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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fome e Ética














Fundamentando o meu pensamento nos argumentos filosóficos de Emmanuel Lévinas entendo que ética é encarnação. Trata-se de uma manifestação humana e ao mesmo tempo de uma teofania, como disse Cristo em Mateus capítulo 25: "...em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Verso 40). O rosto é a manifestação do clamor humano e divino, é o convite silencioso para a prática do bem, da justiça, da solidariedade e do verdadeiro amor. Ignorar o rosto e sua manifestação concreta diante de nós equivale a ignorar o próprio Deus! "Pois aquele que não ama ao seu próximo a quem vê, como pode amar a Deus a quem não vê?"

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Descobrindo o Cérebro...


Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, dizem que descobriram uma nova área no cérebro que seria essencial para manter a boa memória, uma área que "filtra" informações irrelevantes.

Através de ressonância magnética em 25 voluntários saudáveis, os cientistas observaram que pessoas que têm boa memória, mesmo quando sofrem distrações, registram maior atividade nos gânglios basais, área do cérebro que é um agrupamento de centros nervosos.


Para comprovar esta atividade, os voluntários foram submetidos a um teste computadorizado, em que eram obrigados a responder a determinados tipos de imagens, apresentadas com ou sem fatores que causavam distração.Um som era emitido toda vez que uma imagem vinha acompanhada desses fatores de distração "irrelevantes".


Os cientistas descobriram que quando as imagens - acompanhadas do som - apareciam, havia um aumento na atividade nervosa nos gânglios basais e no córtex pré-frontal, o que sugere que o cérebro estava se preparando para "filtrar" estas informações visuais. Segundo os pesquisadores, liderados por Torkel Klingberg e Fiona McNab, o estudo ajuda a explicar porque algumas pessoas têm memória melhor do que outras.

Memória de trabalhoSegundo a pesquisa, publicada na revista científica Nature Neuroscience, a habilidade de armazenar informações que podem ser acessadas rapidamente pelo cérebro é conhecida como "memória de trabalho".Esta função varia de um indivíduo para o outro e permite o armazenamento de informações mesmo quando o corpo está trabalhando em outra atividade.Os resultados do estudo apontam que um dos fatores para esta variação é a capacidade do cérebro em filtrar da memória informações que são irrelevantes.Para os pesquisadores, o resultado também pode ajudar a entender o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).A equipe de pesquisadores está investigando novos métodos para melhorar a atenção e a memória de trabalho em crianças com TDAH e monitorando as mudanças através de ressonância magnética funcional.John Duncan, cientista do Medical Resarch Council, na Grã-Bretanha, disse que o resultado da pesquisa do Instituto Karolinska "abre uma janela para importantes partes da mente"."Os gânglios basais são fortes candidatos a estarem envolvidos em distúrbios cerebrais em pessoas com problemas de controle de atenção".

"Mas existem várias regiões no cérebro que filtram informações irrelevantes, portanto é cedo para saber se essas descobertas poderão resultar em curas para condições como TDAH". [Fonte: Terra]

Mais Cérebro:

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Evolução humana: cada vez mais acelerada

Os seres humanos modernos (Homo sapiens) evoluíram mais rapidamente nos últimos 40 mil anos do que nos 6 milhões de anos desde que hominídeos e chimpanzés se separaram de um ancestral comum. Anatomicamente, foi uma evolução bem menos perceptível do que a que nos transformou em animais bípedes, com postura ereta e cérebros avantajados. Evidências genéticas, entretanto, mostram que, ao deixar a África para povoar outros continentes, o Homo sapiens teve de se adaptar como nunca a novas pressões ambientais, segundo um estudo publicado.

À medida que a população cresceu e se dispersou pelo globo, o homem se viu exposto a condições climáticas, geográficas e demográficas muito diferentes daquelas a que estava acostumado no berço africano. Entre os que migraram para terras ao norte, mais frias e com dias mais curtos, prevaleceram os indivíduos de pele mais clara - teoricamente, por serem capazes de aproveitar melhor a luz solar, necessária para produção de vitamina D.

"Os europeus ficaram mais claros, mais loiros e com olhos mais azuis nos últimos 5 mil anos", disse o antropólogo Henry Harpending, da Universidade de Utah, que assina o estudo. Os resultados, publicados na revista científica PNAS, sugerem que as populações de cada continente se tornaram mais distintas geneticamente nos últimos 40 mil anos - cada uma adaptada a suas condições locais. "Estamos nos tornando menos parecidos e não convergindo para uma humanidade única, homogênea", diz Harpending.

Evolução rápida

A evolução nesse período (desde que o homem moderno se instalou na Europa, na Ásia e chegou à Austrália) foi cem vezes mais rápida do que a média dos últimos 6 milhões de anos, segundo os cientistas. As mudanças tornaram-se ainda mais velozes nos últimos 10 mil anos, a partir do fim da era glacial e da invenção da agricultura.

As populações tornaram-se maiores, mais concentradas, mais fixas e, conseqüentemente, mais suscetíveis a doenças infecciosas. Indivíduos naturalmente mais resistentes foram naturalmente selecionados (ou seja, sobreviveram), enquanto os menos resistentes foram naturalmente eliminados (morreram). A mudança de dieta, com a domesticação de plantas e animais, também impôs adaptações ao metabolismo de carboidratos, fibras e ao consumo de leite na vida adulta (tolerância à lactose).

O estudo foi feito com base na análise do DNA de 270 indivíduos de quatro populações: chineses, japoneses, africanos e europeus. A equipe analisou 3,9 milhões de SNPs ("snips"): mutações pontuais, de uma única letra, que diferenciam uma pessoa da outra. O especialista Sergio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, duvida dos resultados. "Não acho que haja tanta seleção e não vejo como eles poderiam provar isso", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Chipanzés têm memória fotográfica

Uma nova pesquisa da Universidade de Kyoto, no Japão, demonstrou que chimpanzés têm uma memória fotográfica superior à dos humanos.


Chimpanzés mais jovens foram melhores em testes de memória do que estudantes universitários, segundo o estudo publicado na revista Current Biology.


Até o momento, pensava-se que chimpanzés não conseguiriam ter o mesmo desempenho dos humanos no setor de memória e outras habilidades mentais.
"Existem muitas pessoas, incluindo biólogos, que acreditam que os humanos são superiores aos chimpanzés em todas as funções cognitivas", disse o chefe da pesquisa Tetsuro Matsuzawa.
"Ninguém poderia imaginar que jovens chimpanzés, com cinco anos de idade, tivessem um desempenho melhor do que o de humanos em uma tarefa que envolve memória", disse.
"Aqui nós mostramos pela primeira vez que jovens chimpanzés têm uma capacidade de memória extraordinária para lembrar números, melhor do que de humanos adultos testados no mesmo aparelho, seguindo o mesmo procedimento."

Números:
Matsuzawa e sua equipe testaram três pares de chimpanzés, cada formado por uma mãe e seu filho, contra estudantes universitários em um teste de memória que envolvia números.
As mães chimpanzés e seus filhos de cinco anos já tinham aprendido como "contar" de um a nove.
Durante a experiência, cada participante viu em um monitor vários números de um a nove.
Os números eram então substituídos por quadrados em branco e o estudante ou o chimpanzé tinham que lembrar qual número apareceu em qual lugar, e então tocar o quadrado certo na tela.
Os pesquisadores descobriram que os chimpanzés jovens tinham desempenho melhor do que suas mães e do que humanos adultos.
Os universitários foram os mais lentos do que os três chimpanzés jovens em suas respostas.
Os chimpanzés se saíram melhor do que os universitários em velocidade e precisão quando os números apareciam apenas por um momento.

Fotográfica:
O espaço de tempo mais curto, de 210 milisegundos, não deu o tempo necessário para que os testados explorassem a tela com movimentos dos olhos, algo que fazemos o tempo todo durante a leitura.
Isto mostra, segundo os pesquisadores, que os chimpanzés mais jovens têm memória fotográfica o que permite que eles memorizem uma cena complexa ou um padrão com apenas um olhar rápido. Em algumas ocasiões esta habilidade está presente em crianças, mas diminui com a idade, afirmam os pesquisadores.
"Chimpanzés jovens têm memória melhor do que humanos adultos. Ainda estamos subestimando a capacidade intelectual dos chimpanzés, nossos vizinhos de evolução", disse o professor Matsuzawa à BBC.
Para Lisa Parr, que trabalha com chimpanzés no Centro Yerkes para Primatas na Universidade Emory de Atlanta, Estados Unidos, esta descoberta é "revolucionária" e, pelo fato de os chimpanzés serem nossos "parentes mais próximos", pode ajudar a entender a memória humana. (Fonte: BBCBrasil)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Brasil está entre os piores em qualidade na educação!!!

Brasil é reprovado, de novo, em matemática e leitura:

A péssima posição do Brasil no ranking de aprendizado em ciências se repetiu nas provas de matemática e leitura. Os resultados do Pisa (sigla, em inglês, para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), divulgados ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), mostram que os alunos brasileiros obtiveram em 2006 médias que os colocam na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56).
O objetivo do Pisa é comparar o desempenho dos países na educação. Para isso, são aplicados de três em três anos testes a alunos de 15 anos em nações que participam do programa. O ranking de ciências, divulgado na semana passada, colocava o Brasil na 52ª posição.
Além de estarem entre os piores nas três provas nessa lista de países, a maioria dos estudantes brasileiros atinge, no máximo, o menor nível de aprendizado nas disciplinas.
O pior resultado aparece em matemática. Numa escala que vai até seis, 73% dos brasileiros estão situados no nível um ou abaixo disso. Significa, por exemplo, que só conseguem responder questões com contextos familiares e perguntas definidas de forma clara.
Em leitura, 56% dos jovens estão apenas no nível um ou abaixo dele. Na escala, que vai até cinco nessa prova, significa que são capazes apenas de localizar informações explícitas no texto e fazer conexões simples.
Em ciências, 61% tiveram desempenho que os colocam abaixo ou somente no nível um de uma escala que vai até seis. Isso significa que seu conhecimento científico é limitado e aplicado somente a poucas situações familiares.
Nos três casos, a proporção de alunos nos níveis mais baixos é muito maior do que a média da OCDE, que congrega, em sua maioria, países ricos.
Comparando o desempenho do Brasil no exame 2003 (que já era ruim) com o de 2006, as notas pioraram em leitura, ficaram estáveis em ciências e melhoraram em matemática.
Uma melhoria insuficiente, porém, para tirar o país das últimas posições, já que foi em matemática que o país se saiu pior em 2006, com médias superiores apenas às de Quirguistão, Qatar e Tunísia e semelhantes às da Colômbia.
Como há uma margem de erro para cada país, a colocação brasileira pode variar da 53ª, no melhor cenário, para a 55ª, no pior. O mesmo ocorre para as provas de leitura e ciências. No de leitura, varia da 46ª à 51ª. Em ciência, da 50ª à 54ª.
A secretária de Educação do governo José Serra (PSDB-SP), Maria Helena de Castro, diz que o resultado em leitura é lamentável. "Essa é uma macrocompetência, básica para que os alunos desenvolvam as outras, como matemática, raciocínio crítico." Nos exames, São Paulo ficou abaixo da média nacional nas três áreas avaliadas.
Suely Druck, da Sociedade Brasileira de Matemática, diz que, em geral, os alunos de outros países, assim como os do Brasil, tiveram desempenho pior em matemática na comparação com as outras disciplinas.
"A matemática se distingue das outras porque desde cedo a criança já tem que ter conhecimento teórico e é um aprendizado seqüencial, ou seja, antes de aprender a multiplicar, tem que saber somar." Por isso, defende que se exija um conteúdo mínimo em matemática para o professor dos primeiros anos do ensino fundamental, quando todas as matérias são ainda ensinadas pela mesma pessoa.
O Pisa permite também comparar meninos e meninas. Em matemática e ciências, no Brasil, eles se saíram melhor. Em leitura, elas foram melhor. (Fonte: Folha OnLine)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Como nosso cérebro lê...

O nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. Sohw de bloa.

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Bebês são capazes de julgar pessoas, diz estudo

Cientistas dos Estados Unidos descobriram que bebês a partir de seis meses de idade já demonstram ter inteligência social, analisando as intenções de outras pessoas e sendo capazes de perceber quem é um potencial amigo ou inimigo.


A equipe da Universidade de Yale realizou um estudo envolvendo 12 bebês de seis meses e 16 com dez meses, em que fizeram com que eles assistissem a uma animação com três personagens diferentes.
No desenho, um dos personagens tenta subir o que parece ser uma colina. Um segundo ajuda esse personagem, empurrando-o para cima da colina, e um terceiro o atrapalha, empurrando-o para fora.
Depois de os bebês assistirem à animação várias vezes, os cientistas mostraram a eles dois bonecos de madeira, um parecido com o personagem que ajuda o outro a subir e outro parecido com o que atrapalha.
O resultado foi que todos os bebês de seis meses e 14 dos bebês de dez meses escolheram o boneco do personagem “bonzinho”, que ajuda.
“Nossas descobertas indicam que os humanos realizam avaliações sociais num estágio muito anterior de desenvolvimento do que se pensava, e sustenta a tese de que a capacidade de avaliar indivíduos com base em suas interações sociais é universal e não depende de aprendizado”, dizem os cientistas em um artigo publicado na revista Nature.

Moral:

Nós não podemos dizer se é algo inato, mas podemos dizer que é algo pré-lingüístico. (Kiley Hamlin)
Outros experimentos foram feitos para descartar outras explicações para o comportamento demonstrado pelos bebês, como uma possível preferência dos bebês por ações de empurrar algo para cima ou para baixo ou pela aparência de um dos personagens.
“Nós não podemos dizer se é algo inato, mas podemos dizer que é algo pré-lingüístico”, disse a cientista Kiley Hamlin, que liderou a pesquisa.
“Nós não achamos que esses bebês têm qualquer noção de moral, mas parece ser uma parte essencial da moralidade sentir uma empatia por aqueles que fazem coisas boas e o contrário por aqueles que fazem coisas más – parece ser uma parte importante de um sistema racional e moral que virá depois.”
O fato de crianças tão jovens mostrarem sinais de inteligência social não surpreendeu Hamlin.
Segundo ela, os pais deveriam ter em mente que os bebês são capazes de perceber muita coisa sozinhos.
“Ainda com pouca idade, eles são eficientes criaturas sociais. Eles percebem quem é bom de se ficar junto sem muita ajuda.”
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que os bebês, nos seus primeiros seis meses, mostram uma predileção por outros bebês com base na aparência do rosto dos coleguinhas. (Fonte: BBCBrasil)

Bebês deveriam engatinhar mais, afirma estudo

Um estudo realizado por especialistas em desenvolvimento infantil revela que os bebês passam cada vez mais tempo sentados e ficam menos no chão, o que pode impedir a oportunidade de engatinhar e prejudicar o aprendizado da fala e da escrita:


Para Sally Goddard Blythe, que liderou o estudo, isso se deve ao uso excessivo de artigos modernos como assentos de carro e cadeiras especiais para bebês. Segundo a autora, estes artigos impedem a criança de brincar livremente com o corpo.

"Os bebês são colocados na posição sentada de forma passiva, e não natural", afirma Blythe, diretora do Instituto de Psicologia Neurofisiológica de Chester, na Inglaterra.

"O chão é o primeiro parquinho da criança e ficar de bruços ajuda na postura, aumenta o campo visual e o equilíbrio", afirma a especialista. "Há 20 ou 30 anos as crianças passavam muito mais tempo debruçadas."

A pesquisa, realizada pelo departamento de neurofisiologia do instituto, analisou o impacto das mudanças sociais dos últimos 50 anos na infância.

Aprendizado:

O estudo foi realizado com base nos resultados de uma pesquisa publicada pela autora em 1998 na revista científica British Journal of Occupational Therapy. O estudo examinou o desenvolvimento de dois grupos de 70 crianças com idade entre 8 e 10 anos.

O primeiro grupo apresentava dificuldades de leitura e escrita e o segundo não apresentava problemas de aprendizado.

Os resultados apontaram diferenças significativas no histórico de desenvolvimento. As crianças com dificuldades haviam engatinhado menos e teriam começado a andar mais tarde que as do primeiro grupo.

Apesar dos resultados, a autora afirma que apenas deixar de engatinhar não determina o futuro aprendizado da criança.

"Alguns bebês que não engatinharam acabam não tendo problemas, enquanto alguns que engatinharam poderão apresentar dificuldades", afirma.

Para ela, "a principal questão é descobrir o porquê os bebês falharam em engatinhar e descobrir se a omissão pode causar outros problemas de desenvolvimento".

Benefícios:

A autora aponta que engatinhar representa um marco no desenvolvimento da criança e é um exercício motor importante.

Para ela, a atividade treina a coordenação visual para os movimentos que mais tarde a criança vai usar para ler e escrever. Além disso, "engatinhar alinha os segmentos da espinha, preparando a criança para ficar em pé e andar", afirma.

Os resultados da pesquisa serão publicados em 2008 no livro What Babies and Children Really Need (O que bebês e crianças realmente precisam, em português). (Fonte: BBCBrasil)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Para você Lylla!!!

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Dedico este vídeo e música com apresentação de Elvis Presley para você Lylla, como expressão dos meus sentimentos mais profundos de amor, carinho e paixão!
Jorge Schemes

terça-feira, 20 de novembro de 2007

20 de Novembro - Dia da Consciência Negra

Seade: negros ainda sofrem desigualdade no emprego:


Realidade: o cenário no mercado de trabalho paulistano mostra que as oportunidades ainda continuam restritas a essa parcela da população, ainda que tenha se observado avanços. Apesar de mostrar índices de ocupação relevantes em todos os setores, os negros (pretos e pardos) só superam os não-negros (brancos e amarelos) no segmento de serviços domésticos, com 54,9%, ante 45,1% entre os não-negros. É o que constatou a Fundação Seade, por meio da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada hoje. A pesquisa foca a Região Metropolitana de São Paulo e compreende a média dos últimos doze meses - de outubro de 2006 a setembro deste ano.
Nos demais ramos de atividade, os negros têm composição menor, como na indústria (34,8%, ante 65,2% de não-negros), no comércio (33,8%, frente a 66,2%) e em serviços (31,6%, ante 68,4%). Em construção civil, onde as condições de serviço são mais precárias, segundo frisa a Seade, os negros quase superam os não-negros: 49,4%, ante 50,6%.
A pesquisa aponta que os negros correspondem a 35,8% da população em idade ativa (PIA) e a 36,2% na composição da população economicamente ativa (PEA), enquanto os não-negros têm participação de 64,2% e 63,8%, respectivamente. Em relação ao desemprego, o levantamento mostra que no período avaliado a chance de um negro estar desempregado era maior que a de um não-negro. A taxa de desemprego total observada entre os negros foi de 18,1%, ante 13,2% entre não-negros.
O acesso aos empregos assalariados ainda se mostrava mais limitado aos negros do que aos não-negros, principalmente no setor público. Como aponta a Seade, o ingresso no setor público é realizado por meio de concursos e que a baixa representação dos negros está aliada às dificuldades históricas de acesso educacional.
As diferenças ainda podem ser verificadas na posição de empregadores, onde os não-negros predominam. Enquanto 4,6% dos negros ocupam cargos de direção e planejamento, este porcentual salta para 18,3% quando se trata de não-negros. Esta condição está, mais uma vez, também mais atrelada à falta de formação escolar, onde os requisitos são mais exigentes. Mas neste caso o comportamento discriminatório pode estar mais presente.
Quanto à remuneração salarial, os negros apresentam renda média R$ 752, contra R$ 1.346 dos não-negros. O levantamento da Seade conclui: "Essas informações não permitem grandes inferências sobre o que ocorre com a população negra no mundo do trabalho. No entanto, lançam algumas pistas importantes que podem ser perseguidas por meio de análises mais aprofundadas". A um dia da Consciência Negra, o cenário, apesar de estar melhor do que nas décadas passadas, como lembra a Seade, mostra que a desigualdade persiste.

Formandos(as) de Pedagogia 2007 - Turma do 8º Período Matutino da ACE

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Vídeo elaborado pela turma de formandos do 8º período de pedagogia matutino da ACE, da qual tive o privilégio de ser professor de Empreendedorismo, Projetos Educacionais e Corporativos e Planejamento Estratégico. Desejo a todos(as) muito sucesso profissional!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ibope: só 21% dos professores estão satisfeitos

Só 21% dos professores brasileiros que trabalham em escolas públicas estão totalmente satisfeitos com a profissão. É o que mostra pesquisa inédita feita pelo Grupo Ibope, a pedido da Fundação Victor Civita. Foram ouvidos 500 docentes da rede pública de ensino das capitais de todos os Estados. A instabilidade financeira é um dos principais fatores que levam ao descontentamento da categoria com o trabalho. Apenas 32% dos professores afirmam tê-la conquistado, mas 90% deles a consideram condição fundamental para ter boa qualidade de vida.
Segundo o professor Celso Favaretto, da Faculdade de Educação da USP, que teve acesso aos dados, muitos professores da rede pública têm de dar aulas em duas ou mais escolas para receber um salário razoável. "Além disso, as condições de trabalho são precárias, há salas de aulas lotadas. Essa insatisfação do professor com o trabalho está relacionada com uma má gestão de todo o sistema escolar." Favaretto aponta outras aparentes contradições no discurso dos professores: 90% afirmam ter boa didática de ensino, mas, 70% dizem ver na falta de motivação dos alunos o principal problema em sala de aula.
"Acredito que afirmar ter boa didática de trabalho seja um discurso de defesa do professor, mas, se realmente tivessem, não teriam alunos desmotivados. Esses docentes possivelmente também não tiveram boa formação inicial." A pesquisa comprova a constatação do especialista: 64% dos professores avaliam a formação que tiveram como boa ou excelente. Contudo, 49% admitem que essa mesma formação os preparou pouco para a atuação em sala de aula.
O salário de um professor da rede estadual em início de carreira é de R$ 1.295,76 para uma jornada de 30 horas semanais (considerando piso e gratificações). Para David Saad, diretor-executivo da Fundação Victor Civita, a má qualidade da educação brasileira e a insatisfação do professor não estão relacionadas apenas a remuneração. "O professor também tem de entender sua responsabilidade sobre o aprendizado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Desvalorização docente!

OEI: 80% dos docentes do País se sentem desvalorizados:
Quase 80% dos professores brasileiros não se sentem valorizados pela sociedade. É o que mostra o estudo "As emoções e os valores dos professores brasileiros", coordenado pela educadora Maria Tereza Perez Soares e encomendado pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e pela Fundação SM. A pesquisa, que ouviu 3.584 docentes do País, evidencia o que muitos professores sentem nas redes pública e particular.
Segundo Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), nos últimos anos houve uma redução do grau de valorização do professor. "Mas a redução não aconteceu apenas em relação ao professor, mas a valorização da sociedade em relação à política e até religião."
O que ajudaria a reverter esse quadro, segundo La Taille, é a mudança de atitude do professor em relação à docência. "As condições de trabalho não são as melhores, mas o professor, em vez de priorizar o relacionamento, deveria ter uma relação mais privada com a docência. Em vez de valorizar o afetivo, deveria dar ênfase à transmissão do conhecimento, ao seu desempenho."
A citação de La Taille explica outro dado: 31,6% dos professores consideram o ensino como "atividade ligada aos valores e à moral" e apenas 8,6% o consideram como "trabalho". Já o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi, ressalta que, mesmo assim, os professores brasileiros são mais otimistas em relação ao futuro. "O estudo mostra que cerca de 80% deles vêem o futuro de forma positiva. Na Espanha, são 60% que enxergam dessa maneira." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Nota do Editor:
O discurso de uma educação pública de qualidasde para todos precisa passar necessariamente pela valorização do magistério e docência. Enquanto os professores precisarem pagar para trabalhar não haverá o tão esperado salto qualitativo na educação pública do Brasil. (Jorge Schemes)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Genética e homossexualidade


Homossexualidade pode ser genética, diz estudo:

(Os nematóides medem cerca de um milímetro)

Biólogos da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, conseguiram manipular geneticamente um grupo de nematóides (espécie de parasitas) para que eles fossem atraídos por animais do mesmo sexo.
A experiência traz novas evidências de que a orientação sexual de um indivíduo pode ser profundamente influenciada por fatores genéticos.
Apesar de os nematóides serem organismos simples, e de ser difícil aplicar em humanos os mesmos parâmetros, os cientistas acreditam que a descoberta da existência de um "caminho" biológico para as preferências sexuais oferece pistas sobre a sexualidade humana.
"Nossa conclusão é que a atração sexual está instalada em circuitos cerebrais comuns a ambos os sexos de nematóides", disse Erki Jorgensen, chefe da equipe que organizou o estudo.

Olfato
Os nematóides são organismos de até um milímetro de comprimento, que vivem na terra e se alimentam de bactérias.
Eles não têm olhos, então a atração sexual é determinada pelo olfato.
Cerca de 99,9% deles são hermafroditas e o resto é de machos. Para se reproduzir, os hermafroditas não precisam se acasalar, mas preferem fazê-lo se encontram um macho. Já os machos sempre precisam dos hermafroditas para a reprodução.
No estudo, publicado na revista científica Current Biology, os pesquisadores ativaram um gene chamado fem-3 em espécies hermafroditas.
Esse gene faz o organismo do nematóide se desenvolver como macho, com neurônios e estruturas de cópula específicas.
Na experiência, o fem-3 foi ativado apenas no cérebro. Portanto, os animais desenvolveram neurônios masculinos, enquanto mantiveram características hermafroditas no resto do corpo.
Apesar disso, eles se comportaram como machos, tentando se acasalar e fertilizar outros hermafroditas.
"Existe um debate sobre se o cérebro é influenciado por hormônios sexuais produzidos nas glândulas sexuais ou se um comportamento é derivado apenas da função cerebral", disse Jorgensen. "Neste caso, está claro que o cérebro é sexualizado." (Fonte: BBC Brasil)

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Racismo em pleno século XXI???!!!

'Não há base' para crer na inferioridade da África, diz Watson
Em declarações durante lançamento de livro e em artigo na imprensa inglesa, ganhador do Nobel desculpa-se


O ganhador do Prêmio Nobel James Watson, que chocou a comunidade internacional ao fazer declarações tidas como racistas, defende-se em artigo publicado na edição desta sexta-feira, 19, do jornal britânico The Independent. Na noite de quinta-feira, Watson foi afastado do cargo de chanceler (espécie de reitor) do Laboratório de Cold Spring Harbor, em Nova York, onde trabalha desde 1948, por conta de suas declarações sobre raça, veiculadas no Sunday Times.

Laboratório suspende cientista Nobel por declaração racista

Nobel se desculpa por declarações sobre inteligência dos negros

No artigo para o Independent, Watson, co-descobridor da estrutura de hélice dupla do DNA, desculpa-se por qualquer tipo de ofensa que possa ter sido vista em suas declarações, nas quais sugere que africanos negros são menos inteligentes que ocidentais.

Mas o cientista reafirma sua posição de que o estudo dos genes pode ajudar a entender as variações na inteligência humana.

Ele sugere que os genes podem explicar muitas características de comportamento, incluindo a criminalidade. "O pensamento de que algumas pessoas são perversas por natureza me perturba... Mas a ciência não está aqui para nos fazer sentir bem".

Watson lança mão da idéia de seleção natural para especular que diferenças de comportamento e potencial podem ter surgido entre povos de diferentes contextos geográficos.

"Questionar isso não é ceder ao racismo", defende-se. "Não se trata de uma discussão de superioridade ou inferioridade, mas de buscar entender diferenças".

Em entrevista ao Sunday Times, o geneticista, de 79 anos, disse que estava "intrinsecamente pessimista sobre as possibilidades da África" porque "todas as nossas políticas são baseadas no fato de que a inteligência deles é a mesma que a nossa, quando todos os testes dizem que, na verdade, não é".

Watson ainda disse que esperava que todas as pessoas fossem iguais, mas que "aqueles que têm de lidar com empregados negros não acham que isto seja verdade".

No artigo desta sexta-feira, o pesquisador diz que nunca se furtou a dizer o que acredita ser verdade, não importa o quanto possa ser desagradável. "Muitas vezes, isso me colocou em apuros", diz o texto. "Raramente mais do que agora".

"Posso entender boa parte dessa reação. Porque, se eu disse o que fui citado por dizer, então só posso reconhecer que estou estupefato. Aos que tiraram a inferência, de minhas palavras, de que a África, como um continente, é geneticamente inferior, só posso me desculpar sem reservas. Não é o que quis dizer. Mais importante, do meu ponto do vista, não há base científica para tal crença".

Esse pedido de desculpas é o mesmo feito pelo cientista na noite de quinta-feira, durante o lançamento de seu livro de memórias Avoiding Boring People (Evitando pessoas chatas, em tradução livre).

Há muito tempo Watson declara haver uma base genética para a inteligência, algo incontestado por outros cientistas. Mas especialistas negam que existam "raças" em termos genéticos, pois o termos se refere apenas a características físicas externas.

As declarações publicadas no domingo provocaram forte reação no meio científico. Elias Zerhouni, diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, disse que o cientista errou "sob todos os pontos de vista...(as declarações) são completamente inconsistentes com o corpus da literatura de pesquisa nesta área".

"O prestígio científico nunca é um substituto para o conhecimento. Como cientistas, ficamos ultrajados e entristecidos quando a ciência é usada para perpetuar o preconceito", disse Zerhouni.


Opinião do Editor:


É lamentável que o paradigma do etnocentrismo ocidental europeu ainda esteja em pauta. Este é um paradigma ultrapassado dentro da antropologia cultural e biológica. A propósito, cada vez mais a ciência arqueológica confirma a tese de que a África é o berço da humanidade e da cultura. (Jorge Schemes)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Boatos e fatos...

O boato seria mais poderoso que os fatos comprovados para determinar a opinião que as pessoas têm de outras, revela um estudo divulgado pela revista Proceedings of the National Academy of Sciencies (PNAS).
No início do estudo, os pesquisadores alemães analisaram a maneira pela qual os rumores sobre uma pessoa influenciam no comportamento de terceiros com relação a ela.
Para tanto, analisaram o comportamento de 126 estudantes que jogavam videogame em duplas ou com adversários anônimos.
Cada um deles recebeu um envelope com 10 euros para distribuir a seus parceiros em determinadas partes do jogo.
Enquanto durava o jogo, eles escreviam bilhetes a respeito do comportamento dos jogadores dos turnos anteriores, em particular sobre sua generosidade.
Os jogadores que leram coisas positivas sobre seus parceiros os recompensaram financeiramente, o que sugere que o boato teve um forte impacto nas suas decisões.
Mas os pesquisadores também deram aos participantes uma lista das ações reais de seus participantes durante as primeiras etapas do jogo. Muitas vezes, os rumores contradiziam os fatos.
Surpreendentemente, nestes casos as decisões dos estudantes pareciam se basear nos boatos mais do que nos fatos comprovados.
"As pessoas se vêem indevidamente influenciadas pelo rumor, inclusive se ele contradiz o que viram", explicou Ralf Sommerfeld, pesquisador do Instituto Max-Planck na Alemanha.
Segundo ele, o boato é percebido como confiável porque, ao longo do tempo, se tornou em um instrumento útil para reunir informação.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Em defesa da vida!

A SITUAÇÃO DA DEFESA DA VIDA

DATA FOLHA: SOMENTE 3% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA CONSIDERA O ABORTO MORALMENTE ACEITÁVEL:

Enquanto o governo brasileiro esforça-se a qualquer custo por legalizar o aborto no Brasil, a rejeição ao aborto continua a crescer entre os brasileiros. Tramita, e pode ser votado ainda este ano na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 1135/91 que pretende tornar o aborto legal por qualquer motivo durante todos os nove meses da gestação. O projeto, concebido e redigido pela Comissão Tripartite organizada especialmente para tanto pelo governo Lula, foi encaminhado para o Congresso pela Secretária da Política das Mulheres com a aprovação do próprio presidente, e já custou a reeleição da Deputada Jandira Feghali ao Senado por ter desempanhado no Legislativo o papel da principal aliada do governo na promoção da hedionda iniciativa. Agora, em convênio com o governo federal, a União Nacional dos Estudantes iniciou na semana passada uma campanha a nível nacional para a conscientização do meio universitário da necessidade de legalizar a prática do aborto. A iniciativa causou revolta entre os estudantes presentes ao ato inaugural da campanha, a maioria dos quais era contrária ao aborto, o reitor da UFRJ foi desprestigiado, a ministra Nilcéia Freire da Scretaria da Política das Mulheres cancelou sua participação ao ato e os ativistas a favor do aborto não tiveram clima para distribuirem entre os estudantes o material impresso que haviam preparado. O Datafolha, que pertence a uma organização a favor do aborto, mostra hoje o quanto o governo caminha contra a corrente ao tomar estas posições que são, em última análise, totalmente contrárias à ciência e baseadas em pressupostos puramente ideológicos. Graças ao progresso e à crescente divulgação dos dados científicos, é cada vez mais claro para qualquer pessoa que, não importa qual seja o motivo, o aborto significa o assassinato de um ser humano inocente. Num mundo cada vez mais contrário à pena de morte, só o governo Lula, que se comprometeu formalmente com a ONU a legalizar o aborto no Brasil, não quer e não pode perceber o quanto o aborto é uma batalha perdida e as reais dimensões do custo deste empreendimento que objetivamente representa um suicídio político. No dia 4 de abril de 2007, domingo de Páscoa, a Folha de São Paulo publicou em destaque uma reportagem segundo a qual a rejeição ao aborto em todo o Brasil havia atingido um índice recorde que vinha "crescendo constantemente desde 1993". A reportagem assinada por Michelle de Oliveira afirmava que no Brasil "hoje somente 16% dizem que o aborto deve ser permitido em mais situações, além de estupro e risco de morte para a mãe, como diz a lei atual. O índice é o maior já verificado desde quando a pesquisa começou a ser feita, em 1993. Desde então, o percentual dos favoráveis a deixar a lei como está tem crescido constantemente".
["Maioria Defende que Lei sobre Aborto não seja Ampliada": http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200705.htm]
Seis meses depois, em reportagem intitulada "Datafolha Revela o Novo Perfil da Família Brasileira", publicada hoje e anunciada em destaque na capa na edição deste domingo 7 de outubro de 2007, o jornal Folha de São Paulo, conhecido como o periódico mais a favor do aborto do Brasil, revela novos dados e volta a reconhecer que o Instituto Datafolha, de propriedade da própria Folha, detectou que os brasileiros estão mais tolerantes com o homossexualismo e menos tolerantes com o aborto hoje do que em 1998. Nova pesquisa destinada a determinar o perfil da família brasileira, ouviu 2.093 pessoas em 211 municípios brasileiros. Segundo a mesma, em 1998, 77% achavam muito grave que seu filho tivesse um namorado do mesmo sexo, percentual que caiu para 57% na pesquisa desse ano. Mas a "VARIAÇÃO MAIS SIGNIFICATIVA", diz a reportagem, ocorreu com a questão do aborto. Com relação a este tema, continua a reportagem da Folha, "O PERCENTUAL DOS QUE ACHAVAM A PRÁTICA DO ABORTO MUITO GRAVE FOI DE 61% EM 1998 PARA 71% EM 2007. "O AVANÇO É ESPANTOSO", afirma ainda o texto da Folha. "HOJE", segundo o Datafolha, "SÓ 3% DA POPULAÇÃO CONSIDERAM 'MORALMENTE ACEITÁVEL' FAZER UM ABORTO, CONTRA 87% QUE ACHAM ISSO 'MORALMENTE ERRADO' ". Sendo promotores do aborto, os repórteres da Folha tentaram suavizar o impacto destes números entrevistando em seguida militantes do movimento a favor da legalização do aborto. "Os estudiosos do tema afirmam que estes dados não são contraditórios", afirmam os repórteres da Folha. A antropóloga Debora Diniz, que orquestrou a ação para legalizar o aborto em caso de anencafalia junto ao STF em 2004, afirma que "não podemos afirmar que são mudanças de prática, mas de narrativa". Grupos pro vida, entretanto, não entrevistados pela Folha, opinam que a afirmação da antropóloga é gratuita e dizem possuir evidências de que também a prática do aborto está em diminuição no Brasil. Já a antropóloga Maria Luiza Heilborn, coordenadora do CLAM, Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos, organismo financiado pela Fundação Ford sediado no campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, encarregado pelas Fundações Americanas de monitorar o recrudescimento do fundamentalismo em matéria de direitos sexuais e reprodutivos na América Latina, aponta a ultra sonografia como um dos fatores responsáveis pelo crescimento da rejeição. "Uma coisa que era oculta passou a ser visível", afirma ela, apontando para o fenômeno da "ressacralização da vida pré-uterina". A reportagem da Folha está incluída dentro de um inteiro caderno sobre o novo perfil da família brasileira, do qual extraíram-se abaixo, sem alterações no texto original, as partes mais significativas sobre a questão do aborto.
De 1998 a 2007 mudou bastante coisa nas atitudes dos brasileiros com relação à sexualidade, à moral e à família. A pesquisa do Datafolha feita neste ano, que repete questões feitas quase dez anos atrás, apresenta sinais contraditórios. Diminui (muito) a rejeição ao homossexualismo. Mas também aumenta a rejeição ao aborto. A aceitação ao homossexualismo parece estar, como dizem, "bombando". "Se alguém soubesse que um filho homem está namorando um homem", em 1998, 77% dos entrevistados achavam que essa situação seria "muito grave". O índice caiu 20 pontos percentuais em nove anos: hoje, só 57% teriam essa reação. Cinco anos de intervalo entre uma pesquisa e outra não explicam tudo, e sem dúvida entramos aqui no labirinto das sutilezas metodológicas. Mesmo assim, o avanço é espantoso. Ainda mais quando só 3% da população consideram "moralmente aceitável" fazer um aborto, contra 87% que acham isso "moralmente errado", e 6% que, estranhamente, afirmam não ser essa "uma questão moral".
Luiz Fernando Vianna De 1998 a 2007, a rejeição ao aborto cresceu dez pontos percentuais; estudiosos atribuem ao acirramento do debate e à popularização das ultra-sonografias Se os números de 2007 mostram uma tolerância maior das famílias a possíveis relacionamentos interraciais e homossexuais por parte de seus filhos, os mesmos entrevistados descrevem um movimento inverso em questões comportamentais de outra natureza, como o aborto. Nessa categoria, a interrupção da gravidez não desejada desponta com a variação mais significativa, com um salto de 61% para 71% na taxa de rejeição. Em outro desdobramento da pesquisa, sobre o que consideram moralmente certo ou errado, 87% condenaram a interrupção da gravidez. Para os mais liberais, isso [a aceitação do homossexualismo e a rejeição ao aborto] pode soar como contradição. Não é, afirmam estudiosos do tema. A antropóloga Debora Diniz, professora de bioética da UnB (Universidade de Brasília) e diretora da ONG Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero), argumenta que, em pesquisas de opinião sobre assuntos de ordem moral, as respostas tendem para "um julgamento moral compartilhado, que não necessariamente representa práticas individuais". Ser racista ou homófobo é algo cada vez menos aceito socialmente. Já o aborto tem sido tema de debates acirrados, em especial, segundo Diniz, a partir de 2004, quando chegou ao Supremo Tribunal Federal uma ação para tornar legal a interrupção da gravidez em casos de fetos anencefálicos (sem cérebro). "Não podemos afirmar que são mudanças de prática, mas de narrativa", diz ela. A também antropóloga Maria Luiza Heilborn, coordenadora do Clam (Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos) e professora do Instituto de Medicina Social da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), aponta outro fator responsável pelo crescimento da rejeição: a ultra-sonografia. "Ao mostrarem uma imagem assemelhada à imagem humana, as novas tecnologias de visualização do feto fizeram uma mudança muito grande no imaginário social. Uma coisa que era oculta passou a ser visível", afirma ela, que enxerga uma "ressacralização da vida pré-uterina" hoje.
O que pensa o ministro:
Em março, pouco depois de assumir o Ministério da Saúde, José Gomes Temporão defendeu a realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto. Muito atacada por setores contrários à legalização, como a Igreja Católica, a proposta perdeu força, mas não a defesa do ministro de mudanças na legislação. Para ele, o aborto é um caso de saúde pública e, logo, tema de governo, idéia apoiada publicamente pelo presidente Lula.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Aproveite o poder mental das palavras

Para cada "má" idéia que se forma na mente, existem "boas" fórmulas verbais que a desativam. Isto acontece porque as palavras são muito mais que meros grupos de letras que têm um significado e fazem parte de um discurso: podem ser autênticas vacinas e antídotos para o negativismo psicológico e o conseqüente mal-estar emocional.
Faça o teste: ao repetir a palavra "paz" você ficará mais relaxado e, se disser "guerra" várias vezes, estará nervoso. A razão é o fato de as palavras terem um efeito poderoso sobre as emoções - tanto que podem modificá-las.
Uma das melhores ferramentas para neutralizar os pensamentos que causam mal-estar é elaborar e utilizar uma série de fórmulas neurolinguísticas ou "frases antídoto", carregadas de emoções positivas e que ajudam a criar um ambiente bom.
Os pensamentos negativos, que tendem a gerar ódio, medo, desconfiança, ira e outros sentimentos ruins, podem ser eliminados porque se baseiam em programações mentais tóxicas registradas no cérebro em nossos primeiros anos de vida.
"Copiamos modelos, crenças, formas de olhar, pensar, opinar e sentir de pessoas que admiramos e imitamos na infância, como pais, educadores e amigos", afirmou o psicoterapeuta José María Doria, diretor da Escola Transpersonal, na Espanha.
Os programas tóxicos são ativados de forma automática e reativa. Trata-se de uma associação no cérebro, diante de um estímulo determinado e do qual nem sempre temos consciência - é como ver uma pessoa que nos lembra alguém com quem não nos damos bem, ou um cachorro parecido com outro que nos mordeu.
"A ativação de um pensamento prejudicial traz uma interpretação negativa e depressiva do que está ao nosso redor. Isso não nos deixa relaxar e faz com que não gostemos de nós mesmos", apontou o especialista.
Ao mudar a idéia, há uma mudança de açãoPara conseguir se libertar dos pensamentos ruins que inundam a mente, é preciso buscar as palavras ou conceitos que representem o oposto do pensamento negativo. Elas neutralizarão este efeito e ajudarão a desenvolver um novo programa mental no inconsciente.
O processo de reprogramação consta de seis fases básicas:
1. Construa suas frases positivamente, com base em afirmações e sem mencionar a idéia que quer neutralizar, e também em tempo presente: o correto é "tenho confiança na vida", em vez de "não terei medo de nada".
2. Repita várias vezes a fórmula, inclusive diante de outras pessoas. Embora você não acredite de início ou ouça de outros que fazer isso é uma loucura, bobagem ou pretensão desmesurada, verá como a nova idéia irá se instalando em sua mente.
3. Pronuncie mentalmente ou em voz alta as frases selecionadas quando estiver sob ataque de determinados pensamentos, concentrando-se no positivo e evitando que o negativo aja contra você.
4. Durante 40 dias, escreva suas frases positivas a cada manhã: leve em conta que a linguagem cria a realidade e é uma enorme ferramenta para programar seu inconsciente - que se modifica graças às repetições.
5. Ao longo de cada dia, observe as ações que estejam de acordo com seus novos pensamentos e detecte os sintomas, às vezes sutis, da mudança de conduta, impulsionados por sua nova forma de usar a cabeça. Quem cultiva um sentimento colhe uma ação no mesmo sentido.
6. À noite, pergunte para você mesmo: "Em que progredi hoje?" Tome consciência das três ou quatro ações destinadas a expressar os novos pensamentos que você está semeando e aproveite-os: isto forma sua nova "programação mental".
A frase "O que pensarão de mim" não resiste a outras como "Evito fazer suposições que são apenas projeção dos meus complexos e histórias pessoais. Deixem-nos pensarem o que quiserem. Faço coisas que são bem recebidas pelos outros. Sou único no Universo, diferente de todos os demais e, portanto, tenho de ser eu mesmo".
Outro exemplo: o pensamento "E se me sai mal?" pode ser desativado com a seguinte repetição: "Cada obstáculo é uma forma de ajustar o rumo, a fim de que a travessia seja um êxito. A cada momento vou enfrentando os problemas que surgem. Sigo adiante sem me paralisar ou desistir ante a possibilidade de algo ir mal. Quando chegar o momento da dificuldade, minha mente estará mais preparada e estarei em outra situação. O que hoje me parece impossível daqui a algum tempo não será mais".
(Por Daniel Galilea. adm/EFE - Reportagens)

Cérebro e regras sociais


Estudo identifica a 'anatomia' do cumprimento das regras sociais:



Pesquisadores das universidades de Ulm (Alemanha) e Zurique (Suíça) identificaram a parte do cérebro que processa a ameaça de castigo por desacato às regras sociais, uma descoberta que pode ter implicações na compreensão do comportamento de psicopatas, afirmou um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista científica Neuron.
Numa série de experimentos, pesquisadores escanearam o cérebro de voluntários enquanto eles pensavam em como responder a um desafio que envolvesse uma norma social, no caso, o princípio de justiça.
O desafio foi apresentado de duas maneiras: uma com sanções a comportamentos que violavam padrões de justiça aceitos e outra que não trazia sanções de nenhum tipo.
A observação do cérebro dos voluntários descobriu que algumas áreas do córtex pré-frontal se excitavam quando tomavam decisões que sabiam poder gerar um castigo.
Sabe-se que estas partes do cérebro participam do controle das decisões vinculadas a temas de justiça e castigos.
Os pesquisadores também tentaram verificar se os voluntários com traços maquiavélicos de personalidade, como egoísmo e oportunismo, respondiam de forma diferente ao desafio.
Descobriram que estes indivíduos mostravam uma resposta maior à ameaça de sanções, com um aumento na atividade cerebral, comparados com as outras pessoas que participaram dos desafios.
As descobertas poderiam ter implicações que ajudam na compreensão do comportamento psicopático, já que pessoas com lesões na área pré-forntal do cérebro mostram incapacidade para se comportarem de maneira apropriada, apesar de compreenderem as normas sociais.
Os autores sugeriram ainda que a pesquisa também respalda a visão de que o sistema de justiça criminal deveria avaliar crianças e jovens de forma diferente dos adultos, porque seus sistemas cerebrais envolvidos no processamento do que é socialmente aceitável ainda não estão maduros.

Prevenindo fraudes


CONSELHO DE UM ADVOGADO
Um advogado circulou a seguinte informação para os empregados na Companhia dele:

1. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Ao invés, escreva 'SOLICITAR RG' . 2. Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use este em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. Ponha seu telefone celular ao invés do residencial. 3. Tire Xerox do conteúdo de tua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar. Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro. Se sabe de muitas estórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc... roubados. Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês. Dentro de uma semana, os ladrões ordenaram um caro pacote de telefone celular, aplicaram para um cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira, e mais..... Mas aqui está um pouco de informação crítica para limitar o dano no caso de isto acontecer a você ou alguém que você conheça. E MAIS....4. Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar. Mantenha estes onde você os possa achar. 5. Abra um Boletim Policial de Ocorrência imediatamente na jurisdição onde seus cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma). Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo: 6. Chame imediatamente o SEPROC e SERASA (e outros órgãos de crédito se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF. Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome. O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado. Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito. Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum de que eu soube depois que eu coloquei o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim. Esta ação parece ter feito eles desistirem.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Manipulação Genética Cria Rã Transparente

Pesquisadores japoneses criaram uma rã transparente, o que permite a visualização de seus órgãos internos e evita que o animal seja dissecado durante experiências científicas. Foto:/AFP


"Podemos observar através da pele o crescimento dos órgãos, ou ainda o momento que um câncer começa e se desenvolve", explicou o chefe da equipe de pesquisas, o professor Masayuki Sumida, do Instituto de Biologia de Anfíbios da Universidade de Hiroshima (oeste).
"É possível observar os órgãos da mesma rã ao longo de sua vida sem a necessidade de dissecá-la. Os pesquisadores podem também observar sem grande esforço como as toxinas afetam os ossos, o fígado e outros órgãos", acrescentou o professor Sumida.
Os pesquisadores japoneses conseguiram criar a rã transparente por meio de manipulações genéticas, a partir raras espécies albinas de rãs de cauda marrom japonesas (Rena japonica), que são normalmente de cor ocre.
Estes batráquios manipulados pedem se reproduzir normalmente. Os girinos herdam a transparência paternal e maternal mas, por uma razão ainda desconhecida, os primeiros filhotes destas rãs não sobrevivem por muito tempo.
Segundo o professor Sumida, os pesquisadores pretendem agora aperfeiçoar a espécie criando, por engenharia genética, rãs que ficam iluminadas quando um câncer começa a se desenvolver nelas.

