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Transumanismo prepara transição para os 'pós-humanos'


Quase imortalidade, futuro de ciborgue: o homem está condenado a receber "nanochips" em seu cérebro para não se tornar obsoleto? Desejosos de melhorar a espécie, os transumanistas hesitam entre promessas de futuros que consideram melhores e o temor de um apocalipse.
Nascido de uma faixa da cibercultura californiana, o movimento transumanista acompanha a evolução rápida do progresso da informática, da bio e da nanotecnologia e do conhecimento do cérebro. Com as novas técnicas, trata-se não apenas de aumentar as capacidades do homem (daí o nome "Humanity +" escolhido para o movimento em escala internacional), mas também preparar a transição para os "pós-humanos", espécies de ciborgues (organismos cibernéticos) que sucederiam a nossa espécie.
O cientista americano Ray Kurzweil, apóstolo do transumanismo, prevê que, a partir de 2029, a inteligência artificial vai igualar a do homem. Para o autor do livro When Humans Transcend Biology ou The Age of Spiritual Machines, entre outros, a partir de 2045, o homem deverá estar ligado a uma inteligência artificial, o que permitirá a ele aumentar sua capacidade intelectual 1 bilhão de vezes, um destino de ciborgue.
No extremo, Hugo de Garis, especialista australiano em inteligência artificial, promete um futuro mais negro. Antes do final do século, uma "guerra exterminadora" deverá opor os "seres humanos" às máquinas inteligentes e aos "grupos que querem construir esses deuses", alertou, durante uma conferência realizada domingo passado em Paris pela Associação francesa transumanista (AFT Technoprog).
Em mais alguns anos, um aparelho condensado pela nanotecnologia, do tamanho de um grão de areia, colocado no cérebro poderá ser suficiente para fazer de uma pessoa humana um ciborgue com capacidade mental bilhões de vezes superior, assegura Hugo de Garis que realizou estudos num laboratório da Universidade de Xiamen (China).
Paraíso ou inferno?
Ele imagina que em 2070, uma jovem mãe poderá enfrentar um dilema : transformar ou não seu bebê em ciborgue. Fazê-lo poderá significar "matar seu filho" uma vez que ele se tornará "completamente diferente", advertiu. Em algumas décadas, a humanidade deverá, segundo ele, escolher se "manterá a posição de espécie dominante", fixando um limite para a inteligência artificial ou se construirá supercérebros.

Sem compartilhar o extremismo de Hugo de Garis, o presidente da Associação Francesa Transhumanista AFT Marc Roux destaca que, "ao contrário de boa parte da corrente transumanista", na França "o questionamento sobre os riscos" é colocado em primeiro lugar. Daí o tema da conferência: O futuro do transumanismo: paraíso ou inferno?. Marc Roux, licenciado em História, acha que "a perspectiva histórica de Kurzweil é falsa", porque as referências escolhidas são "arbitrárias".
"Dizer que a emergência da inteligência artificial ou da consciência artificial vá se tornar 'forte', em 20 ou 30 anos, parece o limite do razoável", disse. O destaque será o "prolongamento da duração da vida com boa saúde", um tema mais adequado para seduzir o público.
Didier Coeurnelle, vice-presidente da AFT, concorda com esse ponto de vista.
Segundo ele, daqui a algumas décadas, o envelhecimento poderá ter um recuo de 30 anos, podendo, no final, chegar a uma quase imortalidade.[Fonte: Terra]

'Físico do impossível' fecha a Campus Party com chave de ouro


Michio Kaku, o físico do impossível, começou sua palestra fazendo a plateia cair na gargalhada. Ao ser apresentado como uma das 100 pessoas mais inteligentes de Nova York ele ironizou dizendo que Madonna também está na lista. Segundo ele desse jeito, em 10 anos, Lady Gaga também estará nesta relação. E ele provavelmente está certo. Durante sua apresentação, Kaku falou sobre como será o futuro com naturalidade, afirmando que os cientistas geralmente sabem o que irá acontecer - embora raramente sejam consultados.
FIM DOS COMPUTADORES
Kaku disse que em questão de alguns anos, os computadores irão desaparecer, e a internet estará em todos os lugares. Ao invés das máquinas, as pessoas usarão lentes de contato contendo informações importantes. Ao interagir com outras, elas terão acesso a informações pessoais. Até encontrar a alma gêmea será mais fácil, pois caminhando pela rua, você poderá identificar pessoas solteiras, por exemplo. Ao conversar com alguém que fala outra língua, haverá tradução simultânea. Computadores serão flexíveis, finos e baratos, como folhas de papel. E você poderá mudar o layout do seu quarto com um simples pedido. “No início a internet era masculina, era usada na guerra. Hoje em dia é feminina, envolve contato, toque.”

