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A REALIDADE E A FÍSICA QUÂNTICA


Evidências Científicas de uma Realidade Maior:

Sempre que buscamos compreender o universo em que vivemos ou a razão da nossa existência, surge em nossa mente uma questão fundamental: será que existe mesmo uma realidade maior ou ela é constituída somente daquilo que podemos perceber no nosso cotidiano? E a ciência, será que ela já tem uma resposta para essa questão? Apesar de haver fortes evidências da existência dessa realidade maior, não só na ciência como também na filosofia, os cientistas continuam sendo extremamente conservadores e raramente se atrevem a responder questões como essa. "Esse é um tema para a filosofia e não para a ciência", afirmam eles. Em seus conservadorismos eles estariam satisfeitos (pelos menos em sua maioria) em viver em um mundo bem estabelecido, governado pelas leis de Newton, onde a essência da matéria estivesse fundamentada em um átomo constituído por um sistema planetário em miniatura. Mas essa satisfação do cientista seria relativa uma vez que, na sua condição de homem que habita o planeta, a sua vida ficaria desprovida de qualquer sentido. Se a realidade fosse assim restrita, ele passaria a conhecer todos os seus fundamentos, mas deixaria de ter uma razão para viver. Os recentes resultados da teoria quântica (confirmados pelos experimentos), mostram claramente que a nossa reallidade é constituída por elementos que possuem propriedades completamente estranhas aos objetos ordinários que conhecemos. Os seus comportamentos são tão estranhos que eles parecem incompatíveis com tudo que podemos imaginar atualmente. Esse fato tem forçado os cientistas a admitirem que é quase certo que o nosso universo está baseado em alguma realidade fundamental maior da qual pouco conhecemos até o presente. Essa nova visão se torna evidente na análise de cada um dos resultados previstos pela teoria quântica como, por exemplo, o fenômeno conhecido nos meios científicos como a "dualidade partícula-onda". Essa dualidade provem do fato de que as entidades quânticas se comportam simultaneamente como partícula e onda. Os elétrons, os prótons, os nêutrons, os quarks e todas as partículas microscópicas possuem essa propriedade. Esse fato quântico (que se pode determinar rotineiramente em medidas de laboratório), mostra a natureza, aparentemente absurda e misteriosa, dos elementos que constituem a nossa realidade, uma vez que uma entidade quântica deve estar simultaneamente (como uma partícula, localizada em um ponto e, como uma onda, distribuída em uma grande região do espaço). Não existe nada similar na natureza que nos permita compreender esse comportamento. Mas os mistérios não param por ai. Esses comportamentos estranhos somente são notados quando as entidades quânticas não foram ainda observadas. Após a sua observação, a nossa interferência, elas se tornam objetos ordinários, como os existentes na nossa realidade cotidiana. A magia da nossa observação transforma, por exemplo, os elétrons em partículas normais que podemos "fotografar". Parece que a nossa mente possui um poder de transformação que ainda não temos consciência. Buda já afirmava em sua época: "a mente prevalece sobre a matéria". Poderíamos então questionar: por que, então a natureza, que é tão extraordinária e ampla, mantém essa aparência restrita da nossa realidade cotidiana? Parece haver somente uma resposta que satisfaz plenamente essa questão: o todo está sempre presente, mas o que podemos perceber no nosso cotidiano, e nos experimentos científicos, está restrito ao universo tridimensional que é somente alguns aspectos dessa realidade maior. Sabiamente, a natureza parece nos revelar somente alguns de seus aspectos, aqueles que estamos preparados para conhecer.

Autor: Prof. José Pedro Andreeta - físico e professor de física do IFSC-USP e Maria de Lourdes Andreeta - advogada. Ambos se dedicam ao estudo da filosofia e recentemente lançaram o livro: "Quem se atreve a ter certeza? A Realidade Quântica e a Filosofia.

REFLEXÕES EXISTENCIALISTAS


O Ser e o Blog

Por: José Pedro Goulart

Sartre foi o último dos grandes filósofos:

Um dos pontos mais curiosos da filosofia existencialista, defendida por Sartre, é de que as pessoas poderiam exercer seu livre arbítrio até nas doenças. Estando em um barco, por exemplo, enquanto havia pessoas que passavam mal, enjoavam, Sartre dizia que isso não acontecia com ele, simplesmente porque "ele" havia decidido não adoecer.
A verdade é que os existencialistas provocaram um terremoto nas idéias do século 20. Havia boas condições para que isso acontecesse: o mundo tentava entender a Segunda Guerra e seus desdobramentos; a ocupação francesa, a resistência - da qual Sartre fez parte - e ainda incrédulo tomava cada vez mais conhecimento das atrocidades nazistas. Diante disso, uma teoria que desconsiderava Deus - onde Ele havia andado durante o genocídio? - e atribuía a cada ser humano a responsabilidade sobre as coisas era notável.
Sartre produziu uma ficção que tomava suas próprias experiências como argumento. Ao mesmo tempo levava a vida como se fosse ele próprio um personagem de um livro que haveria de escrever diariamente até a morte. Um idealista, mas um prático. Uma das máximas de Sartre diz que "o homem está condenado à liberdade", ou seja, não há uma ordem comum a qual podemos seguir e nos confortar. Cada qual está condenado a ter que optar e decidir por si. E isso vale para o conjunto, é claro, a humanidade. Por mais que as religiões insistam em parâmetros, as razões e conseqüências da nossa existência terão que ser decididas por nós. Sem profetas ou profecias.
Jean-Paul Sartre foi o último dos grandes filósofos. Depois que ele morreu, em 1980, o cargo ficou vago. Talvez essa seja uma das conseqüências da atualidade: muitos nadadores, mas só de superfície. As infinitas criações de formas e possibilidades de expressão atuais não são afeitas a mergulhadores de águas profundas. Os blogs que se proliferam feito baratas no lixo, por exemplo, ainda que anunciem uma possibilidade democrática maior, têm o poder de pulverizar, além de envelhecer, qualquer idéia em poucas horas.
Por outro lado, nunca ficou tão próximo de cada um a possibilidade de existir no sentido filosófico, se levarmos em conta que existir é se exprimir. Só que desse jeito as coisas ficarão inexoravelmente mais descartáveis. Os Sartres, os Nietzsches, os Shakespeares, assim como os Beatles, os Bob Dylans, ou os Fellinis, talvez fiquem inviáveis, uma vez que eles precisarão de tempo para serem compreendidos. E tempo é algo que o mundo da instantaneidade não dispõe.
Sem os grandes artistas, os grandes pensadores, sem uma mídia unificada a ditar as regras de aproximação e conduta, o que sobra é o homem comum, sozinho diante da tela do computador, interligado a outros semelhantes num infinito espaço virtual. Ou seja, condenado como nunca à liberdade.

Este texto faz parte do livro Minhas Certezas Erradas, de José Pedro Goulart editado pela L&PM.

José Pedro Goulart é jornalista, cineasta e diretor de filmes publicitários.


Fale com José Pedro Goulart: mailto:zp.zeppelin@terra.com.br

INSCRIÇÕES ABERTAS NO PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS


ProUni abre inscrições para o segundo semestre:

Inicia hoje em todo o Brasil o prazo de inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). Até às 21h do dia 9 de junho, candidatos a bolsas de estudo integrais e parciais devem se inscrever pelo site do programa http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/
Como as inscrições serão feitas exclusivamente pela Internet, as instituições de ensino parceiras do programa devem possibilitar ao aluno o acesso gratuito à rede. A divulgação dos selecionados será em 14 de junho.

A expectativa do programa é oferecer cerca de 50 mil bolsas para o segundo semestre. No primeiro, foram 108 mil. E até 2010, o objetivo é oferecer 400 mil bolsas.

Pré-requisitos:


Para concorrer às vagas do ProUni, o candidato deve ter obtido média superior a 45 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado e ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista integral.

Além disso, é preciso comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio (R$ 570) para concorrer à bolsa integral e de até três salários mínimos (R$ 1.140) para a bolsa parcial, de 50% do valor da mensalidade.

Ao efetuar a inscrição, o candidato pode escolher até sete opções de instituições de ensino superior, cursos e turnos, conforme a renda familiar por pessoa e o perfil socioeconômico. Essas opções podem ser alteradas a qualquer tempo, dentro do período de inscrições.

Com informações do MEC.

