Teorias Pedagógicas Modernas e Teorias do Currículo
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Uso excessivo da internet é sinal de depressão
Pessoas que ficam o tempo todo plugadas na internet têm mais tendência à depressão. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra: pessoas consideradas viciadas em internet são cinco vezes mais deprimidas do que o internauta padrão. A pesquisa examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos.
– Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. Se as pessoas depressivas são atraídas pela internet ou se o uso da rede causa depressão – diz Catriona Morrison, uma das autoras do estudo.
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Para Reflexão: Você é Forte!
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Indisciplina, Ato Infracional e Mediação de Conflitos na Escola
Slides da oficina e palestra proferida no dia 11 de novembro de 2009, na I Jornada da Educação, para professores das Redes de Ensino Municipal e Estadual de Joinville, SC.
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Edital para contratação de ACTs - Estado de SC
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Viva o Dia dos (das) Professores (ras)
Sou Professor
Por: Jorge Schemes*
Sou professor;
Não vou para a escola só para ensinar, pois tenho muito que aprender também.
Sou professor;
Não sigo as mesmas técnicas didáticas e metodológicas, pois tudo está em constante transformação e mudança.
Sou professor;
Não vejo a unidade e a uniformidade em meus alunos e alunas, pois há uma grande riqueza de diversidades em sala de aula.
Sou professor;
Não compreendo o conhecimento de forma linear, pois na realidade ele é sistêmico e holístico.
Sou professor;
Não me vejo como sacerdote e não vejo o que faço como uma missão, pois minha atividade é extremamente profissional e técnica.
Sou professor;
Não tenho uma imagem desgastada e distorcida de mim mesmo, pois criei uma auto-imagem positiva e tenho orgulho de ser um profissional da educação.
Sou professor;
Não permito a manipulação ideológica do meu trabalho, pois consegui desenvolver pensamento reflexivo e crítico.
Sou professor;
Não permito piadas de depreciação ao que faço, pois acredito que a educação é o maior bem social.
Sou professor;
Não chamo os meus alunos pelo número da chamada e sim pelo seu nome, pois aprendi a respeitá-los como seres humanos.
Sou professor;
Não acredito em promessas eleitoreiras e discursos politiqueiros, pois aprendi a lutar pela valorização da educação e a reivindicar meus direitos como cidadão.
Sou professor;
Não me sinto humilhado ou diminuído pelo que faço, pois escolhi ser o que sou e tenho orgulho disso.
Sou professor;
Não busco apenas o aperfeiçoamento cognitivo e intelectual de meus alunos e alunas, pois acredito que o ser humano também é um ser moral e espiritual.
Sou professor;
Não me vejo como um mero transmissor de informações, pois no processo de construção do conhecimento sou um mediador.
Sou professor;
Não fico falando mal de meus alunos e colegas na sala dos professores, pois aprendi que para tornar o ambiente saudável é fundamental ser ético.
Sou professor;
Não parei de estudar quando me formei na faculdade, pois me considero um eterno estudante e pesquisador.
Sou professor;
Não saberia mais o que fazer na vida se não fosse professor, pois ser professor está no meu sangue, no meu cérebro, no meu coração e na minha alma!
* Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville - GERED. Professor de Filosofia da Educação; Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE - Associação Catarinense de Ensino). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso nas Escolas Públicas Municipais Saul Sant'Ana de Oliveira Dias e Karin Barkemeyer. Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da Aliança: "Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Autor do Livro: "O Que Você Precisa Saber e Fazer Para Deixar de Fumar" - Editora DPL. Escritor e Palestrante.
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Descoberto na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar
No seu diâmetro cabem alinhados mil milhões de planetas do tamanho da Terra
As imagens registradas pelo telescópio da Nasa (agência espacial americana) mostram um círculo de pó de dimensões nunca vistas até o momento e que poderia ter se formado, segundo os especialistas, a partir de restos desprendidos da lua de Saturno Febe após pequenos impactos, segundo publica hoje a revista científica "Nature".
Até agora, o maior anel deste planeta - e também do sistema solar - era o "E" (os anéis de Saturno estão classificados em ordem alfabética, segundo a ordem em que foram descobertos), que rodeia o planeta a uma distância de 240 mil quilômetros.
Uma das peculiaridades do anel recém descoberto é que conta com uma inclinação de 27 graus em relação ao plano no qual está o resto dos anéis, algo que levou os pesquisadores a pensarem que sua origem pode estar relacionada com a lua Febe, que também se inclina ao redor de Saturno. [Fonte: Yahoo Notícias/EFE]
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Inteligência
Saiba o que define a inteligência de uma pessoa:
O que faz uma pessoa se mais inteligente que outra? Quais são os limites do cérebro? Dá para aumentar o oder da sua mente? Você vai ver as respostas para essas e outras questões nas próximas 20 páginas. E a viagem começa com a pergunta fundamental: o que é a inteligência?