TEREMOS O DNA MAPEADO
Outra revolução que está a caminho é a da medicina. Kaku afirmou que todos teremos o DNA mapeado, e salvo em um CD, como se fosse um manual do dono. Ao sofrer um acidente, estas informações poderão ser acessadas antes mesmo da chegada da ambulância. Será possível prever a probabilidade de um câncer com até 10 anos de antecedência, ou mais, dependendo de onde for a doença. Nanopartículas serão inseridas no corpo do paciente para diagnosticar doenças e até mesmo eliminar células cancerígenas. Novos órgãos, tecidos e sangue poderão ser produzidos a partir das próprias células dos pacientes. Segundo ele, a boa noticia é que viveremos mais; a má, é que não teremos mais segredos.

VEM AÍ: ROBÔS ENFERMEIROS
É claro que essa longevidade tem seu lado negativo. Mas para isso, países como o Japão já estão pesquisando uma solução: robôs enfermeiros, para assistir populações que estão envelhecendo em nações onde a taxa de natalidade é baixa. Esse robôs poderão ser controlados pela mente, possibilitando seu comando mesmo por tetraplégicos e mudos. O físico também lembrou das limitações dos robôs, que não reconhecem padrões, não podem conversar como humanos e não possuem senso comum. Eles podem cumprir tarefas repetitivas e cumprimentar clientes, mas não têm ideias próprias nem discernimento. Mesmo assim você teme uma revolta de robôs? Segundo kaku, não há necessidade: eles terão um chip que pode ser desligado pelos humanos a qualquer momento. Além disso, robôs jamais tomarão postos de trabalho de humanos: as profissões “de futuro” no futuro serão as intelectuais, criativas, que envolvem conhecimento e ciência, artistas e líderes. Isso, robô nenhum pode substituir. [Fonte: 180graus.com]

10 perguntas que levam ao sucesso


Você acha que ter sucesso é ganhar muito dinheiro? "Caso sua resposta seja sim, pense novamente!". É a reflexão  que sugere o premiado jornalista Geoffrey James, autor da coluna "Sales Source", no site Inc.com. Ele defende que o verdadeiro sucesso é resultado  da qualidade dos relacionamentos e das emoções vividas diariamente.
Para avaliar se o caminho seguido é o certo para você, James indica que no fim do dia cada um faça dez perguntas para si mesmo. Segundo ele, essas questões ajudarão a determinar o foco e o foco, por sua vez, irá gerar resultados.
1. Tenho certeza de que aqueles que eu amo se sentem amados?
2. Eu fiz algo hoje que contribuiu, minimamente, para um mundo melhor?
3. Tenho condicionado o meu corpo para ser mais forte e flexível?
4. Tenho revisto e afinado os meus planos para o futuro?
5. Eu atuei em privado com a mesma integridade que em público?
6. Tenho evitado as palavras e ações ruins?
7. Eu tenho feito algo de valor?
8. Ajudei alguém com menos condições?
9. Tenho preservado boas lembranças?
10. Eu me senti grato pelo fato de estar vivo?

Tais perguntas podem até parecer tiradas de um livro de autoajuda, no entanto, são elas que irão forçar a concentração naquilo que é realmente importante. "Não é possível ser bem sucedido se você não está feliz", diz James.
A mesma ideologia é defendida pelo autor do livro "A Psicologia do Sucesso", Roberto Shinyashiki. Para ele, a maioria das habilidades que levam alguém ao sucesso vem do coração. "Não adianta um time ter um ótimo técnico, uma boa estratégia, jogadores com excelente condicionamento físico se, na hora do jogo,o atleta não leva sua alma para dentro do campo", exemplifica.[Fonte: Yahoo]

Cientistas criam software que lê pensamentos em voz alta




Eletrodos colocados cirurgicamente no cérebro captam atividade e transformam impulsos elétricos em palavras
Foto: UC Berkeley/Divulgação


Pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, acreditam ter encontrado uma forma de ler a mente humana com programa de computador, capaz de decodificar as atividades cerebrais e traduzi-las em palavras. Segundo o Daily Mail, a ideia é devolver a voz a pessoas que perderam a fala por causa de derrames ou doenças degenerativas - embora alguns se preocupem que o mecanismo poderia expressar pensamentos em voz alta sem querer.
Os neurocientistas colocaram eletrodos dentro do crânio de pacientes que fizeram cirurgia cerebral para monitorar as informações do lobo temporal, responsável pelo processamento da fala e das imagens. Enquanto o paciente ouvia alguém falar, o software analisava como o cérebro processava e reproduzia as palavras que ouvia.
A partir dos impulsos elétricos em que o cérebro transformava os sons, o programa conseguiu traduzir a atividade cerebral de volta em palavras. Os pesquisadores acreditam que a técnica poderia ser usada, da mesma forma, para ler o que o cérebro pensa logo antes de pronunciar o que diz em seguida.
Na publicação PLoS Biology (neste atalho http://bit.ly/yjimab, em inglês), os cientistas da universidade norte-americana afirmam que a descoberta eleva as tentativas de leitura de mente "a um nível completamente novo". Segundo Robert Night, professor de psicologia e neurociência, "muitos poderiam se beneficiar se fosse possível eventualmente reconstruir, a partir da atividade cerebral, conversas imaginadas".
Os pesquisadores testaram 15 pessoas, que já passavam por cirurgia para remover tumores ou tratar epilepsia. Os pacientes concordaram em receber 256 eletrodos na superfície do cérebro, e depois participaram dos experimentos em que ouviam homem e mulheres dizendo palavras individualmente - substantivos, pronomes, nomes próprios.
Coautor do artigo, Rian Pasley explica que as análises feitas pelo programa de computador mostraram que "percepções e imagens podem ser muito similares no cérebro". Por isso, seria possível traduzir as imagens em palavras, tanto faladas como escritas, a partir de um dispositivo específico.
Outra descoberta diz respeito às frequências em que o som é desmembrado pelo cérebro para ser interpretado - entre 1 e 8 mil Herz no caso da voz humana. "Nosso estudo focou nas características acústicas da fala representada pelas frequências mais baixas, mas acredito que há muito mais acontecendo nessas regiões do cérebro além de interpretação de sons", afirmou Pasley à ABC News.
Para o pesquisador Jan Schnupp, da universidade inglesa de Oxford e que não estava envolvido na pesquisa, não há motivo para preocupação com dispositivos para ler a mente sem o consentimento das pessoas. Isso porque, por enquanto, só é possível ler a atividade cerebral a partir de eletrodos implantados via cirurgia, o que reduz a aplicação da técnica a "poucos pacientes dispostos".[Fonte: Terra]

A importância do uso da Internet na educação!