COMO "MATAR" UM PROFESSOR


Por: Gilberto Dimenstein

Há uma série de pesquisas mostrando o enorme estresse a que é submetido um professor, especialmente de escola pública, traduzindo-se em vários tipos de doenças, como ansiedade ou depressão. Ao perder o encanto de ensinar, ele estará, enquanto profissional, morto, esperando a aposentadoria. Todos falam em inúmeros fatores por trás desta "morte": classes superlotadas, falta de estrutura das escolas, pais desinteressados, alunos violentos, poucos estímulos para premiar o mérito etc. Há, porém, um fator pouquíssimo comentado -e, na minha opinião, é dos piores porque se associa ao mau desempenho nas notas e favorece comportamentos violentos. Tenho recebido uma série de estudos que revelam a altíssima incidência, nas escolas públicas, de doenças e distúrbios psicológicos em estudantes. Falamos aqui em no mínimo 30% dos alunos, alguns dos quais simplesmente não enxergam ou ouvem direito. Só a dislexia pode estar atingindo 15%. Temos na sala de aula um desfile de enfermos sem cuidados apropriados. Isso significa que os governos deveriam ajudar as escolas a enfrentar problemas que não podem ser resolvidos pelos professores, a começar pela saúde chegando até a assistência social; filhos de famílias desestruturadas tendem a ter problemas em sala de aula. Exige-se, assim, um olhar mais sofisticado diante da educação. Como esse olhar não existe e cada repartição do governo trabalha isoladamente, o professor acaba vítima de tensões que vão muito além da sala de aula. Esse é um dos fatores que explicam o enorme absenteísmo e rápida rotatividade em escolas públicas tanto de estudantes como dos professores. Nessa "morte" do professor, a maior vítima, claro, é o lado mais frágil - o aluno, acusado de ser culpado por não aprender. E, aí, quem "morre" é o aluno, que passa a não ter interesse pelo conhecimento.


PS - No site www.dimenstein.com.br há mais dados sobre educação e saúde.

POLITICAMENTE CORRETO


A essencial intolerância do pensamento politicamente correto
por Marc Vittelio em 27 de abril de 2004

Resumo: O intelectual Vladimir Volkoff, em entrevista reproduzida por MÍDIA SEM MÁSCARA, explica o funcionamento da manipulação de informações e do "politicamente correto".

Entrevista de Vladimir Volkoff a Marc Vittelio:

Vladimir Volkoff (foto) é doutor em filosofia, professor de inglês, militar durante a guerra da Argélia, funcionário do Ministério da Defesa e, mais tarde, professor de línguas e literatura francesa e russa nos Estados Unidos. Foi o primeiro escritor que dedicou seriamente seus estudos na França à manipulação informativa. Parente de Tchaikovsky, é um dos escritores melhor situados na hora de explicar o conceito que conhecemos como "politicamente correto", tema de seu último livro publicado pela Editions du Rocher: "La désinformation par l'image". Nos encontramos com este autor que transpira humor e cultura por todos os seus poros e que nos prodigalizou alguns conselhos para combater esse veneno que ataca nossa sociedade.

- Qual é a sua definição do "politicamente correto"?

- O politicamente correto tal e como o conhecemos atualmente, representa a entropia do pensamento político. Como tal, é de impossível definição posto que carece de um verdadeiro conteúdo. Seu fundamento básico é aquele do "vale tudo". Nele encontramos restos de um cristianismo degradado, de um socialismo reivindicativo, de um economicismo marxista e de um freudismo em permanente rebelião contra a moral do ego. Se compararmos a demolição do comunismo com uma explosão atômica, diríamos que o politicamente correto constitui a núvem radioativa que acompanha a hecatombe.

- Em que consiste o "politicamente correto"?

- O politicamente correto consiste na observação da sociedade e da história em termos maniqueístas. O politicamente correto representa o bem e o politicamente incorreto representa o mal. O sumo bem consiste em buscar as opções e a tolerância nos demais, a menos que as opções do outro não sejam politicamente incorretas; o sumo mal encontra-se nos dados que precederiam à opção, quer sejam estes de caráter étnico, histórico, social, moral e inclusive sexual, e inclusive nos avatares humanos. O politicamente correto não atende à igualdade de oportunidade alguma no ponto de partida, senão, ao igualitarismo nos resultados no ponto de chegada.

- Quem o inventou?

- Ninguém inventou o politicamente correto: ele nasceu como conseqüência da decadência do espírito crítico da identidade coletiva, quer seja esta social, nacional, religiosa ou étnica.

- Quem o pratica?

- O politicamente correto é de uso comum entre os intelectuais desarraigados, porém como é contagioso, é normal que outras pessoas estejam contaminadas sem que por isso estejam conscientes disso.

- Como podemos nos desintoxicar?

- A desintoxicação é difícil, na medida em que vivemos em um mundo no qual os meios (e a palavra mídia é, em si mesma, um barbarismo politicamente correto) adquiriram uma importância desmesurada e são precisamente estes os encarregados do contágio massivo. O primeiro remédio consiste em tomar consciência de que o politicamente correto existe e que circula sobretudo através de nosso vocabulário. O segundo, seria tomar consciência de que o "eu" forma parte de um "nós" e de que este "nós" deve proteger o "eu" contra o "se diz..." politicamente correto. O terceiro remédio consiste em pôr em prática a consciência de renúncia à toda terminologia politicamente correta e às ideologias sobre às quais se apoia. Por exemplo, há que dizer "aborto" em lugar de "interrupção da gravidez", "surdo" em lugar de "deficiente auditivo", "velhice" em lugar de "terceira idade", "sem-vergonha" em lugar de "inadaptado". Um "docente" nunca chegará a ser um "mestre".

- Quais são os estragos produzidos pelo "politicamente correto"?

- Consistem fundamentalmente em confundir o bem e o mal, sob o pretexto de que tudo é matéria opinativa.

- À parte a nação, quais são os alvos prediletos do "politicamente correto"?

- Os alvos prediletos são a família, as tradições e, sobretudo, a crença nisto, posto que para o politicamente correto só há uma verdade e o resto é falso.

- O senhor tem a impressão de que a França é um dos países mais atingidos pelo "politicamente correto"?

- O politicamente correto é supranacional como todas as enfermidades. Se estamos em condições de afirmar que nasceu em determinadas universidades americanas, não é menos certo que expandiu-se rapidamente por todo o mundo. Talvez nos países de tradição cristã-ortodoxa se resista mais e melhor a esta epidemia, provavelmente devido à propaganda comunista, talvez à própria fé religiosa. Vimos recentemente com os casos da Sérvia e da Rússia.

- Como detectar uma pessoa "politicamente correta"?

- Uma pessoa politicamente correta se considera a si mesma tolerante, porém não pratica a tolerância...

- Como evitar a contaminação?

- É verdade que o politicamente correto nos espreita e se apresenta sempre com argumentos inocentes e de fácil assimilação. Trata-se de rechaçar sua inocência e repudiar essa facilidade de assimilação. É necessário, do mesmo modo, prevenir-se contra o mimetismo de falar como os demais. Repito ainda o risco de parecer pesado, o vocabulário politicamente correto é o principal veículo de contágio. Em qualquer caso, há que afirmar que o politicamente correto é uma fé débil e que, como tal, não resiste a uma enérgica aplicação do espírito crítico. Não temos que ser submissos aos sentimentos e opiniões generalizadas: o espírito contraditório mais obtuso vale sempre mais do que a livre aceitação do pasto midiático.

- Segundo o sr., quais podem ser as conseqüências a curto e médio prazo do triunfo do "politicamente correto"?

- O politicamente correto prepara o terreno de forma ideal para as operações de desinformação e para a expansão da mundialização. Quando todo o mundo acreditar que as verdades podem ser objetos de truque, de que não existem nem verdades nem mentiras, o mundo estará preparado para receber a mesma propaganda, de participar da mesma pseudo-opinião pública fabricada para consumo universal. E esta pseudo-opinião pública aceitará qualquer ação, inclusive as mais brutais que indefectivelmente irão em benefício dos manipuladores.