Ganhar uma partida de xadrez, escrever um romance, compor uma sinfonia, convencer uma multidão, contar a piada perfeita. São coisas que vêm tão rápido à mente quando se fala de inteligência quanto a imagem de um relógio se movendo ao pensarmos no tempo. Mas experimente gastar um ou dois minutos refletindo sobre o que há de comum entre essas habilidades. De uma hora para outra, a idéia clara que se tem da inteligência começa a se dissipar. Quanto mais se pensa, mais parece não haver ligação direta entre raciocínio matemático, criação de personagens e melodias ou talento para persuasão e comédia. Refletir sobre a inteligência desse ponto de vista gera uma sensação semelhante à que temos ao ouvir a pergunta “O que é o tempo?” Antes da pergunta, sabemos exatamente o que é. Depois dela, não sabemos mais. Se quisermos entender o que é a inteligência, é preciso contornar esse tipo dificuldade. E uma boa estratégia para isso é ir direto à fonte: entender o cérebro.
Agora mesmo uma tempestade elétrica se alastra pelo 1,4 quilo de massa gelatinosa aí atrás da sua testa. É esse movimento caótico de sinais por uma rede de 100 bilhões de neurônios que produz seus pensamentos. Das profundezas desse órgão, surge o que chamamos de inteligência. Mas, se você pensa que o processador de informações mais avançado do Universo foi projetado de um jeito elegante, está enganado. O cérebro humano é uma obra feita nas coxas.
Uma obra que começou em vermes microscópicos, quando um punhado de células especializadas em enxergar se juntou numa das extremidades do bicho. Foi assim que surgiu o ancestral daquilo a que chamamos cabeça: um mero receptáculo de células nervosas responsáveis por captar luz e mover o animal. Com o tempo, essa massa de neurônios, e a complexidade com a qual eles se conectam, cresceu. E aconteceu um milagre. Animais que reagiam automaticamente a estímulos exteriores passaram a se comportar de um jeito mais complexo e imprevisível. Em vez de responder cegamente a qualquer estímulo, começaram a repetir apenas os movimentos mais eficazes na luta pela sobrevivência – por exemplo: em vez de caçar qualquer coisa que se mexesse, passaram a selecionar suas presas entre as mais nutritivas e fáceis de abater. Esse talento para identificar acertos é a origem daquilo que chamamos aprendizagem.
As vantagens que ela trouxe lançaram os seres vivos numa corrida em busca do maior e mais versátil cérebro. Mas os organismos que entraram na disputa enfrentaram um sério problema. Na evolução biológica, é impossível traçar um plano novo de construção de órgão do zero, pois herdamos as instruções básicas para a obra que estão nos genes dos nossos pais. O resultado disso é que o cérebro foi crescendo meio no improviso, com “puxadinhos” se amontoando a partir de uma estrutura básica. Essa é a verdadeira história do cérebro: uma sucessão de gambiarras bem-feitas. E nem precisamos ir longe para entender isso. Quem tenta se concentrar em fazer uma prova, mas ao mesmo tempo não consegue tirar os olhos da(o) mocinha(o) ao lado experimenta sentimentos e pensamentos tão pouco relacionados que aparentam ter sido juntados aleatoriamente uns com os outros. Foram mesmo. “Existe uma série imperfeita de conexões entre os sistemas cognitivos e emocionais”, afirma o neurocientista Joseph Le Doux. “Essa situação é parte do preço que pagamos por termos capacidades que ainda não foram plenamente integradas ao nosso cérebro.”
Quantas são essas capacidades e como elas se relacionam são questões centrais para definir o que é a inteligência, mas ninguém ainda tem uma resposta exata para elas. Se você está em busca de um meio objetivo de medir a inteligência, será obrigado a deixar o cérebro de lado e estudar uma área com mais de um século de tradição: a psicometria.
O tamanho da inteligência:
Paris, começo do século 20. O psicólogo Alfred Binet recebe uma tarefa do ministro da Educação da França: encontrar um meio de prever quais crianças vindas do interior do país teriam mais possibilidade de enfrentar dificuldades na escola – o governo queria oferecer educação especial a elas. Em 1905, ele publica um teste de raciocínio verbal e matemático, com questões que testam a memória e o potencial de resolver problemas de lógica. O objetivo de Binet era medir a capacidade de compreensão pura e simples, não o conhecimento prévio, colocando em pé de igualdade crianças que só sabiam capinar mato com as que recitavam Shakespeare. Pouco depois, o alemão Wilhelm Stern criou um sistema de pontuação-padrão para o teste e lhe deu o nome de Intelligenz-Quotient. Nascia o método mais-bem sucedido da história para medir a inteligência: o famoso teste de QI. E ele revolucionaria o que entendemos como inteligência. Até então a maior parte dos estudiosos entendia o nosso intelecto a partir do conceito da tabula rasa, – a idéia do filósofo John Locke de que a mente humana é uma folha em branco que vai sendo preenchida durante a vida. Com a adoção dos testes de QI, esse ponto de vista perdeu terreno – afinal, se uma criança semi-analfabeta podia apresentar um QI maior que uma instruída, essa história de folha em branco era uma furada. E a inteligência passou a ser considerada cada vez mais como algo inato, como um mero produto do que está escrito nos genes. “O fato de que a maior questão atual sobre inteligência é se o QI depende 50% ou 80% dos genes mostra o quanto o debate mudou”, afirma o geneticista Marc McGull.
