mundialização. Quando todo o mundo acreditar que as verdades podem ser objetos de truque, de que não existem nem verdades nem mentiras, o mundo estará preparado para receber a mesma propaganda, de participar da mesma pseudo-opinião pública fabricada para consumo universal. E esta pseudo-opinião pública aceitará qualquer ação, inclusive as mais brutais que indefectivelmente irão em benefício dos manipuladores.


- Obras de Vladimir Volkoff sobre a manipulação da informação: "Le montage", "La désinformation, arme de guerre", "Petite histoire de la désinformation", "Désinformation, flagrant délit", "Manuel du politiquement correct" e "La désinformation par l'image".

www.midiasemmascara.com.br

Publicado: www.harrymagazine.com/200403/la_esencial_intolerancia_del.htm

Tradução:
Graça Salgueiro

sexta-feira, 18 de maio de 2007

18 DE MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Vítimas de Violência e Sem Assistência

Só 22% dos municípios de SC integram programa que atende
às crianças e aos adolescentes


Dos 293 municípios catarinenses, apenas 22% têm Programa de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual. O levantamento é do Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil.
Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o alerta à população sobre a importância de denunciar os casos será feito em pedágios educativos, mobilização nas ruas, palestras em escolas e apresentações de teatro.
A promotora Helen Crystine Sanches, coordenadora do fórum, diz que é preciso ampliar as áreas de atuação do programa. Nas cidades onde não há o serviço, a vítima é a maior prejudicada, pois não recebe atendimento especializado com psicólogos e assistente social.
O programa desenvolve ações para fortalecer a auto-estima da vítima e restabelecer o direito à convivência familiar e comunitária. Também possibilita a inclusão em serviços prestados por instituições e reforço escolar. "Os problemas de auto-estima e aprendizado ficam mais evidentes se não houver acompanhamento e o abuso não cessar", afirma Helen. A criação destes programas é de responsabilidade dos municípios. O ministério público exige a implantação por meio de ações civis públicas.
Além deste serviço, há o Programa Sentinela, que busca o resgate da auto-estima da vítima e o acesso à assistência social, saúde, educação e justiça. São 56 no Estado. O Sentinela, iniciativa do governo federal, realiza abordagem educativa nas ruas, dá apoio psicossocial às famílias e recebe as denúncias encaminhadas pelo conselho tutelar.
Maristela Hermes, coordenadora do programa em Joinville, destaca que há pelo menos duas formas de o agressor abordar a vítima. Uma delas é através da sedução, onde oferece presentes e até dinheiro para adquirir a confiança da criança ou do adolescente. A outra é por meio de ameaças contra a família, para que a criança mantenha sigilo dos abusos. Segundo ela, em 90% dos casos atendidos no programa ocorre violência intrafamiliar, onde o agressor é o pai ou padrasto, tios e avôs. Há casos em que o vizinho ou amigo da família comete o crime. "A maioria das vítimas que atendemos são meninas", afirma.


Mobilização para punir agressores:

A apresentação do dossiê "Quando a vítima é criança ou adolescente", ontem, em Brasília, propõe o debate junto às Assembléias Legislativas e Tribunais de Justiça. O objetivo é batalhar pela criação de Varas de Justiça e delegacias especializadas em crimes contra crianças e adolescentes.
As entidades vão se mobilizar e pressionar para que os projetos de lei que modificam o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampliando a punição dos crimes, sejam votados na Câmara dos Deputados. As propostas, que resultaram da CPMI da Exploração Sexual e já foram aprovadas no Senado estão paradas na Câmara desde 2005.
Segundo a promotora Helen Crystine Sanches, pedidos de indiciamento feitos pela comissão não saíram do papel, passados quase três anos do fim dos trabalhos. Outros envolvidos foram indiciados, processados, mas inocentados ou condenados e soltos após habeas corpus.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou dois dos cinco projetos de lei. Um deles estabelece que é crime fotografar, filmar, vender ou publicar cenas de sexo ou pornográficas envolvendo criança ou adolescente. No caso da internet, hoje só há prisão se for comprovado que a pessoa repassou esse tipo de material. A lacuna na lei, segundo especialistas, dificulta o trabalho da polícia e estimula o abuso.
O outro projeto de lei pretende penalizar com multa o estabelecimento que hospeda criança ou adolescente desacompanhado dos pais ou responsáveis ou sem a autorização. O objetivo é combater as redes de exploração sexual infanto-juvenil.