- Obras de Vladimir Volkoff sobre a manipulação da informação: "Le montage", "La désinformation, arme de guerre", "Petite histoire de la désinformation", "Désinformation, flagrant délit", "Manuel du politiquement correct" e "La désinformation par l'image".

www.midiasemmascara.com.br

Publicado: www.harrymagazine.com/200403/la_esencial_intolerancia_del.htm

Tradução:
Graça Salgueiro

18 DE MAIO - DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


Vítimas de Violência e Sem Assistência

Só 22% dos municípios de SC integram programa que atende
às crianças e aos adolescentes


Dos 293 municípios catarinenses, apenas 22% têm Programa de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual. O levantamento é do Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil.
Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o alerta à população sobre a importância de denunciar os casos será feito em pedágios educativos, mobilização nas ruas, palestras em escolas e apresentações de teatro.
A promotora Helen Crystine Sanches, coordenadora do fórum, diz que é preciso ampliar as áreas de atuação do programa. Nas cidades onde não há o serviço, a vítima é a maior prejudicada, pois não recebe atendimento especializado com psicólogos e assistente social.
O programa desenvolve ações para fortalecer a auto-estima da vítima e restabelecer o direito à convivência familiar e comunitária. Também possibilita a inclusão em serviços prestados por instituições e reforço escolar. "Os problemas de auto-estima e aprendizado ficam mais evidentes se não houver acompanhamento e o abuso não cessar", afirma Helen. A criação destes programas é de responsabilidade dos municípios. O ministério público exige a implantação por meio de ações civis públicas.
Além deste serviço, há o Programa Sentinela, que busca o resgate da auto-estima da vítima e o acesso à assistência social, saúde, educação e justiça. São 56 no Estado. O Sentinela, iniciativa do governo federal, realiza abordagem educativa nas ruas, dá apoio psicossocial às famílias e recebe as denúncias encaminhadas pelo conselho tutelar.
Maristela Hermes, coordenadora do programa em Joinville, destaca que há pelo menos duas formas de o agressor abordar a vítima. Uma delas é através da sedução, onde oferece presentes e até dinheiro para adquirir a confiança da criança ou do adolescente. A outra é por meio de ameaças contra a família, para que a criança mantenha sigilo dos abusos. Segundo ela, em 90% dos casos atendidos no programa ocorre violência intrafamiliar, onde o agressor é o pai ou padrasto, tios e avôs. Há casos em que o vizinho ou amigo da família comete o crime. "A maioria das vítimas que atendemos são meninas", afirma.


Mobilização para punir agressores:

A apresentação do dossiê "Quando a vítima é criança ou adolescente", ontem, em Brasília, propõe o debate junto às Assembléias Legislativas e Tribunais de Justiça. O objetivo é batalhar pela criação de Varas de Justiça e delegacias especializadas em crimes contra crianças e adolescentes.
As entidades vão se mobilizar e pressionar para que os projetos de lei que modificam o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampliando a punição dos crimes, sejam votados na Câmara dos Deputados. As propostas, que resultaram da CPMI da Exploração Sexual e já foram aprovadas no Senado estão paradas na Câmara desde 2005.
Segundo a promotora Helen Crystine Sanches, pedidos de indiciamento feitos pela comissão não saíram do papel, passados quase três anos do fim dos trabalhos. Outros envolvidos foram indiciados, processados, mas inocentados ou condenados e soltos após habeas corpus.
Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou dois dos cinco projetos de lei. Um deles estabelece que é crime fotografar, filmar, vender ou publicar cenas de sexo ou pornográficas envolvendo criança ou adolescente. No caso da internet, hoje só há prisão se for comprovado que a pessoa repassou esse tipo de material. A lacuna na lei, segundo especialistas, dificulta o trabalho da polícia e estimula o abuso.
O outro projeto de lei pretende penalizar com multa o estabelecimento que hospeda criança ou adolescente desacompanhado dos pais ou responsáveis ou sem a autorização. O objetivo é combater as redes de exploração sexual infanto-juvenil.


A história de Natasha:

Natasha foi abusada sexualmente dos três aos cinco anos por um familiar. Ele era amoroso e a fazia se sentir especial, chamando-a de "minha princesinha". Ele sabotava a mãe de Natasha dizendo que ela não cuidava bem da filha e que ele era o único que gostava da criança. Com toda aquela atenção (que nem sempre a mãe podia dar), a menina acreditava. Ele dizia que só eles podiam realizar as brincadeiras que a mãe não brincava, ou seja, a atividade sexual. O abuso foi descoberto quando Natasha tinha cinco anos. Ela não conseguia entender por que os adultos diziam que ele era mal e abusador. Para ela, não havia mágoas. Também não entendia por que nunca mais pôde vê-lo e passou a ter raiva da mãe, que, a seu ver, estava privando-a do seu relacionamento especial.

* Depoimento extraído do livro "Abuso Sexual em Crianças", escrito por Christiane Sanderson


Família deve estar atenta aos sinais:

Não há dados estaduais de quantas são as vítimas de abuso sexual de parentes ou pessoas próximas. O promotor de Justiça da Infância e Juventude Celso Antônio Ballista Júnior, da comarca de Joinville, garante que este tipo de violência é o mais comum entre os denunciados. Um agravante, segundo ele, é quando a filha conta para a mãe que é abusada pelo pai ou padrasto e não é levada a sério. Entre as justificativas, diz ele, estão a falta de informação da mulher, que também não quer se desentender com o companheiro. "Ela fica tranqüila porque o marido não a importuna ou consegue mordomias cedendo a filha", afirma. Outro problema apontado é a dependência financeira da mulher, que não denuncia por medo de perder a estabilidade.
Há também casos em que, depois de registrar a ocorrência, a vítima volta atrás. "O medo de que a denúncia vire prisão faz com que seja retirada por insegurança", afirma o promotor. Ele destaca a importância dos profissionais que atuam nesta área, sempre preocupados em proteger as crianças e adolescentes e analisando cada situação. "Elas não podem se sentir culpadas. Precisam conhecer seus direitos e estar seguras para denunciar", completa. Ballista Júnior lembra que a escola é um bom local para debater o tema e detectar casos de abuso ou exploração sexual infanto-juvenil.


Agressor e vítima sob o mesmo teto:

Mais de três mil pessoas integram o Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil. A coordenadora dos trabalhos, promotora Helen Crystine Sanches, diz que ainda há muito a se fazer. O que mais preocupa no Estado são os casos de violência sexual intrafamiliar, onde a criança ou adolescente é vítima dentro de casa. Geralmente, os agressores são os pais, padrastos ou um adulto muito próximo à família, e que não levanta suspeitas.
Ontem, integrantes do fórum anteciparam as atividades do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes com audiência pública na Assembléia Legislativa, em Florianópolis. Foi apresentado o diagnóstico da violência e exploração sexual no Estado. Também foi lançada a campanha Bem-me-quer, que pretende sensibilizar a população sobre o tema. O slogan é "Só não vê quem não quer. Faça um pacto pela vida".
Os dados do fórum mostram que o serviço de disque-denúncia nacional – que atende gratuitamente pelo telefone 100 – recebeu 325 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes catarinenses em 2006. Todas foram encaminhadas ao Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público de Santa Catarina e direcionadas às promotorias de Justiça para investigação.


O crime, os números e como denunciar:

Exploração sexual:
Crime que fere os direitos das crianças e dos adolescentes. O ato não se restringe à relação sexual, mas também à produção de material pornográfico, como revistas, fotografias, filmes, vídeos e sites.

Abuso sexual:
É o uso da criança ou adolescente para gratificação sexual de um adulto ou adolescente mais velho, através de manipulação, toques, exibicionismo, pornografia e atividades sexuais.

São considerados crimes hediondos.

ABUSO DEIXA RASTROS

No Corpo
Dificuldade de caminhar.

Infecção urinária.

Secreções na vagina ou pênis.

Pode apresentar doença sexualmente transmissível.

Roupas rasgadas ou com mancha
de sangue.

Dor ou coceira na área genital
ou garganta.

Dificuldade para urinar ou engolir.

Edema e sangramento nas regiões vaginal ou anal.

No comportamento:
Vergonha excessiva.

Comportamento sexual inadequado.

Tendências suicidas.

Fugas de casa.

Mostra interesse por assunto sexual.

Desenha órgãos genitais.

Alternância de humor.

Resiste à prática de atividade física.

Relata avanços sexuais de adultos.

Medo de ficar em lugares fechados.

Em Santa Catarina:

325
denúncias em 2006 pelo Disque-denúncia nacional.

78
pontos vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil nas rodovias federais de SC.

9.733
atendimentos no 2º semestre de 2006 no Programa Sentinela.

22%
municípios de SC têm Programa de Atendimento às Vítimas.

ONDE DENUNCIAR:

100
Disque-denúncia
190
Polícia Militar

Fonte: http://www.an.com.br/ (18/05/2007)

INTERNET PERIGOSA


Google afirma que 10% da web é perigosa:

Uma nova pesquisa realizada pela Google apontou que um em cada dez sites possui referências a malware, programas maliciosos que executam processos e operações que podem causar mau funcionamento no computador e, em alguns casos, roubar dados confidenciais ou permitir controle remoto por um hacker.

De acordo com o site Webware, a pesquisa foi apresentada na conferência HotBots 2007, realizada em abril, e feita com base na análise de 4,5 milhões de URLs.

Das 450 mil páginas com malware, foram identificados quatro métodos distintos de infecção. Um deles compromete a segurança de um servidor web, enquanto os outros envolvem interação comum do usuário, como baixar conteúdo, clicar em publicidade online e instalar widgets.

A primeira categoria, que utiliza servidores web, se baseia apenas no acesso do usuário. Um código JavaScript inserido em um endereço vulnerável pode executar códigos maliciosos no computador do usuário. Vulnerabilidades em programas também podem ser utilizadas para que conteúdo baixado da internet, referenciado na segunda categoria, carregue códigos perigosos.