Mas, afinal, como uma característica que parece depender tanto do aprendizado pode estar definida ainda antes do nascimento? Na verdade, logo ao nascer a relação entre o QI e nossos genes não é assim tão evidente. Apenas 20% da inteligência dos bebês pode ser prevista a partir de fatores genéticos (é o que mostra estudos com pais e filhos). Só que, quanto mais passa o tempo, mais aumenta o poder de previsão deles. Na infância, ele sobe para 40%. Na fase adulta, decola para 60%. E após a meia-idade pode chegar a 80%. Esses dados mostram que os genes responsáveis pela inteligência podem ser vistos como uma espécie de balde, e o aprendizado durante a vida como a água que enche o balde. Ter mais educação vai levar você mais rápido a encher o balde de água. Mas, caso ele seja muito raso, não vai adiantar jogar muita água lá. Ou seja: nem toda a educação do mundo poderá tornar realmente brilhante alguém que nasceu com a inteligência apagada. Só que esse efeito tem um lado positivo: se você tiver vocação genética para ser um físico quântico ou coisa que o valha, tem como conseguir isso mesmo sem ter tido uma instrução boa na infância. Mas até que ponto o QI pode mesmo determinar a capacidade da mente?
Mil e uma habilidades:
Alguns psicólogos acham que não, os testes de QI não dizem grande coisa. Uma importante ruptura veio com o livro Inteligência Emocional, do psicólogo Daniel Goleman. Ele ressaltou que habilidades como regular os próprios sentimentos, compreender emoções alheias, ser capaz de trabalhar em grupo e sentir empatia pelos outros eram completamente ignoradas nos testes de QI. O que não fazia sentido, já que essas habilidades deveriam fazer parte daquilo que chamamos de inteligência. Outra ofensiva veio do psicólogo Howard Gardner, autor da Teoria das Inteligências Múltiplas. Ele inspirou-se no modo como a neurociência vê o cérebro hoje: um conjunto de vários módulos distintos, ou “puxadinhos”, que evoluíram separadamente e hoje funcionam como processadores para funções específicas. Com isso em mente, Gardner concluiu que a inteligência não é um conceito único, indivisível, mas uma soma de várias habilidades – como raciocínio lógico-matemático, lingüístico, espacial, musical, intrapessoal, interpessoal, motor e naturalista (veja nas páginas anteriores o que é o quê).
Assim, a idéia de colocar um Stephen Hawking, um Ronaldinho Gaúcho e uma Hebe Camargo em pé de igualdade no quesito inteligência deixou de soar estranha. Pela teoria de Gardner, cada um deles pode ser considerado especialista em um tipo de habilidade (respectivamente, a lógico-matemática, a motora e a interpessoal). E por isso não daria para considerar qualquer um deles menos genial que o outro.
Talvez por parecer mais democrática que os testes de QI, a idéia de Gardner se tornou extremamente popular desde que foi publicada, em 1983. Tanto que hoje é senso comum achar que ela está certa, e que o quociente de inteligência tradicional ficou ultrapassado. Mas no meio acadêmico é diferente: a Teoria das Inteligências Múltiplas ainda é vista como um patinho feio e enfrenta muitas críticas. Principalmente porque nem Gardner nem ninguém sabe ao certo como medir cada uma dessas habilidades que formariam a inteligência. “Não fica claro se o conceito de inteligência de Gardner mede mais traços de personalidade e habilidades motoras que faculdades mentais de fato”, afirma Linda S. Gottfredson, professora de estudos educacionais da Universidade de Delaware.
Ela é um dos muitos entusiastas do fator “g” (de “inteligência geral”). Segundo essa teoria, baseada em estatísticas, a idéia de que várias habilidades cognitivas estejam disseminadas uniformemente pela população é falsa. Ou seja, não existem muitas pessoas excelentes em cálculo e ao mesmo tempo péssimas em redigir textos, ou com bom ouvido musical e pouca inteligência interpessoal. Se uma pessoa for boa em qualquer dessas habilidades, tende a ser boa também nas outras.
Essa essência da teoria do fator g, porém, não é nova. Ela está por trás da própria idéia do QI . Tudo bem que os testes não medem coisas como coordenação motora, mas é verdade que eles avaliam tipos diferentes de raciocínio (para entender melhor, faça um teste parecido a partir da página 76). E a pontuação final vai levar em conta o seu desempenho em todos eles. Além disso, dá para comparar milhares de resultados de épocas e lugares diferentes, o que dá uma bela base estatística se o ponto é saber qual é o tamanho da sua inteligência em relação à dos outros. Então, mesmo com suas limitações, os testes tradicionais continuam sendo quase unanimidade no meio científico. “Ninguém duvida de que eles não avaliam todos os aspectos importantes das funções mentais – não medem a criatividade ou a sabedoria, por exemplo. Mas o ponto é que isso não é o mesmo que afirmar que eles não servem para nada”, afirma o psicólogo Ian J. Deary.
Mesmo assim, a necessidade de expandir o conceito de inteligência para além das fronteiras dos testes de QI continua. Afinal, pouca gente duvida de que a criatividade, algo muito difícil de medir objetivamente, é um inegável sinal de inteligência. Diante dessa espécie de tilt dos testes mentais, o que dá para fazer? Com a palavra Howard Gardner: “Nós, psicólogos, não somos mais os donos da inteligência, se é que algum dia já fomos. O que significa ser inteligente é uma questão filosófica profunda, que exige base em biologia, física e matemática”. Ou seja, exige que voltemos ao lugar onde começamos essa história: para dentro do cérebro.
Inteligência = demência?
