
APRESENTAÇÃO E RESENHA:
Este blog é um espaço para publicação de textos, notícias e artigos relacionados com a EDUCAÇÃO e direcionados por quatro eixos temáticos: 1. Educação e Cultura; 2. Educação e Mídia; 3. Educação e Religião; 4. Educação e Saúde. Obrigado pela visita e boa leitura!

Editor: Jorge N. N. Schemes 2 Comentários
Marcador: Aborto
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Drogas
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Política
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Educação
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Educação
Evidências Científicas de uma Realidade Maior:
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Filosofia, Física Quântica
Sartre foi o último dos grandes filósofos:
Um dos pontos mais curiosos da filosofia existencialista, defendida por Sartre, é de que as pessoas poderiam exercer seu livre arbítrio até nas doenças. Estando em um barco, por exemplo, enquanto havia pessoas que passavam mal, enjoavam, Sartre dizia que isso não acontecia com ele, simplesmente porque "ele" havia decidido não adoecer.A verdade é que os existencialistas provocaram um terremoto nas idéias do século 20. Havia boas condições para que isso acontecesse: o mundo tentava entender a Segunda Guerra e seus desdobramentos; a ocupação francesa, a resistência - da qual Sartre fez parte - e ainda incrédulo tomava cada vez mais conhecimento das atrocidades nazistas. Diante disso, uma teoria que desconsiderava Deus - onde Ele havia andado durante o genocídio? - e atribuía a cada ser humano a responsabilidade sobre as coisas era notável.
Sartre produziu uma ficção que tomava suas próprias experiências como argumento. Ao mesmo tempo levava a vida como se fosse ele próprio um personagem de um livro que haveria de escrever diariamente até a morte. Um idealista, mas um prático. Uma das máximas de Sartre diz que "o homem está condenado à liberdade", ou seja, não há uma ordem comum a qual podemos seguir e nos confortar. Cada qual está condenado a ter que optar e decidir por si. E isso vale para o conjunto, é claro, a humanidade. Por mais que as religiões insistam em parâmetros, as razões e conseqüências da nossa existência terão que ser decididas por nós. Sem profetas ou profecias.
Jean-Paul Sartre foi o último dos grandes filósofos. Depois que ele morreu, em 1980, o cargo ficou vago. Talvez essa seja uma das conseqüências da atualidade: muitos nadadores, mas só de superfície. As infinitas criações de formas e possibilidades de expressão atuais não são afeitas a mergulhadores de águas profundas. Os blogs que se proliferam feito baratas no lixo, por exemplo, ainda que anunciem uma possibilidade democrática maior, têm o poder de pulverizar, além de envelhecer, qualquer idéia em poucas horas.
Por outro lado, nunca ficou tão próximo de cada um a possibilidade de existir no sentido filosófico, se levarmos em conta que existir é se exprimir. Só que desse jeito as coisas ficarão inexoravelmente mais descartáveis. Os Sartres, os Nietzsches, os Shakespeares, assim como os Beatles, os Bob Dylans, ou os Fellinis, talvez fiquem inviáveis, uma vez que eles precisarão de tempo para serem compreendidos. E tempo é algo que o mundo da instantaneidade não dispõe.
Sem os grandes artistas, os grandes pensadores, sem uma mídia unificada a ditar as regras de aproximação e conduta, o que sobra é o homem comum, sozinho diante da tela do computador, interligado a outros semelhantes num infinito espaço virtual. Ou seja, condenado como nunca à liberdade.
Este texto faz parte do livro Minhas Certezas Erradas, de José Pedro Goulart editado pela L&PM.
José Pedro Goulart é jornalista, cineasta e diretor de filmes publicitários.
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Existencialismo, Filosofia
ProUni abre inscrições para o segundo semestre:
Inicia hoje em todo o Brasil o prazo de inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni). Até às 21h do dia 9 de junho, candidatos a bolsas de estudo integrais e parciais devem se inscrever pelo site do programa http://prouni-inscricao.mec.gov.br/prouni/
Como as inscrições serão feitas exclusivamente pela Internet, as instituições de ensino parceiras do programa devem possibilitar ao aluno o acesso gratuito à rede. A divulgação dos selecionados será em 14 de junho.
A expectativa do programa é oferecer cerca de 50 mil bolsas para o segundo semestre. No primeiro, foram 108 mil. E até 2010, o objetivo é oferecer 400 mil bolsas.