O estudo mostra que a crescente ameaça de aplicações web maliciosas foi auxiliada pelo papel que a internet tem tomado no cotidiano das pessoas e pela imensa facilidade que existe hoje para criar um site, conforme noticiou o site USA Today.

Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da Sophos, disse que a Google está enfatizando uma tendência cada vez pior e um problema considerável para os internautas.

Os autores da pesquisa não apontam uma solução, mas concluem que o código usado para criar novas vítimas muda rapidamente, fazendo com que pesquisas para identificar o estilo dos ataques sejam difíceis de serem completadas. O PDF com o estudo completo, em inglês, possui nove páginas e pode ser baixado pelo atalho www.snurl.com/1ksyf

GEOGRAFIA NORTE AMERICANA...


PARA FICARMOS INDIGNADOS!!!!
Observem abaixo a página de um livro de geografia adotado nos EUA e leiam as críticas dos brasileiros.

INDIGNAÇÃO


AGORA LEIAM A TRADUÇÃO DESTE TEXTO ABSURDO
QUE ESTÁ AO LADO DO MAPA

Uma introdução à Geografia:

Em uma seção ao norte da América do Sul, uma extensão de terra com mais de 3.000 milhas quadradas.

3.5-5 - A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA

“Desde meados dos anos 80 a mais importante floresta do mundo passou a ser responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas. É chamada PRINFA (A PRIMEIRA RESERVA INTERNACIONAL DA FLORESTA AMAZÔNICA), e sua fundação se deu pelo fato de a Amazônia estar localizada na América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo e cercada por países irresponsáveis, cruéis e autoritários. Fazia parte de oito países diferentes e estranhos, os quais, em sua maioria, são reinos da violência, do tráfego de drogas, da ignorância, e de um povo sem inteligência e primitivo. A criação da PRINFA foi apoiada por todas as nações do G-23 e foi realmente uma missão especial para nosso país e um presente para o mundo todo visto que a posse destas terras tão valiosas nas mãos de povos e países tão primitivos condenariam os pulmões do mundo ao desaparecimento e à total destruição em poucos anos.”

Texto à direita da borboleta:

“Podemos considerar que esta área tem a maior biodiversidade do planeta, com uma grande quantidade de espécimes de todos os tipos de animais e vegetais. O valor desta área é incalculável, mas o planeta pode estar certo de que os Estados Unidos não permitirão que estes países Latino Americanos explorem e destruam esta verdadeira propriedade de toda a humanidade. PRINFA é como um parque internacional, com severas regras para exploração.”

Para ficar indignado!
No dia 24/5 o jornal "Estadão” publicou sem destaque nenhum, e em três minúsculas linhas, a denúncia gravíssima de uma brasileira residente nos EUA.

“Os livros de geografia de lá, estão mostrando o mapa do Brasil amputado, sem o Amazonas e o Pantanal. Eles estão ensinando nas escolas, que estas áreas são internacionais, ou seja, em outras palavras, eles estão preparando a opinião pública deles, para dentro de alguns anos se apoderarem de nosso território com legitimidade. Nós somos brasileiros e, no mínimo, temos de nos indignar com esta afronta. Vamos passar este e-mail para o maior número de pessoas que conhecermos, e para que eles saibam que, embora eles não noticiem o fato, nós, povo, estamos sabendo.”

Celso Santos
Editora Abril S/A
Revista Casa Claudia
Fone: 11 3037-5925
Fax: 11 3037-5277
cesantos@abril.com.br

Av. Brigadeiro Faria Lima, 674 – Cep 05426-200 – São Paulo – SP – Brasil .
Fone: (011) 3814-1244 - Fax:( 011) 3814-1663
www.globaltours.com.br

Srs. já mandei para vários Senadores da República esta denúncia com o texto abaixo e a foto da página de um livro "didático" mostrando que somos menos do que ratos...
Divulguem e cobrem dos Ministros, Presidente, Senadores para que tomem alguma atitude.
Para ter acesso aos nossos senadores, acessem o site www.senado.gov.br e você terá acesso a todos eles. Mandei para mais de 15. Se todos agirmos desta forma eles talvez façam algo, pois seremos vários a fazer isso.
O texto enviado é o seguinte:

Senador Maguito Vilela,
Houve quem duvidasse de que nos Estados Unidos havia mapas do Brasil sem a Amazônia. Pois vejam a página deste livro, no anexo, onde a Amazônia é dita como da responsabilidade dos Estados Unidos e das Nações Unidas, pois ela está localizada na "... América do Sul, uma das regiões mais pobres do mundo", é parte de "... oito países diferentes e "estranhos”... irresponsáveis, cruéis e autoritários...", povos cruéis, tráfico de drogas, e o “... povo é inculto, ignorante"...", podendo..." causar a morte do mundo todo dentro de poucos anos..."".
É só conferir na página 76 do livro DIDÁTICO norte-americano "Introdução à Geografia", do autor David Norman, utilizado na Junior HIGHSCHOOL (equivalente à 6ª série do 1º grau brasileira) anexo a esta.

Isso explica a "Operação Colômbia", as tropas americanas (80 mil) homens! No Suriname, a apropriação da base aérea (da FAB) de lançamentos de Alcântara, a intenção dos Estados Unidos de colocar um escritório da CIA na tríplice fronteira (Foz do Iguaçu), e a implementação de DUAS bases militares na Argentina, uma na Patagônia e outra próxima a Buenos Aires. Ou seja, a Amazônia está CERCADA, sitiada por forças americanas, que garantirão a posse da região a qualquer hora dessas. Essa notícia eu havia escutado há mais ou menos 8 anos atrás, em uma palestra, proferida pelo professor J.W. Batista Vidal, da Universidade de Brasília e Universidade Federal da Bahia.
Como já foi mostrado (ou justificado?) que a "guerra" contra Osama Bin Laden (de quem não se tem a MÍNIMA prova de que tenha realizado os ataques de 11 de setembro) e o Talibã é muito mais uma questão de passar um oleoduto pelo Afeganistão (para tirar o petróleo russo do Mar Cáspio), que o Talibã não concordava, é de uma clareza solar os motivos dos Estados Unidos na sua pretensão de "pacificar" a América do Sul, e de "combater" o narcotráfico na Colômbia, enviando para lá imenso arsenal e 100 MIL homens!
Vamos ficar de braços cruzados e boca calada? Ou vamos reagir?
Dos parlamentares, esperamos AÇÃO IMEDIATA.
Dos cidadãos, que REPASSEM esta notícia a todos os seus conhecidos!
Dos jornalistas, que DIVULGUEM este absurdo, para que a Nação se levante contra essa violência inominável!
Fiquem em Paz.
Plínio Robson A. Panse

CONTEXTO HISTÓRICO DO NEOLIBERALISMO






QUANTO VALE A SUA FELICIDADE?

O convívio social pode valer mais do que um bom salário anual. É o que revela uma pesquisa feita pela Universidade de Londres. Pela primeira vez, um estudo calculou em moeda corrente* o valor da satisfação de uma visita a um amigo ou do cuidado com a saúde durante uma corrida no parque. Calcule em dinheiro o patrimônio que seu bem-estar representa: Clique no título desta postagem e faça o teste.


Os números não mentem. A partir de determinado patamar de renda, não há dinheiro que pague a felicidade. É o que provou o americano Richard Easterlin, um dos primeiros economistas a estudar a relação entre renda e satisfação pessoal. Sua primeira pesquisa foi publicada nos anos 70 e serviu de base para o World Values Survey, instituto que inventou o índice FIB (Felicidade Interna Bruta). Conhecido como o PIB da felicidade, o indicador reflete a influência da renda no grau de bem-estar da população de 68 países, incluindo o Brasil. Depois de destrinchar quase uma centena de pesquisas, o economista Nattavudh Powdthavee, professor da Universidade de Londres, conseguiu chegar a uma fórmula inusitada. É dele o levantamento que atribui valores monetários a práticas do convívio social. Para Powdthavee, o bem-estar por desfrutar de uma saúde de ferro ou por visitar parentes queridos é um patrimônio que vale tanto - ou mais - que os bens materiais. Na contramão, frustrações ou perdas seriam equivalentes a prejuízos financeiros aterradores.

O trabalho inédito de Powdthavee será publicado na próxima edição da revista do International Journal of Social Economics, uma respeitada publicação científica. De acordo com Powdthavee, uma pessoa que vê seus parentes ou amigos quase todos os dias tem uma satisfação estimada em 85 mil libras por ano (cerca de R$ 340 mil). Na ponta do lápis, esse valor representaria quase nove salários anuais (o rendimento anual médio dos 10 mil britânicos que participaram do levantamento era de 9,8 mil libras - R$ 39 200).