Para muitos neurologistas, a inteligência é só um sinal de que você tem um cérebro com a “fiação” bem conectada. Quanto mais saudável ele for, mais coisas extraordinárias vai fazer. Mas espere aí. Às vezes o que acontece é justamente o contrário. É o que mostra um experimento sem paralelo que acontece na Austrália: pesquisadores lançam pulsos eletromagnéticos no crânio de pessoas para desligar partes do cérebro e observar o que acontece com as capacidades cognitivas. E o resultado é espantoso: as cobaias humanas começam a desenhar melhor, ter memória mais rápida, mais habilidade musical ou um raciocínio numérico mais apurado. A questão é: se partes do cérebro estão sendo desligadas, por que a mente parece funcionar melhor, e não pior? Se está interessado em saber a resposta, basta virar esta página. Vai conhecer os cérebros mais fascinantes do planeta, verdadeiros telescópios para decifrar o que é a inteligência.
Manual do QI:
O quociente de inteligência é relativo: se você tira 100 num teste, significa que o seu está na média de todas as pessoas que fizeram a mesma prova. Mas cada teste usa uma escala diferente, então um QI de 142 em um pode significar 132 pontos em outro. A Mensa, uma “sociedade de gênios” em que só pode entrar quem tiver QI superior ao de 98% da população, costuma estipular 150 como QI de corte. Se você quiser entrar para um grupo desses e tiver bala na agulha, tem uma solução: viajar no tempo. A média nos testes aumenta 25 pontos a cada geração – o psicólogo americano James R. Flynn, que detectou o fenômeno, credita isso a melhorias na alimentação e na infra-estrutura básica nos últimos 100 anos. Isso significa que um sujeito normal de hoje teria QI de gênio nos anos 50. Tire o DeLorean da garagem!
[Fonte: Super Arquivo - Texto: Rodrigo Rezende]
A mente multiplicada:
A Teoria das Inteligências Múltiplas é um desafio à idéia de que o QI representa uma medida direta da inteligência. Segundo o psicólogo Howard Gardner, a nossa inteligência é o resultado de 8 processadores mentais diferentes dentro do cérebro, cada um deles responsável por uma habilidade:
Lógico-matemática:
É a habilidade de resolver problemas a partir da lógica, realizar operações matemáticas e investigar questões científicas. Bastante desenvolvida em cientistas.
Lingüística:
Sensibilidade para língua falada e escrita, capacidade para aprender línguas e de usar a lábia para alcançar os próprios objetivos. Encontrada em escritores, locutores e advogados.
Musical:
Semelhante à inteligência lingüística, só que relacionada a sons. É a habilidade de compor e apreciar padrões musicais. Bastante rica em compositores, cantores, dançarinos e maestros.
Espacial:
Habilidade de reconhecer e manipular padrões no espaço. É útil para quem trabalha com a coordenação motora e tem de compreender o mundo visual. Bem desenvolvida em arquitetos.
Físico-cinestésica:
É o tipo de inteligência usada para resolver problemas e executar movimentos complexos com o próprio corpo. Você a encontra em dançarinos, mímicos e esportistas.
Interpessoal:
É a capacidade de entender as intenções dos outros. Bastante necessária a quem coordena e executa trabalhos em grupo. É encontrada em vendedores, políticos, professores, clínicos e atores.
Intrapessoal:
É a habilidade de olhar para dentro de si mesmo e entender as próprias intenções, objetivos e emoções. Necessária para encontrar erros no próprio raciocínio. Presente em psicólogos, filósofos e cientistas.
Naturalista:
Para saber mais:
A Inteligência – Um Conceito Reformulado - Howard Gardner, Objetiva, 1999.
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Documento Referência - CONAE 2010
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Teste o Seu Potencial de Inteligência
Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e novamente 1000. Acrescenta 20.. Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é total?
(resposta abaixo)
O teu resultado = 5000
A resposta certa e 4100 !!!!
2ºTESTE:
Contou?Somente leia abaixo depois de ter contado os 'F'.
OK?
Quantos???3??? Talvez 4???
O cérebro não consegue processar a palavra 'OF'.
Loucura,não?
3ºTESTE: Sou Diferente? Faça o teste.
Agora,responda uma de cada vez:
Quanto é: 15+6
...21...
3+56
...59...
89+2
...91...
12+53
...65...
75+26
...101...
25+52
...77...
63+32
...95....
123+5
...128...
RáPIDO!PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!
E siga adiante...
Mais um pouco...
Um pouco mais...
Onosso cérebro é doido !!!
Sohwde bloa.
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
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Reino Unido usa 'Simpsons' para combater obesidade
Campanha de quase 700 mil euros recorre à famosa série para dar exemplo às famílias britânicas.
O Governo britânico vai recorrer aos personagens dos Simpsons para combater o problema da obesidade no país. A partir de hoje e até ao dia de Natal, antes da exibição de cada episódio no Channel 4 da televisão britânica, os fãs da famosa série norte-americana vão ver personagens que recriam a conhecida cena dos Simpsons em que Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie se sentam no sofá em frente à televisão. E, a pouco e pouco, as comidas gordurosas serão substituídas por alimentos saudáveis, como frutas e legumes.
A iniciativa do Governo britânico insere-se no programa de saúde Change4Life e representa um investimento publicitário de 699,5 mil euros. "Os Simpsons são muito queridos, transmitem a ideia de uma família unida que enfrenta os desafios do dia-a-dia normais de uma família moderna. Permitem, de uma forma popular, fazer passar a mensagem às famílias de que é possível, através de pequenos gestos, melhorar a sua dieta e o seu estilo de vida", explicou ontem Gillian Merron, ministra da Saúde Pública britânica.
