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As Novas e Incríveis Descobertas em Saqqara: Oficinas de Múmias e Tumbas

Lugar dos Edifícios Mais Antigos do Mundo


Saqqara é um dos sítios arqueológicos mais impressionantes do Egito. Não só abriga o complexo de edifícios mais antigo (conhecido) do mundo, como também uma série de segredos.

Pirâmide de Djoser ou Pirâmide de Degraus


Localizada a cerca de 30km ao norte de Cairo, Saqqara “é marcada por pirâmides em ruínas que emergem da areia como dentes de dragão”, segundo a Smithsonian Magazine. Mas uma está acima das demais: a Pirâmide de Djoser.

Crédito da foto: Wiki Commons Por Charles J. Sharp - Trabalho próprio, CC BY-SA 3.0

Saqqara é o Sonho dos Arqueólogos


Novas descobertas arqueológicas são constantemente feitas em Saqqara, o que aumenta o nosso conhecimento da antiga sociedade egípcia.

Uma Recente Descoberta Reveladora em Saqqara


Uma das mais importantes ocorreu em  2023, quando os arqueólogos encontraram duas oficinas de mumificação, bem como duas tumbas com uma série de artefatos antigos.

Comentários do Secretário-Geral


“Hoje, anunciamos a descoberta das duas maiores oficinas de mumificação para humanos e animais na Necrópole de Saqqara”, explicou Mostafa Waziri, de acordo com a CNN.

Detalhes das Oficinas


As oficinas incluem os leitos de pedra onde os corpos mumificados foram lavados, bem como várias ferramentas para o processo de embalsamento.

Vasos de Armazenar Órgãos


Também havia vasos canópicos que eram usados para armazenar os órgãos de uma múmia.

Camas na Oficina dos Animais


Na oficina dos animais foram descobertos vasos de barro, bem como cinco camas de pedra, diferentes das encontradas na oficina humana, razão pela qual os arqueólogos passaram a acreditar que se destinavam à mumificação de animais.

Parte do Egito Ptolomaico


Os arqueólogos acreditam que as oficinas são da 30.ª dinastia do Egito, entre 380 aC e 30 aC. Durante este tempo, o Egito foi governado pelos faraós gregos macedônios da dinastia ptolomaica.

Animais Eram Associados a Divindades


Segundo a WordsSideKick.com, animais como gatos, cães e até pássaros estavam associados a divindades egípcias e eram frequentemente sacrificados e mumificados como parte de rituais religiosos e cerimônias funerárias.

Entendendo o Processo de Mumificação


A professora de egiptologia Salima Ikram, da Universidade Americana do Cairo, classificou as descobertas como “muito emocionantes” e disse que elas “nos ajudariam a compreender melhor as diferentes etapas do processo de mumificação, os materiais e as ferramentas utilizadas”.

A Outra Descoberta Impressionante


Em Saqqara, 2023 também viu arqueólogos desenterrarem duas tumbas antigas, cada uma com sua própria história.

“Diretor dos Escribas”


Uma tumba datava de mais de 4.400 anos e pertencia a um homem que possuía vários títulos, incluindo “diretor dos escribas”, de acordo com o Ministério egípcio de Turismo e Antiguidades.

O Túmulo de Ne Hesut Ba


Ne Hesut Ba era seu nome, segundo a CNN. Ele era sacerdote da deusa egípcia Maat e o oficial que supervisionava a escavação de canais para irrigação. 

O Túmulo de Men Kheber Ra


A segunda tumba tem 3.400 anos e foi construída para um sacerdote Qadish chamado Men Kheber Ra. 

Saqqara Ainda Tem Mais Segredos


“Garanto que o Egito, especialmente o sítio arqueológico de Saqqara, ainda não revelou todos os seus segredos e há muitos mais por vir”, disse, no momento da descoberta, o ministro egípcio do Turismo e Antiguidades, Ahmed Issa, em entrevista coletiva.

Tumba Descoberta em Janeiro de 2024


E, de fato, em janeiro de 2024, foi descoberta, por arqueólogos egípcios e japoneses, na Necrópole de Saqqara, uma luxuosa tumba de 4.000 anos, entre outras coisas.

Uma Nova Descoberta em Saqqara


Entre os impressionantes artefatos encontrados nela estavam estátuas de terracota, representando a deusa egípcia Ísis, e uma máscara facial de cores vibrantes, de acordo com Arkeonews.

Crédito da foto: Instagram @ministry_tourism_antiquities

Comentários de Nozomu Kawai


Nozomu Kawai, líder da equipe japonesa,  disse que a descoberta forneceria “insights inestimáveis sobre a história desta região” e acrescentou: “Esperamos descobrir mais segredos do sítio arqueológico de Saqqara nas próximas temporadas, enriquecendo ainda mais a nossa compreensão desta área historicamente significativa.”

Crédito da foto: Instagram @ministry_tourism_antiquities

Fonte: MSN

A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS


A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia de covid-19.
A informação foi confirmada pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11/03).
"Estamos todos juntos, para fazer as coisas certas com calma e proteger os cidadãos em todo o mundo. É factível", declarou.
"Todos os países devem encontrar um bom equilíbrio entre proteger a saúde, minimizar problemas econômicos e sociais e respeitar os direitos humanos."
"Lembro a todos os países nossas orientações: ativar e ampliar seus mecanismos de resposta a emergências, comunicar-se com a população sobre os riscos e sobre como se proteger, encontrar, isolar, testar e tratar todos os casos de covid-19, além e rastrear todos os infectados", destacou.