Powdthavee acredita que um indicador de “riqueza-social” acaba puxando outro. “Falar com um vizinho com freqüência cria um ambiente propício ao convívio social e se essa prática for estimulada pode trazer outros benefícios sociais", escreve em sua pesquisa. É por isso que ele defende a adoção de políticas públicas que incentivem a felicidade. “Pessoas satisfeitas são mais produtivas.”

Alguns países já levam essa teoria a sério. No Butão, pequeno país asiático cravado entre a China e a Índia, o governo não promove qualquer atividade econômica sem ter certeza de que ela acarretará distribuição de bem-estar espiritual. Isso tem a ver com a filosofia budista que prioriza a qualidade de vida como política nacional. Experiências como essa ajudaram o economista Powdthavee a chegar à sua fórmula da felicidade. E ela diz que:

*Morar junto traz mais bem-estar do que viver sob regime de matrimônio. A diferença equivaleria a 32 mil libras (aproximadamente R$ 128 mil) por ano.


*O prazer de ter uma saúde de ferro significaria ter um ganho anual de 483 mil libras (R$ 1,9 milhão).

*Conversar com um vizinho pelo menos duas vezes por semana seria equivalente a embolsar anualmente 22 500 libras (R$ 90 mil).

*Ficar desempregado seria tão traumático quanto administrar um prejuízo anual de 143 mil libras (R$ 572 mil).

*O custo de uma separação não seria menor do que 139 mil libras (R$ 556 mil) por ano.

ELABORAÇÃO DE CONCEITOS

A TEORIA DA ATIVIDADE E A ELABORAÇÃO DE CONCEITOS

Por: Jorge Schemes


A Proposta Curricular de Santa Catarina é um documento norteador para a prática pedagógica, e está embasada na concepção teórica do materialismo histórico, sendo a sua concepção de aprendizagem histórico-social. Neste contexto, encontramos a teoria da atividade como proposta de ação didática e metodológica. Mas o que é a teoria da atividade? Para iniciarmos uma resposta devemos considerar que os fundamentos da concepção de aprendizagem e os elementos constituidores do processo de elaboração do conhecimento são: Linguagem; Mediação; Interação; Apropriação; Conceitos. Considerando que os conceitos fazem parte de uma fundamentação histórico-cultural e são parte de um processo. Mas qual a diferença entre conceito cotidiano e conceito científico? Vejamos o seguinte esquema:



Podemos definir conceito como sendo a idéia de (...), que pode ser reformulado para chegar o mais próximo possível do real. Segundo a teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), a motivação para a atividade de aprendizagem deve ter uma finalidade, ou seja, as operações e ações vinculadas a atividade devem possuir uma finalidade relacionada com a vida do sujeito. As ações não têm finalidades em si mesmas, mas sua finalidade é a aprendizagem significativa, ou seja, devem ter uma relação com a vida. De acordo com a ZDP, não aprendemos o que já sabemos, ou seja, aquilo que está no nível de desenvolvimento real. Também não aprendemos sem estabelecer relações, ou seja, partindo do nível de desenvolvimento potencial, aquilo que não sabemos. Desta maneira a construção do conhecimento é universal (humanidade) e pessoal (indivíduo). Vejamos os esquemas a seguir:


Conceitos são elaborações dinâmicas abstratas e genéricas, que nos permitem lidar com o real, assumem diferentes tipos e/ou funções. A construção do conceito é um processo que ocorre no sujeito. O professor como mediador, deve levar seus alunos a construir e elaborar a idéia do objeto e formular o conceito. Esta construção é mediada pela palavra e pela materialidade. Quanto mais rica as relações estabelecidas com representações da materialidade, mais mediada pela palavra a construção do conhecimento deve ocorrer. A materialidade não deve ser ignorada, principalmente quando a teia de relações, de informações e abstrações for pouco construída. Ninguém pensa a partir do nada. Os conceitos estão em duas dimensões, ou seja: 1º. Conceitos cotidianos, os quais estão fundamentados no senso comum e experiência de vida enquanto prática social; 2º. Conceitos científicos, os quais são teorias científicas fundamentadas no método científico enquanto processo de interação que necessita de pautas interacionais específicas, o que pressupõe maior abstração. Há duas formas complementares para a elaboração de conceitos, ou seja: coletiva e individual. Significando respectivamente os conceitos cotidianos (espontâneos) e os conceitos científicos (reelaborados). Por exemplo:



A abstração do conceito científico é a síntese do que foi elaborado historicamente pela humanidade. O conceito científico foi dividido em áreas do conhecimento. O critério de validade universal do conhecimento científico é que ele ajuda a lidar com a realidade. Ele facilita a relação com o real. Os conceitos relacionados com as disciplinas ajudam a trabalhar com a realidade, ou seja, atuam como facilitadores. Cada área do conhecimento tem por objetivo socializar aquele conhecimento. O conhecimento científico é universal. O conceito é uma representação, uma idéia que precisa de uma pauta interacional específica. Neste sentido, a escola deve ser o cenário para a construção das representações feitas pelo sujeito. As informações podem ajudar o aluno na construção pessoal de representações ou conceitos. A representação não é transmitida, mas o professor pode ajudar os seus alunos na construção pessoal das representações. Não se ensina o conceito, mas deve-se levar os alunos a comparar, discutir e estabelecer relações para chegar ao conceito. Significa partir do concreto para o abstrato. As informações e experiências servem para reelaborar e ampliar o conceito que está sempre em movimento espiral. Se de um lado menor deste movimento em espiral temos os conceitos espontâneos, do outro lado ampliado de maneira abstrata encontramos a elaboração de conceitos científicos. Este é um processo em constante movimento. Dentro deste movimento em espiral ocorre uma constante reelaboração e sistematização da cultura, adquirindo caráter de universalidade e se efetivando como uma construção histórica. Todavia, como educadores, não podemos ficar nos lados extremos. Pois um conceito complementa e impulsiona o outro formando um verdadeiro processo de elaboração conceitual (conceitos mínimos).
Hoje não podemos trabalhar o conhecimento fragmentado, mas trabalhar na construção de representações (conceitos). Por exemplo: na disciplina de português os conteúdos fragmentados aparecem dentro do conteúdo programático separadamente: na primeira semana estuda-se verbo, na segunda, advérbio, na terceira, artigo, na quarta, provérbio, e finalmente o texto. Na perspectiva da elaboração conceitual o texto é o conteúdo como um todo, assim, o conceito (texto) contém os conteúdos (representações). Desta maneira, se a atividade de aprendizagem for feita a partir da elaboração conceitual, não será necessário trabalhar os conteúdos de forma isolada. Também é interessante notar que um conceito pode abarcar muitos conteúdos e não necessariamente de uma única disciplina. As disciplinas da área das exatas (matemática, física e química), por estarem muito fragmentadas são mais difíceis ou complicadas para trabalhar por elaboração de conceitos (tema multidisciplinar). O trabalho interdisciplinar por meio de conceitos não exclui necessariamente o trabalho sistemático. O educador deve ter o cuidado para não aderir os extremos da generalização e da sistematização, deve desenvolver um trabalho por conceitos de modo equilibrado (inter/multi/trans/disciplinar). É interessante que ao final de uma atividade de aprendizagem por conceitos faça-se uma síntese. Vale considerar que a função social da escola é oportunizar a apropriação e elaboração dos conceitos científicos como meio de exercício da cidadania. Na elaboração de conceitos deve-se levar em consideração a relação espaço/tempo, e o contexto das relações do sujeito com a natureza e com o seu universo social. Considerando ainda que todos estes aspectos são interdependentes. Observe o diagrama a seguir:





É papel do professor organizar e pensar as atividades. Fazer propostas interessantes para os alunos baseando-se no que eles estão interessados. Daí surge a necessidade de uma inter-relação afetiva que se aproxime do grupo de alunos e de cada um individualmente. O professor precisa estar junto, próximo, e saber ouvir os alunos oportunizando falas. Deve reconsiderar o termo ensino e aprendizagem para atividade de ensino e aprendizagem. A primeira motivação necessária ao professor é a inquietude de querer melhorar. Faz-se necessário pensar algumas formas de mudança de relação com os alunos (motivação com entusiasmo). O trabalho docente deve ser organizado por meio do planejamento da atividade de ensino e aprendizagem. Isso pode ser feito definindo primeiro os conceitos e depois os objetivos. Levantando a problematização, a qual está relacionada com a motivação utilizada. Apresentado ações, propostas de trabalho que serão feitas aos alunos subsidiadas na teoria da atividade. Neste ponto deve-se ter o cuidado para não propor operações apenas, mas ações planejadas com intencionalidade, pois as operações serão decorrentes das ações. O professor deve ainda considerar que a totalidade é o todo composto de partes. Quando estudamos as partes isoladas acabamos estudando a totalidade. Dentro da concepção do materialismo histórico, a totalidade é muito mais do que a soma das partes. É mais complexa e um processo dinâmico em construção, composta das múltiplas especificidades no contexto dialético. O todo só existe porque é resultado de múltiplas especificidades produzidas a partir da totalidade. Deste modo, a visão do todo ficará o mais próximo do real, pois há uma interferência, onde um interfere no outro, há uma complexidade. Para entender esta complexidade das especificidades faz-se necessário usar áreas diferentes do conhecimento no contexto de uma atividade de ensino e aprendizagem norteada por uma prática inter/trans/multi/disciplinar.

SISTEMATIZAÇÃO DO PPP






O MÍNIMO DA EDUCAÇÃO


Saiba mais sobre o mínimo do magistério, que tramita na Câmara:

A Câmara já analisa o Projeto de Lei 619/07, do Poder Executivo, que estabelece o piso salarial nacional de R$ 850 para os professores do ensino público. O projeto inclui todos os professores da educação básica (desde a educação infantil até o ensino médio), de todos os Estados e municípios da Federação.

De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, 39% de todos os professores ganham menos que esse valor -- compõem esse número 55% dos docentes em início de carreira. Os valores referem-se a jornadas de 40 horas semanais.

A medida foi incluída no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), anunciado oficialmente nesta terça (24/04/2007).

Além da docência, também foram incluídos os profissionais que exercem as funções de direção de unidade escolar e de coordenação e assessoramento pedagógico. De acordo com o projeto, a integralização do valor será feita até janeiro de 2010.

Média mensal:
Segundo o governo, o valor estipulado no projeto corresponde à média mensal dos salários pagos aos profissionais da educação, segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

O governo afirma ainda que o piso salarial será importante garantia de remuneração digna do professor e constitui "demanda histórica dos profissionais de educação".

O projeto regulamenta a Emenda Constitucional 53, que instituiu o Fundeb (Fundo Nacional da Educação Básica). Prefeitos e governadores poderão usar os recursos do fundo para que o piso-salarial seja atingido.

IDEB: ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA


No Ideb, 'pior' cidade raspa nota zero; maioria tira menos de 5

O governo federal divulgou os dados e metas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), indicador criado para orientar o direcionamento de verbas da educação. Para todos os níveis de administração (municipais, estaduais e as próprias escolas), o cumprimento das metas do Ideb implicará o recebimento de mais dinheiro. A situação atual do ensino é dramática. Apenas uma minoria de cidades (243) conseguiu obter, nas duas etapas (1ª a 4ª séries e 5ª a 8ª séries) do ensino fundamental oferecido pelas redes municipais, um Ideb igual ou superior a 5 (a escala vai de zero a dez). Com Ideb inferior a 5, da 1ª à 4ª série foram 4.112 das 4.349 cidades avaliadas; índice de 94,5%. Na fase da 5ª à 8ª série, o total de municípios com Ideb inferior a 5 foi de 2.453, entre os 2.467 avaliados; taxa de 99,4%.

O Ideb atual e as metas até 2021 (em .xls)
Consulte diretamente o Ideb da sua cidade

A meta do MEC é que Ideb do Brasil como um todo passe de atuais 3,8 para 6,0 (na primeira etapa do ensino fundamental), média que os membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) teriam no Ideb. A entidade reúne países como Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Suíça, Alemanha, França, Japão e Coréia do Sul, entre outros.

Maioria tira menos de 5 no Ideb. Como você avalia a notícia?

Ou seja, praticamente todas as cidades do Brasil estariam reprovadas numa hipotética prova de final de ano. O que inclui as capitais: nenhuma delas conseguiu índice superior a 5. Salvador (BA) tem o pior desempenho, com Ideb de 2,8 (na avaliação de 1ª a 4ª séries). Curitiba (PR) lidera a lista, com 4,7, seguida de Belo Horizonte, MG (4,6), e Rio de Janeiro (4,3). São Paulo ocupa a nona posição entre as capitais, com índice de 4,1. Leia também:

Escolas particulares não atingem Ideb de '1º mundo'
Ranking escolar aprova só 0,8% das cidades
Folha: Ministério errou resultados da Prova Brasil em 2006
São Paulo tem média 4,5 no índice de educação básica
Barra do Chapéu tem melhor 4ª série do país
Cidades do Nordeste têm pior desempenho
Ramilândia (PR), última no ranking, diz que dado está errado
Especialista elogia índice, mas teme que ocorra maquiagem dos dados
Antes de liberar verbas, MEC irá reanalisar dados

O pior Ideb municipal encontrado foi de 0,3 e o melhor, de 6,8. O mecanismo do Ideb faz parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.

O Ideb atual dos municípios, Estados e do Brasil em geral foi calculado com base em dados de 2005 da Prova Brasil e do Saeb, avaliações conduzidas pelo MEC a cada dois anos. Há metas de Ideb para serem atingidas nas avaliações deste ano, na de 2009, 2011 e assim por diante, até a meta "final", em 2021. Numa escala de zero a dez, o Brasil tem hoje um Ideb médio de 3,8 na primeira fase do ensino fundamental (1ª a 4ª séries), de 3,5 na segunda (5ª a 8ª séries) e 3,4 no ensino médio (antigo colegial).As metas para 2021 são de chegar a 6 na 1ª fase do fundamental, 5,5 na 2ª e 5,2 no ensino médio.


Estados:


As metas do Ideb para os Estados variam de acordo com o patamar em que se encontravam em 2005. O indicador avalia o desempenho das redes estaduais de ensino. Por exemplo, da 1ª à 4ª série, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia têm o Ideb mais baixo em 2005: os três partem de 2,6 e devem chegar a 4,8 (RN e PI) e 4,9 (BA) daqui 14 anos.Já o Paraná parte de um Ideb de 5, o maior na 1ª fase do fundamental, e deve chegar a 6,9 em 2021.Da 5ª à 8ª série, o Estado com o pior Ideb atual é Pernambuco, que atinge 2,4. Em 2021, deve chegar a 4,9. Já São Paulo tem o Ideb mais alto, de 3,6, e em 2021 deverá chegar a 5,8.No ensino médio, Piauí e Amazonas partem do índice mais baixo, de 2,3, e precisam atingir um Ideb de 4,1 e 4, respectivamente, daqui a 14 anos.O melhor Ideb inicial é o de Santa Catarina, com 3,5. Sua meta é chegar a 5,3 em 2021.


Municípios:


Os números do Ideb no nível das cidades avaliam as redes municipais, e por isso não há dados para o ensino médio, que é exclusividade dos governos estaduais. A cidade com pior Ideb da 1ª à 4ª série é Ramilândia, no Paraná. Ela parte de apenas 0,3 e precisa chegar a 5,4 em 2021. Barra do Chapéu, em São Paulo, tem o melhor Ideb inicial, de 6,8, e deve chegar a 8,1 em 2021. Nesta fase do ensino fundamental, foram quatro cidades com Ideb menor ou igual a 1.Com nota entre 1 e 2 foram 104 cidades. Já os Idebs entre 3 e 4 foram registrados em 2.710 municípios; entre 4 e 5, em 1.294; entre 5 e 6, em 225. As melhores notas ficaram na faixa entre 6 e 7, e foram obtidas por apenas oito cidades. Da 5ª à 8ª série, o pior Ideb é de Maiquinique, na Bahia, também de 0,3. Sua meta para 2021 é 4,4. O melhor Ideb é o do município paulista de Porto Ferreira, de 5,9, com meta de 7,4.Na segunda fase do fundamental, três municípios tiveram Ideb menor ou igual a 1. Os que obtiveram Ideb entre 1 e 2 foram 97. Com índice entre 2 e 3 foram 1.133; entre 3 e 4, o total de municípios foi de 930. Os números são mais magros quando as faixas são as "melhores" registradas no levantamento: apenas 290 municípios ficaram com Ideb entre 4 e 5, e somente dez alcançaram índice entre 5 e 6; faixa mais alta registrada nessa fase do ensino fundamental. A comparação do Ideb atual com a meta de 2021 mostra que as localidades com pior nível de ensino atual terão de dar um salto de qualidade muito amplo (por exemplo, 5,1 pontos no caso de Ramilândia), enquanto as com Ideb inicial mais alto precisam crescer menos (1,3 ponto no caso de Barra do Chapéu).

Escolas:

O Inep também vai elaborar Idebs atuais e projeções específicas para cada escola pública do país, mas ainda não há data definida para a divulgação dos dados.

BOAS NOTÍCIAS PARA A EDUCAÇÃO?