No fundo, a ideia é mostrar que se a divertida família consegue alterar os seus hábitos alimentares, então as famílias britânicas também são capazes. Até porque qualquer fã sabe que o Homer Simpson sem uma cerveja por perto não é o Homer Simpson. Ou que são raros os episódios em que Bart não aparece a comer um hambúrguer ou um donut.
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Dia Internacional do Idoso - 1º de Outubro
Hoje (1º de outubro) é comemorado o Dia Internacional do Idoso. A data foi instituída com a intenção de mostrar a importância e as dificuldades que essas pessoas enfrentam rotineiramente. Problemas como falta de meios de transporte adequados e o precário atendimento hospitalar na saúde pública são as principais queixas de quem chegou à terceira idade.
Acesse o Estatuto do Idoso - Clique Aqui
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Utilidade Pública: Gripe A
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a gripe suína é causada pelo vírus influenza A (H1N1) que não havia circulado antes entre seres humanos. Não há informações de pessoas que foram infectadas pelo vírus ao ter contato com porcos ou outros animais, e não se sabe qual a localidade de origem do vírus.No dia 11 de junho, a OMS anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade. Veja abaixo as repostas a algumas das questões relacionadas ao surto:Gripe suína se espalha por 160 países e mata cerca de 800:
De acordo com a OMS, apesar da expansão do contágio, não há registro de variação do vírus. A gripe suína já se disseminou por cerca de 160 países e matou aproximadamente 800 pessoas, mas seu comportamento não mudou, informou nesta sexta-feira (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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"A Carne é Fraca"
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As Estações do Corpo
Pode ser difícil de perceber, mas, acredite, no verão você é um indivíduo diferente daquele que foi no inverno. As reações emocionais se alteram conforme o clima e a luz do ambiente.
Quem considera o verão a estação da luz e da alegria, e espera ardentemente por ele, está mais perto da ciência do que pensa. Um número cada vez maior de pesquisas está mostrando que a temperatura e a luminosidade afetam diretamente nosso comportamento. Cada vez mais os cientistas estão comprovando que os estados de ânimo sofrem influências sazonais. Um estudo realizado em 1996 pela psiquiatra Helena Calil, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sobre o peso do clima no cotidiano de 750 habitantes da cidade de São Paulo, revelou que para a maioria deles o verão é um bálsamo para o inverno. Quase 50% disseram ter sofrido incômodo físico e psicológico concentrado nos meses mais frios, junho, julho e agosto. Reclamaram de perda de vitalidade, desânimo, mal-estar, melancolia e depressão (veja infográfico abaixo).
Entretanto, férias, viagens e descanso não são as únicas previsões para este verão ensolarado. A violência urbana, infelizmente, vai aumentar. Não se trata de especulação catastrófica, mas de evidência estatística. Uma outra pesquisa, recém-concluída, revela que dezembro é o mês em que ocorre o maior número de ações violentas — como acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e agressões. Estranhamente, tanto para a depressão, no inverno, quanto para agressividade, no verão, a causa é a mesma: o sol, ausente ou radiante.
O alerta sobre o verão é do professor Francisco Mendonça, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que comparou, em dez capitais, as variações climáticas e os índices de violência e criminalidade. Mendonça descobriu que, onde o clima tem estações marcantes (em todo o Sul e no Sudeste), o verão é sempre mais violento, enquanto as ocorrências policiais diminuem durante os meses de temperatura baixa. Para o pesquisador, o calor e suas conseqüências, como o aumento do ritmo cardíaco, a elevação da temperatura do corpo, a dilatação dos vasos e a transpiração, provocariam irritação, excitação, agressividade e explosões emocionais (veja gráficos abaixo).
Causa e efeito
De modo que o verão traz, junto com a alegria, maior explosividade. Isso não quer dizer que todo mundo vai sair por aí batendo no colega do lado. As reações individuais são muito diferenciadas: uns são naturalmente mais predispostos do que outros às influências do ambiente. Só não resta dúvida de que, em algum grau, todos somos afetados pelo clima. "Como qualquer matéria, o corpo humano também reage às mudanças climáticas, o que influi no nosso metabolismo e no comportamento", diz Mendonça.
O horário de verão — o adiantamento dos relógios para economizar energia, proposto pela primeira vez por Benjamin Franklin em 1784 — pode causar "desordem corporal interna". Trata-se de um mal-estar decorrente de uma reação do relógio biológico à mudança brusca. Segundo os médicos do Grupo de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da Universidade de São Paulo, ela afeta diretamente o humor, o apetite e a saúde.
Há tantas coincidências estatísticas e conclusões precárias em estudos de influência climática quanto enigmas. Até hoje, apenas uma doença mental associada à ação das estações do ano foi diagnosticada, em 1987: o transtorno afetivo sazonal. Trata-se de uma depressão que, no inverno, provoca excesso de fome e de sono, induzindo a aumento de peso, mas que pode ser tratada com a exposição à luz artificial. Segundo Helena Calil, 5% de todos os casos de depressão têm suas causas na variação do tempo.