O que é uma pandemia?

O termo é usado para descrever situações em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas de forma simultânea no mundo inteiro.
Um exemplo recente é o da gripe suína, em 2009, à qual é atribuída a morte de centenas de milhares de pessoas, de acordo com a estimativa de especialistas.
As pandemias acontecem, em geral, quando há um vírus novo capaz de infectar seres humanos com facilidade e de ser transmitido de uma pessoa a outra de forma eficiente e continuada.
O novo coronavírus, pelo que se sabe até agora, tem essas características.
Assim, sem uma vacina contra o agente patogênico ou tratamento que possa prevenir a doença, conter a sua disseminação é crucial.
De acordo com a descrição da OMS, uma pandemia se caracteriza quando está se espalhando entre seres humanos em uma série de países. Ela acontece quando há o aparecimento de surtos localizados em diversas regiões do mundo ao mesmo tempo.
O novo coronavírus já chegou a 110 países e a todos os continentes, exceto a Antártida, e infectou mais de 113,7 mil pessoas, levando cerca de 4 mil delas à morte.
A OMS estima que 3,4% dos pacientes morrem por causa de covid-19. Mas alguns especialistas estimam que essa taxa de letalidade gire em torno de 2% ou menos.
No Brasil foram registrados, até terça-feira (10/3), 34 casos da doença em oito Estados: São Paulo (19), Rio de Janeiro (8), Bahia (2), Espírito Santo (1), Minas Gerais (1), Alagoas (1), Distrito Federal (1) e Rio Grande do Sul (1). Outros 893 casos estão sob suspeita e 780 foram descartados.
Há seis casos de transmissão local, quando o paciente pegou o vírus no Brasil, em São Paulo (5) e na Bahia (1).

Cientistas afirmam ter encontrado Arca de Noé na Turquia




Arqueólogo inspeciona estrutura de madeira supostamente encontrada no monte Ararat, na Turquia - Foto: AFP

Um grupo de cientistas turcos e chineses afirma term localizado a Arca de Noé no monte Ararat, de acordo com a imprensa turca. O pesquisador chinês Yang Ving Cing diz que eles encontraram uma estrutura antiga de madeira em uma altitude de 4 mil m no monte que fica no leste da Turquia, na fronteira com o Irã.

O cientista é membro de uma organização internacional dedicada à busca pela arca em que, conforme a Bíblia, Noé e sua família escaparam do Dilúvio Universal. Segundo Cing, a estrutura encontrada tem 4,8 mil anos.

"Não é 100% seguro que seja a arca, porém pensamos que é 99,9%", disse Cing à agência turca Anadolu. "A estrutura do barco tem muitos compartimentos, o que indica que podem ser os espaços onde se localizavam os animais", afirmou.

O pesquisador disse ainda que pediu ao governo turco para que proteja a zona para poder iniciar as escavações. Além disso, ele afirmou que pediu à Unesco que coloque o local na sua lista de patrimônio da humanidade.

Não é a primeira vez que o grupo afirma ter encontrado a arca no Ararat, a montanha mais alta da Turquia e onde a Bíblia afirma que Noé desceu quando baixaram as águas do Dilúvio. [Fonte: Terra]

Brincando de Deus...


A reinvenção do Big Bang


Para pesquisadores, o acelerador gigante de partículas abre as portas da nova fase da física moderna




Cientistas anunciaram ontem ter conseguido, pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação estão começando a render dividendos”, comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

Este é o maior experimento científico do mundo e consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC sigla em inglês) foi colocado em um túnel subterrâneo circular de 27 km de extensão sob a fronteira da França com a Suíça. As partículas começaram a circular em novembro de 2009. O experimento havia sido fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada, os cientistas tiveram êxito. De acordo com os pesquisadores, a experiência abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder a muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam “Big Bangs em miniatura”, produzindo dados que os cientistas vão passar os próximos anos analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% da velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. [Fonte: Jornal AN]

PERTO DA FICÇÃO
Acelerador de partículas bate recorde
Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da luz
Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça.Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
Duas agulhas chocam-se no Atlântico
O grau de dificuldade da experiência é extremo. Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern, faz uma boa comparação:– Alinhar os feixes de prótons seria o mesmo que disparar duas agulhas, uma de cada lado do Oceano Atlântico, e esperar que elas colidam de frente, no meio do caminho.Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs – a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que, três décadas atrás, sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da energia liberada e da matéria gasosa expelida no Big Bang em massa.Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas.Os cientistas esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do universo. Apenas 5% do universo representa material visível, que reflete a luz.Muitos cosmologistas dizem que portais podem ser abertos, já que podem existir outros universos paralelos e de dimensões além das cinco até agora conhecidas. [Fonte: Jornal DC]

A verdadeira história do Natal...

A humanidade comemora essa data desde bem antes do nascimento de Jesus. Conheça o bolo de tradições que deram origem à Noite Feliz.