Governo lança plano para valorizar o professor:

Salário inicial será de R$ 800. Alunos de 6 a 8 anos serão testados» Mais

O governo federal lançou oficialmente, nesta terça-feira em Brasília, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), pacote de medidas para o setor educacional apelidado de ‘PAC da educação’, em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento. A exemplo do pacote para a área econômica, o PDE contempla diversos níveis. A prioridade pretendida pelo governo, no entanto, é a educação básica - do ensino infantil ao médio.
No discurso de apresentação do plano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse considerar o PDE "o plano mais abrangente já concebido neste país". Em outra frase de efeito, Lula afirmou que vê "o início de um novo século da educação no Brasil, um século com a prevalência do mérito. Este é o século da elite do saber, e não da elite do berço e sobrenome". O presidente também disparou uma farpa contra seus antecessores, ao dizer que, antes de seu governo, não havia visão de conjunto no tratamento da educação.
Antes da explanação do ministro da Educação, Fernando Haddad, Lula enumerou pontos que considera importantes dentro do PDE. O primeiro diz respeito ao acesso às universidades. Segundo o presidente, o programa aumenta em 100.000 o número anual de bolsas do Prouni, programa federal que banca o ensino superior de estudantes sem recursos. O segundo é ampliar e modernizar o ensino profissionalizante, colocando um escola técnica em todas as cidades-pólo do pais - uma promessa da campanha eleitoral de 2006. Lula chegou a brincar: "Não me arrumem mais cidades-pólo neste país". O terceiro ponto é a prioridade à região Nordeste, onde estão 950 dos 1.000 municípios com os mais baixos indicadores na educação.
O pacote – Entre projetos de lei, decretos e portarias interministeriais, o governo assinou ao todo 47 atos que fazem parte do PDE. As iniciativas vão desde programa de estímulo à leitura até a formação continuada de professores das redes de ensinos municipal e estadual, passando por medidas de infra-estrutura, como garantir luz elétrica em todas as salas de aula (especialmente na zona rural) e fornecer barcos para o transporte escolar em áreas isoladas pelas águas.
Um dos pontos que já haviam sido anunciados é a implantação de um piso salarial de 850 reais para professores da educação básica de todo o país. A proposta deve ser implementada aos poucos, até 2010. Segundo o ministério da Educação (MEC), o período é necessário para não afetar o orçamento de estados e prefeituras. De acordo com o que ministério havia anunciado anteriormente, este piso é para os professores que trabalham 40 horas por semana.
Avaliação dos alunos – Na área de educação básica, o PDE criará o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Indeb), para avaliar a qualidade do ensino fundamental pelo país. Medido em todos os municípios, este índice leva em conta rendimento de alunos, taxa de repetência e evasão escolar, para decidir quais são as cidades mais defasadas no ensino. O governo condicionará o repasse de verbas para prefeituras com baixa performance escolar nesse índice. Haverá ainda a ‘Provinha Brasil’, avaliação de alunos de 6 a 8 anos para aferir seu grau de alfabetização.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão investidos neste ano cerca de 1 bilhão de reais no setor, adicionais ao Fundo de Desenvolvimento Educação Básica (Fundeb). Lula observou ainda que o Fundeb deverá aumentar em dez vezes os investimentos federais nas áreas mais carentes do ensino. Ao concluir o seu discurso, o presidente destacou que é preciso repensar o ensino e não apenas disponibilizar recursos. "Os problemas do ensino não se restringem à disponibilização de investimentos. Existem muitas coisas que o dinheiro não resolve", comentou.

AQUECIMENTO GLOBAL: ÚLTIMAS NOTÍCIAS

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Uma conferência internacional sobre o aquecimento global aprovou hoje um relatório final advertindo que haverá devastadoras conseqüências para a Terra e para a humanidade - do aumento da fome à extinção de espécies - caso o mundo não aja imediatamente para conter a emissão de gases causadores do efeito estufa. Entre os desastres mais notáveis está o fim da floresta Amazônica e, em seu lugar, o surgimento de uma savana. Isso ocorreria devido a uma alteração nos regimes de chuva, que passariam a cair em menor volume e, com isso, devastariam entre 30% a 60% da floresta até o ano de 2080. Os 400 cientistas e representantes governamentais examinaram por uma semana 29 mil dados coletados por cinco anos em todo o planeta e concluíram que cerca de 30% das espécies vegetais e animais correm o risco de desaparecer se a temperatura mundial tiver uma alta superior a 2ºC em relação à média das décadas de 1980 e 1990. Áreas que hoje sofrem escassez de chuva se tornarão ainda mais secas, aumentando o risco de fome e da disseminação de doenças. O mundo enfrentará ameaças crescentes de enchentes, tempestades e erosão das regiões costeiras. "Esse é um vislumbre de um futuro apocalíptico", estimou o grupo ambientalista Greenpeace sobre o estudo. O relatório de 21 páginas pretende ser um guia para políticas de governo. Ele é um sumário das 1.500 páginas de evidências científicas da mudança climática e do impacto que ela terá sobre as pessoas e os ecossistemas mais vulneráveis da Terra. Leia a notícia completa