Desde 1960, quando os especialista se reuniram nos Estados Unidos e fundaram a Cronobiologia — a ciência que estuda os ritmos biológicos do corpo (veja quadro na página ao lado) —, sabe-se que a regulagem de funções como respiração, circulação, digestão, sono e excreção é feita pela luz do dia. Nelson Marques, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), não tem dúvidas de que "o ambiente determina mudanças fisiológicas e de comportamento". O corpo tem um relógio interno, sincronizado pela duração dos dias e das noites, que gera os chamados ciclos circadianos.
Dois hormônios
A resposta aos enigmas pode estar em dois hormônios que atuam nos ciclos circadianos, a serotonina e a melatonina — esta uma transformação da primeira induzida por aminoácidos. Muitos pesquisadores consideram a melatonina, um hormônio relaxante produzido só à noite, um fator capaz de causar sonolência e desânimo em indivíduos. Abundante nas noites longas do inverno, ela diminuiria o ânimo em dias de pouca luz (veja infográfico abaixo). "Mas a melatonina também é responsável pela concentração de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que está relacionado ao humor e à irritabilidade", ressalta o neurofisiologista Roberto Frussa Filho, da Universidade Federal de São Paulo. Assim, com as noites curtas de verão, tanto a melatonina quanto a serotonina escasseiam. "Baixos níveis de serotonina no cérebro, no verão, provocariam mais agressividade, contribuindo para o aumento da criminalidade e dos suicídios nessa época do ano", diz Calil.
Para a psiquiatra, a queda de serotonina no verão, com o conseqüente aumento de agressividade, também poderia explicar outro estudo conduzido por ela, que identificou no verão brasileiro uma maior ocorrência de suicídios — gesto que define como "auto-agressão". É a mesma conclusão de uma pesquisa espanhola feita em 1997. Os pesquisadores Alonso Garcia e Pinana Lopez, do Centro de Salud La Unión, na cidade de Murcia, analisaram os registros de suicídios de 1986 a 1993 e verificaram que o mês com o maior número de casos foi julho — pleno verão espanhol.
Esquizofrenia
Há estudos que esbarram em dúvidas para as quais a ciência não tem respostas. O dinamarquês Preben Mortensen, do Instituto de Pesquisa em Psiquiatria Básica da Universidade de Aarhus, publicou em 1999, no The New England Journal of Medicine, um trabalho atribuindo maior probabilidade de ocorrência de casos de esquizofrenia, na Dinamarca, em gente nascida no fim do inverno, em fevereiro e março. Os nascidos em agosto e setembro apresentam menos incidência . Por quê, não se sabe. "A estação do nascimento deve ser vista como uma fonte de fatores que contribuem diretamente para o risco de contrair esquizofrenia", diz apenas a conclusão.
Boa parte da especulação advém do fato de que "o quanto sentimos desses efeitos, e como eles se manifestam, depende da fragilidade biológica de cada um", diz a professora Dóris Moreno, do Grupo de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo. O que ninguém duvida é de que "o sistema nervoso é flexível e se molda a mudanças ambientais", como afirma o neurofisiologista Gilberto Xavier, do Instituto de Biociências da USP. Xavier adverte para conclusões apressadas sobre relações de causa e efeito entre clima e comportamento. No estudo dinamarquês, nota, o resultado poderia expressar tanto uma influência do ambiente na gestante quanto no recém-nascido, ou mesmo na atitude da mãe junto ao bebê.
Quando anoitece, o hipotálamo, órgão situado no centro do cérebro, recebe da retina informações sobre a queda da luminosidade no ambiente.
Nele funciona o núcleo supraquiasmático, nosso relógio biológico. O núcleo orienta as funções de todo o corpo por meio da glândula pineal, sempre obedecendo à luminosidade.
Durante a noite, o núcleo supraquiasmático aciona outro núcleo, o paraventricular, que impulsiona a glândula pineal para produzir a melatonina. É esse hormônio relaxante que tem a função de percorrer a corrente sanguínea informando as células que é hora de repousar.
A pineal é uma fábrica de hormônios. Dentro dela produz-se, sem parar, o neurotransmissor serotonina, matéria-prima da melatonina. Mas só à noite a ausência de luz permite à serotonina virar melatonina.
Hora do suco
O sistema digestivo também tem hora certa para funcionar. Comer em horários irregulares significa elevar a produção de suco gástrico quando o sistema digestivo não está programado para a tarefa. Isso pode causar úlcera e gastrite.
Coração operário
O coração muda de ritmo. Sua variação pode ser percebida pela mudança da temperatura do corpo, que vai de 35 graus Celsius às 5 horas da manhã a 37 graus Celsius às 18 horas. Trabalhar à noite significa forçá-lo a esforçar-se fora de compasso.
Quando o sol começa nascer, o hipotálamo recebe da retina, na forma de sinais elétricos, a informação do aumento de luz, ainda que estejamos de olhos fechados ou dormindo. O relógio biológico é sicronizado pela luminosidade, independentemente de nossa vontade.
Informado de que o dia raiou, o núcleo supraquiasmático passa a bloquear o trabalho do núcleo paraventricular, por meio de um aminoácido chamado gaba.
Sem as ordens do hipotálamo, a pineal suspende a transformação da serotonina em melatonina. Sem melatonina, as células do corpo percebem que chegou a hora de despertar. O corpo já está preparado para as atividades diurnas. A serotonina da pineal fica armazenada para reiniciar um ciclo de produção de melatonina na próxima noite.
