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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

'Físico do impossível' fecha a Campus Party com chave de ouro


Michio Kaku, o físico do impossível, começou sua palestra fazendo a plateia cair na gargalhada. Ao ser apresentado como uma das 100 pessoas mais inteligentes de Nova York ele ironizou dizendo que Madonna também está na lista. Segundo ele desse jeito, em 10 anos, Lady Gaga também estará nesta relação. E ele provavelmente está certo. Durante sua apresentação, Kaku falou sobre como será o futuro com naturalidade, afirmando que os cientistas geralmente sabem o que irá acontecer - embora raramente sejam consultados.
FIM DOS COMPUTADORES
Kaku disse que em questão de alguns anos, os computadores irão desaparecer, e a internet estará em todos os lugares. Ao invés das máquinas, as pessoas usarão lentes de contato contendo informações importantes. Ao interagir com outras, elas terão acesso a informações pessoais. Até encontrar a alma gêmea será mais fácil, pois caminhando pela rua, você poderá identificar pessoas solteiras, por exemplo. Ao conversar com alguém que fala outra língua, haverá tradução simultânea. Computadores serão flexíveis, finos e baratos, como folhas de papel. E você poderá mudar o layout do seu quarto com um simples pedido. “No início a internet era masculina, era usada na guerra. Hoje em dia é feminina, envolve contato, toque.”

TEREMOS O DNA MAPEADO
Outra revolução que está a caminho é a da medicina. Kaku afirmou que todos teremos o DNA mapeado, e salvo em um CD, como se fosse um manual do dono. Ao sofrer um acidente, estas informações poderão ser acessadas antes mesmo da chegada da ambulância. Será possível prever a probabilidade de um câncer com até 10 anos de antecedência, ou mais, dependendo de onde for a doença. Nanopartículas serão inseridas no corpo do paciente para diagnosticar doenças e até mesmo eliminar células cancerígenas. Novos órgãos, tecidos e sangue poderão ser produzidos a partir das próprias células dos pacientes. Segundo ele, a boa noticia é que viveremos mais; a má, é que não teremos mais segredos.

VEM AÍ: ROBÔS ENFERMEIROS
É claro que essa longevidade tem seu lado negativo. Mas para isso, países como o Japão já estão pesquisando uma solução: robôs enfermeiros, para assistir populações que estão envelhecendo em nações onde a taxa de natalidade é baixa. Esse robôs poderão ser controlados pela mente, possibilitando seu comando mesmo por tetraplégicos e mudos. O físico também lembrou das limitações dos robôs, que não reconhecem padrões, não podem conversar como humanos e não possuem senso comum. Eles podem cumprir tarefas repetitivas e cumprimentar clientes, mas não têm ideias próprias nem discernimento. Mesmo assim você teme uma revolta de robôs? Segundo kaku, não há necessidade: eles terão um chip que pode ser desligado pelos humanos a qualquer momento. Além disso, robôs jamais tomarão postos de trabalho de humanos: as profissões “de futuro” no futuro serão as intelectuais, criativas, que envolvem conhecimento e ciência, artistas e líderes. Isso, robô nenhum pode substituir. [Fonte: 180graus.com]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

10 perguntas que levam ao sucesso


Você acha que ter sucesso é ganhar muito dinheiro? "Caso sua resposta seja sim, pense novamente!". É a reflexão  que sugere o premiado jornalista Geoffrey James, autor da coluna "Sales Source", no site Inc.com. Ele defende que o verdadeiro sucesso é resultado  da qualidade dos relacionamentos e das emoções vividas diariamente.
Para avaliar se o caminho seguido é o certo para você, James indica que no fim do dia cada um faça dez perguntas para si mesmo. Segundo ele, essas questões ajudarão a determinar o foco e o foco, por sua vez, irá gerar resultados.
1. Tenho certeza de que aqueles que eu amo se sentem amados?
2. Eu fiz algo hoje que contribuiu, minimamente, para um mundo melhor?
3. Tenho condicionado o meu corpo para ser mais forte e flexível?
4. Tenho revisto e afinado os meus planos para o futuro?
5. Eu atuei em privado com a mesma integridade que em público?
6. Tenho evitado as palavras e ações ruins?
7. Eu tenho feito algo de valor?
8. Ajudei alguém com menos condições?
9. Tenho preservado boas lembranças?
10. Eu me senti grato pelo fato de estar vivo?