Pré-requisitos:
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Educação
Há uma série de pesquisas mostrando o enorme estresse a que é submetido um professor, especialmente de escola pública, traduzindo-se em vários tipos de doenças, como ansiedade ou depressão. Ao perder o encanto de ensinar, ele estará, enquanto profissional, morto, esperando a aposentadoria. Todos falam em inúmeros fatores por trás desta "morte": classes superlotadas, falta de estrutura das escolas, pais desinteressados, alunos violentos, poucos estímulos para premiar o mérito etc. Há, porém, um fator pouquíssimo comentado -e, na minha opinião, é dos piores porque se associa ao mau desempenho nas notas e favorece comportamentos violentos. Tenho recebido uma série de estudos que revelam a altíssima incidência, nas escolas públicas, de doenças e distúrbios psicológicos em estudantes. Falamos aqui em no mínimo 30% dos alunos, alguns dos quais simplesmente não enxergam ou ouvem direito. Só a dislexia pode estar atingindo 15%. Temos na sala de aula um desfile de enfermos sem cuidados apropriados. Isso significa que os governos deveriam ajudar as escolas a enfrentar problemas que não podem ser resolvidos pelos professores, a começar pela saúde chegando até a assistência social; filhos de famílias desestruturadas tendem a ter problemas em sala de aula. Exige-se, assim, um olhar mais sofisticado diante da educação. Como esse olhar não existe e cada repartição do governo trabalha isoladamente, o professor acaba vítima de tensões que vão muito além da sala de aula. Esse é um dos fatores que explicam o enorme absenteísmo e rápida rotatividade em escolas públicas tanto de estudantes como dos professores. Nessa "morte" do professor, a maior vítima, claro, é o lado mais frágil - o aluno, acusado de ser culpado por não aprender. E, aí, quem "morre" é o aluno, que passa a não ter interesse pelo conhecimento.
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Educação
Argélia, funcionário do Ministério da Defesa e, mais tarde, professor de línguas e literatura francesa e russa nos Estados Unidos. Foi o primeiro escritor que dedicou seriamente seus estudos na França à manipulação informativa. Parente de Tchaikovsky, é um dos escritores melhor situados na hora de explicar o conceito que conhecemos como "politicamente correto", tema de seu último livro publicado pela Editions du Rocher: "La désinformation par l'image". Nos encontramos com este autor que transpira humor e cultura por todos os seus poros e que nos prodigalizou alguns conselhos para combater esse veneno que ataca nossa sociedade.Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Filosofia
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Ciências da Religião, Educação, Ensino Religioso
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Editor: Jorge N. N. Schemes 2 Comentários
Marcador: Educação
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Marcador: Esquemas, Neoliberalismo, Slides
O convívio social pode valer mais do que um bom salário anual. É o que revela uma pesquisa feita pela Universidade de Londres. Pela primeira vez, um estudo calculou em moeda corrente* o valor da satisfação de uma visita a um amigo ou do cuidado com a saúde durante uma corrida no parque. Calcule em dinheiro o patrimônio que seu bem-estar representa: Clique no título desta postagem e faça o teste.
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
Podemos definir conceito como sendo a idéia de (...), que pode ser reformulado para chegar o mais próximo possível do real. Segundo a teoria da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), a motivação para a atividade de aprendizagem deve ter uma finalidade, ou seja, as operações e ações vinculadas a atividade devem possuir uma finalidade relacionada com a vida do sujeito. As ações não têm finalidades em si mesmas, mas sua finalidade é a aprendizagem significativa, ou seja, devem ter uma relação com a vida. De acordo com a ZDP, não aprendemos o que já sabemos, ou seja, aquilo que está no nível de desenvolvimento real. Também não aprendemos sem estabelecer relações, ou seja, partindo do nível de desenvolvimento potencial, aquilo que não sabemos. Desta maneira a construção do conhecimento é universal (humanidade) e pessoal (indivíduo). Vejamos os esquemas a seguir:
Conceitos são elaborações dinâmicas abstratas e genéricas, que nos permitem lidar com o real, assumem diferentes tipos e/ou funções. A construção do conceito é um processo que ocorre no sujeito. O professor como mediador, deve levar seus alunos a construir e elaborar a idéia do objeto e formular o conceito. Esta construção é mediada pela palavra e pela materialidade. Quanto mais rica as relações estabelecidas com representações da materialidade, mais mediada pela palavra a construção do conhecimento deve ocorrer. A materialidade não deve ser ignorada, principalmente quando a teia de relações, de informações e abstrações for pouco construída. Ninguém pensa a partir do nada. Os conceitos estão em duas dimensões, ou seja: 1º. Conceitos cotidianos, os quais estão fundamentados no senso comum e experiência de vida enquanto prática social; 2º. Conceitos científicos, os quais são teorias científicas fundamentadas no método científico enquanto processo de interação que necessita de pautas interacionais específicas, o que pressupõe maior abstração. Há duas formas complementares para a elaboração de conceitos, ou seja: coletiva e individual. Significando respectivamente os conceitos cotidianos (espontâneos) e os conceitos científicos (reelaborados). Por exemplo:
A abstração do conceito científico é a síntese do que foi elaborado historicamente pela humanidade. O conceito científico foi dividido em áreas do conhecimento. O critério de validade universal do conhecimento científico é que ele ajuda a lidar com a realidade. Ele facilita a relação com o real. Os conceitos relacionados com as disciplinas ajudam a trabalhar com a realidade, ou seja, atuam como facilitadores. Cada área do conhecimento tem por objetivo socializar aquele conhecimento. O conhecimento científico é universal. O conceito é uma representação, uma idéia que precisa de uma pauta interacional específica. Neste sentido, a escola deve ser o cenário para a construção das representações feitas pelo sujeito. As informações podem ajudar o aluno na construção pessoal de representações ou conceitos. A representação não é transmitida, mas o professor pode ajudar os seus alunos na construção pessoal das representações. Não se ensina o conceito, mas deve-se levar os alunos a comparar, discutir e estabelecer relações para chegar ao conceito. Significa partir do concreto para o abstrato. As informações e experiências servem para reelaborar e ampliar o conceito que está sempre em movimento espiral. Se de um lado menor deste movimento em espiral temos os conceitos espontâneos, do outro lado ampliado de maneira abstrata encontramos a elaboração de conceitos científicos. Este é um processo em constante movimento. Dentro deste movimento em espiral ocorre uma constante reelaboração e sistematização da cultura, adquirindo caráter de universalidade e se efetivando como uma construção histórica. Todavia, como educadores, não podemos ficar nos lados extremos. Pois um conceito complementa e impulsiona o outro formando um verdadeiro processo de elaboração conceitual (conceitos mínimos).
