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Enchentes em Santa Catarina...



Participe e ajude no que puder, mas não deixe de ser solidário e de praticar a solidariedade. Doe alguma coisa ou parte do seu tempo em favor daqueles que foram atingidos por essa tragédia ambiental. Se cada um de nós fizer alguma coisa, doar algum alimento, uma roupa, um móvel, produtos de higiene e limpeza ou algum dinheiro, poderemos formar uma grande corrente do bem e fazer a diferença na vida daqueles que pederam tudo ou quase tudo.






O Bradesco e o Banco do Brasil disponibilizaram contas para que os interessados em fazer doações para as vítimas da tragédia provocada pelas chuvas em Santa Catarina (SC) possam fazer seus depósitos.

Seguem abaixo os detalhes das contas:

Bradesco
Agência: 348-4
Conta: 160.000-1

Observação: Os depósitos de ajuda devem ser realizados nominalmente para Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ 04426883/0001-57.

Banco do Brasil
Agência: 3582-3
Conta: 80.000-7

Observação: Os recursos recebidos serão repassados para a Secretaria de Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.



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REFLEXÃO


Meus amigos,


Hoje 28 de novembro de 2008 o sol saiu e conseguimos voltar a trabalhar. A despeito de brincadeiras e comentários espirituosos normais sobre esta "folga forçada" a verdade é que nunca me senti tão feliz de voltar ao trabalho. Não somente pelo trabalho, pela instituição e pela própria tranqüilidade de ter aonde ganhar o pão, mas também por ser um sinal de que a vida está voltando ao normal aqui na nossa Itajaí.


As fotos que circulam na internet e os telejornais já nos dão as imagens claras de tudo que aconteceu então não vou me estender narrando e descrevendo as cenas vistas nestes dias. Todos vocês já sabem de cor. Eu quero mesmo é falar sobre lições aprendidas.Por mais que teorias e leituras mil nos falem sobre isso ainda é surpreendente presenciar como uma tragédia desse porte pode fazer aflorar no ser humano os sentimentos mais nobres e os seus instintos mais primitivos. As cenas e situações vividas neste final de semana prolongado em Itajaí nos fizeram chorar de alegria, raiva, tristeza e impotência. Fizeram-nos perder a fé no ser humano num segundo, para recuperar-la no seguinte. Fez-nos ver que sempre alguém se aproveitará da desgraça alheia, mas que também é mais fácil começar de novo quando todos se dão as mãos.


Que aquela entidade superior que cada um acredita (Deus, Alá, Buda, GADU, etc.) e da forma que cada um a concebe tenha piedade daqueles:


- Que se aproveitaram a situação para fazer saques em Supermercados, levando principalmente bebidas e cigarros


- Que saquearam uma farmácia levando medicamentos controlados, equipamentos e cofres e destruindo os produtos de primeira necessidade que ficaram assim como a estrutura física da mesma.


- Que pediam 5 reais por um litro de água mineral.


- Que chegaram a pedir 150 reais por um botijão de gás.


- Que foram pedir donativos de água e alimentos nas áreas secas pra vender nas áreas alagadas.


- Que foram comer e pegar roupas nos centros de triagem mesmo não tendo suas casas atingidas.


- Que esperaram as pessoas saírem das suas casas para roubarem o que restava.


- Que fizeram pessoas dormir em telhados e lajes com frio e fome para não ter suas casas saqueadas.


- Que não sentiram preocupação por ninguém, algo está errado em seu coração.


- Que simplesmente fizeram de conta que nada acontecia, por estarem em áreas secas.


Da mesma forma, que essa mesma entidade superior abençoe:


- Aqueles que atenderam ao chamado das rádios e se apresentaram no domingo no quartel dos bombeiros para ajudar de qualquer forma.


- Os bombeiros que tiveram paciência com a gente no quartel para nos instruir e nos orientar nas atividades que devíamos desenvolver.


- A turma das lanchas, os donos das lanchinhas de pescarias de fim de semana que rapidamente trouxeram seus barquinhos nas suas carretas e fizeram tanta diferença.