Não foi um biólogo, mas um astrônomo, quem descobriu a existência dos ciclos biológicos. Em 1729, o francês Jean Jacques De Mairan percebeu que uma planta do seu observatório se comportava de modo estranho: à noite, a flor (provavelmente uma mimosa) parecia dormir, ficando com as folhas murchas. Durante o dia ocorria o inverso: suas folhas abriam-se. Intrigado, guardou a planta em um local totalmente escuro e percebeu que ela mantinha as mesmas reações nos mesmo horários. De Mairan escreveu um artigo, Observation Botanique, e o enviou à Academia de Ciências de Paris informando que, aparentemente, a planta tinha uma marcação interna de tempo. A descoberta, entretanto, não despertou interesse, permanecendo apenas como uma curiosidade. Só em 1960, com a realização do Simpósio sobre Relógios Biológicos, organizado pelo Cold Spring Harbor Laboratories, dos Estados Unidos, a Cronobiologia veio a ser formalizada como área de estudos biológicos.
Bem utilizados, luz, clima e estações do ano podem melhorar a qualidade de vida. Nos Estados Unidos, a empresa Lockheed Missiles, da Califórnia, inaugurou um edifício para 2 000 funcionários, em Sunnyvale, com um átrio central e janelas que projetam a luz do sol dentro do prédio. No ano seguinte à mudança, os funcionários faltaram 15% menos ao trabalho e a produtividade cresceu 15%. Marcelo Rómero, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, cita o fato como exemplo de que a proximidade do ambiente externo torna o trabalho mais agradável.
Na educação, há vários estudos sobre mudança climática. Um dos mais recentes foi relatado pelo pesquisador Tim Brennen, especialista em Psicologia Cognitiva da Universidade de Tromso, na Noruega. Ele apresentou à Associação Britânica de Psicologia, em novembro passado, uma pesquisa com 100 indivíduos, feita em regiões da Noruega onde a estação fria é longa e escura. Verificou que, em testes de memória e de resolução rápida, eles tiveram um resultado melhor durante o inverno do que no verão. Conclusão: algumas habilidades mentais, como memória e atenção, melhoram na estação fria.
Para aproveitar o clima é preciso conhecer sua influência. Francisco Mendonça, da Universidade Federal do Paraná, acha que, no Brasil, poucos cientistas investigam seu impacto no comportamento por medo de serem identificados com o "determinismo climático", corrente de pensamento dominante até meados do século XX. Deterministas como o geógrafo americano Ellsworth Huntigton (1876-1947) chegaram a atribuir ao clima o exagero de moldar o "caráter" de países. Mendonça, é lógico, discorda. "Seria um erro considerar o clima como fator isolado de mudanças comportamentais", diz o geógrafo. Mas, pelas pesquisas cada vez mais freqüentes, seria um erro maior ainda ignorá-lo.
Numa temperatura ambiente acima de 30 graus Celsius, a circulação sanguínea expande-se pelo corpo todo com intensidade para liberar calor. As pessoas ficam vermelhas e coradas.
Para liberar calor, as glândulas sudoríparas absorvem água de diversas partes do corpo e, ao liberá-la pelos poros, mandam a quentura para fora. Quando o suor na pele é removido pelo vento, ocorre uma sensação de alívio e frescor.
Quando a temperatura está abaixo de 15 graus Celsius, o sangue concentra-se na parte central do corpo, mantendo aquecidos órgãos como o coração e o intestino. O resultado são mãos e pés frios.
No frio, quando os pêlos se arrepiam, criam uma cobertura para proteger a pele do contato com o ar frio. Dessa forma, procuram reter o ar quente que está próximo ao corpo.
Para produzir calor durante o frio, os músculos trepidam num exercício involuntário, quebrando açúcares para produzir energia. É quando se "treme de frio".
O Rio Grande do Sul é a maior vítima de ventos repentinos no Brasil. Ali passa o minuano, que provoca uma queda de até 20 graus Celsius na temperatura, e o vento norte, quente e seco, que reduz a umidade do ar a menos de 25%, quando o ideal é que ela fique entre 60% e 70%. Muitos gaúchos tornam-se impacientes e irritados quando começa a ventania. Maria da Graça Sartori, professora da Universidade Federal de Santa Maria (RS) que estuda a influência do clima, explica: "Assim como quem mergulha no mar, estamos afundados em uma atmosfera que tem pressão, temperatura e eletricidade estática". Para ela, "quando há uma alteração brusca, temos o humor alterado por essa gangorra ambiental". (Fonte: Super Arquivo)
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O cientista é um privilegiado leitor da natureza
A sequência numérica de Fibonacci aparece também nas plantas, animais, arte, poesias, etc.
Podem até parecer partes de um novo quebra-cabeças essas perguntas:
- O que há de comum entre o número de escamas de certas espécies de peixes e o número de segmentos da superfície de uma pinha?
- Qual a relação entre a disposição dos ramos e das folhas de algumas árvores e a métrica definida em alguns poemas de Virgílio e de outros poetas romanos?
O traço comum que responde a essas e a uma centena de outras perguntas, sugeridas na revista Fibonacci Quarterly, editada pela Associação Fibonacci da Califórnia, parece estar escrito na natureza e nas artes e foi formalmente lido por umexuberante matemático, Leonardo de Pisa, ou Leonardo Pisano, ou ainda Leonardo Fibonacci, por volta do final do século XII e início do século XIII de nossa era. Tempos difíceis, aqueles. Estava-se em plena Idade Média, quando descobertas e conhecimento circulavam muito lentamente, pois as cidades se isolavam umas das outras e os livros eram raros e caros - afinal, sequer fora inventada a imprensa.