Tais perguntas podem até parecer tiradas de um livro de autoajuda, no entanto, são elas que irão forçar a concentração naquilo que é realmente importante. "Não é possível ser bem sucedido se você não está feliz", diz James.
A mesma ideologia é defendida pelo autor do livro "A Psicologia do Sucesso", Roberto Shinyashiki. Para ele, a maioria das habilidades que levam alguém ao sucesso vem do coração. "Não adianta um time ter um ótimo técnico, uma boa estratégia, jogadores com excelente condicionamento físico se, na hora do jogo,o atleta não leva sua alma para dentro do campo", exemplifica.[Fonte: Yahoo]

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cientistas criam software que lê pensamentos em voz alta




Eletrodos colocados cirurgicamente no cérebro captam atividade e transformam impulsos elétricos em palavras
Foto: UC Berkeley/Divulgação


Pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, acreditam ter encontrado uma forma de ler a mente humana com programa de computador, capaz de decodificar as atividades cerebrais e traduzi-las em palavras. Segundo o Daily Mail, a ideia é devolver a voz a pessoas que perderam a fala por causa de derrames ou doenças degenerativas - embora alguns se preocupem que o mecanismo poderia expressar pensamentos em voz alta sem querer.
Os neurocientistas colocaram eletrodos dentro do crânio de pacientes que fizeram cirurgia cerebral para monitorar as informações do lobo temporal, responsável pelo processamento da fala e das imagens. Enquanto o paciente ouvia alguém falar, o software analisava como o cérebro processava e reproduzia as palavras que ouvia.
A partir dos impulsos elétricos em que o cérebro transformava os sons, o programa conseguiu traduzir a atividade cerebral de volta em palavras. Os pesquisadores acreditam que a técnica poderia ser usada, da mesma forma, para ler o que o cérebro pensa logo antes de pronunciar o que diz em seguida.
Na publicação PLoS Biology (neste atalho http://bit.ly/yjimab, em inglês), os cientistas da universidade norte-americana afirmam que a descoberta eleva as tentativas de leitura de mente "a um nível completamente novo". Segundo Robert Night, professor de psicologia e neurociência, "muitos poderiam se beneficiar se fosse possível eventualmente reconstruir, a partir da atividade cerebral, conversas imaginadas".
Os pesquisadores testaram 15 pessoas, que já passavam por cirurgia para remover tumores ou tratar epilepsia. Os pacientes concordaram em receber 256 eletrodos na superfície do cérebro, e depois participaram dos experimentos em que ouviam homem e mulheres dizendo palavras individualmente - substantivos, pronomes, nomes próprios.
Coautor do artigo, Rian Pasley explica que as análises feitas pelo programa de computador mostraram que "percepções e imagens podem ser muito similares no cérebro". Por isso, seria possível traduzir as imagens em palavras, tanto faladas como escritas, a partir de um dispositivo específico.
Outra descoberta diz respeito às frequências em que o som é desmembrado pelo cérebro para ser interpretado - entre 1 e 8 mil Herz no caso da voz humana. "Nosso estudo focou nas características acústicas da fala representada pelas frequências mais baixas, mas acredito que há muito mais acontecendo nessas regiões do cérebro além de interpretação de sons", afirmou Pasley à ABC News.
Para o pesquisador Jan Schnupp, da universidade inglesa de Oxford e que não estava envolvido na pesquisa, não há motivo para preocupação com dispositivos para ler a mente sem o consentimento das pessoas. Isso porque, por enquanto, só é possível ler a atividade cerebral a partir de eletrodos implantados via cirurgia, o que reduz a aplicação da técnica a "poucos pacientes dispostos".[Fonte: Terra]

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A importância do uso da Internet na educação!