A história de Natasha:

Natasha foi abusada sexualmente dos três aos cinco anos por um familiar. Ele era amoroso e a fazia se sentir especial, chamando-a de "minha princesinha". Ele sabotava a mãe de Natasha dizendo que ela não cuidava bem da filha e que ele era o único que gostava da criança. Com toda aquela atenção (que nem sempre a mãe podia dar), a menina acreditava. Ele dizia que só eles podiam realizar as brincadeiras que a mãe não brincava, ou seja, a atividade sexual. O abuso foi descoberto quando Natasha tinha cinco anos. Ela não conseguia entender por que os adultos diziam que ele era mal e abusador. Para ela, não havia mágoas. Também não entendia por que nunca mais pôde vê-lo e passou a ter raiva da mãe, que, a seu ver, estava privando-a do seu relacionamento especial.

* Depoimento extraído do livro "Abuso Sexual em Crianças", escrito por Christiane Sanderson


Família deve estar atenta aos sinais:

Não há dados estaduais de quantas são as vítimas de abuso sexual de parentes ou pessoas próximas. O promotor de Justiça da Infância e Juventude Celso Antônio Ballista Júnior, da comarca de Joinville, garante que este tipo de violência é o mais comum entre os denunciados. Um agravante, segundo ele, é quando a filha conta para a mãe que é abusada pelo pai ou padrasto e não é levada a sério. Entre as justificativas, diz ele, estão a falta de informação da mulher, que também não quer se desentender com o companheiro. "Ela fica tranqüila porque o marido não a importuna ou consegue mordomias cedendo a filha", afirma. Outro problema apontado é a dependência financeira da mulher, que não denuncia por medo de perder a estabilidade.
Há também casos em que, depois de registrar a ocorrência, a vítima volta atrás. "O medo de que a denúncia vire prisão faz com que seja retirada por insegurança", afirma o promotor. Ele destaca a importância dos profissionais que atuam nesta área, sempre preocupados em proteger as crianças e adolescentes e analisando cada situação. "Elas não podem se sentir culpadas. Precisam conhecer seus direitos e estar seguras para denunciar", completa. Ballista Júnior lembra que a escola é um bom local para debater o tema e detectar casos de abuso ou exploração sexual infanto-juvenil.


Agressor e vítima sob o mesmo teto:

Mais de três mil pessoas integram o Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil. A coordenadora dos trabalhos, promotora Helen Crystine Sanches, diz que ainda há muito a se fazer. O que mais preocupa no Estado são os casos de violência sexual intrafamiliar, onde a criança ou adolescente é vítima dentro de casa. Geralmente, os agressores são os pais, padrastos ou um adulto muito próximo à família, e que não levanta suspeitas.
Ontem, integrantes do fórum anteciparam as atividades do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes com audiência pública na Assembléia Legislativa, em Florianópolis. Foi apresentado o diagnóstico da violência e exploração sexual no Estado. Também foi lançada a campanha Bem-me-quer, que pretende sensibilizar a população sobre o tema. O slogan é "Só não vê quem não quer. Faça um pacto pela vida".
Os dados do fórum mostram que o serviço de disque-denúncia nacional – que atende gratuitamente pelo telefone 100 – recebeu 325 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes catarinenses em 2006. Todas foram encaminhadas ao Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Santa Catarina e direcionadas às promotorias de Justiça para investigação.


O crime, os números e como denunciar:

Exploração sexual:
Crime que fere os direitos das crianças e dos adolescentes. O ato não se restringe à relação sexual, mas também à produção de material pornográfico, como revistas, fotografias, filmes, vídeos e sites.

Abuso sexual:
É o uso da criança ou adolescente para gratificação sexual de um adulto ou adolescente mais velho, através de manipulação, toques, exibicionismo, pornografia e atividades sexuais.

