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segunda-feira, 14 de agosto de 2006

INFLUÊNCIA DA MÍDIA ESTRANGEIRA


Especialistas discutem a influência da mídia estrangeira em seus países

A Sessão Paralela Muito rápido, muito cedo: erotismo, consumismo e mídia reuniu na mesma mesa de debates uma norte-americana, uma norueguesa, uma queniana e duas brasileiras. Os relatos trataram de países com realidades muito diferentes. Por exemplo: enquanto Ellen Wartella, do College of Communication, mostrou que os bebês e crianças dos Estados Unidos estão assistindo à TV cada vez mais cedo, que 99% das famílias norte-americanas assistem à TV e que a maioria das casas tem 5 televisores, Josephine Karani, da Kenya Broadcasting Corporation, relatou que, quando há uma TV num lar de seu país, ela fica na sala, em lugar e destaque para que toda a família possa assistir, reunida, à programação.
Segundo Ellen, uma em cada dez crianças até 2 anos usa computador nos Estados Unidos. A maioria das crianças assiste a, pelo menos, duas horas de TV por dia. O aparelho permanece ligado a metade do tempo em que existem pessoas em casa. Além disso, a garotada dorme com pijamas e brinca com brinquedos dos personagens dos programas infantis que assistiram durante o dia.
O que os pais pensam disso? De acordo com a pesquisadora, eles acreditam em teses que dizem que crianças expostas a programas educativos desde muito cedo terão melhores desempenhos escolares. Ellen adverte, no entanto: "Não há qualquer comprovação a este respeito". Pelo contrário, alguns estudos começam a mostrar que distúrbios de atenção e concentração podem ser causados por causa desse contato excessivo com a TV, o rádio, a internet, os jogos eletrônicos.
A queniana Josephine apresentou as dificuldades de seu país. Por causa dos altos custos das produções educativas para crianças, muitos programas são importados de outros países e não traduzem a realidade africana. Assim, a sociedade que até pouco tempo achava inconcebível ver um homem de brinco está começando a ter que se acostumar com as novidades que os meninos descobrem na programação de TV. Em seu país soa estranho um homem cheio de trancinhas, mas a cultura de outros povos começa a chegar muito rapidamente.
"A programação de fora, às vezes de má qualidade, não ajuda na divulgação dos valores e cultura africana. Agora começam a aparecer no Kenya músicos que se apresentam quase pelados, com piercings... A influência da TV está andando tão rápido que talvez percamos o controle sobre isso", declarou Josephine. E finalizou sua fala enfatizando que a mídia pode sim reforçar valores morais importantes.
Já a norueguesa Mia Lindrup argumentou contra as tentativas do governo de seu país de limitar comerciais destinados ao público infantil. Para ela o ideal seria educar as crianças para ter um olhar crítico diante do que a mídia oferece. "A criança norueguesa é absolutamente independente, conhece seus direitos, tem opiniões muito fortes, liberdade para agir, opera em vários papéis no nível familiar. Relaciona-se com muitos adultos", relatou Mia.
Para fechar a sessão, a Secretária Nacional de Justiça, Cláudia Chagas, tratou do papel do Estado no controle de programas de TV e filmes que são assistidos por crianças e adolescentes no Brasil. Como responsável pela classificação indicativa dos programas de TV, o Ministério da Justiça, de acordo com a Secretária, defende a liberdade de expressão e coíbe excessos que possam prejudicar os jovens
Apesar da classificação, o Ministério não pode punir, por exemplo, uma emissora que coloque no ar um filme no horário não apropriado. Excessos, no entanto, podem ser controlados. O Ministério Público tem tomado medidas de emergência para tirar do ar programas que agridam e possam ser realmente perigosos para crianças e adolescentes caso sejam veiculados.
Para que os brasileiros saibam como é feita a classificação, quais os critérios usados, o Ministério da Justiça disponibilizou uma simulação no site www.mj.gov.br "O Estado não pode lavar as mãos, mas também não pode substituir a família, entrando na casa dos outros de forma autoritária", finalizou Cláudia.

(Relatoria: Fernanda Lambach - Jornalista Amiga da Criança - ANDI)

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