Já imaginou ter conteúdos que você vê em sala de aula em um único site gratuito, com direito a vídeos explicativos, exercícios online e muitas outras ferramentas para ajudar no ensino? Pois esse site existe e se chama Khan Academy (www.khanacademy.org).
Criado em setembro de 2006 pelo educador americano Salman Khan, a iniciativa não tem fins lucrativos e já foi elogiada por Bill Gates, cujos filhos são visitantes assíduos do acervo com mais de 3 mil vídeos disponíveis. A maioria deles é focada em exatas (matemática, finanças, física e química), mas há tópicos da área de humanas, como história e arte, entre outras disciplinas.
Atualmente, os conteúdos são oferecidos apenas em inglês, mas a previsão é de que, em breve, seja possível acessar material em línguas como o português e o espanhol. Por e-mail, o Terra entrevistou Shantanu Sinha, presidente do Grupo Khan e um dos idealizadores do projeto, para saber mais sobre como funciona essa iniciativa. Confira os principais trechos a seguir.
Terra - Quais são as vantagens e desvantagens de aprender um conteúdo por meio de um vídeo, em vez de em sala de aula?
Shantanu Sinha - Os vídeos são apenas uma parte da Khan Academy e seu ideal de educação. A Khan Academy é composta por três elementos que estão disponíveis em nosso site. Um deles é a biblioteca de vídeos, na qual adicionamos material constantemente. Outro elemento chave são os exercícios - disponibilizamos uma plataforma de exercícios, com mais de 225 questões de matemática, no momento, e com atualização constante. Os alunos podem trabalhar através de um mapa de conhecimento e problemas da prática, com base em seus níveis de habilidade, enquanto o software auxilia os alunos com passo a passo, dicas e vídeos sugeridos. Este é o elemento fundamental pelo qual Khan Academy é utilizado em nossas salas de aula piloto. Por último, temos um painel que fornece dados em tempo real sobre o desempenho do estudante, bem como para seus professores, mentores ou pais (a quem nos referimos como treinadores). Este feedback instantâneo ajuda a orientar a aprendizagem de cada aluno no dia a dia
É importante ressaltar que nós não exibimos esses conteúdos como substitutos para o ensino praticado nas escolas. Na verdade, acreditamos que sites como o nosso auxiliam o professor, fazendo com que ele gaste seu tempo de forma mais eficaz, de tutoria aos alunos, dando a eles uma atenção mais personalizada.
Alunos nos dizem que apreciam o controle que têm com vídeo - a possibilidade de ver o que eles querem, quando querem, onde querem. Quando Sal começou a tutoria de seus primos, por meio de vídeos, eles disseram que gostaram desse tipo de ensino, justamente porque era em vídeo! O vídeo alivia a pressão de alguém julgar quão rapidamente o conceito é compreendido, e pode ser repetido quantas vezes um aluno precisa. Além disso, os estudantes podem facilmente saltar entre os temas específicos que precisam de ajuda - mesmo conceitos básicos que deveriam ter aprendido anos atrás.
Terra - Atualmente, a maioria dos conteúdos é de matemática, física e química. Vocês pretendem explorar mais disciplinas da área de humanas? As ciências exatas facilitam um ensino com menos interação ou vocês pensam que o seu modelo pode ser utilizado com qualquer disciplina? Shantanu Sinha - Além de matemática e ciência, nós também oferecemos conteúdos de finanças, história e arte e buscamos expandir essa quantidade de tópicos. Nosso objetivo em longo prazo é cobrir todos os tópicos, e acredito que toda a educação pode ser melhorada, aproveitando as ferramentas oferecidas pela inovação. O modelo de como a tecnologia será usada em cada matéria varia, então estamos pesquisando diferentes mecanismos que possam ser usados nas mais variadas disciplinas.
Terra - O ensino à distância tem crescido no Brasil nos últimos anos, mas ainda preservam-se os encontros presenciais. Como se dá a interação estudante-professor no site de vocês?
Shantanu Sinha - Nosso site incentiva o envolvimento de um treinador para ajudar a orientar um aluno, mas nós defendemos que o aprendizado mais efetivo ainda acontece pessoalmente, como citei anteriormente, esse tipo de estudo é uma complementação do estudo praticado em sala de aula.
Terra - Você acredita que há um perfil de estudante que melhor se encaixe neste método de ensino? Se existe, como ele seria? 
Shantanu Sinha - Nós estamos tentando focar em um aprendizado personalizado para cada estudante, de maneira que todos possam usufruir do material do site sem a necessidade de um determinado perfil, basta ele acessar que terá conteúdos que satisfaçam as suas necessidades, em uma formatação que ele considere agradável. Acreditamos que buscar as necessidades específicas de cada aluno é uma excelente maneira de melhorar o seu aprendizado.
No entanto, temos observado um maior impacto dessa adequação de conteúdo em três áreas. A primeira é o apoio em conceitos fundamentais: disponibilizamos grandes "pedaços" de informação, que permitem aos alunos preencherem as lacunas que têm no conhecimento fundamental, construindo o conhecimento passo a passo. Depois, apostamos nos alunos avançando de acordo com seu ritmo - com a nossa abordagem aberta para o conteúdo, os alunos podem aprender tanto quanto eles querem e tão rápido quanto eles podem dominar conceitos, podendo inclusive pular entre os tópicos. O terceiro conceito é uma complementação do conteúdo: as nossas seções com conteúdo resumido são muitas vezes utilizadas para auxiliar na preparação de um exame ou esclarecer um conceito ensinado em sala de aula.
Terra - O que é o mais importante para práticas de ensino a distância? 
Shantanu Sinha - Nós acreditamos que a Khan Academy é mais do que apenas ensinar à distância, mas sim, uma nova maneira de usar a tecnologia para aprender. Temos trabalhado muito ultimamente sobre o uso de nossos vídeos e ferramentas em um ambiente tipo blended-learning (integrando recursos online com suporte em pessoa).
Também pensamos que esses instrumentos podem ajudar a tornar a educação mais acessível para as pessoas que não têm dinheiro para gastar com educação. O nosso foco principal é produzirmos conteúdo de alta qualidade e disponibilizá-los gratuitamente para o maior número de pessoas possível, pois acreditamos que todos devem ter acesso gratuito a uma boa educação. [Fonte: Terra]

Menores de 2 anos não devem assistir televisão; diz pesquisa

Ver televisão ou vídeos não é aconselhável para crianças menores de dois anos. Pesquisas mostram que a prática pode afetar seu desenvolvimento, afirmou nesta terça-feira um grupo de pediatras americanos.
Em vez de permitir que as crianças vejam vídeos ou televisão, os pais deveriam falar com elas e estimulá-las para que brinquem de forma independente, afirma a primeira diretriz divulgada em mais de uma década pela Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês).
O Conselho segue a linha da recomendação emitida em 1999 pela maior associação americana de pediatras, mas esta publicação também adverte os pais sobre como seus próprios hábitos televisivos podem retardar a capacidade de falar com seus filhos.
"Essa diretiva atualizada traz mais evidências de que os meios de comunicação - tanto em primeiro como em segundo plano - têm um efeito potencialmente negativo e nenhum efeito positivo conhecido para as crianças menores de dois anos", sustentou. "Portanto, a AAP reafirma suas recomendações de desaconselhar o uso de meios deste tipo nesta faixa etária", acrescentou.
Essa última diretiva não se refere a jogos interativos como os videogames, smartphones e outros dispositivos, mas sim a meios de comunicação cujo consumo através de qualquer tipo de tela seja passivo, como o telefone, o computador, a televisão e outros.
O pediatra Ari Brown explicou que esta atualização era necessária devido ao aumento dos lançamentos de DVD segmentados para crianças menores de 2 anos e pelo fato de quase 90% dos pais reconhecerem que seus filhos veem algum tipo de meio de comunicação eletrônico.
A AAP convocou os pediatras a abordar o tema do uso da tecnologia com os novos pais e afirmou que qualquer adulto deve estar consciente do quanto está distraído quando a televisão está ligada.
Os estudos citados na diretiva indicam que os pais interagem menos com seus filhos quando a televisão está em funcionamento e que uma criança que brinca em frente à televisão olhará o aparelho - se ele estiver ligado, inclusive como som de fundo - três vezes por minuto.
"Há alguma evidência científica que mostra que quanto menos tempo se dedica a uma criança, mais pobre é sua linguagem". Nem mesmo os chamados vídeos educativos estão beneficiando as crianças menores de dois anos, já que elas são muito pequenas para entender as imagens na tela, disse a AAP.
"As propriedades educativas dos meios de comunicação para crianças menores de dois anos continuam sem ser demonstradas, apesar do fato de três quartos dos produtos audiovisuais infantis mais vendidos terem reivindicações educativas implícitas ou explícitas", acrescentou.
"Um espaço de brincadeiras livre é mais valioso para o desenvolvimento cerebral do que qualquer exposição a meios de comunicação eletrônicos", concluiu a Academia Americana de Pediatria. [Fonte: Terra]

Cientistas avançam nas pesquisas de projeção de imagens da mente


Em um estudo publicado na última quinta-feira, cientistas revelaram novos resultados poderão ajudar pessoas com dificuldades de comunicação física. Utilizando um computador e um scanner, eles conseguiram decodificar e reconstruir imagens produzidas pela mente de três indivíduos de um filme visto anteriormente.


A técnica, que é composta de imagens por ressonância magnética e padrões de informática, ainda se limita a reconstruir partes de filmes vistos pelos voluntários da experiência. Ainda assim, os avanços no método podem ser o início de uma tecnologia que consiga ler imagens diretamente do cérebro, como flashes de memória e sonhos, destacaram os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Segundo um dos autores do estudo, Jack Gallant, esse está sendo um passo importante para a efetiva reconstrução de imagens do cérebro, onde é aberta uma janela ao que é projetado pela mente.
A tecnologia também prevê resultados na pesquisa de compreensão da mente de vítimas de ataques cerebrais, pessoas em coma ou de vítimas de doenças neurodegenerativas incapazes de se comunicar.
O estudo também pode abrir caminho para a criação de um mecanismo capaz de se comunicar com o cérebro, o que permitiria que as pessoas comandassem instrumentos apenas com a mente, mesmo sem capacidade motora, como explicou o professor Gallant à revista americana "Current Biology".[Fonte: SRZD]

Pesquisa: corrente elétrica no cérebro acelera aprendizado


Estimular eletricamente o cérebro pode ajudar a aumentar a velocidade do aprendizado, segundo especialistas britânicos. Eles dizem que aplicar uma corrente elétrica de baixa intensidade em uma parte específica do cérebro pode aumentar sua atividade, tornando o aprendizado mais fácil.
Os pesquisadores, da University of Oxford, na Inglatarra, estudaram cérebros de pacientes que sofreram derrames e de adultos saudáveis. Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o British Science Festival, na cidade inglesa de Bradford.
A equipe, liderada pela professora Heidi Johansen-Berg, usou uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional para monitorar a atividade nos cérebros de pacientes que sofreram derrames enquanto tentavam recuperar sua capacidade motora, perdida como resultado da doença.
Uma das principais revelações do estudo foi a de que o cérebro é muito flexível e pode se reestruturar, desenvolvendo novas conexões e alocando tarefas para áreas diferentes quando ocorre algum problema ou quando uma tarefa nova é realizada.
Como parte do estudo, os especialistas também investigaram a possibilidade de usar estimulação elétrica não invasiva do cérebro para melhorar o processo de recuperação da capacidade motora. Melhorias a curto prazo já haviam sido constatadas em pacientes que tinham sofrido derrames. Mas um resultado inesperado foi verificado quando os mesmos estímulos foram feitos nos cérebros de adultos saudáveis: a velocidade de aprendizado desses indivíduos também aumentou consideravelmente.


Aumento de atividade
Para observar esse efeito, a equipe criou um experimento em que voluntários memorizavam uma sequência de botões para apertar, "como se aprendessem a tocar uma melodia no piano". Enquanto faziam isso, recebiam, por meio de dois eletrodos colocados em pontos específicos de suas cabeças, estímulos por corrente transcraniana.
Uma corrente de intensidade muito pequena foi passada entre os eletrodos formando um arco que passava dentro do cérebro e, dependendo da direção da corrente, ela aumentava ou diminuía a atividade naquela parte do cérebro. Johansen-Berg explicou que "um aumento na atividade das células do cérebro as torna mais suscetíveis ao tipo de mudança que ocorre durante o aprendizado".
O s resultados do experimento que envolvia apertar os botões em sequência demonstraram os efeitos positivos, em termos do aprendizado, de apenas dez minutos de estímulos ao cérebro, em comparação a um experimento "placebo" no qual não houve estímulo elétrico. "Os estímulos não melhoraram o desempenho máximo do participante, mas a velocidade com a qual ele alcançava seu ponto de desempenho máximo foi aumentada significativamente", disse Johansen-Berg.
Direcionar o estímulo à área do cérebro que controla a atividade motora permite que tarefas envolvendo movimentos sejam aprendidas mais rápido, e os pesquisadores acreditam que a técnica possa ser usada para auxiliar o treinamento de atletas. Os experimentos demonstram explicitamente que estimular o córtex motor do cérebro pode aumentar a velocidade do aprendizado de funções motoras.
Os pesquisadores dizem ter esperanças de que o mesmo método possa ser aplicado a outras partes do cérebro para melhorar o aprendizado na educação, simplesmente posicionando-se os eletrodos em locais diferentes de forma que a corrente possa ser direcionada à área correta. Em função da relativa simplicidade, baixo custo (cerca de US$ 3 mil por unidade) e portabilidade da tecnologia, a equipe acha possível que - após mais pesquisas - aparelhos sejam criados especificamente para uso em casa.
No futuro, Johansen-Berg e sua equipe pretendem investigar as possibilidades de se aumentar o efeito da técnica por meio de estímulos diários durante períodos de algumas semanas ou meses. No tratamento de pacientes que sofreram derrames, a técnica poderia ser usada em associação com tratamentos atuais de fisioterapia para melhorar o quadro geral da recuperação dos pacientes, que tende a variar bastante.[Fonte: Terra]

Perguntas sobre Você...


Por que...

I
Por que este espaço etéreo e difuso da tua presença tão ausente?
Por que esta ânsia e desejo devorado pelo espaço e pelo tempo sempre urgente?
Por que este sentimento tão intenso derramado como sangue inocente pelo infinito que se oculta na realidade deste momento?
Por que este sonho sempre revelado e utópico inserido e gravado em meu pensamento?

II
Por que esta penumbra líquida e evaporada erigida diante de mim constantemente?
Por que esta metamorfose tão constante e permanente em minha mente?
Por que esta aura das tuas formas a vagar pelo teu sorriso impresso em meu olhar?
Por que este teu hálito tão doce que me invade a alma sem parar?

III
Por que esta existência com tantos significados ao teu lado sempre metafísico?
Por que este arco em cores e em preto e branco de um significado tão psíquico?
Por que este futuro tão presente incorporado em nossos pequenos instantes?
Por que esta alma de vida que flui em jatos infrequentes, inconstantes?

IV
Por que esta trajetória de cometas de felicidade em nosso Universo?
Por que dizer simplesmente que é você em cada verso?
Porque te vejo assim, te espero assim, te desejo assim?
Neste sentimento limpo de escórias e que parece não ter fim!

[Jorge Schemes]



Gatos que brilham vão ajudar nas pesquisas sobre a Aids


Pesquisadores da Clínica Mayo, nos EUA, criaram gatos que brilham para ajudar nas pesquisas sobre a Aids. Os animais transgênicos receberam simultaneamente genes que os tornam fosforescentes e que os permite fabricar uma versão de uma proteína chamada TRIMCyp que protege humanos e macacos da infecção pelo vírus da imunodeficiência felina (FIV). Com isso, os gatos também ficaram imunes ao FIV, que tem ação similar ao HIV. Esta foi ainda a primeira vez que uma manipulação genética do tipo foi bem sucedida com mamíferos carnívoros.
A TRIMCyp é uma proteína de uma grupo conhecido como “fatores de restrição”, que os cientistas acreditam ajudar a defender os mamíferos da invasão por vírus. O problema é que tanto humanos quanto felinos não produzem naturalmente fatores de proteção contra seus respectivos vírus da imunodeficiência, o que levou ao aparecimento de uma epidemia da doença nas duas espécies. A ideia dos pesquisadores é, tendo os gatos como modelo, imitar os mecanismos evolutivos que levam ao surgimento destes fatores específicos na busca por novas maneiras de combater a Aids.
"Uma das melhores coisas sobre essa pesquisa é que ela visa beneficiar tanto a saúde humana quanto a felina, ajudando tanto gatos quanto pessoas", diz Eric Poeschla, biólogo molecular da Clínica Mayo e líder da equipe de pesquisadores responsável pelo estudo, publicado na edição desta semana da revista Nature Methods.
Assim como o HIV, o FIV é um vírus da família dos lentivírus que destrói as chamadas células T, que atuam na linha de frente da luta do organismo contra infecções. Além de ficarem imunes ao FIV, os gatos que receberam os genes para fabricar a proteína TRIMCyp e para ficarem fosforescentes podem repassá-los a sua prole, criando toda uma linhagem de animais protegida da doença.

"Uma das grandes vantagens disso é a eficiência nas pesquisas. Quase toda a prole é transgênica e assim não precisamos analisar centenas de animais para encontrar quais são os efeticamente transgênicos", destacou Poeschla.[Fonte: Pernanbuco.com]

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Artigo baseado no livro “Broken Windows” by James Q. Wilson and George L. Kelling:
Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura de uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em Psicologia Social estudando as condutas das pessoas em cada sítio.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí, quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como que vale tudo. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a ‘Teoria das Janelas Partidas’, a mesma que de um ponto de vista criminalístico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade), estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujidade das estacões, ebriedade entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa como uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Princípios de sucesso nas relações interpessoais e na liderança!

Como fazer amigos & Influenciar Pessoas (Escrito em 1937) Dale Carnegie:
1 – Técnicas Fundamentais para Lidar com as Pessoas:
Principio 1 – Não critique, não condene, não se queixe;

Principio 2 – Aprecie honesta e sinceramente;

Principio 3 – Desperte veemente desejo na outra pessoa.

2 – Seis maneiras de fazer as pessoas gostarem de você:

Principio 1 – Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa;

Principio 2 – Sorria;

Principio 3 – Lembre-se de que o nome de uma pessoa é, para ela, o som mais doce e mais importante que existe em qualquer idioma;
Principio 4 – Seja um bom ouvinte. Incite os outros a falar sobre eles mesmos.
Principio 5 – Fale de coisas que interessem à outra pessoa;
Principio 6 – Faça a outra pessoa sentir-se importante, e faça-o com sinceridade;
3 – Como conquistar as pessoas a pensarem do seu modo:
Principio 1 – A única maneira de ganhar uma discussão é evitando-a;
Principio 2 – Respeite a opinião dos outros. Nunca diga: “Você está enganado”;
Principio 3 – Se está enganado, reconheça o seu erro rápida e energicamente;
Principio 4 – Comece de uma maneira amistosa;
Principio 5 – Consiga que a outra pessoa diga “sim, sim”, imediatamente;
Principio 6 – Deixe a outra pessoa falar durante a maior parte da conversa;
Principio 7 – Deixe que a outra pessoa pense que a idéia é dela;
Principio 8 – Procure honestamente ver as coisas sob o ponto de vista da outra pessoa;
Principio 9 – Seja simpático às idéias e anseios da outra pessoa;
Principio 10 – Apele para os mais nobres motivos;
Principio 11 – Dramatize as suas idéias;
Principio 12 – Lance um desafio.
4 – Seja um líder:
Principio 1 – Comece por um elogio e por uma apreciação sincera;
Principio 2 – Chame a atenção para os erros das outras pessoas de uma maneira indireta;
Principio 3 – Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas;
Principio 4 – Faça perguntas em vez de dar ordens diretas;
Principio 5 – Permita que a outra pessoa salve seu próprio prestígio;
Principio 6 – Elogie o menor progresso e elogie todo progresso. Seja “sincero na sua apreciação e pródigo no seu elogio”;
Principio 7 – Proporcione à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar;
Principio 8 – Empregue o incentivo.Torne as faltas fáceis de corrigir;

Principio 9 – Faça a outra pessoa sentir-se feliz realizando aquilo que você sugere.

Cientista prevê a 'cura' do envelhecimento

Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas da longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para "curar" o envelhecimento -- extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
"Eu diria que temos uma chance de 50 por cento de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos", disse De Grey numa entrevista antes de proferir uma palestra no Britain's Royal Institution, uma academia britânica de ciências.
"E por 'decisivo' quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje", acrescentou.
De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma "manutenção" regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.
Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. "A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o danos molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico", explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de "Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível"), com sede na Califórnia.
Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.
Só no Japão já há mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.
Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.
As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de 20 mil dólares para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são "tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado". Ninguém levou a bolada.
O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de "pseudociência". Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens "existe em um meio termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar."[Fonte: Yahoo]

 

O Sucesso não Ocorre por Acaso - Auto-Retrato: Paulo Blikstein

Aos 35 anos, o engenheiro Paulo Blikstein acaba de conquistar algo inédito para um brasileiro: ser o primeiro colocado de sua área em cinco dos mais cobiçados concursos para professor do mundo, entre eles os das universidades de Harvard, Stanford e Berkeley. Formado pela Universidade de São Paulo, Blikstein é especialista em tecnologia aplicada à educação. Dos Estados Unidos, onde mora há oito anos, ele falou à repórter Camila Pereira.


Como o senhor conseguiu se destacar de seus colegas nos concursos?

Estudo quinze horas por dia há pelo menos dez anos e publiquei 25 artigos em revistas científicas, o que foi decisivo. Também investi muito tempo durante o processo de seleção. Ensaiei dois meses em frente a platéias de amigos para preparar o que diria aos avaliadores. Não sou um gênio. Só trabalhei duro.


Por que o senhor optou por seguir carreira nos Estados Unidos?

É o país onde estão alguns dos melhores centros de pesquisa do planeta e o que mais recebe cientistas estrangeiros. Certa vez, desenvolvi um software e o coloquei no site do MIT. Em questão de horas, comecei a receber e-mails de gente do mundo todo. Além disso, nas universidades dos Estados Unidos há um sistema consolidado de reconhecimento ao mérito.


O senhor já foi beneficiado por ele?

Eu e todos os outros que avançam em suas pesquisas somos prestigiados e recebemos mais dinheiro. Por outro lado, os pesquisadores picaretas são facilmente identificados e banidos. Existem mecanismos objetivos e rigorosos para avaliar a produtividade no meio acadêmico.


Quais são eles?

Ao ser contratado por uma universidade americana, o professor tem um prazo de sete anos para mostrar a que veio. No fim desse período, uma comissão de pesquisadores avalia cada linha de seu histórico profissional: quantas disciplinas lecionou, o número de artigos científicos que publicou e o impacto do trabalho em determinada área do conhecimento. Só aí o professor ganha o status de livre-docente. Se falhar, é demitido.


O que o fez passar da engenharia à área de tecnologia aplicada à educação?

Ainda na faculdade de engenharia, intrigava-me o fato de que bons alunos não conseguiam aprender o básico. A razão era óbvia: o ensino de ciências se baseava na decoreba de fórmulas e axiomas. Ensinamos no século XXI uma ciência do século XIX. Parte do meu trabalho é justamente voltada a aplicar novas tecnologias na sala de aula de modo a tornar o aprendizado mais vibrante.


Por que tantos especialistas brasileiros tentam mudar o cenário nas escolas, mas a educação avança tão lentamente?

Embora muita gente bem-intencionada queira transformar a educação no Brasil, a maioria ainda se baseia em platitudes e achismos. A essas pessoas, falta o básico: dados e metas. Antes de fundarem uma ONG, elas deveriam estudar estatística.


O senhor já decidiu em que universidade vai lecionar?

Não. São todas instituições nas quais sempre sonhei ensinar. Para tornar minha escolha ainda mais difícil, os chefes de departamento ligam a toda hora melhorando a oferta inicial, algo semelhante ao que ocorre na disputa por um profissional na iniciativa privada. Nos Estados Unidos, a competição entre universidades é para valer.

O senhor tem planos de voltar para o Brasil?


Certamente. Por enquanto, meu projeto é criar na universidade onde estiver um centro especializado em educação brasileira, com o objetivo de dar alguma base científica a quem até hoje se guiou pela própria intuição. [Fonte: Revista Veja - Edição 2066]

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