Observação do editor: Só falta num futuro próximo fazerem isto com seres humanos!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

AQUECIMENTO GLOBAL E SAÚDE PÚBLICA

Aquecimento global ameaça saúde pública, afirmam especialistas da France Presse, em Chicago:

O impacto do aquecimento global sobre as doenças contagiosas se tornará um desafio muito complexo de saúde pública no mundo, consideraram especialistas reunidos em Chicago. O tema foi incluído pela primeira vez nos discursos de abertura da Conferência Anual sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia (ICAAC).
Organizada pela Sociedade Americana de Microbiologia, esta é a 47ª edição do evento, que reúne cerca de 12 mil médicos e pesquisadores de todo o mundo.
"O fato de o tema ter grande destaque no programa desta conferência revela sua importância", disse Anthony McMichael, do Centro Nacional de Epidemiologia e Saúde da População da Universidade de Canberra (Austrália). "Há alguns anos, provavelmente não o teríamos abordado, mas os indícios mostram que o aquecimento global aumenta mais rapidamente do que pensávamos há apenas cinco ou dez anos", acrescentou.
O tema é complexo e exige que sejam reunidos o mais rápido possível os dados para a elaboração de modelos baseados na evolução das doenças durante as últimas décadas para que se compreenda bem o risco futuro, acrescentou o especialista.
Um exemplo são os casos de vírus do Nilo Ocidental, que aumentaram exponencialmente nos Estados Unidos e no Canadá desde 1999, à medida que as mudanças climáticas permitem que o mosquito transmissor da doença se multiplique.
Um modelo elaborado para projetar a evolução da malária na África Ocidental mostrou que a incidência da doença provavelmente diminuirá nessa região à medida que ela se torna cada vez mais quente e seca, o que contém o desenvolvimento do mosquito transmissor do patógeno causador do mal.
Leia mais
Comer menos carne ajuda a frear aquecimento global, diz estudo
Livro explica as causas e efeitos do aquecimento global
Livros mapeiam a água, recurso mais precioso do planeta
Manual ensina como aliar os negócios às questões ambientais
Especial
Leia o que já foi publicado sobre aquecimento global

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

terça-feira, 11 de setembro de 2007

INFORMATIVO DO INEP

INFORMATIVO DO INEP
ANO 5 Nº 171 - 31 AGO 2007
- Sistema facilita acesso ao perfil educacional e de população em
cada município do País.
- Cerca de 24% das escolas públicas estaduais e municipais do ensino
fundamental possuem quadra de esportes.
- No ensino médio, quase 73% das escolas públicas estaduais e
municipais possuem quadra de esportes.
- Adiado prazo de encerramento do Censo Escolar 2007.
- Brasil e Argentina fazem parceria para avaliação.
- Especialistas reúnem-se na Croácia para discutir avaliação
internacional.
Acesse em: http://www.inep.gov.br/informativo/2007/ed_171.htm

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

TRAGÉDIA MUNDIAL

Uma pessoa se suicida a cada 30 segundos no mundo:


Cerca de 3.000 pessoas se suicidam por dia no mundo, uma a cada 30 segundos, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS) por ocasião do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Para cada pessoa que acaba com a própria vida, pelo menos 20 outras fracassam em sua tentativa.
A organização assinalou que o trauma emocional que causa um suicídio no meio da família ou dos amigos do suicida, seja fracassado ou concretizado, pode durar vários anos.
"A porcentagem de suicídios aumentou de 60% no mundo durante os últimos 50 anos e o aumento mais forte foi registrado nos países em desenvolvimento", acrescentou a organização.
O suicídio é atualmente a terceira causa de mortalidade entre os 15 e os 34 anos, se bem que a maioria dos suicídios é cometido por adultos.
A OMS também também destacou como cada vez um número maior de idosos acabam com suas vidas.
Para lutar contra o suicídio e colocar em andamento estratégias de prevenção é importante, segundo a OMS, acabar com os tabus e abordar o tema abertamente.
"É preciso que o suicídio não seja considerado um tabu ou o resultado de crise pessoais ou sociais, e sim um indicador de saúde que evidencia os riscos psicossociais, culturais e meio ambientais suscetíveis de prevenção", afirma a OMS.

REFUGIADOS DO SÉCULO XXI

Clima 'deslocará 200 milhões nos próximos 30 anos':


Nos próximos 30 anos, a mudança climática fará com que até 200 milhões de pessoas sejam forçadas a deixar o local onde vivem, alertou uma organização ambiental nesta sexta-feira (07/09/07). Segundo a ONG, até 2020, os processos de desertificação expulsarão de suas casas 135 milhões de pessoas - 60 milhões delas na África.
O alerta foi feito pela Ecologistas em Ação, com sede em Madri, durante um evento paralelo à Cúpula contra a Desertificação, que se realiza na capital espanhola.
Para a ONG, é preciso "revisar urgentemente o conceito jurídico de refugiado para poder ampliá-lo a novas realidades sociais". "A regulamentação do chamado 'refugiado ambiental' é imprescindível para preencher uma lacuna jurídica e proporcionar proteção jurídica ao número cada vez maior de pessoas deslocadas por razões ambientais." A discussão sobre os chamados refugiados ambientais ocorre dentro da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que hoje define como refugiados somente aqueles que são forçadas a deixar suas casas por causa de distúrbios políticos ou sociais.
Mas a própria entidade reconhece que cada vez mais pessoas são deslocadas por problemas ambientais, como o esgotamento do solo e a desertificação, ou por efeitos desses processos, como enchentes e outros desastres naturais.
A organização Ecologistas em Ação criticou nações que reforçam suas fronteiras nacionais contra a imigração, adotando o que considera "políticas migratórias que violam sistematicamente os direitos humanos e descumprem a Convenção de Genebra sobre o Estatuto dos Refugiados".
Para a entidade, governos e empresas devem conter a exploração indiscriminada de recursos naturais dos países pobres, que gerariam a perda de florestas, a degradação dos bosques nativos e a mudança no curso dos rios.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

OBESIDADE INFANTIL E EDUCAÇÃO

Obesidade infantil aumenta e preocupa autoridades

Por Fabiana Caso e Juliana Araújo


Síndrome dos tempos modernos, a obesidade infantil está crescendo de forma alarmante. Nos últimos 20 anos, a taxa aumentou em cinco vezes no Brasil. Hoje, cerca de 10% das crianças brasileiras são consideradas obesas, o que, além da questão estética, pode causar doenças como diabete, pressão alta e problemas nas articulações do corpo, devido à sobrecarga de peso. Isso sem falar nos danos emocionais, já que essas crianças geralmente convivem com piadinhas e gozações dos colegas, o que afeta a sua auto-estima, aumentando a ansiedade e fazendo-as comer ainda mais.
Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria e professor de Nutrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Fabio Ancona Lopez, a criança é considerada obesa quando está cerca de 20% acima da chamada curva de crescimento, uma média entre a altura e o peso, definida pela Organização Mundial de Saúde. Ele alerta que a criança obesa também pode ter problemas de pele, por não conseguir se secar direito após os banhos. "É muito mais fácil prevenir a obesidade do que tratá-la", afirma, categórico, explicando o quanto é complicado mudar hábitos alimentares da garotada.
Há situações em que a causa é genética, quando toda a família tem propensão à obesidade. Mas o grande vilão, na maioria dos casos, é o estilo de vida sedentário dos centros urbanos, aliado a uma alimentação errada. As crianças não andam mais a pé, ficam sentadas por horas na frente da televisão ou videogame, e dá no que dá. "Tudo piora porque os alimentos consumidos nas cidades são geralmente industrializados, com maior quantidade de gordura e de sal para realçar o sabor", destaca Lopez.
A endocrinologista Silvia Bretz, membro da Associação Brasileira de Estudos da Obesidade (Abeso), lembra que o fenômeno migratório do campo para a cidade fez os índices de obesidade aumentarem. "A obesidade tomou proporções de epidemia e hoje atinge todas as classes sociais."
Ambos os médicos fazem um alerta importante: o desmame precoce pode favorecer o problema. "Até os 6 meses, o aleitamento materno deve ser exclusivo, a mamadeira preparada é mais calórica", diz Lopez. Bretz recomenda não adicionar açúcar à mamadeira, como fazem algumas mães. "O bebê ainda não sente necessidade de açúcar e, até os 2 anos, a criança tende a formar mais células de gordura".

COMO TRATAR
Decretadas as causas, o tratamento passa, necessariamente, por uma reeducação alimentar, não só da criança, mas de toda a família. O cardápio novo deve ser equilibrado, com uma quantidade definida de calorias - as crianças não podem fazer dietas severas, pois estão em fase de crescimento. A endocrinologista Bretz recomenda até 25% de lipídeos, 30% de proteínas e 45% de carboidratos.
Em seu consultório no Rio de Janeiro, ela exige a presença não só da mãe e do pai, mas também da babá, cozinheira, motorista, pai separado, namorada do pai e qualquer outra pessoa que faça parte da convivência da criança. "É muito comum que todos queiram agradar à criança com comida, e aí todo o trabalho vai por água abaixo", explica. Na tentativa de educar as crianças sobre a quantidade calórica dos alimentos, a médica inventa até brincadeiras relacionadas. "O melhor é que a dieta seja colorida, com variedade de sabores e texturas", sugere ela.
Júlia Certain Sgarbi, de 8 anos, acabou impulsionando uma mudança de hábitos na sua casa. Os pais publicitários, Simone Certain Sgarbi e Fabio Sgarbi, criaram um novo cardápio para o dia-a-dia, seguido por toda a família, incluindo a filha mais nova. Não há frituras nem itens gordurosos e, toda sexta-feira, como num ritual, a família se pesa na balança caseira.
Júlia sofreu de asma nos primeiros anos de vida e tomou muita cortisona para combatê-la. Os médicos acreditam que isso tenha alterado o seu metabolismo, o que é, provavelmente, uma das causas da sua obesidade. Ela começou a engordar aos 3 anos. Os pais consultaram diversos endocrinologistas e, hoje, toda a família continua engajada para solucionar a questão.
Felizmente, o nível de colesterol de Júlia já voltou ao normal: ela só deve emagrecer um pouco mais. O endocrinologista lhe recomendou cinco horas de atividade física por dia, o que vem sendo cumprido. Hoje ela pratica judô, tênis, ginástica olímpica e balé. Mas o combate à obesidade é uma luta constante. "Era muito difícil controlar a dieta da Júlia, porque as amiguinhas do colégio levavam doces para ela, ou até as avós das amiguinhas", conta a mãe. "Mas agora ela própria se conscientizou, e quer emagrecer."
O profissional autônomo João (nome fictício, pois ele prefere não se identificar) também passou pelo mesmo problema com seu filho do primeiro casamento, Pedro (nome fictício), de 12 anos. Pedro morava com a mãe em outra cidade, mas João ficou alarmado quando observou que ele estava engordando muito. Há oito meses, trouxe-o para São Paulo. Hoje, ele mora com o pai, a madrasta e os irmãos do segundo casamento.
O pai procurou uma nutricionista, que criou um cardápio especial, seguido à risca. Pedro já perdeu 11 quilos. "Ele não sabia o que era uma salada e, hoje, come em horários certos", conta o pai. "Está supervaidoso, quer emagrecer mais e tem consciência do que pode ou não comer. Mudou a sua postura e estilo de vida." Pedro também faz ginástica diariamente no condomínio onde mora e freqüenta uma escola de futebol.
Exercícios físicos são sempre recomendados pelos médicos. Deve-se tomar um certo cuidado para avaliar se a modalidade escolhida é adequada, afinal, ninguém quer ver o filho como alvo de gozação. No Ambulatório de Obesidade Infantil da Unifesp, são promovidas diversas atividades físicas e lúdicas entre as crianças obesas, que se movimentam dentro de seus limites.
Para a endocrinologista Bretz, a prática da atividade física deve ser de pelo menos três vezes por semana. "Uma ótima combinação são trinta minutos de movimento aeróbico e trinta de atividades lúdicas", recomenda. A situação ideal, segundo ela, é contratar um personal trainer para criar um programa individualizado, mas, na falta de recursos, uma atividade global como a natação também é indicada.
Nada é melhor do que a prevenção. Mas se a obesidade já está instalada, vale o alerta do pediatra Lopez: "Não espere a criança ficar muito gorda, nem pense que tudo se resolve na adolescência. É errada a idéia de que tudo vai melhorar quando crescer: é melhor tratar logo, pois a criança vai continuar crescendo também no seu peso", afirma.

ESCOLAS CONTRA OBESIDADE
Até o fim deste ano, a Prefeitura de São Paulo deverá saber ao certo qual é o peso e a altura da maioria dos alunos com até 7 anos da rede municipal de ensino. Parceria entre as secretarias municipais da Educação e da Saúde, o programa Escola Promotora de Saúde avaliou o estado nutricional de 6 mil alunos de até 14 anos em 2005 e 2006 e constatou, no ano passado, um índice considerado alto de crianças obesas: 8,5% - além de 9,2% com excesso de peso. O resultado incentivou outra avaliação, mais ampla, para que seja criado um programa de prevenção à obesidade infantil.
Na faixa etária definida para o estudo - até 7 anos -, o município tem, aproximadamente, 400 mil alunos, segundo Domingos de Palma, coordenador do programa Escola Promotora da Saúde pela Secretaria Municipal de Educação. "Nossa idéia é avaliar o maior número de crianças possível", afirma Palma, que integra o departamento de pediatria da Unifesp. Ele justifica a importância da prevenção: "A maioria das crianças de 7 e 8 anos obesas que atendo no consultório já era assim com 2 anos".
Enquanto o estudo não é concluído, os alunos que tiveram diagnóstico de obesidade nas avaliações anteriores já estão sendo acompanhados, segundo Palma. "Alguns foram para uma Unidade Básica de Saúde, outros estão sendo atendidos nas faculdades parceiras do programa, como a Unifesp", explica.
O programa Escola Promotora de Saúde definiu que os alunos obesos ou com outros distúrbios nutricionais - como anemia - serão encaminhados para uma UBS específica, que corresponde à região da escola onde estuda.

MAIS HÁBITOS ALIMENTARES NAS ESCOLAS
Para evitar a obesidade, no entanto, as crianças não precisam esperar as ações de prevenção da Prefeitura. A nutricionista Carolina Menezes Ferreira comparou os hábitos alimentares de 112 alunos de 9 anos em média - metade com excesso de peso, outra metade de peso normal - de duas escolas públicas na Água Rasa, na zona leste de São Paulo, para defender sua tese de mestrado.
A profissional pediu aos pais que anotassem, por três dias, o cardápio completo que as crianças comeram, dentro e fora da escola. "Elas comem poucas frutas, legumes e verduras e consomem em excesso proteína, gordura e carboidrato simples", concluiu Carolina.
O consumo excessivo de proteína pode ser decorrente do "aumento do consumo de embutidos, como salsichas", diz. A gordura está principalmente nas frituras e, os carboidratos, nos doces e refrigerantes consumidos por todas as crianças entrevistadas.
Carlos Magno, de 12 anos, não tem exatamente o mesmo perfil dos alunos pesquisados por Carolina - gosta de salada e legumes, segundo a mãe, Selma Cardoso, 36. Em casa, come a refeição preparada por ela, mas, na escola, não chega perto da merenda. "O feijão tem gosto estranho e o arroz é duro", diz o garoto, que estuda na Escola Estadual Matilde Macedo Soares, na zona norte de São Paulo. Ele prefere dividir com um amigo "salgadinho e refrigerante" no recreio.
O chefe da disciplina de nutrição e metabolismo da Unifesp, José Augusto Taddei, diz que a solução é "corrigir o estilo de vida". "Houve um aumento no sedentarismo e no consumo de alimentos. As pessoas precisam comer menos e fazer atividades físicas pelo menos três vezes por semana."

PESO AUMENTA EM 28 ANOS
21,5% dos rapazes entre 10 e 19 anos apresentaram excesso de peso em 2002. Em 1974, eram 4,4%. 18% das garotas da mesma idade tinham sobrepeso em 2002.

GOVERNO QUER MERENDAS MAIS ATRATIVAS
O governo do Estado de São Paulo também está preocupado com a saúde de seus alunos. Para tornar a merenda mais atrativa, serão introduzidos, neste ano, cardápios regionais para crianças de 1ª a 4ª séries, e internacionais, às de 5ª a 8ª, uma vez ao mês. A coordenadora de projetos do departamento de nutrição escolar da Secretaria Estadual da Educação, Monika Nogueira, diz que, além da novidade, desde 2002 já estão sendo realizadas ações de educação nutricional nas escolas do Estado.
"Uma vez por ano, estudantes de nutrição de faculdades parceiras ensinam aos alunos boas práticas alimentares", conta. Ela afirma ainda que, pelas paredes das escolas, foi pendurado amplo material informativo sobre o assunto. "Nossa maior preocupação é com a formação dos hábitos alimentares."
Cardápio renovado:
O cardápio das escolas estaduais e municipais é praticamente o mesmo - alterna macarrão e arroz, feijão, carne e salada. O Estado publica novas opções de cardápio a cada dois meses no Diário Oficial. Nas escolas municipais, a diretora da Divisão Técnica da Merenda Escolar, Mônica Krauter de Andrade, afirma atualizar o cardápio mês a mês.
A sugestão da nutricionista Carolina Menezes é acrescentar diferentes tipos de legumes para deixar a salada "bem colorida e mais atraente" para o paladar das crianças, além do incentivo à prática de atividades físicas.

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