- À equipe da lancha, gente sensacional que parecia que nos conhecíamos de toda uma vida.


- Aos soldados do exército do Paraná e do Rio Grande do Sul.


- Aos bravos gaúchos, tantas vezes vitimas de nossas brincadeiras que trouxeram caminhões e caminhões de mantimentos.


- Aos cadetes da Academia da Polícia Militar que ainda em formação se portaram com veteranos.


- Aos Bombeiros e Policias locais que resgataram, cuidaram , orientaram e auxiliaram de todas as formas, muitas vezes com as suas próprias casas embaixo das águas.


- Aos Médicos Voluntários.


- Às enfermeiras Voluntárias.


- Aos bombeiros do Paraná que trabalharam ombro a ombro com os nossos.


- Aos Helicópteros da Aeronáutica e Exercito que fizeram os resgates nos locais de difícil acesso.


- Aos incansáveis do SAMU e das ambulâncias em geral, que não tiveram tempo nem pra respirar.


- Ao pessoal do Helicóptero da Polícia Militar de São Paulo, que mostrou que longo é o braço da solidariedade.


- Ao pessoal das rádios que manteve a população informada e manteve a esperança de quem estava isolado em casa.


- Aos estudantes que emprestaram seus físicos para carregar e descarregar caminhões nos centros de triagem.- Às pessoas que cozinharam para milhares de estranhos.


- Ao empresário que não se identificou e entregou mais de mil marmitex no centro de triagem.


- A todos que doaram nem que seja uma peça de roupa.


- A todos que serviram nem que seja um copo de água a quem precisou.


- A todos que oraram por todos.- Ao Brasil todo, que chorou nossos mortos e nossas perdas.


- Aos novos amigos que fiz no centro de triagem, na segunda-feira.


- A todos aqueles que me ligaram preocupados com a gente.


- A todos aqueles que ainda se preocupam por alguém.


- A todos aqueles que fizeram algo, mas eu não soube ou esqueci.


Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:


COMEÇAR DE NOVO


Eu tinha medo da escuridão. Até que as noites se fizeram longas e sem luz. Eu não resistia ao frio facilmente. Até passar a noite molhado numa laje. Eu tinha medo dos mortos. Até ter que dormir num cemitério. Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires. Até que me deram abrigo e alimento. Eu tinha aversão a Judeus. Até darem remédios aos meus filhos. Eu adorava exibir a minha nova jaqueta. Até dar ela a um garoto com hipotermia. Eu escolhia cuidadosamente a minha comida. Até que tive fome. Eu desconfiava da pele escura. Até que um braço forte me tirou da água. Eu achava que tinha visto muita coisa. Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas. Eu não gostava do cachorro do meu vizinho. Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar. Eu não lembrava os idosos. Até participar dos resgates. Eu não sabia cozinhar. Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome. Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras. Até ver todas cobertas pelas águas. Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome. Até a gente se tornar todos seres anônimos. Eu não ouvia rádio. Até ser ela que manteve a minha energia. Eu criticava a bagunça dos estudantes. Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias. Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos. Agora nem tanto. Eu vivia numa comunidade com uma classe política. Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora. Eu não lembrava o nome de todos os estados. Agora guardo cada um no coração. Eu não tinha boa memória. Talvez por isso eu não lembre de todo mundo. Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos. Eu não te conhecia. Agora você é meu irmão. Tínhamos um rio. Agora somos parte dele. É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio. Graças a Deus. Vamos começar de novo. É hora de recomeçar, e talvez seja hora de recomeçar não só materialmente. Talvez seja uma boa oportunidade de renascer, de se reinventar e de crescer como ser humano. Pelo menos é a minha hora, acredito.


Que Deus abençoe a todos.


Dr. Carlos Eduardo

AQUECIMENTO GLOBAL E SAÚDE PÚBLICA

Aquecimento global ameaça saúde pública, afirmam especialistas da France Presse, em Chicago:

O impacto do aquecimento global sobre as doenças contagiosas se tornará um desafio muito complexo de saúde pública no mundo, consideraram especialistas reunidos em Chicago. O tema foi incluído pela primeira vez nos discursos de abertura da Conferência Anual sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia (ICAAC).
Organizada pela Sociedade Americana de Microbiologia, esta é a 47ª edição do evento, que reúne cerca de 12 mil médicos e pesquisadores de todo o mundo.
"O fato de o tema ter grande destaque no programa desta conferência revela sua importância", disse Anthony McMichael, do Centro Nacional de Epidemiologia e Saúde da População da Universidade de Canberra (Austrália). "Há alguns anos, provavelmente não o teríamos abordado, mas os indícios mostram que o aquecimento global aumenta mais rapidamente do que pensávamos há apenas cinco ou dez anos", acrescentou.
O tema é complexo e exige que sejam reunidos o mais rápido possível os dados para a elaboração de modelos baseados na evolução das doenças durante as últimas décadas para que se compreenda bem o risco futuro, acrescentou o especialista.
Um exemplo são os casos de vírus do Nilo Ocidental, que aumentaram exponencialmente nos Estados Unidos e no Canadá desde 1999, à medida que as mudanças climáticas permitem que o mosquito transmissor da doença se multiplique.
Um modelo elaborado para projetar a evolução da malária na África Ocidental mostrou que a incidência da doença provavelmente diminuirá nessa região à medida que ela se torna cada vez mais quente e seca, o que contém o desenvolvimento do mosquito transmissor do patógeno causador do mal.
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REFUGIADOS DO SÉCULO XXI

Clima 'deslocará 200 milhões nos próximos 30 anos':


Nos próximos 30 anos, a mudança climática fará com que até 200 milhões de pessoas sejam forçadas a deixar o local onde vivem, alertou uma organização ambiental nesta sexta-feira (07/09/07). Segundo a ONG, até 2020, os processos de desertificação expulsarão de suas casas 135 milhões de pessoas - 60 milhões delas na África.
O alerta foi feito pela Ecologistas em Ação, com sede em Madri, durante um evento paralelo à Cúpula contra a Desertificação, que se realiza na capital espanhola.
Para a ONG, é preciso "revisar urgentemente o conceito jurídico de refugiado para poder ampliá-lo a novas realidades sociais". "A regulamentação do chamado 'refugiado ambiental' é imprescindível para preencher uma lacuna jurídica e proporcionar proteção jurídica ao número cada vez maior de pessoas deslocadas por razões ambientais." A discussão sobre os chamados refugiados ambientais ocorre dentro da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que hoje define como refugiados somente aqueles que são forçadas a deixar suas casas por causa de distúrbios políticos ou sociais.
Mas a própria entidade reconhece que cada vez mais pessoas são deslocadas por problemas ambientais, como o esgotamento do solo e a desertificação, ou por efeitos desses processos, como enchentes e outros desastres naturais.
A organização Ecologistas em Ação criticou nações que reforçam suas fronteiras nacionais contra a imigração, adotando o que considera "políticas migratórias que violam sistematicamente os direitos humanos e descumprem a Convenção de Genebra sobre o Estatuto dos Refugiados".
Para a entidade, governos e empresas devem conter a exploração indiscriminada de recursos naturais dos países pobres, que gerariam a perda de florestas, a degradação dos bosques nativos e a mudança no curso dos rios.

AQUECIMENTO GLOBAL: DERRETIMENTO DE GELEIRAS AFETARÁ 40% DA POPULAÇÃO DO PLANETA - Clique aqui para saber mais.



Ambiente:
Degelo pode afetar 40% da população mundial!

O que ocorre nas regiões geladas do Planeta pode ter reflexo direto na vida das pessoas, indica um novo relatório.

O derretimento das calotas polares, geleiras e da cobertura de neve de montanhas poderá afetar até 40% da população mundial, ao provocar a elevação do nível dos mares, enchentes e redução no suprimento de água potável e para irrigação, diz relatório das Nações Unidas divulgado ontem. Oestudo, realizado por cerca de 70 cientistas, veio a público na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente, que será celebrado hoje, e põe em evidência, ainda, o risco de a perda das geleiras vir a acelerar o aquecimento global, já que as coberturas de gelo ajudam a resfriar o Planeta, ao refletir a luz do Sol de volta para o espaço. A despeito do fato de boa parte do gelo estar localizada em áreas remotas, como os pólos ou picos elevados, o impacto será sentido em escala mundial, disse o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. - O relatório destaca que o destino dos locais gelados do mundo, em um planeta que enfrenta desafios climáticos, deveria causar preocupação em cada ministério, diretoria e sala de estar do mundo - disse. O trabalho foi divulgado na cidade de Tromsoe, no ártico norueguês, que sedia a principal celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, sob o tema "Gelo derretendo - um assunto quente?". O texto tem como base uma série de relatórios do painel Intergovernamental para a mudança Climática (IPCC), lançados ao longo deste ano. O relatório, intitulado Perspectiva Global para Neve e Gelo, afirma que as temperaturas elevadas poderão aumentar o nível dos mares entre 20 e 80 centímetros, ainda neste século, o que poderá inundar áreas costeiras e forçar milhões de pessoas a fugir de suas casas. Mesmo pessoas que moram longe do litoral poderão sentir o impacto, como o 1,5 bilhão de habitantes que, principalmente na Ásia, dependem do derretimento sazonal de geleiras para obter água potável. No Hemisfério Norte, a cobertura de neve nos meses de março e abril caiu de 7% a 10% nas últimas quatro décadas, diz o relatório. O texto afirma que, nos últimos 30 anos, a extensão de gelo sobre o mar caiu de 6% a 7% no Inverno e de 10% a 12% do Verão, enquanto que a espessura do gelo caiu pelo menos de 10% a 15%. Segundo a informação científica já disponível, o Ártico está se aquecendo a uma velocidade quase duas vezes maior da do resto do mundo. Em muitos locais, as regiões montanhosas também estão registrando aumentos de temperaturas maiores que nos terrenos de baixa altitude. - A cobertura de gelo no Oceano Ártico está diminuindo 8,9% por década no Verão. É possível que, até 2100, tenhamos um Ártico completamente sem gelo nessa estação - afirmou Lambrechts. O documento confirma a tendência de redução do tamanho das geleiras do mundo registrada nos últimos anos, principalmente desde os anos 1980.

Ursos polares são arrastados em geleiras que se desprenderam do Ártico, região que aquece a uma velocidade duas vezes mais rápida que a do mundo todo.
Foto(s): Dan Crosbie, AP, Banco de Dados/DC - Fevereiro/07

Aquecimento global é três vezes maior:

O aumento do aquecimento global está três vezes mais acelerado do que o previsto, revelou uma série de respeitados estudos. Segundo o jornal britânico Independent, as pesquisas - publicadas pela Academia Nacional de Ciências dos EUA e pela Universidade da Califórnia - indicam que a velocidade de aumento das emissões de dióxido de carbono é o triplo da registrada nos anos 1990. A taxa é maior que o pior dos cenários desenhados neste ano nos relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). O estudo da Academia Nacional de Ciências mostra que as emissões de CO2 crescem numa taxa de 3% ao ano nesta década, enquanto nos anos 1990 o índice era de 1,01%. Os dados sugerem que as previsões do IPCC sobre a destruição de colheitas, a redução de recursos hídricos, o derretimento de gelo e a extinção de espécies podem estar atenuando os problemas que realmente ameaçam o mundo.

AQUECIMENTO GLOBAL: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

:


Uma conferência internacional sobre o aquecimento global aprovou hoje um relatório final advertindo que haverá devastadoras conseqüências para a Terra e para a humanidade - do aumento da fome à extinção de espécies - caso o mundo não aja imediatamente para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa. Entre os desastres mais notáveis está o fim da floresta Amazônica e, em seu lugar, o surgimento de uma savana. Isso ocorreria devido a uma alteração nos regimes de chuva, que passariam a cair em menor volume e, com isso, devastariam entre 30% a 60% da floresta até o ano de 2080. Os 400 cientistas e representantes governamentais examinaram por uma semana 29 mil dados coletados por cinco anos em todo o planeta e concluíram que cerca de 30% das espécies vegetais e animais correm o risco de desaparecer se a temperatura mundial tiver uma alta superior a 2ºC em relação à média das décadas de 1980 e 1990. Áreas que hoje sofrem escassez de chuva se tornarão ainda mais secas, aumentando o risco de fome e da disseminação de doenças. O mundo enfrentará ameaças crescentes de enchentes, tempestades e erosão das regiões costeiras. "Esse é um vislumbre de um futuro apocalíptico", estimou o grupo ambientalista Greenpeace sobre o estudo. O relatório de 21 páginas pretende ser um guia para políticas de governo. Ele é um sumário das 1.500 páginas de evidências científicas da mudança climática e do impacto que ela terá sobre as pessoas e os ecossistemas mais vulneráveis da Terra. Leia a notícia completa


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AQUECIMENTO GLOBAL


O "Aquecimento Global"
é irreversível!
E poderá chegar a 6,4 graus
só neste século!

O aquecimento climático da Terra é irreversível devido às emissões de gases do efeito estufa na era industrial, e, em função da ação humana, o aumento ficará este século entre 1,8 e 4 graus Celsius, embora não esteja descartado outro salto ainda maior, de entre 1,1 e 6,4 graus. Estas são algumas das principais conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que apresentou seu quarto relatório sobre as bases científicas do aquecimento, que considera "inevitável"."Agora temos uma certeza maior do que está acontecendo" que no estudo anterior, de 2001, afirmou a co-presidente do grupo encarregado do trabalho, Susan Solomon.Segundo Solomon, há uma probabilidade de 90% de que o aumento da temperatura da Terra se deva à concentração de gases do efeito estufa devido ao consumo, pelo homem, de combustíveis fósseis. Mesmo que as emissões se mantivessem no nível atual, "muito provavelmente" o aquecimento no século XXI será superior ao constatado no século XX, alertou Solomon ao apresentar o documento. O efeito acumulado da poluição acarretará uma alta da temperatura de cerca de 0,2 grau Celsius por década nos próximos vinte anos, e depois a alta será de 0,1 grau a cada dez anos. Na mais otimista das estimativas, sob a condição de haver uma rápida mudança nas estruturas econômicas para torná-las sustentáveis, o aumento seria de 1,1 grau até 2100 comparado às temperaturas constatadas no período 1980-2000, abaixo do limite de 2 graus, a partir do qual os cientistas consideram que as conseqüências seriam incontroláveis.Mas, se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso das energias fósseis, a alta poderia chegar a 6,4 graus Celsius. Seja qual for o cenário que ocorrer, haverá conseqüências diretas, como a redução das nevadas e do volume das calotas polares, até o ponto em que o gelo do Pólo Norte poderia ser completamente derretido no verão, por volta de 2100. Isso significaria, entre outras coisas, uma elevação do nível do mar que o IPCC calcula entre 18 e 59 centímetros, em função das diferentes hipóteses. Os fenômenos climáticos extremos, como as ondas de calor ou as trombas d'água, continuarão sendo mais freqüentes, e nos ciclones tropicais a velocidade do vento e as chuvas serão mais intensas. O aquecimento da Terra não será homogêneo, e será mais sentido nos continentes que no oceano, e mais no hemisfério norte que no sul.Com relação às chuvas, serão mantidas as tendências observadas recentemente, com um aumento nas latitudes mais extremas e uma redução nas áreas subtropicais, o que significa, por exemplo, que a bacia mediterrânea será ainda mais árida. Todas estas projeções se baseiam nas observações realizadas, entre elas que 11 dos 12 anos mais quentes desde que existem registros climáticos confiáveis, em meados de século XIX, aconteceram a partir de 1995, e que no século XX a elevação do nível do mar foi de cerca de 17 centímetros.Segundo os cientistas, as emissões de dióxido de carbono (CO2) estão por trás de todos estes fenômenos. A concentração desse composto na atmosfera passou de 280 partículas por milhão antes da era industrial (em 1750) para 379 em 2005, sendo que desde 1995 o ritmo de aumento foi intensificado."Agora estamos muito mais certos da influência humana na mudança climática", afirmou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, após admitir que a certeza científica nunca pode ser total. Pachauri não se pronunciou sobre o que é preciso fazer e disse que no mundo dos negócios e na medicina deve-se tomar decisões sem ter uma certeza total. Além deste, o IPCC realiza outros relatórios, entre eles sobre o impacto da mudança climática, a forma de aliviá-lo e uma síntese direcionada aos responsáveis políticos.