São considerados crimes hediondos.

ABUSO DEIXA RASTROS

No Corpo
Dificuldade de caminhar.

Infecção urinária.

Secreções na vagina ou pênis.

Pode apresentar doença sexualmente transmissível.

Roupas rasgadas ou com mancha
de sangue.

Dor ou coceira na área genital
ou garganta.

Dificuldade para urinar ou engolir.

Edema e sangramento nas regiões vaginal ou anal.

No comportamento:
Vergonha excessiva.

Comportamento sexual inadequado.

Tendências suicidas.

Fugas de casa.

Mostra interesse por assunto sexual.

Desenha órgãos genitais.

Alternância de humor.

Resiste à prática de atividade física.

Relata avanços sexuais de adultos.

Medo de ficar em lugares fechados.

Em Santa Catarina:

325
denúncias em 2006 pelo Disque-denúncia nacional.

78
pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias federais de SC.

9.733
atendimentos no 2º semestre de 2006 no Programa Sentinela.

22%
municípios de SC têm Programa de Atendimento às Vítimas.

ONDE DENUNCIAR:

100
Disque-denúncia
190
Polícia Militar

Fonte: http://www.an.com.br/ (18/05/2007)

quarta-feira, 16 de maio de 2007

INTERNET PERIGOSA


Google afirma que 10% da web é perigosa:

Uma nova pesquisa realizada pela Google apontou que um em cada dez sites possui referências a malware, programas maliciosos que executam processos e operações que podem causar mau funcionamento no computador e, em alguns casos, roubar dados confidenciais ou permitir controle remoto por um hacker.

De acordo com o site Webware, a pesquisa foi apresentada na conferência HotBots 2007, realizada em abril, e feita com base na análise de 4,5 milhões de URLs.

Das 450 mil páginas com malware, foram identificados quatro métodos distintos de infecção. Um deles compromete a segurança de um servidor web, enquanto os outros envolvem interação comum do usuário, como baixar conteúdo, clicar em publicidade online e instalar widgets.

A primeira categoria, que utiliza servidores web, se baseia apenas no acesso do usuário. Um código JavaScript inserido em um endereço vulnerável pode executar códigos maliciosos no computador do usuário. Vulnerabilidades em programas também podem ser utilizadas para que conteúdo baixado da internet, referenciado na segunda categoria, carregue códigos perigosos.

O estudo mostra que a crescente ameaça de aplicações web maliciosas foi auxiliada pelo papel que a internet tem tomado no cotidiano das pessoas e pela imensa facilidade que existe hoje para criar um site, conforme noticiou o site USA Today.

Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da Sophos, disse que a Google está enfatizando uma tendência cada vez pior e um problema considerável para os internautas.

Os autores da pesquisa não apontam uma solução, mas concluem que o código usado para criar novas vítimas muda rapidamente, fazendo com que pesquisas para identificar o estilo dos ataques sejam difíceis de serem completadas. O PDF com o estudo completo, em inglês, possui nove páginas e pode ser baixado pelo atalho www.snurl.com/1ksyf

sexta-feira, 11 de maio de 2007

GEOGRAFIA NORTE AMERICANA...


PARA FICARMOS INDIGNADOS!!!!
Observem abaixo a página de um livro de geografia adotado nos EUA e leiam as críticas dos brasileiros.

INDIGNAÇÃO


AGORA LEIAM A TRADUÇÃO DESTE TEXTO ABSURDO
QUE ESTÁ AO LADO DO MAPA

Uma introdução à Geografia:

Em uma seção ao norte da América do Sul, uma extensão de terra com mais de 3.000 milhas quadradas.

3.5-5 - A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA

“Desde meados dos anos 80 a mais importante floresta do mundo passou a ser responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas. É chamada PRINFA (A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA), e sua fundação se deu pelo fato de a Amazônia estar localizada na América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo e cercada por países irresponsáveis, cruéis e autoritários. Fazia parte de oito países diferentes e estranhos, os quais, em sua maioria, são reinos da violência, do tráfego de drogas, da ignorância, e de um povo sem inteligência e primitivo. A criação da PRINFA foi apoiada por todas as nações do G-23 e foi realmente uma missão especial para nosso país e um presente para o mundo todo visto que a posse destas terras tão valiosas nas mãos de povos e países tão primitivos condenariam os pulmões do mundo ao desaparecimento e à total destruição em poucos anos.”