Hoje não podemos trabalhar o conhecimento fragmentado, mas trabalhar na construção de representações (conceitos). Por exemplo: na disciplina de português os conteúdos fragmentados aparecem dentro do conteúdo programático separadamente: na primeira semana estuda-se verbo, na segunda, advérbio, na terceira, artigo, na quarta, provérbio, e finalmente o texto. Na perspectiva da elaboração conceitual o texto é o conteúdo como um todo, assim, o conceito (texto) contém os conteúdos (representações). Desta maneira, se a atividade de aprendizagem for feita a partir da elaboração conceitual, não será necessário trabalhar os conteúdos de forma isolada. Também é interessante notar que um conceito pode abarcar muitos conteúdos e não necessariamente de uma única disciplina. As disciplinas da área das exatas (matemática, física e química), por estarem muito fragmentadas são mais difíceis ou complicadas para trabalhar por elaboração de conceitos (tema multidisciplinar). O trabalho interdisciplinar por meio de conceitos não exclui necessariamente o trabalho sistemático. O educador deve ter o cuidado para não aderir os extremos da generalização e da sistematização, deve desenvolver um trabalho por conceitos de modo equilibrado (inter/multi/trans/disciplinar). É interessante que ao final de uma atividade de aprendizagem por conceitos faça-se uma síntese. Vale considerar que a função social da escola é oportunizar a apropriação e elaboração dos conceitos científicos como meio de exercício da cidadania. Na elaboração de conceitos deve-se levar em consideração a relação espaço/tempo, e o contexto das relações do sujeito com a natureza e com o seu universo social. Considerando ainda que todos estes aspectos são interdependentes. Observe o diagrama a seguir:
É papel do professor organizar e pensar as atividades. Fazer propostas interessantes para os alunos baseando-se no que eles estão interessados. Daí surge a necessidade de uma inter-relação afetiva que se aproxime do grupo de alunos e de cada um individualmente. O professor precisa estar junto, próximo, e saber ouvir os alunos oportunizando falas. Deve reconsiderar o termo ensino e aprendizagem para atividade de ensino e aprendizagem. A primeira motivação necessária ao professor é a inquietude de querer melhorar. Faz-se necessário pensar algumas formas de mudança de relação com os alunos (motivação com entusiasmo). O trabalho docente deve ser organizado por meio do planejamento da atividade de ensino e aprendizagem. Isso pode ser feito definindo primeiro os conceitos e depois os objetivos. Levantando a problematização, a qual está relacionada com a motivação utilizada. Apresentado ações, propostas de trabalho que serão feitas aos alunos subsidiadas na teoria da atividade. Neste ponto deve-se ter o cuidado para não propor operações apenas, mas ações planejadas com intencionalidade, pois as operações serão decorrentes das ações. O professor deve ainda considerar que a totalidade é o todo composto de partes. Quando estudamos as partes isoladas acabamos estudando a totalidade. Dentro da concepção do materialismo histórico, a totalidade é muito mais do que a soma das partes. É mais complexa e um processo dinâmico em construção, composta das múltiplas especificidades no contexto dialético. O todo só existe porque é resultado de múltiplas especificidades produzidas a partir da totalidade. Deste modo, a visão do todo ficará o mais próximo do real, pois há uma interferência, onde um interfere no outro, há uma complexidade. Para entender esta complexidade das especificidades faz-se necessário usar áreas diferentes do conhecimento no contexto de uma atividade de ensino e aprendizagem norteada por uma prática inter/trans/multi/disciplinar.
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários