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31 DE MAIO - DIA MUNDIAL SEM TABACO: ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL A NOTÍCIA DE JOINVILLE


TABAGISMO PASSIVO

Por: Jorge Schemes*

"Sem fumaça no interior" é o slogan escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado hoje (31 de maio), com a finalidade de fomentar os "espaços 100% livres de fumaça". O confinamento de fumantes nos “fumódromos” foi a primeira atitude severa contra o cigarro no ambiente de trabalho para evitar atritos entre fumantes e não fumantes. Mas a ofensiva não parou por aí. O tabagismo já está queimando o filme de candidatos na disputa por uma vaga. Muitos empresários e executivos não estão mais contratando fumantes. Muitas empresas também adotam a norma de que em caso de igualdade entre dois candidatos, a opção é por quem não tem o vício. Os argumentos são bastante práticos: as tragadas roubam tempo de trabalho e aumentam o absenteísmo (fumantes ficam gripados com maior freqüência e faltam mais ao trabalho). Um levantamento feito com dados dos departamentos de recursos humanos de grandes empresas no Brasil envolvendo cerca de 100 mil funcionários concluiu que as empresas gastam em média mil e duzentos dólares a mais por ano com esses trabalhadores fumantes. Cruzando dados como salários, faltas, pausas para acender um cigarro, uso do plano de saúde com consultas, internações e cirurgias, a consultoria concluiu que além de fazer mal à saúde, o cigarro também dá prejuízo para as empresas.
Para a OMS as razões para aumentar o cerco ao tabagismo em lugares públicos e nos ambientes de trabalho vão além de questões produtivas. Um estudo recente alerta que a metade das crianças de todo o mundo estão sendo expostas à fumaça do cigarro. Prova disso foi uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com 244 crianças de quatro a 12 anos de idade, a qual comprovou que o funcionamento dos pulmões dos filhos de fumantes é mais prejudicado do que o dos abstêmios. O fumo afeta mais as crianças com pais fumantes após o parto se comparados àqueles que fumaram até a gravidez e interromperam com o nascimento do bebê. Segundo uma pesquisa realizada pela OMS, em colaboração com outras organizações, entre estudantes de 13 a 15 anos de 132 países, 43,9% dos entrevistados estavam expostos à fumaça do tabaco em suas casas e 55,8% nos lugares públicos. Por essa e outras razões, a OMS afirma que há urgência em proteger os fumantes passivos. Muitos países já tomaram medidas adotando leis para exigir que todos os lugares públicos e de trabalho fechados fiquem 100% livres de fumaça do cigarro, a qual contém cerca de quatro mil substâncias químicas conhecidas, entre elas mais de 50 cancerígenas. Vale lembrar que o tabagismo passivo causa cardiopatias e graves doenças respiratórias e cardiovasculares suscetíveis de provocar a morte prematura também entre adultos. O tabaco mata cinco milhões de pessoas no mundo ao ano, e também é a principal causa de mortalidade evitável do planeta. A campanha de combate ao tabagismo passivo deve estimular a sociedade para a criação de muitos lugares sem a fumaça do cigarro.

*Jorge Schemes
Coordenador do NEPRE na GEECT de Joinville, SC.
http://www.projetonepre.blogspot.com/

http://www.an.com.br/2007/mai/31/0opi.jsp

18 DE MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Vítimas de Violência e Sem Assistência

Só 22% dos municípios de SC integram programa que atende
às crianças e aos adolescentes


Dos 293 municípios catarinenses, apenas 22% têm Programa de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual. O levantamento é do Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil.
Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o alerta à população sobre a importância de denunciar os casos será feito em pedágios educativos, mobilização nas ruas, palestras em escolas e apresentações de teatro.
A promotora Helen Crystine Sanches, coordenadora do fórum, diz que é preciso ampliar as áreas de atuação do programa. Nas cidades onde não há o serviço, a vítima é a maior prejudicada, pois não recebe atendimento especializado com psicólogos e assistente social.
O programa desenvolve ações para fortalecer a auto-estima da vítima e restabelecer o direito à convivência familiar e comunitária. Também possibilita a inclusão em serviços prestados por instituições e reforço escolar. "Os problemas de auto-estima e aprendizado ficam mais evidentes se não houver acompanhamento e o abuso não cessar", afirma Helen. A criação destes programas é de responsabilidade dos municípios. O ministério público exige a implantação por meio de ações civis públicas.
Além deste serviço, há o Programa Sentinela, que busca o resgate da auto-estima da vítima e o acesso à assistência social, saúde, educação e justiça. São 56 no Estado. O Sentinela, iniciativa do governo federal, realiza abordagem educativa nas ruas, dá apoio psicossocial às famílias e recebe as denúncias encaminhadas pelo conselho tutelar.
Maristela Hermes, coordenadora do programa em Joinville, destaca que há pelo menos duas formas de o agressor abordar a vítima. Uma delas é através da sedução, onde oferece presentes e até dinheiro para adquirir a confiança da criança ou do adolescente. A outra é por meio de ameaças contra a família, para que a criança mantenha sigilo dos abusos. Segundo ela, em 90% dos casos atendidos no programa ocorre violência intrafamiliar, onde o agressor é o pai ou padrasto, tios e avôs. Há casos em que o vizinho ou amigo da família comete o crime. "A maioria das vítimas que atendemos são meninas", afirma.


Mobilização para punir agressores:

A apresentação do dossiê "Quando a vítima é criança ou adolescente", ontem, em Brasília, propõe o debate junto às Assembléias Legislativas e Tribunais de Justiça. O objetivo é batalhar pela criação de Varas de Justiça e delegacias especializadas em crimes contra crianças e adolescentes.
As entidades vão se mobilizar e pressionar para que os projetos de lei que modificam o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampliando a punição dos crimes, sejam votados na Câmara dos Deputados. As propostas, que resultaram da CPMI da Exploração Sexual e já foram aprovadas no Senado estão paradas na Câmara desde 2005.
Segundo a promotora Helen Crystine Sanches, pedidos de indiciamento feitos pela comissão não saíram do papel, passados quase três anos do fim dos trabalhos. Outros envolvidos foram indiciados, processados, mas inocentados ou condenados e soltos após habeas corpus.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou dois dos cinco projetos de lei. Um deles estabelece que é crime fotografar, filmar, vender ou publicar cenas de sexo ou pornográficas envolvendo criança ou adolescente. No caso da internet, hoje só há prisão se for comprovado que a pessoa repassou esse tipo de material. A lacuna na lei, segundo especialistas, dificulta o trabalho da polícia e estimula o abuso.
O outro projeto de lei pretende penalizar com multa o estabelecimento que hospeda criança ou adolescente desacompanhado dos pais ou responsáveis ou sem a autorização. O objetivo é combater as redes de exploração sexual infanto-juvenil.


A história de Natasha:

Natasha foi abusada sexualmente dos três aos cinco anos por um familiar. Ele era amoroso e a fazia se sentir especial, chamando-a de "minha princesinha". Ele sabotava a mãe de Natasha dizendo que ela não cuidava bem da filha e que ele era o único que gostava da criança. Com toda aquela atenção (que nem sempre a mãe podia dar), a menina acreditava. Ele dizia que só eles podiam realizar as brincadeiras que a mãe não brincava, ou seja, a atividade sexual. O abuso foi descoberto quando Natasha tinha cinco anos. Ela não conseguia entender por que os adultos diziam que ele era mal e abusador. Para ela, não havia mágoas. Também não entendia por que nunca mais pôde vê-lo e passou a ter raiva da mãe, que, a seu ver, estava privando-a do seu relacionamento especial.

* Depoimento extraído do livro "Abuso Sexual em Crianças", escrito por Christiane Sanderson


Família deve estar atenta aos sinais:

Não há dados estaduais de quantas são as vítimas de abuso sexual de parentes ou pessoas próximas. O promotor de Justiça da Infância e Juventude Celso Antônio Ballista Júnior, da comarca de Joinville, garante que este tipo de violência é o mais comum entre os denunciados. Um agravante, segundo ele, é quando a filha conta para a mãe que é abusada pelo pai ou padrasto e não é levada a sério. Entre as justificativas, diz ele, estão a falta de informação da mulher, que também não quer se desentender com o companheiro. "Ela fica tranqüila porque o marido não a importuna ou consegue mordomias cedendo a filha", afirma. Outro problema apontado é a dependência financeira da mulher, que não denuncia por medo de perder a estabilidade.
Há também casos em que, depois de registrar a ocorrência, a vítima volta atrás. "O medo de que a denúncia vire prisão faz com que seja retirada por insegurança", afirma o promotor. Ele destaca a importância dos profissionais que atuam nesta área, sempre preocupados em proteger as crianças e adolescentes e analisando cada situação. "Elas não podem se sentir culpadas. Precisam conhecer seus direitos e estar seguras para denunciar", completa. Ballista Júnior lembra que a escola é um bom local para debater o tema e detectar casos de abuso ou exploração sexual infanto-juvenil.


Agressor e vítima sob o mesmo teto:

Mais de três mil pessoas integram o Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil. A coordenadora dos trabalhos, promotora Helen Crystine Sanches, diz que ainda há muito a se fazer. O que mais preocupa no Estado são os casos de violência sexual intrafamiliar, onde a criança ou adolescente é vítima dentro de casa. Geralmente, os agressores são os pais, padrastos ou um adulto muito próximo à família, e que não levanta suspeitas.
Ontem, integrantes do fórum anteciparam as atividades do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes com audiência pública na Assembléia Legislativa, em Florianópolis. Foi apresentado o diagnóstico da violência e exploração sexual no Estado. Também foi lançada a campanha Bem-me-quer, que pretende sensibilizar a população sobre o tema. O slogan é "Só não vê quem não quer. Faça um pacto pela vida".
Os dados do fórum mostram que o serviço de disque-denúncia nacional – que atende gratuitamente pelo telefone 100 – recebeu 325 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes catarinenses em 2006. Todas foram encaminhadas ao Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Santa Catarina e direcionadas às promotorias de Justiça para investigação.


O crime, os números e como denunciar:

Exploração sexual:
Crime que fere os direitos das crianças e dos adolescentes. O ato não se restringe à relação sexual, mas também à produção de material pornográfico, como revistas, fotografias, filmes, vídeos e sites.

Abuso sexual:
É o uso da criança ou adolescente para gratificação sexual de um adulto ou adolescente mais velho, através de manipulação, toques, exibicionismo, pornografia e atividades sexuais.

São considerados crimes hediondos.

ABUSO DEIXA RASTROS

No Corpo
Dificuldade de caminhar.

Infecção urinária.

Secreções na vagina ou pênis.

Pode apresentar doença sexualmente transmissível.

Roupas rasgadas ou com mancha
de sangue.

Dor ou coceira na área genital
ou garganta.

Dificuldade para urinar ou engolir.

Edema e sangramento nas regiões vaginal ou anal.

No comportamento:
Vergonha excessiva.

Comportamento sexual inadequado.

Tendências suicidas.

Fugas de casa.

Mostra interesse por assunto sexual.

Desenha órgãos genitais.

Alternância de humor.

Resiste à prática de atividade física.

Relata avanços sexuais de adultos.

Medo de ficar em lugares fechados.

Em Santa Catarina:

325
denúncias em 2006 pelo Disque-denúncia nacional.

78
pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias federais de SC.

9.733
atendimentos no 2º semestre de 2006 no Programa Sentinela.

22%
municípios de SC têm Programa de Atendimento às Vítimas.

ONDE DENUNCIAR:

100
Disque-denúncia
190
Polícia Militar

Fonte: http://www.an.com.br/ (18/05/2007)

TABAGISMO E PREVENÇÃO

TABAGISMO E PREVENÇÃO
Por: Jorge Schemes*

De maneira geral o uso das substâncias psicoativas (SPA’s), que são identificadas popularmente como drogas, se propaga em todos os continentes e a dependência destas compromete a vida de cerca de 10% da população mundial. Estima-se, assim, que no início do século XXI mais de 600 milhões de pessoas sofrerão as conseqüências “desta doença”. Há as drogas ilegais como a maconha e a cocaína, mas também há drogas consideradas legais pela sociedade, como o álcool e o cigarro. Todos os seres humanos, querendo ou não, sem nenhuma exceção, estão sujeitos ao uso de drogas e, conseqüentemente, passíveis de se tornarem dependentes. Desta maneira, o problema das drogas está na casa do desconhecido, do amigo, do parente, do vizinho, dentro de empresas, e o que é mais grave, na porta de escolas e mesmo dentro delas. Uma Pesquisa domiciliar feita pelo CEBRID em cidades com mais de 200 mil habitantes entrevistou 8.589 pessoas entre 12 anos e 65 anos de idade, revelou a realidade do uso de SPA’s entre os habitantes da região sul nos seguintes números:
Fizeram uso na vida de qualquer droga, exceto álcool e tabaco – 17,1%.
A dependência de tabaco foi a maior do país – 12,8%.
A dependência de maconha foi a maior do Brasil – 1,6%.
O uso na vida de maconha – 8,4%.
O uso na vida de cocaína foi o maior do Brasil – 3,6%.
O uso na vida de orexígenos foi o menor do Brasil – 1,0%.
Comparando algumas substâncias psicoativas, podemos constatar que a nicotina se destaca por ser de fácil acesso, apresentar um alto índice de dependência e letalidade, bem como precocidade em seu primeiro uso, ou seja, atinge crianças e adolescentes. Considerando que o uso de tabaco se destaca pelo seu alto índice percentual, e sendo que a realidade destes fatos apresenta índices cada vez mais alarmantes, faz-se necessário um projeto permanente de prevenção e apoio ao fumante (usuários do tabaco). Também não podemos deixar de pensar nos aspectos legais envolvendo o uso do tabaco dentro de escolas públicas e privadas, segundo a legislação vigente sobre o assunto a nível nacional e estadual. No dia 29 de agosto comemora-se o “Dia Nacional de Combate ao Fumo”, o que nos leva a refletir o que diz a Constituição Federal de 1988 no artigo 196, a qual garante: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação”. O Ministério da Saúde trabalha na perspectiva da redução Primária de Danos a qual traz como pressuposto que não basta dizer não use ou não faça, pois é evidente que os jovens iniciam cada vez mais cedo o uso de substâncias psicoativas e que as drogas estão por toda parte, portanto negá-las é trabalhar numa vertente perigosa que não evita o uso e acaba mascarando sua triste realidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é viver sem drogas, inclusive a nicotina. Se usar, evitar as injetáveis. Se usar injetáveis, não compartilhar seringas. Portanto, no caso de dependência, as pessoas encontram-se sob uma situação de risco adicional, o que justifica o trabalho de redução de danos, no que diz respeito ao tabagismo, a sua prevenção e apoio ao fumante. É importante ressaltar que a escola como um segmento de grande abrangência social, deve priorizar e intensificar seus trabalhos preventivos, considerando que a grande maioria dos alunos ainda não usou ou não usa estas substâncias, mas que se algum vier a usar, mereça uma abordagem baseada no respeito humano e na cidadania. È fundamental que a escola não discrimine o aluno usuário, mas que o respeite e oportunize as condições de procurar ajuda e recuperação, convivendo dignamente no ambiente escolar. Assim, a implantação e implementação de um projeto de educação preventivo às substâncias psicoativas são uma necessidade, principalmente para as escolas que objetivam desenvolver uma educação para sujeitos deste tempo histórico promovendo sua excelência intelectual e moral.
Em relação às empresas, no que diz respeito ao tabagismo, o confinamento nos “fumódromos” foi a primeira atitude severa contra o cigarro no ambiente de trabalho para evitar atritos entre fumantes e não-fumantes. Mas a ofensiva não parou por aí. O tabagismo já está queimando o filme de candidatos na disputa por uma vaga. A consultoria Manager fez recentemente uma enquête com 500 executivos e 11% afirmaram categoricamente que não contratariam fumantes. Muitas empresas também adotam a norma de que em caso de igualdade entre dos candidatos, a opção é por quem não tem o vício. Os argumentos são bastante práticos: as tragadas roubam tempo de trabalho (duas horas por dia nos casos mais graves), e aumentam o absenteísmo (fumantes ficam gripados com maior freqüência e faltam mais ao trabalho). Diante desse quadro, fica evidente a relação custo benefício para as empresas quando o assunto é investir na saúde de seus funcionários. Estas são apenas algumas das muitas justificativas para a implementação de uma política de prevenção e redução de danos na sociedade como um todo.

*Jorge Schemes - Professor, Escritor e Palestrante – Autor do Livro: “O que você precisa saber e fazer para deixar de fumar”.

Obs: Este artigo foi publicado no Jornal A Notícia de Joinville, SC, no dia 29 de agosto de 2005 no caderno "Opinião". www.an.com.br


DIA 29 DE AGOSTO

29 DE AGOSTO:
DIA NACIONAL DE COMBATE AO TABAGISMO

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é uma das ações educativas do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco de Câncer. O evento, celebrado em 29 de agosto, foi criado em 1986 através da Lei Federal n.º 7.488. As comemorações acontecem anualmente sempre em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.Este ano a mensagem a ser veiculada à população enfatiza a questão do tabagismo passivo nos ambientes de trabalho, em especial entre trabalhadores de shoppings, bares e restaurantes, com vistas ao cumprimento da Lei Federal n.º 9.294/96, que proíbe o consumo de produtos fumígenos em recintos coletivos fechados.

EFEITOS DA NICOTINA...


Fonte: O Globo
06/07/2005

Cientistas franceses disseram nesta quarta-feira que a sensação mental causada pela nicotina está ligada à mesma área do cérebro que o vício, e que os dois são provavelmente inseparáveis. Em um estudo que pode dar pistas sobre como ajudar os fumantes a largar o vício, pesquisadores do Instituto Pasteur-CNRS, em Paris, mostraram que receptores em células de uma região do cérebro chamada área tegmental ventral (ATV) estão envolvidas nas propriedades da nicotina relacionadas ao vício e à alteração cognitiva, em camundongos. Essa é uma área bastante crítica para a administração da nicotina no cérebro - disse Jean-Pierre Changeux, líder do grupo de pesquisadores. A ATV é responsável por respostas a estímulos naturais como comida, sexo e efeito de drogas. As substâncias que causam dependência ativam a liberação da dopamina, responsável por sensações de prazer, que é produzida nas células da ATV. Os cientistas descobriram que uma família de receptores, ou "portas" para as células, chamadas receptores nicotínicos de acetilcolina são relacionadas ao vício do fumo. Changeux e sua equipe modificaram geneticamente alguns camundongos e retiraram o gene que continha o receptor de nicotina, para descobrir o impacto que isso teria no desenvolvimento dos animais. Os camundongos modificados geneticamente demonstraram uma pequena debilidade de aprendizado e, diferentemente dos que não sofreram qualquer mutação, não demonstraram qualquer interesse em consumir nicotina. Por sua parte, os ratos normais aprenderam a pressionar um botão para conseguir nicotina. Quando há perda do receptor de nicotina, há também perda de algumas funções cognitivas do animal - disse Changeux, que publicou a descoberta no jornal científico Nature. Mas quando os cientistas reinjetaram o gene nos camundongos, suas funções cognitivas foram restauradas. Os animais também desenvolveram a tendência de buscar nicotina. Devido à complexidade do funcionamento do cérebro, é impressionante que a reintrodução de uma única molécula em uma pequena área do cérebro afete de forma tão dramática o comportamento - disse Julie Kauer da Universidade Brown, em Providence, ao jornal Nature. Os cientistas não sabem se seres humanos reagiriam da mesma forma, mas acreditam que o estudo pode contribuir para a pesquisa de remédios para curar o vício. Se os pesquisadores conseguiram encontrar uma maneira de frear a nicotina nas células cerebrais, pode ser possível prevenir a dependência. Empresas farmacêuticas estão tentando utilizar os efeitos positivos da nicotina para tratar doenças cerebrais como perda de memória e mal de Alzheimer.

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DIA MUNDIAL SEM TABACO...

Dia 31 de Maio- O DIA MUNDIAL SEM TABACO
O que é o Dia Mundial sem Tabaco?