Aquecimento: impacto do aumento da temperatura:



Um esboço do relatório prevê que até o ano de 2100 as temperaturas fiquem entre 2 e 4,5 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, sendo a 'melhor estimativa' a de uma elevação de 3 graus Celsius.
Leia abaixo algumas das conseqüências previstas para os diferentes níveis de aumento da temperatura, conforme dados apresentados no relatório sobre mudanças climáticas assinado por Nicholas Stern, economista chefe do governo britânico.

Elevação da temperatura/Impactos:

1 GRAU
* Encolhimento das geleiras ameaça o suprimento de água para 50 milhões de pessoas.
* Pequeno aumento na produção de cereais nas regiões temperadas.
* Ao menos 300 mil pessoas morrem a cada ano devido à malária, à desnutrição e a outras doenças relacionadas com as alterações climáticas.
* Queda da taxa de mortalidade durante o inverno nas regiões de maior latitude.
* Morte de 80 por cento dos recifes de coral, em especial a Grande Barreira de Corais.

2 GRAUS
* Queda de 5 a 10 por cento na produção de cereais na África tropical.
* 40 milhões a 60 milhões de pessoas a mais expostas à malária na África.
* Até 10 milhões de pessoas a mais expostas a enchentes nas regiões costeiras.
* Entre 15 e 40 por cento das espécies de seres vivos vêem-se ameaçadas de extinção (segundo uma estimativa).
* Grande risco de extinção das espécies presentes no Ártico, em especial dos ursos polares.
* Possibilidade de que a camada de gelo da Groenlândia comece a derreter de forma irreversível, o que faria com que o nível dos oceanos se elevasse em 7 metros.

3 GRAUS
* No sul da Europa, períodos de seca pronunciada a cada dez anos.
* Entre 1 bilhão e 4 bilhões de pessoas a mais enfrentando períodos de falta de água.
* Entre 150 milhões a 550 milhões de pessoas a mais expostas à ameaça da fome.
* Entre 1 milhão e 3 milhões de pessoas a mais morrem de desnutrição.
* Início do colapso da floresta Amazônica (segundo alguns modelos de previsão).
* Elevação do risco de colapso da Camada de Gelo da Antártida Ocidental.
* Elevação do risco de colapso do Sistema do Atlântico de águas quentes.
* Elevação do risco de mudanças abruptas no mecanismo das monções.

4 GRAUS
* Safras de produtos agrícolas diminuem entre 15 e 35 por cento na África.
* Até 80 milhões de pessoas a mais expostas à malária na África.
* Desaparecimento de cerca de metade da tundra ártica.

5 GRAUS
* Provável desaparecimento de grandes geleiras no Himalaia, prejudicando um quarto da população da China e uma grande parte dos moradores da Índia.
* Crescente intensificação da atividade oceânica, prejudicando seriamente os ecossistemas marinhos e, provavelmente, as populações de peixe.
* Elevação do nível dos oceanos ameaça as pequenas ilhas, as áreas costeiras como o Estado da Flórida e grandes cidades como Nova York, Londres e Tóquio.



Leia: Apocalipse 16:8,9.

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