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PROJETO E SUA ESTRUTURA


LUCUBRAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO


Por: Jorge Schemes

A grande ferramenta de transformação social é a educação. Não pode haver mudança, movimentos sociais legítimos e nem mentalidade crítica e cidadã, sem um processo educacional consistente e fundamentado em sólidos princípios, éticos, teóricos e metodológicos. Penso que toda a prática está embasada em pressupostos teóricos, pois não há prática sem teoria e vice-versa, assim, partindo desta premissa, a educação não contém um conhecimento vazio ou descontextualizado. Também se faz necessário considerar que toda educação é política, não necessariamente no sentido partidário, mas no sentido aristotélico do termo, ou seja, como dizia Aristóteles: "o ser humano é um animal político". A educação, por ter um conteúdo significativo com a realidade histórico-social do indivíduo, promove esse movimento político de construção de uma sociedade participativa. Quando um conteúdo tem vínculo com a realidade do sujeito, ele tem significado, e quando tem significado se torna relevante, e aquilo que é relevante para o indivíduo passa a ser usado em seu cotidiano como ferramenta política, no sentido de promover a mobilização social e conseqüentemente as mudanças. Assim, penso que participar de um processo educacional e promover o conhecimento historicamente construído pela humanidade, pode ser um primeiro passo para a construção de uma visão de mundo mais crítica e participativa. Como professor universitário, desejo dar minha parcela de contribuição ao utilizar os conhecimentos construídos em minha prática pedagógica em sala de aula, pois trabalho diretamente com a formação de futuros docentes, os quais por sua vez podem ser multiplicadores deste conhecimento mais elaborado e crítico. Como afirmou Francis Bacon: "Saber é poder"! E certamente o conhecimento construído sobre as bases da educação é um dos passos para a prática de uma cidadania mais crítica e participativa, permitindo para muitos a superação da condição de meros súditos.A incipiente democracia brasileira precisa ser aprendida e praticada pelos cidadãos. A grande massa em nosso país ainda vive como súdito, pensa como súdito e não têm plena consciência de seus direitos e deveres. Ora, o súdito subordina o seu pensamento, os seus sonhos e a sua própria vida, em detrimento de sua felicidade e bem estar. O processo de libertação do pensamento subordinado e fundado no senso comum só pode ser alcançado via educação. Essa libertação, lembrando a alegoria da caverna de Platão, não é algo indolor a nível cognitivo, pois bate de frente com dogmas, valores, tradições e preconceitos aprendidos. Todavia, não se trata de qualquer educação, e muito menos de qualquer educador. Há educadores comprometidos e há mercenários da educação. Portanto, penso que, como dizia Paulo Freire, "somos seres da transformação e não da estagnação", ou seja, se de fato sonhamos, e sonhar é utopia, e a utopia nos dá esperança, então é porque somos capazes de acreditar em mudança de mentalidade, de pensamento. Como dizia Sócrates: "aquele que deseja mudar o mundo, deve primeiro, mudar a si mesmo". A desconstrução e a constante reconstrução do pensamento só podem ocorrer dentro de um processo dialético, contemplando as diferenças e a multiculturalidade presente neste tempo histórico e social. Ao participar deste processo educacional como um projeto político e civilizatório para todos, faz-se necessário uma abordagem pedagógica socio-histórica e uma concepção histótico-social de ser humano. A concepção metafísica de ser humano, bem como a concepção naturalista ou cientificista são excludentes, pois objetivam a uniformidade onde há diversidade, além de fragmentar e diluir o todo. Penso que os movimentos sociais legítimos e a participação da sociedade no controle social das ações do Estado só serão difundidos e praticados pela grande massa deste país quando a educação der um salto de qualidade. Não basta apenas mais verba pública, faz-se necessário um projeto que contemple o todo, desde a formação do professor até as questões ligadas a infra-estrutura, salário, recursos didático-metodológicos, acesso as tecnologias e reformulação do espaço escolar. Porque um dos problemas que atinge a educação hoje é que há uma verdadeira disritmia entre o que ocorre dentro da escola e o que ocorre na sociedade. Assim, na educação ainda temos um modelo medieval, com formatação medieval e o que é pior, com mentalidade medieval. Desta maneira, penso que o desafio de multiplicar o conhecimento construído historicamente pela humanidade não está apenas limitado ao entendimento teórico. Contudo, por meio de uma educação libertadora, lembrando a filosofia da libertação de Enrique Dussel, mantenho a grande utopia de um país escolarizado, alfabetizado e letrado, com pensamento próprio e não apenas como um mero refletor do pensamento acabado daqueles que detém o poder político, econômico e cultural. Particularmente não sou a favor de extremos, os extremos são sempre perniciosos e perigosos, mesmo que sejam aparentemente positivos. Como dizia Aristóteles: "A virtude (ética) nunca é encontrada nos extremos, mas no meio termo, no equilíbrio". Esta ética aristotélica do meio termo é fundamental para a tomada de decisões mais bem fundamentadas e legítimas. Pois afinal, o principal objetivo da ética é o bem, individual (para si) e coletivo (para os demais). O fato da sala de aula poder ser um espaço democrático é importante para a educação, pois o professor tem autoridade de cátedra, e pode, se assim o desejar e se estiver preparado, questionar o status quo social, ou, se for o caso, ser um mero reprodutor das ideologias da classe dominante. A educação, como um prática laica, é arma de combate social, é alimento e combustível para o pensamento crítico e para uma atitude mais cidadã de transformação social. Embora a constituição estabeleça a separação entre Igreja e Estado, o que presenciamos na prática é uma continuação de interesses ideológicos e religiosos que muitas vezes subjugam o pensamento autêntico. Marx dirira que a religião como instrumento ideológico é o ópio do povo. Há dois lados nesta questão, o primeiro faz referência a uma crítica da religião como alienadora, o outro lado é positivo, uma vez que o ópio na época de Marx servia também como remédio anestésico, a religião é necessária para a cura da alma. O que não dá para admitir é a pessoa usar apenas o mito e os dogmas como leitura de mundo e da realidade. Há outras formas de abordagem do real, dentre elas cito a arte, a filosofia e a ciência. Aí entra a educação, promovendo a atitude crítica, a atitude filosófica e a reflexão filosófica, ou seja, libertando o indivíduo da caverna. Todavia, nem todos estão prontos para sair do senso comum em direção a luz do conhecimento crítico, mesmo muitos professores. Porque, em minha opinião, mexer na zona de conforto incomoda. Aliás, a reflexão filosófica sempre incomodou os poderesos, por essa razão não é por acaso que em regimes políticos totalitários a filosofia a a arte são banidos ou reprimidos.
Todo processo educativo que se preze busca a autonomia do indivíduo. Essa autonomia envolve aspectos morais e intelectuais. Porque o objetivo da verdadeira educação é educar para a liberdade. Volto a pensar na questão dos extremos. Em relação a liberdade há dois extremos. De um lado temos aqueles que acreditam que não pode haver liberdade, pois estamos entregues a um certo determinismo, então para que buscá-la? Estes vivem pelo princípio da hetoronomia (norma ou lei que vem de fora, que é imposta). Do outro lado há aqueles que defendem a tese da liberdade absoluta, plena e sem limites. Conduzem a educação e seus processos dentro do princípio da anomia (ausência de normas ou leis). Lembrando novamente a ética aristotélica do meio termo, podemos concluir que estes dois pólos não são o ideal na busca pela construção da liberdade. Então onde está a virtude? Primeiro, penso, devemos entender a liberdade como uma busca constante que se dá no contexto histórico-social onde cada indivíduo está inserido. A liberdade não está pronta e acabada. Ela precisa ser construída dentro de um processo dialético. O sujeito como ente social desenpenha o papel de ator e autor de sua própria liberdade. Essa busca está fundamentada no princípio da autonomia (aquele que dá a si mesmo as próprias leis). Entendendo que a palavra "nomia" em grego significa lei. Então, para Kant, há um imperativo categórico no sentido moral que me impõe os limites éticos e morais de minhas ações como ser livre ou em busca da liberdade. Ou seja, a verdadeira liberdade está norteada pela ética. Na concepção de Platão o objetivo final da ética é atinger o bem, primeiramente para si e depois para os demais. Sempre que falhamos em atingir o bem, falhamos com a ética. Assim, educar para a liberdade envolve a construção da liberdade como uma busca utópica. Ora, a utopia não é de todo negativa, aliás, ela é o conbustível para os nossos sonhos e alimenta as nossas esperanças. Deste modo, educar para a liberdade significa construir a autonomia no ser, embora devamos considerar que este não é um processo pontual, para ocorrer num dado momento da vida, mas é um processo contínuo. Talvez no dia da nossa morte descubramos que nunca fomos livres de fato. Então, a educação para a autonomia envolve o distanciamento da heteronomia, ou seja, significa construir a liberdade transportando o indivíduo dos princípios da anomia e da heteronomia para o princípio da autonomia moral, ética e intelectual. Pensando nisso como uma breve fundamentação teórica, acredito que dentro de um contexto democrático recente, a educação no Brasil está passando de um extremo (heteronomia) para outro (anomia). No sentido moral e ético isso é muito grave, pois, se não tivéssemos outra opção, a escolha preferível entre um extremo e outro seria a heteronomia (princípio de condução moral próprio de um regime político autoritário). Contudo, como vivemos em um Estado democrático e de direitos, estes dois extremos são inapropriados, cabendo apenas a opção da busca pela autonomia. Como vivemos numa fase histórica de mudança de paradigma na educação, onde a escola tradicional convive com as propostas relativamente recentes da escola nova, o desafio maior está na formação continuada dos docentes. Mudar a concepção de homem, de sociedade e de educação não é uma tarefa tão simples quanto parece, pois temos sobre nós o peso da tradição educacional construída por mais de dois milênios. Pessoalmente acredito que isso só é possível pela desconstrução de uma mentalidade arcaica e medieval que permeia o imaginário popular e o inconsciente coletivo dos profissionais da educação. Esse é um processo dialético contínuo e de amadurecimento humano, pois os professores precisam aprender a discutir idéias sem levar para o lado pessoal. Deste modo, posso ponderar que um dos principais entraves para a qualidade na educação é a má qualidade na formação docente. Muitas vezes o problema não é o aluno, aliás, na grande maioria dos casos não é, então de quem é a responsabilidade maior? Não hesito em responder que é do professor. Enquanto os professores tiverem uma concepção metafísica e cientificista do ser humano eles terão uma concepção uniformista e fragmentada da educação. É justamente por conta destas concepções tradicionais que há exclusão, segregação, discriminação e preconceito em sala de aula por parte dos professores. Não conseguem, por conta disso, contemplar as inteligências múltiplas, as diferenças e a diversidade. Por conta destas concepções abusam do poder que lhes é dado e se tornam autoritários, perdendo a autoridade como mestres de um ofício artesanal. Perdem com isso a dimensão do humano no ser e praticam a pedagogia do terror, tornando-se assim terroristas da educação, mercenários que trabalham apenas pelo salário, verdadeiros destruidores de talentos e sonhos, ladrões da alma infanto-juvenil, finalmente, um verdadeiro perigo para a sociedade.A autonomia ética e moral é uma busca contínua e sem fim, a qual se dá dentro de um processo dialético e inserido num contexto histórico-social de diversidade cultural e pluralismo axiológico. Saber conviver com o diferente é o maior desafio no universo multicultural no qual estamos inseridos. Há tantas morais quantas são os grupos sociais. Conseqüentemente há escalas de valores e interesses conflitantes. Este cenário moral de diversidade é importante para a educação e para o educador, pois não permite que a pedagogia se torne dogmática e que a sala de aula se transforme em um espaço de abuso ditatorial. Contudo, como pensava Emmanuel Lévinas, não há lugar na sociedade plural para qualquer fundamentação ética, é imperativo resgatar a proposta da ética da alteridade como filosofia primeira, mesmo antes da ontologia. O capitalismo faz uso de uma "ética" utilitarista (onde os fins justificam os meios). Como educadores temos que ter o cuidado para não cairmos apenas no "discurso ético", pois para a grande maioria dos nossos alunos ainda somos referência. Deste modo, podemos entender a ética como uma encarnação e não apenas como discurso. Pois todo educador é professor de moral, tenha consciência disso ou não. Há um "discurso" ético e moral subentendido em nossas práticas. A moral se revela de maneira mais clara para os alunos no currículo oculto da escola. Portanto, ninguém é neutro quando faz educação. Cada educador precisa ter consciência da sua influência quando atua em sala de aula e dentro da escola. Precisa sempre estar questionando a sua prática em três eixos básicos: 1. Que tipo de homem desejo formar? 2. Com que tipo de educação? 3. E para qual sociedade? Penso que ao educar, o professor deveria almejar a construção de um sujeito autônomo, reflexivo e crítico, utilizando-se da sua influência e de uma educação libertadora para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária, cidadã e fraterna.

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