Roma, século 2, dia 25 de dezembro. A população está em festa, em homenagem ao nascimento daquele que veio para trazer benevolência, sabedoria e solidariedade aos homens. Cultos religiosos celebram o ícone, nessa que é a data mais sagrada do ano. Enquanto isso, as famílias apreciam os presentes trocados dias antes e se recuperam de uma longa comilança.
Mas não. Essa comemoração não é o Natal. Trata-se de uma homenagem à data de "nascimento" do deus persa Mitra, que representa a luz e, ao longo do século 2, tornou-se uma das divindades mais respeitadas entre os romanos. Qualquer semelhança com o feriado cristão, no entanto, não é mera coincidência.
A história do Natal começa, na verdade, pelo menos 7 mil anos antes do nascimento de Jesus. É tão antiga quanto a civilização e tem um motivo bem prático: celebrar o solstício de inverno, a noite mais longa do ano no hemisfério norte, que acontece no final de dezembro. Dessa madrugada em diante, o sol fica cada vez mais tempo no céu, até o auge do verão. É o ponto de virada das trevas para luz: o "renascimento" do Sol. Num tempo em que o homem deixava de ser um caçador errante e começava a dominar a agricultura, a volta dos dias mais longos significava a certeza de colheitas no ano seguinte. E então era só festa. Na Mesopotâmia, a celebração durava 12 dias. Já os gregos aproveitavam o solstício para cultuar Dionísio, o deus do vinho e da vida mansa, enquanto os egípcios relembravam a passagem do deus Osíris para o mundo dos mortos. Na China, as homenagens eram (e ainda são) para o símbolo do yin-yang, que representa a harmonia da natureza. Até povos antigos da Grã-Bretanha, mais primitivos que seus contemporâneos do Oriente, comemoravam: o forrobodó era em volta de Stonehenge, monumento que começou a ser erguido em 3100 a.C. para marcar a trajetória do Sol ao longo do ano.
A comemoração em Roma, então, era só mais um reflexo de tudo isso. Cultuar Mitra, o deus da luz, no 25 de dezembro era nada mais do que festejar o velho solstício de inverno – pelo calendário atual, diferente daquele dos romanos, o fenômeno na verdade acontece no dia 20 ou 21, dependendo do ano. Seja como for, esse culto é o que daria origem ao nosso Natal. Ele chegou à Europa lá pelo século 4 a.C., quando Alexandre, o Grande, conquistou o Oriente Médio. Centenas de anos depois, soldados romanos viraram devotos da divindade. E ela foi parar no centro do Império.
Mitra, então, ganhou uma celebração exclusiva: o Festival do Sol Invicto. Esse evento passou a fechar outra farra dedicada ao solstício. Era a Saturnália, que durava uma semana e servia para homenagear Saturno, senhor da agricultura. "O ponto inicial dessa comemoração eram os sacrifícios ao deus. Enquanto isso, dentro das casas, todos se felicitavam, comiam e trocavam presentes", dizem os historiadores Mary Beard e John North no livro Religions of Rome ("Religiões de Roma", sem tradução para o português). Os mais animados se entregavam a orgias – mas isso os romanos faziam o tempo todo. Bom, enquanto isso, uma religião nanica que não dava bola para essas coisas crescia em Roma: o cristianismo.

Solstício cristão
As datas religiosas mais importantes para os primeiros seguidores de Jesus só tinham a ver com o martírio dele: a Sexta-Feira Santa (crucificação) e a Páscoa (ressurreição). O costume, afinal, era lembrar apenas a morte de personagens importantes. Líderes da Igreja achavam que não fazia sentido comemorar o nascimento de um santo ou de um mártir – já que ele só se torna uma coisa ou outra depois de morrer. Sem falar que ninguém fazia idéia da data em que Cristo veio ao mundo – o Novo Testamento não diz nada a respeito. Só que tinha uma coisa: os fiéis de Roma queriam arranjar algo para fazer frente às comemorações pelo solstício. E colocar uma celebração cristã bem nessa época viria a calhar – principalmente para os chefes da Igreja, que teriam mais facilidade em amealhar novos fiéis. Aí, em 221 d.C., o historiador cristão Sextus Julius Africanus teve a sacada: cravou o aniversário de Jesus no dia 25 de dezembro, nascimento de Mitra. A Igreja aceitou a proposta e, a partir do século 4, quando o cristianismo virou a religião oficial do Império, o Festival do Sol Invicto começou a mudar de homenageado. "Associado ao deus-sol, Jesus assumiu a forma da luz que traria a salvação para a humanidade", diz o historiador Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Assim, a invenção católica herdava tradições anteriores. "Ao contrário do que se pensa, os cristãos nem sempre destruíam as outras percepções de mundo como rolos compressores. Nesse caso, o que ocorreu foi uma troca cultural", afirma outro historiador especialista em Antiguidade, André Chevitarese, da UFRJ.
Não dá para dizer ao certo como eram os primeiros Natais cristãos, mas é fato que hábitos como a troca de presentes e as refeições suntuosas permaneceram. E a coisa não parou por aí. Ao longo da Idade Média, enquanto missionários espalhavam o cristianismo pela Europa, costumes de outros povos foram entrando para a tradição natalina. A que deixou um legado mais forte foi o Yule, a festa que os nórdicos faziam em homenagem ao solstício. O presunto da ceia, a decoração toda colorida das casas e a árvore de Natal vêm de lá. Só isso.
Outra contribuição do norte foi a idéia de um ser sobrenatural que dá presentes para as criancinhas durante o Yule. Em algumas tradições escandinavas, era (e ainda é) um gnomo quem cumpre esse papel. Mas essa figura logo ganharia traços mais humanos.