Texto à direita da borboleta:

“Podemos considerar que esta área tem a maior biodiversidade do planeta, com uma grande quantidade de espécimes de todos os tipos de animais e vegetais. O valor desta área é incalculável, mas o planeta pode estar certo de que os Estados Unidos não permitirão que estes países Latino Americanos explorem e destruam esta verdadeira propriedade de toda a humanidade. PRINFA é como um parque internacional, com severas regras para exploração.”

Para ficar indignado!
No dia 24/5 o jornal "Estadão” publicou sem destaque nenhum, e em três minúsculas linhas, a denúncia gravíssima de uma brasileira residente nos EUA.

“Os livros de geografia de lá, estão mostrando o mapa do Brasil amputado, sem o Amazonas e o Pantanal. Eles estão ensinando nas escolas, que estas áreas são internacionais, ou seja, em outras palavras, eles estão preparando a opinião pública deles, para dentro de alguns anos se apoderarem de nosso território com legitimidade. Nós somos brasileiros e, no mínimo, temos de nos indignar com esta afronta. Vamos passar este e-mail para o maior número de pessoas que conhecermos, e para que eles saibam que, embora eles não noticiem o fato, nós, povo, estamos sabendo.”

Celso Santos
Editora Abril S/A
Revista Casa Claudia
Fone: 11 3037-5925
Fax: 11 3037-5277
cesantos@abril.com.br

Av. Brigadeiro Faria Lima, 674 – Cep 05426-200 – São Paulo – SP – Brasil .
Fone: (011) 3814-1244 - Fax:( 011) 3814-1663
www.globaltours.com.br

Srs. já mandei para vários Senadores da República esta denúncia com o texto abaixo e a foto da página de um livro "didático" mostrando que somos menos do que ratos...
Divulguem e cobrem dos Ministros, Presidente, Senadores para que tomem alguma atitude.
Para ter acesso aos nossos senadores, acessem o site www.senado.gov.br e você terá acesso a todos eles. Mandei para mais de 15. Se todos agirmos desta forma eles talvez façam algo, pois seremos vários a fazer isso.
O texto enviado é o seguinte:

Senador Maguito Vilela,
Houve quem duvidasse de que nos Estados Unidos havia mapas do Brasil sem a Amazônia. Pois vejam a página deste livro, no anexo, onde a Amazônia é dita como da responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas, pois ela está localizada na "... América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo", é parte de "... oito países diferentes e "estranhos”... irresponsáveis, cruéis e autoritários...", povos cruéis, tráfico de drogas, e o “... povo é inculto, ignorante"...", podendo..." causar a morte do mundo todo dentro de poucos anos..."".
É só conferir na página 76 do livro DIDÁTICO norte-americano "Introdução à Geografia", do autor David Norman, utilizado na Junior HIGHSCHOOL (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira) anexo a esta.

Isso explica a "Operação Colômbia", as tropas americanas (80 mil) homens! No Suriname, a apropriação da base aérea (da FAB) de lançamentos de Alcântara, a intenção dos Estados Unidos de colocar um escritório da CIA na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu), e a implementação de DUAS bases militares na Argentina, uma na Patagônia e outra próxima a Buenos Aires. Ou seja, a Amazônia está CERCADA, sitiada por forças americanas, que garantirão a posse da região a qualquer hora dessas. Essa notícia eu havia escutado há mais ou menos 8 anos atrás, em uma palestra, proferida pelo professor J.W. Batista Vidal, da Universidade de Brasília e Universidade Federal da Bahia.
Como já foi mostrado (ou justificado?) que a "guerra" contra Osama Bin Laden (de quem não se tem a MÍNIMA prova de que tenha realizado os ataques de 11 de setembro) e o Talibã é muito mais uma questão de passar um oleoduto pelo Afeganistão (para tirar o petróleo russo do Mar Cáspio), que o Talibã não concordava, é de uma clareza solar os motivos dos Estados Unidos na sua pretensão de "pacificar" a América do Sul, e de "combater" o narcotráfico na Colômbia, enviando para lá imenso arsenal e 100 MIL homens!
Vamos ficar de braços cruzados e boca calada? Ou vamos reagir?
Dos parlamentares, esperamos AÇÃO IMEDIATA.
Dos cidadãos, que REPASSEM esta notícia a todos os seus conhecidos!
Dos jornalistas, que DIVULGUEM este absurdo, para que a Nação se levante contra essa violência inominável!
Fiquem em Paz.
Plínio Robson A. Panse

CONTEXTO HISTÓRICO DO NEOLIBERALISMO






terça-feira, 8 de maio de 2007

QUANTO VALE A SUA FELICIDADE?

O convívio social pode valer mais do que um bom salário anual. É o que revela uma pesquisa feita pela Universidade de Londres. Pela primeira vez, um estudo calculou em moeda corrente* o valor da satisfação de uma visita a um amigo ou do cuidado com a saúde durante uma corrida no parque. Calcule em dinheiro o patrimônio que seu bem-estar representa: Clique no título desta postagem e faça o teste.


Os números não mentem. A partir de determinado patamar de renda, não há dinheiro que pague a felicidade. É o que provou o americano Richard Easterlin, um dos primeiros economistas a estudar a relação entre renda e satisfação pessoal. Sua primeira pesquisa foi publicada nos anos 70 e serviu de base para o World Values Survey, instituto que inventou o índice FIB (Felicidade Interna Bruta). Conhecido como o PIB da felicidade, o indicador reflete a influência da renda no grau de bem-estar da população de 68 países, incluindo o Brasil. Depois de destrinchar quase uma centena de pesquisas, o economista Nattavudh Powdthavee, professor da Universidade de Londres, conseguiu chegar a uma fórmula inusitada. É dele o levantamento que atribui valores monetários a práticas do convívio social. Para Powdthavee, o bem-estar por desfrutar de uma saúde de ferro ou por visitar parentes queridos é um patrimônio que vale tanto - ou mais - que os bens materiais. Na contramão, frustrações ou perdas seriam equivalentes a prejuízos financeiros aterradores.

O trabalho inédito de Powdthavee será publicado na próxima edição da revista do International Journal of Social Economics, uma respeitada publicação científica. De acordo com Powdthavee, uma pessoa que vê seus parentes ou amigos quase todos os dias tem uma satisfação estimada em 85 mil libras por ano (cerca de R$ 340 mil). Na ponta do lápis, esse valor representaria quase nove salários anuais (o rendimento anual médio dos 10 mil britânicos que participaram do levantamento era de 9,8 mil libras - R$ 39 200).

Powdthavee acredita que um indicador de “riqueza-social” acaba puxando outro. “Falar com um vizinho com freqüência cria um ambiente propício ao convívio social e se essa prática for estimulada pode trazer outros benefícios sociais", escreve em sua pesquisa. É por isso que ele defende a adoção de políticas públicas que incentivem a felicidade. “Pessoas satisfeitas são mais produtivas.”

Alguns países já levam essa teoria a sério. No Butão, pequeno país asiático cravado entre a China e a Índia, o governo não promove qualquer atividade econômica sem ter certeza de que ela acarretará distribuição de bem-estar espiritual. Isso tem a ver com a filosofia budista que prioriza a qualidade de vida como política nacional. Experiências como essa ajudaram o economista Powdthavee a chegar à sua fórmula da felicidade. E ela diz que:

*Morar junto traz mais bem-estar do que viver sob regime de matrimônio. A diferença equivaleria a 32 mil libras (aproximadamente R$ 128 mil) por ano.


*O prazer de ter uma saúde de ferro significaria ter um ganho anual de 483 mil libras (R$ 1,9 milhão).

*Conversar com um vizinho pelo menos duas vezes por semana seria equivalente a embolsar anualmente 22 500 libras (R$ 90 mil).

*Ficar desempregado seria tão traumático quanto administrar um prejuízo anual de 143 mil libras (R$ 572 mil).

*O custo de uma separação não seria menor do que 139 mil libras (R$ 556 mil) por ano.

ELABORAÇÃO DE CONCEITOS

A TEORIA DA ATIVIDADE E A ELABORAÇÃO DE CONCEITOS

Por: Jorge Schemes


A Proposta Curricular de Santa Catarina é um documento norteador para a prática pedagógica, e está embasada na concepção teórica do materialismo histórico, sendo a sua concepção de aprendizagem histórico-social. Neste contexto, encontramos a teoria da atividade como proposta de ação didática e metodológica. Mas o que é a teoria da atividade? Para iniciarmos uma resposta devemos considerar que os fundamentos da concepção de aprendizagem e os elementos constituidores do processo de elaboração do conhecimento são: Linguagem; Mediação; Interação; Apropriação; Conceitos. Considerando que os conceitos fazem parte de uma fundamentação histórico-cultural e são parte de um processo. Mas qual a diferença entre conceito cotidiano e conceito científico? Vejamos o seguinte esquema:



Podemos definir conceito como sendo a idéia de (...), que pode ser reformulado para chegar o mais próximo possível do real. Segundo a teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), a motivação para a atividade de aprendizagem deve ter uma finalidade, ou seja, as operações e ações vinculadas a atividade devem possuir uma finalidade relacionada com a vida do sujeito. As ações não têm finalidades em si mesmas, mas sua finalidade é a aprendizagem significativa, ou seja, devem ter uma relação com a vida. De acordo com a ZDP, não aprendemos o que já sabemos, ou seja, aquilo que está no nível de desenvolvimento real. Também não aprendemos sem estabelecer relações, ou seja, partindo do nível de desenvolvimento potencial, aquilo que não sabemos. Desta maneira a construção do conhecimento é universal (humanidade) e pessoal (indivíduo). Vejamos os esquemas a seguir:


Conceitos são elaborações dinâmicas abstratas e genéricas, que nos permitem lidar com o real, assumem diferentes tipos e/ou funções. A construção do conceito é um processo que ocorre no sujeito. O professor como mediador, deve levar seus alunos a construir e elaborar a idéia do objeto e formular o conceito. Esta construção é mediada pela palavra e pela materialidade. Quanto mais rica as relações estabelecidas com representações da materialidade, mais mediada pela palavra a construção do conhecimento deve ocorrer. A materialidade não deve ser ignorada, principalmente quando a teia de relações, de informações e abstrações for pouco construída. Ninguém pensa a partir do nada. Os conceitos estão em duas dimensões, ou seja: 1º. Conceitos cotidianos, os quais estão fundamentados no senso comum e experiência de vida enquanto prática social; 2º. Conceitos científicos, os quais são teorias científicas fundamentadas no método científico enquanto processo de interação que necessita de pautas interacionais específicas, o que pressupõe maior abstração. Há duas formas complementares para a elaboração de conceitos, ou seja: coletiva e individual. Significando respectivamente os conceitos cotidianos (espontâneos) e os conceitos científicos (reelaborados). Por exemplo:



A abstração do conceito científico é a síntese do que foi elaborado historicamente pela humanidade. O conceito científico foi dividido em áreas do conhecimento. O critério de validade universal do conhecimento científico é que ele ajuda a lidar com a realidade. Ele facilita a relação com o real. Os conceitos relacionados com as disciplinas ajudam a trabalhar com a realidade, ou seja, atuam como facilitadores. Cada área do conhecimento tem por objetivo socializar aquele conhecimento. O conhecimento científico é universal. O conceito é uma representação, uma idéia que precisa de uma pauta interacional específica. Neste sentido, a escola deve ser o cenário para a construção das representações feitas pelo sujeito. As informações podem ajudar o aluno na construção pessoal de representações ou conceitos. A representação não é transmitida, mas o professor pode ajudar os seus alunos na construção pessoal das representações. Não se ensina o conceito, mas deve-se levar os alunos a comparar, discutir e estabelecer relações para chegar ao conceito. Significa partir do concreto para o abstrato. As informações e experiências servem para reelaborar e ampliar o conceito que está sempre em movimento espiral. Se de um lado menor deste movimento em espiral temos os conceitos espontâneos, do outro lado ampliado de maneira abstrata encontramos a elaboração de conceitos científicos. Este é um processo em constante movimento. Dentro deste movimento em espiral ocorre uma constante reelaboração e sistematização da cultura, adquirindo caráter de universalidade e se efetivando como uma construção histórica. Todavia, como educadores, não podemos ficar nos lados extremos. Pois um conceito complementa e impulsiona o outro formando um verdadeiro processo de elaboração conceitual (conceitos mínimos).
Hoje não podemos trabalhar o conhecimento fragmentado, mas trabalhar na construção de representações (conceitos). Por exemplo: na disciplina de português os conteúdos fragmentados aparecem dentro do conteúdo programático separadamente: na primeira semana estuda-se verbo, na segunda, advérbio, na terceira, artigo, na quarta, provérbio, e finalmente o texto. Na perspectiva da elaboração conceitual o texto é o conteúdo como um todo, assim, o conceito (texto) contém os conteúdos (representações). Desta maneira, se a atividade de aprendizagem for feita a partir da elaboração conceitual, não será necessário trabalhar os conteúdos de forma isolada. Também é interessante notar que um conceito pode abarcar muitos conteúdos e não necessariamente de uma única disciplina. As disciplinas da área das exatas (matemática, física e química), por estarem muito fragmentadas são mais difíceis ou complicadas para trabalhar por elaboração de conceitos (tema multidisciplinar). O trabalho interdisciplinar por meio de conceitos não exclui necessariamente o trabalho sistemático. O educador deve ter o cuidado para não aderir os extremos da generalização e da sistematização, deve desenvolver um trabalho por conceitos de modo equilibrado (inter/multi/trans/disciplinar). É interessante que ao final de uma atividade de aprendizagem por conceitos faça-se uma síntese. Vale considerar que a função social da escola é oportunizar a apropriação e elaboração dos conceitos científicos como meio de exercício da cidadania. Na elaboração de conceitos deve-se levar em consideração a relação espaço/tempo, e o contexto das relações do sujeito com a natureza e com o seu universo social. Considerando ainda que todos estes aspectos são interdependentes. Observe o diagrama a seguir:





É papel do professor organizar e pensar as atividades. Fazer propostas interessantes para os alunos baseando-se no que eles estão interessados. Daí surge a necessidade de uma inter-relação afetiva que se aproxime do grupo de alunos e de cada um individualmente. O professor precisa estar junto, próximo, e saber ouvir os alunos oportunizando falas. Deve reconsiderar o termo ensino e aprendizagem para atividade de ensino e aprendizagem. A primeira motivação necessária ao professor é a inquietude de querer melhorar. Faz-se necessário pensar algumas formas de mudança de relação com os alunos (motivação com entusiasmo). O trabalho docente deve ser organizado por meio do planejamento da atividade de ensino e aprendizagem. Isso pode ser feito definindo primeiro os conceitos e depois os objetivos. Levantando a problematização, a qual está relacionada com a motivação utilizada. Apresentado ações, propostas de trabalho que serão feitas aos alunos subsidiadas na teoria da atividade. Neste ponto deve-se ter o cuidado para não propor operações apenas, mas ações planejadas com intencionalidade, pois as operações serão decorrentes das ações. O professor deve ainda considerar que a totalidade é o todo composto de partes. Quando estudamos as partes isoladas acabamos estudando a totalidade. Dentro da concepção do materialismo histórico, a totalidade é muito mais do que a soma das partes. É mais complexa e um processo dinâmico em construção, composta das múltiplas especificidades no contexto dialético. O todo só existe porque é resultado de múltiplas especificidades produzidas a partir da totalidade. Deste modo, a visão do todo ficará o mais próximo do real, pois há uma interferência, onde um interfere no outro, há uma complexidade. Para entender esta complexidade das especificidades faz-se necessário usar áreas diferentes do conhecimento no contexto de uma atividade de ensino e aprendizagem norteada por uma prática inter/trans/multi/disciplinar.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

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