Já imaginou ter conteúdos que você vê em sala de aula em um único site gratuito, com direito a vídeos explicativos, exercícios online e muitas outras ferramentas para ajudar no ensino? Pois esse site existe e se chama Khan Academy (www.khanacademy.org).
Criado em setembro de 2006 pelo educador americano Salman Khan, a iniciativa não tem fins lucrativos e já foi elogiada por Bill Gates, cujos filhos são visitantes assíduos do acervo com mais de 3 mil vídeos disponíveis. A maioria deles é focada em exatas (matemática, finanças, física e química), mas há tópicos da área de humanas, como história e arte, entre outras disciplinas.
Atualmente, os conteúdos são oferecidos apenas em inglês, mas a previsão é de que, em breve, seja possível acessar material em línguas como o português e o espanhol. Por e-mail, o Terra entrevistou Shantanu Sinha, presidente do Grupo Khan e um dos idealizadores do projeto, para saber mais sobre como funciona essa iniciativa. Confira os principais trechos a seguir.
Terra - Quais são as vantagens e desvantagens de aprender um conteúdo por meio de um vídeo, em vez de em sala de aula?
Shantanu Sinha - Os vídeos são apenas uma parte da Khan Academy e seu ideal de educação. A Khan Academy é composta por três elementos que estão disponíveis em nosso site. Um deles é a biblioteca de vídeos, na qual adicionamos material constantemente. Outro elemento chave são os exercícios - disponibilizamos uma plataforma de exercícios, com mais de 225 questões de matemática, no momento, e com atualização constante. Os alunos podem trabalhar através de um mapa de conhecimento e problemas da prática, com base em seus níveis de habilidade, enquanto o software auxilia os alunos com passo a passo, dicas e vídeos sugeridos. Este é o elemento fundamental pelo qual Khan Academy é utilizado em nossas salas de aula piloto. Por último, temos um painel que fornece dados em tempo real sobre o desempenho do estudante, bem como para seus professores, mentores ou pais (a quem nos referimos como treinadores). Este feedback instantâneo ajuda a orientar a aprendizagem de cada aluno no dia a dia
É importante ressaltar que nós não exibimos esses conteúdos como substitutos para o ensino praticado nas escolas. Na verdade, acreditamos que sites como o nosso auxiliam o professor, fazendo com que ele gaste seu tempo de forma mais eficaz, de tutoria aos alunos, dando a eles uma atenção mais personalizada.
Alunos nos dizem que apreciam o controle que têm com vídeo - a possibilidade de ver o que eles querem, quando querem, onde querem. Quando Sal começou a tutoria de seus primos, por meio de vídeos, eles disseram que gostaram desse tipo de ensino, justamente porque era em vídeo! O vídeo alivia a pressão de alguém julgar quão rapidamente o conceito é compreendido, e pode ser repetido quantas vezes um aluno precisa. Além disso, os estudantes podem facilmente saltar entre os temas específicos que precisam de ajuda - mesmo conceitos básicos que deveriam ter aprendido anos atrás.
Terra - Atualmente, a maioria dos conteúdos é de matemática, física e química. Vocês pretendem explorar mais disciplinas da área de humanas? As ciências exatas facilitam um ensino com menos interação ou vocês pensam que o seu modelo pode ser utilizado com qualquer disciplina? Shantanu Sinha - Além de matemática e ciência, nós também oferecemos conteúdos de finanças, história e arte e buscamos expandir essa quantidade de tópicos. Nosso objetivo em longo prazo é cobrir todos os tópicos, e acredito que toda a educação pode ser melhorada, aproveitando as ferramentas oferecidas pela inovação. O modelo de como a tecnologia será usada em cada matéria varia, então estamos pesquisando diferentes mecanismos que possam ser usados nas mais variadas disciplinas.
Terra - O ensino à distância tem crescido no Brasil nos últimos anos, mas ainda preservam-se os encontros presenciais. Como se dá a interação estudante-professor no site de vocês?
Shantanu Sinha - Nosso site incentiva o envolvimento de um treinador para ajudar a orientar um aluno, mas nós defendemos que o aprendizado mais efetivo ainda acontece pessoalmente, como citei anteriormente, esse tipo de estudo é uma complementação do estudo praticado em sala de aula.
Terra - Você acredita que há um perfil de estudante que melhor se encaixe neste método de ensino? Se existe, como ele seria? 
Shantanu Sinha - Nós estamos tentando focar em um aprendizado personalizado para cada estudante, de maneira que todos possam usufruir do material do site sem a necessidade de um determinado perfil, basta ele acessar que terá conteúdos que satisfaçam as suas necessidades, em uma formatação que ele considere agradável. Acreditamos que buscar as necessidades específicas de cada aluno é uma excelente maneira de melhorar o seu aprendizado.
No entanto, temos observado um maior impacto dessa adequação de conteúdo em três áreas. A primeira é o apoio em conceitos fundamentais: disponibilizamos grandes "pedaços" de informação, que permitem aos alunos preencherem as lacunas que têm no conhecimento fundamental, construindo o conhecimento passo a passo. Depois, apostamos nos alunos avançando de acordo com seu ritmo - com a nossa abordagem aberta para o conteúdo, os alunos podem aprender tanto quanto eles querem e tão rápido quanto eles podem dominar conceitos, podendo inclusive pular entre os tópicos. O terceiro conceito é uma complementação do conteúdo: as nossas seções com conteúdo resumido são muitas vezes utilizadas para auxiliar na preparação de um exame ou esclarecer um conceito ensinado em sala de aula.
Terra - O que é o mais importante para práticas de ensino a distância? 
Shantanu Sinha - Nós acreditamos que a Khan Academy é mais do que apenas ensinar à distância, mas sim, uma nova maneira de usar a tecnologia para aprender. Temos trabalhado muito ultimamente sobre o uso de nossos vídeos e ferramentas em um ambiente tipo blended-learning (integrando recursos online com suporte em pessoa).
Também pensamos que esses instrumentos podem ajudar a tornar a educação mais acessível para as pessoas que não têm dinheiro para gastar com educação. O nosso foco principal é produzirmos conteúdo de alta qualidade e disponibilizá-los gratuitamente para o maior número de pessoas possível, pois acreditamos que todos devem ter acesso gratuito a uma boa educação. [Fonte: Terra]