Nasce o Papai Noel
Ásia Menor, século 4. Três moças da cidade de Myra (onde hoje fica a Turquia) estavam na pior. O pai delas não tinha um gato para puxar pelo rabo, e as garotas só viam um jeito de sair da miséria: entrar para o ramo da prostituição. Foi então que, numa noite de inverno, um homem misterioso jogou um saquinho cheio de ouro pela janela (alguns dizem que foi pela chaminé) e sumiu. Na noite seguinte, atirou outro; depois, mais outro. Um para cada moça. Aí as meninas usaram o ouro como dotes de casamento – não dava para arranjar um bom marido na época sem pagar por isso. E viveram felizes para sempre, sem o fantasma de entrar para a vida, digamos, "profissional". Tudo graças ao sujeito dos saquinhos. O nome dele? Papai Noel.
Bom, mais ou menos. O tal benfeitor era um homem de carne e osso conhecido como Nicolau de Myra, o bispo da cidade. Não existem registros históricos sobre a vida dele, mas lenda é o que não falta. Nicolau seria um ricaço que passou a vida dando presentes para os pobres. Histórias sobre a generosidade do bispo, como essa das moças que escaparam do bordel, ganharam status de mito. Logo atribuíram toda sorte de milagres a ele. E um século após sua morte, o bispo foi canonizado pela Igreja Católica. Virou são Nicolau.
Um santo multiuso: padroeiro das crianças, dos mercadores e dos marinheiros, que levaram sua fama de bonzinho para todos os cantos do Velho Continente. Na Rússia e na Grécia Nicolau virou o santo nº1, a Nossa Senhora Aparecida deles. No resto da Europa, a imagem benevolente do bispo de Myra se fundiu com as tradições do Natal. E ele virou o presenteador oficial da data. Na Grã-Bretanha, passaram a chamá-lo de Father Christmas (Papai Natal). Os franceses cunharam Pére Nöel, que quer dizer a mesma coisa e deu origem ao nome que usamos aqui. Na Holanda, o santo Nicolau teve o nome encurtado para Sinterklaas. E o povo dos Países Baixos levou essa versão para a colônia holandesa de Nova Amsterdã (atual Nova York) no século 17 – daí o Santa Claus que os ianques adotariam depois. Assim o Natal que a gente conhece ia ganhando o mundo, mas nem todos gostaram da idéia.

Natal fora-da-lei
Inglaterra, década de 1640. Em meio a uma sangrenta guerra civil, o rei Charles 1º digladiava com os cristãos puritanos – os filhotes mais radicais da Reforma Protestante, que dividiu o cristianismo em várias facções no século 16.
Os puritanos queriam quebrar todos os laços que outras igrejas protestantes, como a anglicana, dos nobres ingleses, ainda mantinham com o catolicismo. A idéia de comemorar o Natal, veja só, era um desses laços. Então precisava ser extirpada.
Primeiro, eles tentaram mudar o nome da data de "Christmas" (Christ’s mass, ou Missa de Cristo) para Christide (Tempo de Cristo) – já que "missa" é um termo católico. Não satisfeitos, decidiram extinguir o Natal numa canetada: em 1645, o Parlamento, de maioria puritana, proibiu as comemorações pelo nascimento de Cristo. As justificativas eram que, além de não estar mencionada na Bíblia, a festa ainda dava início a 12 dias de gula, preguiça e mais um punhado de outros pecados.
A população não quis nem saber e continuou a cair na gandaia às escondidas. Em 1649, Charles 1º foi executado e o líder do exército puritano Oliver Cromwell assumiu o poder. As intrigas sobre a comemoração se acirraram, e chegaram a pancadaria e repressões violentas. A situação, no entanto, durou pouco. Em 1658 Cromwell morreu e a restauração da monarquia trouxe a festa de volta. Mas o Natal não estava completamente a salvo. Alguns puritanos do outro lado do oceano logo proibiriam a comemoração em suas bandas. Foi na então colônia inglesa de Boston, onde festejar o 25 de dezembro virou uma prática ilegal entre 1659 e 1681. O lugar que se tornaria os EUA, afinal, tinha sido colonizado por puritanos ainda mais linha-dura que os seguidores de Cromwell. Tanto que o Natal só virou feriado nacional por lá em 1870, quando uma nova realidade já falava mais alto que cismas religiosas.

Tio Patinhas
Londres, 1846, auge da Revolução Industrial. O rico Ebenezer Scrooge passa seus Natais sozinho e quer que os pobres se explodam "para acabar com o crescimento da população", dizia. Mas aí ele recebe a visita de 3 espíritos que representam o Natal. Eles lhe ensinam que essa é a data para esquecer diferenças sociais, abrir o coração, compartilhar riquezas. E o pão-duro se transforma num homem generoso.
Eis o enredo de Um Conto de Natal, do britânico Charles Dickens. O escritor vivia em uma Londres caótica, suja e superpopulada – o número de habitantes tinha saltado de 1 milhão para 2,3 milhões na 1a metade do século 19. Dickens, então, carregou nas tintas para evocar o Natal como um momento de redenção contra esse estresse todo, um intervalo de fraternidade em meio à competição do capitalismo industrial. Depois, inúmeros escritores seguiram a mesma linha – o nome original do Tio Patinhas, por exemplo, é Uncle Scrooge, e a primeira história do pato avarento, feita em 1947, faz paródia a Um Conto de Natal. Tudo isso, no fim das contas, consolidou a imagem do "espírito natalino" que hoje retumba na mídia. Quer dizer: quando começar o próximo especial de Natal da Xuxa, pode ter certeza de que o fantasma de Dickens vai estar ali.
Outra contribuição da Revolução Industrial, bem mais óbvia, foi a produção em massa. Ela turbinou a indústria dos presentes, fez nascer a publicidade natalina e acabou transformando o bispo Nicolau no garoto-propaganda mais requisitado do planeta. Até meados do século 19, a imagem mais comum dele era a de um bispo mesmo, com manto vermelho e mitra – aquele chapéu comprido que as autoridades católicas usam. Para se enquadrar nos novos tempos, então, o homem passou por uma plástica. O cirurgião foi o desenhista americano Thomas Nast, que em 1862, tirou as referências religiosas, adicionou uns quilinhos a mais, remodelou o figurino vermelho e estabeleceu a residência dele no Pólo Norte – para que o velhinho não pertencesse a país nenhum. Nascia o Papai Noel de hoje. Mas a figura do bom velhinho só bombaria mesmo no mundo todo depois de 1931, quando ele virou estrela de uma série de anúncios da Coca-Cola. A campanha foi sucesso imediato. Tão grande que, nas décadas seguintes, o gorducho se tornou a coisa mais associada ao Natal. Mais até que o verdadeiro homenageado da comemoração. Ele mesmo: o Sol. (Texto Thiago Minami e Alexandre Versignassi - Fonte: SuperArquivo)


Religions of Rome - Mary Beard, John North; Cambridge, EUA, 1998
Santa Claus: A Biography - Gerry Bowler, McClelland & Stewart, EUA, 2005

www.candlegrove.com/solstice.html - Como várias culturas comemoram o solstício de inverno.

STF PREPARA LIBERAÇÃO DO ABORTO

RESENHA E CONTEXTUALIZAÇÃO:

Em notícias datadas de 4 e 10 de junho de 2008, ambas veiculadas em duas semanas seguidas pelo mesmo jornal o Estado de São Paulo, a imprensa afirma que após a sentença sobre as células tronco, o STF agora pretende julgar a constitucionalidade do aborto. Oficialmente o site do STF silencia sobre o tema. O último andamento constante da ADPF 54, primeiro passo antes de ser tratada em toda a extensão a questão do aborto no STF, data de 25 de março de 2008. Já em 30 de maio de 2008, o dia seguinte à decisão do STF que liberou as pesquisas com embriões, o site da UOL, de propriedade de Folha de São Paulo, afirmava que o Ministro Marco Aurélio de Melo convocaria para breve uma audiência no STF sobre o aborto em casos de anencefalia para, logo em seguida, julgar o mérito da ADPF 54, que legalizaria este tipo de aborto no Brasil. A audiência pública, que seria a segunda a ser convocada pelo Supremo Tribunal Federal ao longo de sua história, repetiria a técnica utilizada para a aprovação das pesquisas com embriões.

Em audiência pública realizada no STF em 2007, os cientistas a favor das pesquisas repetiram insistentemente que os embriões congelados são inviáveis, quando todas as referências científicas internacionais e os protocolos das clínicas de fertilização assistida no mundo desenvolvido afirmam que não há limite de tempo para que um embrião possa ser armazenado em estado de criopreservação e não se conhece um único caso de dano provocado a um embrião devido ao tempo de congelamento. Só não sabiam disso os principais cientistas brasileiros os quais ou desconheciam crassamente o próprio ofício ou mentiram propositalmente com pleno conhecimento de causa. Assim testemunharam em audiência pública diante dos Ministros do STF os principais cientistas brasileiros:

"PARA QUE PRESERVAR ESTES EMBRIÕES CONGELADOS MESMO SABENDO QUE A PROBABILIDADE DE GERAR UM SER HUMANO É PRATICAMENTE ZERO?" [Mayana Zatz, pesquisadora da USP]

"A TÉCNICA DE CONGELAMENTO DEGRADA OS EMBRIÕES. ELA DIMINUI A VIABILIDADE DOS EMBRIÕES. A MAIORIA DAS CLÍNICAS DE FERTILIDADE NÃO GOSTA DE USAR EMBRIÕES CONGELADOS. SABE-SE QUE A VIABILIDADE DOS EMBRIÕES CONGELADOS HÁ MAIS DE TRÊS ANOS É MUITO BAIXA, PRATICAMENTE NULA E A MAIORIA DAS CLÍNICAS REJEITAM O TRANSPLANTE OU O IMPLANTE DESTES EMBRIÕES". [Ricardo Santos, pesquisador titular da Fundação Osvaldo Cruz]

Na véspera do julgamento que liberou as pesquisas com embriões o Congresso realizou em Brasília, ao lado do STF, uma audiência no Plenário 13 do Anexo 2 da Câmara dos Deputados onde foi discutido diante da imprensa um relatório apresentado pela Comissão em Defesa da Vida de Taubaté comprovando à exaustão a evidência científica da viabilidade dos embriões além de apresentar relatos sobre a existência de muitas centenas de embriões congelados há mais de três anos que, adotados por outros casais, hoje freqüentam escolas e vivem uma vida normal. O relatório foi completamente ignorado pela imprensa brasileira, que também ignorou, desde 2005, as consistentes denúncias de que o substitutivo do PL 1135/91, apresentado pelo governo Lula ao Congresso Nacional, legalizaria o aborto por qualquer motivo no Brasil

DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO. OS QUE ENTENDEM O QUANTO A DIVULGAÇÃO DO CONHECIMENTO É NECESSÁRIA PARA A DEFESA DA VIDA, NÃO DEIXARÃO DE LER E DIVULGAR AO MÁXIMO O RELATÓRIO DA COMISSÃO DE TAUBATÉ. O RELATÓRIO PODE SER OBTIDO NESTE ENDEREÇO:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/QuestaoDecisiva.pdf

ESTE RELATÓRIO COMPROVA UMA DAS MAIORES FRAUDES OCORRIDAS NESTE PRINCÍPIO DO SÉCULO NO JUDICIÁRIO BRASILEIRO.