Os Estados Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) criaram o Dia Mundial sem Tabaco em 1987 para atrair a atenção do mundo sobre a epidemia do tabagismo e sobre as doenças e mortes evitáveis a ele relacionadas.
Em 1988, a Assembléia Mundial de Saúde aprovou a resolução WHA42.19, determinando que a celebração do Dia Mundial sem Tabaco acontecesse, a cada ano, no dia 31 de maio. Desde então, anualmente, a OMS articula em todo o mundo a comemoração da data, definindo um tema correlato ao tabagismo, a ser abordado pelos 192 países membros. A finalidade é evidenciar as várias interfaces ou problemáticas do consumo de tabaco e, assim, engajar diferentes atores sociais no controle do tabagismo.
Para esse fim, são abordados diversos aspectos do tabagismo como os riscos para a saúde dos fumantes, dos não fumantes, a cessação do tabagismo, prejuízos para o meio ambiente, para a economia e demais áreas da vida social. Dessa forma, todos os Estados Membros da OMS desenvolvem atividades no mesmo período, abordando o mesmo tema, e fortalecendo, assim, a mensagem da OMS em todo o mundo – a necessidade do controle do tabagismo. Cada país adapta o tema escolhido pela OMS à sua realidade sócio-econômica e cultural, desde que focando sempre o tema central.

Este ano, o tema proposto pela OMS e divulgado pelo Ministério da Saúde em todo o Brasil é Profissionais de Saúde no Controle do Tabaco. O objetivo é mobilizar os profissionais de saúde para que fortaleçam a sua participação social no controle do tabagismo.
Como formadores de opinião com forte impacto no comportamento das pessoas, os profissionais de saúde podem ser aliados muito importantes na promoção da saúde, ao adotarem na sua rotina o aconselhamento aos pacientes fumantes e não fumantes sobre os malefícios do tabagismo.

31 de maio: Dia Mundial sem Tabaco
Fonte: Jornal do Estado / Paraná
Data: 24.05.2005

O tabaco é responsável, em média, por 50 doenças diferentes e mata 200 mil brasileiros por ano segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Para atrair a atenção da população sobre esses dados alarmantes, a Organização Mundial da Saúde criou em 1987, o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio. A conscientização dos médicos e outros profissionais de saúde é o principal objetivo da campanha deste ano, com o tema Profissionais de Saúde no Controle do Tabaco. Das doenças, causadas pelo fumo, as que mais matam são ainda os cânceres de pulmão e complicações cardíacas. Mas, um dos problemas que está avançando são as doenças cerebrovasculares que já matam 25% dos fumantes. Os fumantes também são mais passíveis de ter algum tipo de demência.
Como Deixar de Fumar em Sete Dias:
Se você é fumante e deseja deixar de fumar, ou conhece alguém que fuma e deseja ajudá-lo (a) a parar; entre em contato conosco pelo fone (47) 91083954 ou pelo e-mail desta página e saiba como é possível deixar de fumar em sete dias por meio das orientações contidas no livro: "O QUE VOCÊ PRECISA SABER E FAZER PARA DEIXAR DE FUMAR - Uma fórmula eficaz para se livrar do vício". Autor: Jorge Schemes.

TABAGISMO...

MÉTODOS PARA DEIXAR DE FUMAR
Escolha um método para deixar de fumar:
Parada Imediata - Você marca uma data e nesse dia não fumará mais nenhum cigarro. Esta deve ser sempre sua primeira opção.

Parada Gradual - Você pode utilizar este método de duas formas:

Reduzindo o número de cigarros. Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros por dia, no primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais.
no segundo - 25
no terceiro - 20
no quarto - 15
no quinto - 10
no sexto - 5
O sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarros.

Retardando a hora do primeiro cigarro.
Por exemplo: no primeiro dia você começa a fumar às 9 horas,
no segundo às 11 horas,
no terceiro às 13 horas,
no quarto às 15 horas,
no quinto às 17 horas,
no sexto às 19 horas,
no sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem cigarros.

A estratégia gradual não deve gastar mais de duas semanas para ser colocada em prática, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar. O mais importante é marcar uma data-alvo para que seja seu primeiro dia de ex-fumante. Lembre-se também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa. Todos os tipos de derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali, etc) fazem mal à saúde.Caso não consiga parar de fumar sozinho, procure orientação médica. Cuidado com os métodos milagrosos para deixar de fumar.(Fonte: INCA).

ATENÇÃO: O MVC oferece um método para deixar de fumar em sete dias. Este método é baseado na mudança de hábitos alimentares e mudança de atitude. Você pode conhecê-lo ligando para (47) 91083954, ou pelo e-mail: jorgeschemes@yahoo.com.br

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