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Menores de 2 anos não devem assistir televisão; diz pesquisa

Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. Pesquisas mostram que a prática pode afetar seu desenvolvimento, afirmou nesta terça-feira um grupo de pediatras americanos.
Em vez de permitir que as crianças vejam vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas e estimulá-las para que brinquem de forma independente, afirma a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês).
O Conselho segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar com seus filhos.
"Essa diretiva atualizada traz mais evidências de que os meios de comunicação - tanto em primeiro como em segundo plano - têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", sustentou. "Portanto, a AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária", acrescentou.
Essa última diretiva não se refere a jogos interativos como os videogames, smartphones e outros dispositivos, mas sim a meios de comunicação cujo consumo através de qualquer tipo de tela seja passivo, como o telefone, o computador, a televisão e outros.
O pediatra Ari Brown explicou que esta atualização era necessária devido ao aumento dos lançamentos de DVD segmentados para crianças menores de 2 anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos veem algum tipo de meio de comunicação eletrônico.
A AAP convocou os pediatras a abordar o tema do uso da tecnologia com os novos pais e afirmou que qualquer adulto deve estar consciente do quanto está distraído quando a televisão está ligada.
Os estudos citados na diretiva indicam que os pais interagem menos com seus filhos quando a televisão está em funcionamento e que uma criança que brinca em frente à televisão olhará o aparelho - se ele estiver ligado, inclusive como som de fundo - três vezes por minuto.
"Há alguma evidência científica que mostra que quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é sua linguagem". Nem mesmo os chamados vídeos educativos estão beneficiando as crianças menores de dois anos, já que elas são muito pequenas para entender as imagens na tela, disse a AAP.
"As propriedades educativas dos meios de comunicação para crianças menores de dois anos continuam sem ser demonstradas, apesar do fato de três quartos dos produtos audiovisuais infantis mais vendidos terem reivindicações educativas implícitas ou explícitas", acrescentou.
"Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", concluiu a Academia Americana de Pediatria. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cientistas avançam nas pesquisas de projeção de imagens da mente


Em um estudo publicado na última quinta-feira, cientistas revelaram novos resultados poderão ajudar pessoas com dificuldades de comunicação física. Utilizando um computador e um scanner, eles conseguiram decodificar e reconstruir imagens produzidas pela mente de três indivíduos de um filme visto anteriormente.


A técnica, que é composta de imagens por ressonância magnética e padrões de informática, ainda se limita a reconstruir partes de filmes vistos pelos voluntários da experiência. Ainda assim, os avanços no método podem ser o início de uma tecnologia que consiga ler imagens diretamente do cérebro, como flashes de memória e sonhos, destacaram os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Segundo um dos autores do estudo, Jack Gallant, esse está sendo um passo importante para a efetiva reconstrução de imagens do cérebro, onde é aberta uma janela ao que é projetado pela mente.
A tecnologia também prevê resultados na pesquisa de compreensão da mente de vítimas de ataques cerebrais, pessoas em coma ou de vítimas de doenças neurodegenerativas incapazes de se comunicar.
O estudo também pode abrir caminho para a criação de um mecanismo capaz de se comunicar com o cérebro, o que permitiria que as pessoas comandassem instrumentos apenas com a mente, mesmo sem capacidade motora, como explicou o professor Gallant à revista americana "Current Biology".[Fonte: SRZD]

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pesquisa: corrente elétrica no cérebro acelera aprendizado


Estimular eletricamente o cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado, segundo especialistas britânicos. Eles dizem que aplicar uma corrente elétrica de baixa intensidade em uma parte específica do cérebro pode aumentar sua atividade, tornando o aprendizado mais fácil.
Os pesquisadores, da University of Oxford, na Inglatarra, estudaram cérebros de pacientes que sofreram derrames e de adultos saudáveis. Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o British Science Festival, na cidade inglesa de Bradford.
A equipe, liderada pela professora Heidi Johansen-Berg, usou uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional para monitorar a atividade nos cérebros de pacientes que sofreram derrames enquanto tentavam recuperar sua capacidade motora, perdida como resultado da doença.
Uma das principais revelações do estudo foi a de que o cérebro é muito flexível e pode se reestruturar, desenvolvendo novas conexões e alocando tarefas para áreas diferentes quando ocorre algum problema ou quando uma tarefa nova é realizada.
Como parte do estudo, os especialistas também investigaram a possibilidade de usar estimulação elétrica não invasiva do cérebro para melhorar o processo de recuperação da capacidade motora. Melhorias a curto prazo já haviam sido constatadas em pacientes que tinham sofrido derrames. Mas um resultado inesperado foi verificado quando os mesmos estímulos foram feitos nos cérebros de adultos saudáveis: a velocidade de aprendizado desses indivíduos também aumentou consideravelmente.


Aumento de atividade
Para observar esse efeito, a equipe criou um experimento em que voluntários memorizavam uma sequência de botões para apertar, "como se aprendessem a tocar uma melodia no piano". Enquanto faziam isso, recebiam, por meio de dois eletrodos colocados em pontos específicos de suas cabeças, estímulos por corrente transcraniana.
Uma corrente de intensidade muito pequena foi passada entre os eletrodos formando um arco que passava dentro do cérebro e, dependendo da direção da corrente, ela aumentava ou diminuía a atividade naquela parte do cérebro. Johansen-Berg explicou que "um aumento na atividade das células do cérebro as torna mais suscetíveis ao tipo de mudança que ocorre durante o aprendizado".
O s resultados do experimento que envolvia apertar os botões em sequência demonstraram os efeitos positivos, em termos do aprendizado, de apenas dez minutos de estímulos ao cérebro, em comparação a um experimento "placebo" no qual não houve estímulo elétrico. "Os estímulos não melhoraram o desempenho máximo do participante, mas a velocidade com a qual ele alcançava seu ponto de desempenho máximo foi aumentada significativamente", disse Johansen-Berg.
Direcionar o estímulo à área do cérebro que controla a atividade motora permite que tarefas envolvendo movimentos sejam aprendidas mais rápido, e os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada para auxiliar o treinamento de atletas. Os experimentos demonstram explicitamente que estimular o córtex motor do cérebro pode aumentar a velocidade do aprendizado de funções motoras.
Os pesquisadores dizem ter esperanças de que o mesmo método possa ser aplicado a outras partes do cérebro para melhorar o aprendizado na educação, simplesmente posicionando-se os eletrodos em locais diferentes de forma que a corrente possa ser direcionada à área correta. Em função da relativa simplicidade, baixo custo (cerca de US$ 3 mil por unidade) e portabilidade da tecnologia, a equipe acha possível que - após mais pesquisas - aparelhos sejam criados especificamente para uso em casa.
No futuro, Johansen-Berg e sua equipe pretendem investigar as possibilidades de se aumentar o efeito da técnica por meio de estímulos diários durante períodos de algumas semanas ou meses. No tratamento de pacientes que sofreram derrames, a técnica poderia ser usada em associação com tratamentos atuais de fisioterapia para melhorar o quadro geral da recuperação dos pacientes, que tende a variar bastante.[Fonte: Terra]

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