Vários dos Ministros que votaram a favor da experimentação com embriões basearam seus votos no argumento inteiramente falso segundo o qual, se os embriões congelados não possuem qualquer potencial de vida, então não haveria sentido para que a lei defendesse uma vida que não existe. A posição dos Ministros em sustentar teses como estas é bastante cômoda, já que podem alegar que foram cientistas famosos que o declararam claramente em audiência pública. "AGORA", acrescentou o ministro Marco Aurélio durante a leitura de seu voto no tribunal,

"CREIO QUE O SUPREMO JÁ ESTÁ MADURO PARA TRATAR DA MATÉRIA. JÁ TEMOS CLIMA PARA JULGAR E, CREIO, AUTORIZAR A INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ DE ANENCÉFALOS."

O ministro considerou também que o processo sobre os fetos malformados constitui "O PRIMEIRO PASSO ANTES DE UM JULGAMENTO SOBRE O ABORTO."

Outro tema que, segundo diz, deseja "ENFRENTAR NO PLENÁRIO" do tribunal. Durante o julgamento sobre a experimentação com embriões, vários ministros, entre os quais destaca-se o relator Ministro Carlos Ayres de Britto, procuraram também inaugurar uma nova jurisprudência pela qual poderia legalizar-se o aborto no Brasil por via judicial. O voto do relator Carlos Ayres de Britto pretendeu sustentar e inaugurar a jurisprudência segundo a qual, contrariamente à doutrina defendida até hoje pela quase totalidade dos juristas brasileiros, A CONSTITUIÇÃO DEFENDERIA A VIDA COMO DIREITO SOMENTE APÓS O NASCIMENTO.

Nas palavras do voto do Ministro Britto,

"TRATA-SE DE UMA CONSTITUIÇÃO QUE SOBRE O INÍCIO DA VIDA HUMANA, PERMITO-ME O TROCADILHO, É DE UM SILÊNCIO DE MORTE. A NOSSA MAGNA CARTA, QUANDO FALA DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, É SEMPRE DE UM SER HUMANO JÁ NASCIDO".

O Ministro afirmou também em seu voto que a lei penal brasileira somente poderia ser interpretada corretamente admitindo-se que o Código Penal não reconhece a personalidade jurídica senão após o nascimento. Ao fazer tais afirmações, porém, o Ministro não apenas resolveu posicionar-se contra a doutrina defendida até o momento pela esmagadora maioria dos juristas brasileiros, como também ignorou elementos primários de direito. Dentre vários outros que podem ser apontados, o Ministro Britto ignorou em primeiro lugar o fato de que o próprio Código Penal classifica explicitamente o crime de aborto na seção dos "CRIMES CONTRA A PESSOA".

O Ministro ignorou também que o Código Civil, no seu artigo 1798, ao tratar das sucessões, afirma que "LEGITIMAM-SE A SUCEDER AS PESSOAS NASCIDAS OU JÁ CONCEBIDAS NO MOMENTO DA ABERTURA DA SUCESSÃO".

O Ministro Britto ignorou também que a Convenção de Direitos Humanos da OEA, conhecida como Pacto de São José da Costa Rica, e que, por força da Constituição brasileira, contém preceitos de ordem constitucional, equivalentes a uma Emenda Constitucional, reconhece claramente em seu artigo 4 a personalidade jurídica desde a concepção e não após o nascimento:

"ARTIGO 4: TODA PESSOA TEM O DIREITO DE QUE SE RESPEITE SUA VIDA. ESSE DIREITO DEVE SER PROTEGIDO PELA LEI E, EM GERAL, DESDE O MOMENTO DA CONCEPÇÃO. NINGUÉM PODE SER PRIVADO DA VIDA ARBITRARIAMENTE".

De nada serve que, depois disso, o Ministro afirme, como declarou à Folha de São Paulo, que "MEU VOTO NÃO ABRE CAMINHO PARA A FUTURA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO PAÍS. NÃO TIVE A MENOR PREOCUPAÇÃO DE ENTRAR NESSE CAMPO DE DISCUSSÃO".

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0703200801.htm

O presidente Lula também afirma o mesmo e no entanto, a documentação disponível e já fartamente divulgada pelos grupos a favor da vida mostra claramente que ele mesmo tem sido, desde que foi eleito, um dos principais promotores da legalização do aborto no Brasil.

STF DISCUTE ABORTO DE ANENCÉFALO EM AGOSTO:

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/06/04/ger-1.93.7.20080604.4.1.xml

Quarta Feira, 4 de junho de 2008 O ministro do STF Marco Aurélio Mello vai agendar para agosto a 2ª audiência pública da história do Tribunal, desta vez para discutir a permissão legal de aborto de fetos anencéfalos. O caso chegou ao STF em junho de 2004, em ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde.

APÓS CÉLULA-TRONCO, STF DISCUTIRÁ ABORTO E UNIÃO GAY:

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger186825,0.htm

Ministros discutirão se um acusado de cometer um crime pode começar a cumprir a pena antes do julgamento Terça-feira, 10 de junho de 2008 Felipe Recondop - Agência Estado BRASÍLIA - O julgamento das pesquisas com células-tronco embrionárias foi o primeiro de vários temas polêmicos que vêm pela frente no Supremo Tribunal Federal (STF).

E ministros já sabem que o mais disputado deles envolverá o aborto de fetos anencéfalos, assunto que chegou ao Supremo em 2004. Os ministros esperam que o resultado do julgamento seja tão apertado quanto o de células-tronco - 6 votos a 5 -, mas a expectativa é a de que a interrupção da gravidez seja vedada pelo tribunal. Assim, mesmo que durante a gravidez seja constatada a anencefalia do feto, o que provocará a morte da criança após o nascimento, a mulher não poderia se submeter a uma cirurgia para interromper a gestação.


Uma audiência pública está prevista para agosto, depois do recesso do tribunal, da qual participarão médicos, religiosos e advogados. Depois disso, o Ministério Público Federal dará parecer sobre o caso. Só então o ministro que relata a ação, Marco Aurélio Mello, concluirá seu voto e encaminhará o caso ao plenário para o julgamento. Igualmente controversas, duas outras ações devem chegar ao plenário do Supremo no segundo semestre. A primeira contesta a legalidade da política de cotas raciais e sociais nas universidades brasileiras. Essa ação já começou a ser julgada, mas um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa interrompeu a discussão. A segunda das ações envolve o reconhecimento da união estável entre homossexuais. Proposta pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a ação pode garantir aos servidores públicos do Estado que sejam casados com pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos dados aos casais heterossexuais.

O Supremo terá ainda de resolver a disputa que envolve índios, arrozeiros e o governo de Roraima, envolvendo a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol. Esse julgamento deve começar em agosto. O ministro que relata o caso, Carlos Ayres Britto, deve concluir seu voto ainda neste mês, mas o assunto só deve ser incluído em pauta no início de agosto. Ainda na lista das polêmicas que dividem o plenário, os ministros discutirão se uma pessoa acusada de cometer um crime pode ser presa e começar a cumprir a pena antes do julgamento do último recurso possível.

Também aos cuidados dos ministros do STF está decidir se documentos, como alguns da época da ditadura, podem ser mantidos sob sigilo ou devem ser liberados para que o público tenha acesso ao seu conteúdo. Além desses temas já na pauta do Supremo, outro assunto pode chegar ao tribunal nos próximos meses. Se o Congresso aprovar a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), com o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS), a oposição promete acionar o STF. Outra ação em potencial envolve a possibilidade de políticos com a ficha suja terem a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral. A depender do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), políticos prejudicados poderão recorrer ao STF para que tenham o registro de candidato garantido.

A SITUAÇÃO DA DEFESA DA VIDA:

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Chipanzés têm memória fotográfica

Uma nova pesquisa da Universidade de Kyoto, no Japão, demonstrou que chimpanzés têm uma memória fotográfica superior à dos humanos.


Chimpanzés mais jovens foram melhores em testes de memória do que estudantes universitários, segundo o estudo publicado na revista Current Biology.


Até o momento, pensava-se que chimpanzés não conseguiriam ter o mesmo desempenho dos humanos no setor de memória e outras habilidades mentais.
"Existem muitas pessoas, incluindo biólogos, que acreditam que os humanos são superiores aos chimpanzés em todas as funções cognitivas", disse o chefe da pesquisa Tetsuro Matsuzawa.
"Ninguém poderia imaginar que jovens chimpanzés, com cinco anos de idade, tivessem um desempenho melhor do que o de humanos em uma tarefa que envolve memória", disse.
"Aqui nós mostramos pela primeira vez que jovens chimpanzés têm uma capacidade de memória extraordinária para lembrar números, melhor do que de humanos adultos testados no mesmo aparelho, seguindo o mesmo procedimento."

Números:
Matsuzawa e sua equipe testaram três pares de chimpanzés, cada formado por uma mãe e seu filho, contra estudantes universitários em um teste de memória que envolvia números.
As mães chimpanzés e seus filhos de cinco anos já tinham aprendido como "contar" de um a nove.
Durante a experiência, cada participante viu em um monitor vários números de um a nove.
Os números eram então substituídos por quadrados em branco e o estudante ou o chimpanzé tinham que lembrar qual número apareceu em qual lugar, e então tocar o quadrado certo na tela.
Os pesquisadores descobriram que os chimpanzés jovens tinham desempenho melhor do que suas mães e do que humanos adultos.
Os universitários foram os mais lentos do que os três chimpanzés jovens em suas respostas.
Os chimpanzés se saíram melhor do que os universitários em velocidade e precisão quando os números apareciam apenas por um momento.

Fotográfica:
O espaço de tempo mais curto, de 210 milisegundos, não deu o tempo necessário para que os testados explorassem a tela com movimentos dos olhos, algo que fazemos o tempo todo durante a leitura.
Isto mostra, segundo os pesquisadores, que os chimpanzés mais jovens têm memória fotográfica o que permite que eles memorizem uma cena complexa ou um padrão com apenas um olhar rápido. Em algumas ocasiões esta habilidade está presente em crianças, mas diminui com a idade, afirmam os pesquisadores.
"Chimpanzés jovens têm memória melhor do que humanos adultos. Ainda estamos subestimando a capacidade intelectual dos chimpanzés, nossos vizinhos de evolução", disse o professor Matsuzawa à BBC.
Para Lisa Parr, que trabalha com chimpanzés no Centro Yerkes para Primatas na Universidade Emory de Atlanta, Estados Unidos, esta descoberta é "revolucionária" e, pelo fato de os chimpanzés serem nossos "parentes mais próximos", pode ajudar a entender a memória humana. (Fonte: BBCBrasil)

20 de Novembro - Dia da Consciência Negra

Seade: negros ainda sofrem desigualdade no emprego:


Realidade: o cenário no mercado de trabalho paulistano mostra que as oportunidades ainda continuam restritas a essa parcela da população, ainda que tenha se observado avanços. Apesar de mostrar índices de ocupação relevantes em todos os setores, os negros (pretos e pardos) só superam os não-negros (brancos e amarelos) no segmento de serviços domésticos, com 54,9%, ante 45,1% entre os não-negros. É o que constatou a Fundação Seade, por meio da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada hoje. A pesquisa foca a Região Metropolitana de São Paulo e compreende a média dos últimos doze meses - de outubro de 2006 a setembro deste ano.
Nos demais ramos de atividade, os negros têm composição menor, como na indústria (34,8%, ante 65,2% de não-negros), no comércio (33,8%, frente a 66,2%) e em serviços (31,6%, ante 68,4%). Em construção civil, onde as condições de serviço são mais precárias, segundo frisa a Seade, os negros quase superam os não-negros: 49,4%, ante 50,6%.
A pesquisa aponta que os negros correspondem a 35,8% da população em idade ativa (PIA) e a 36,2% na composição da população economicamente ativa (PEA), enquanto os não-negros têm participação de 64,2% e 63,8%, respectivamente. Em relação ao desemprego, o levantamento mostra que no período avaliado a chance de um negro estar desempregado era maior que a de um não-negro. A taxa de desemprego total observada entre os negros foi de 18,1%, ante 13,2% entre não-negros.
O acesso aos empregos assalariados ainda se mostrava mais limitado aos negros do que aos não-negros, principalmente no setor público. Como aponta a Seade, o ingresso no setor público é realizado por meio de concursos e que a baixa representação dos negros está aliada às dificuldades históricas de acesso educacional.
As diferenças ainda podem ser verificadas na posição de empregadores, onde os não-negros predominam. Enquanto 4,6% dos negros ocupam cargos de direção e planejamento, este porcentual salta para 18,3% quando se trata de não-negros. Esta condição está, mais uma vez, também mais atrelada à falta de formação escolar, onde os requisitos são mais exigentes. Mas neste caso o comportamento discriminatório pode estar mais presente.
Quanto à remuneração salarial, os negros apresentam renda média R$ 752, contra R$ 1.346 dos não-negros. O levantamento da Seade conclui: "Essas informações não permitem grandes inferências sobre o que ocorre com a população negra no mundo do trabalho. No entanto, lançam algumas pistas importantes que podem ser perseguidas por meio de análises mais aprofundadas". A um dia da Consciência Negra, o cenário, apesar de estar melhor do que nas décadas passadas, como lembra a Seade, mostra que a desigualdade persiste.

Ibope: só 21% dos professores estão satisfeitos

Só 21% dos professores brasileiros que trabalham em escolas públicas estão totalmente satisfeitos com a profissão. É o que mostra pesquisa inédita feita pelo Grupo Ibope, a pedido da Fundação Victor Civita. Foram ouvidos 500 docentes da rede pública de ensino das capitais de todos os Estados. A instabilidade financeira é um dos principais fatores que levam ao descontentamento da categoria com o trabalho. Apenas 32% dos professores afirmam tê-la conquistado, mas 90% deles a consideram condição fundamental para ter boa qualidade de vida.
Segundo o professor Celso Favaretto, da Faculdade de Educação da USP, que teve acesso aos dados, muitos professores da rede pública têm de dar aulas em duas ou mais escolas para receber um salário razoável. "Além disso, as condições de trabalho são precárias, há salas de aulas lotadas. Essa insatisfação do professor com o trabalho está relacionada com uma má gestão de todo o sistema escolar." Favaretto aponta outras aparentes contradições no discurso dos professores: 90% afirmam ter boa didática de ensino, mas, 70% dizem ver na falta de motivação dos alunos o principal problema em sala de aula.
"Acredito que afirmar ter boa didática de trabalho seja um discurso de defesa do professor, mas, se realmente tivessem, não teriam alunos desmotivados. Esses docentes possivelmente também não tiveram boa formação inicial." A pesquisa comprova a constatação do especialista: 64% dos professores avaliam a formação que tiveram como boa ou excelente. Contudo, 49% admitem que essa mesma formação os preparou pouco para a atuação em sala de aula.
O salário de um professor da rede estadual em início de carreira é de R$ 1.295,76 para uma jornada de 30 horas semanais (considerando piso e gratificações). Para David Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita, a má qualidade da educação brasileira e a insatisfação do professor não estão relacionadas apenas a remuneração. "O professor também tem de entender sua responsabilidade sobre o aprendizado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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