No Ocidente os algarismos arábicos ainda eram pouco conhecidos, de modo que os números eram anotados de várias formas, todas complicadas, como por exemplo os nossos conhecidos algarismos romanos, formados por letras. Pouco se sabe da vida de Leonardo, a não ser que era filho de um mercador de Pisa. Certamente por força do trabalho, que o colocava em contato com os árabes que mantinham ativo comércio com a Europa através das cidades italianas, o pai aconselhou o filho a estudar as técnicas de cálculo orientais, imaginando que elas lhe seriam úteis no futuro, quando assumisse o comando dos negócios da família.
O conselho foi seguido quando Leonardo ainda era menino e o pai foi viver uns tempos no norte da África, como uma espécie de representante da comunidade mercantil de Pisa. Ele estudou cálculo com um mestre árabe e, embora jamais tivesse se tornado um comerciante, soube aproveitar sua utilidade. Como matemático, ele foi um pioneiro na divulgação daquelas técnicas no Ocidente, sobretudo dos algarismos arábicos que tanto simplificaram a Aritmética, embora ele pessoalmente não os chegasse a utilizar largamente em seu trabalho.
Seu livro, completado em 1202, recebeu um título que não lhe faz justiça: Líber Abaci ou Livro do Ábaco, na sua forma mais simples, é uma moldura retangular, com arames onde correm pequenas bolas que servem para cálculos elementares de Aritmética. Ainda hoje é muito usado nos países orientais. Muito do que o livro contém não chega a interessar nos nossos dias. Mas alguns problemas ali expostos foram a alavanca de numerosas considerações matemáticas que se sucederam nos séculos seguintes.
O que mais inspirou as gerações posteriores de matemáticos foi esse intrigante problema:
Quantos pares (um macho e uma fêmea) de coelhos serão produzidos em um ano, começando com um único par, se em cada mês cada par gera um novo par que se torna fértil a partir do segundo mês?
Este cérebre problema dá origem à seqüência que leva o nome de Fibonacci:
Quantidade de pares do 1º mês: 1
Quantidade de pares no 2º mês: 1
Quantidade de pares no 3º mês: 2
Quantidade de pares no 4º mês: 2+1
Quantidade de pares no 5º mês: 3+2
Ou simplesmente 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, ...
Observe que cada termo, após os dois primeiros, é a soma dos dois imediatamente precedentes. Com um pouco de esforço qualquer pessoa medianamente treinada poderá criar outras seqüências desse tipo. Mas o que certamente nenhum leigo conseguirá - e é isso que torna a seqüência de Fibonacci deveras interessante - é a freqüência e a variedade de suas aparições na natureza e nas artes.
Veja esses exemplos: o número de pequenas flores que formam o miolo do girassol é um dos números da seqüência de Fibonacci; o número de escamas de certos peixes e o número de segmentos da superfície de uma pinha são números da seqüência de Fibonacci; pode-se verificar que Virgílio e outros poetas romanos escreveram poemas nos quais a métrica está definida conforme as regras da seqüência de Fibonacci. Num artigo sobre simetria, Hermann Weyl, notável matemático e físico alemão radicado nos Estados Unidos, que foi companheiro de Albert Einstein, mostra uma ilustração da concha do Náutilo, um caracol. Ali se observa uma espiral logarítmica, que também é encontrada nas flores do girassol gigante. Neste, na verdade, são duas séries de espirais logarítmicas, entrelaçadas em sentidos opostos. Outras investigações no campo da Botânica têm mostrado que as frações que representam a disposição espiral das folhas nos ramos são, com freqüência, membros da seqüência de Fibonacci.
No esplendor da Grécia antiga, no século V a.C., uma escola matemática chamada Pitagórica, um nome que vem de sua maior figura, Pitágoras de Samos (580-500 a.C. aproximadamente), criou um símbolo muito especial: o pentagrama ou pentágono estrelado, que se obtém traçando-se as cinco diagonais do pentágono regular (A B C D E).
É interessante observar que essas diagonais cortam-se formando novo pentágono (A' B' C' D' E'), operação que pode ser repetida à vontade. Essas diagonais e seus pontos de encontro guardam uma relação curiosa.
A razão, ou divisão, entre sua medida (BD) e a medida de seu maior pedaço (BA') e seu menor pedaço (A'D). Essa razão foi denominada, quase dois mil anos depois, seção áurea de um segmento. Ela foi usada largamente pelos gregos como um padrão estético, sobretudo na escultura e na arquitetura.
Dessa seção áurea, ou proporção áurea, obtém-se uma equação de segundo grau cuja raiz positiva resulta, aproximadamente em 1,61803. É exatamente para esse valor que converge a seqüência de frações construída pelos botânicos. Efetuando-se as divisões, quanto mais avançarmos nessa seqüência mais próximos chegaremos de 1,61803.
Vemos, assim, que o critério estético que herdamos da Grécia antiga pode matematicamente ser descrito como uma propriedade da seqüência de Fibonacci; a mesma propriedade usada pela natureza para construir flores e caracóis. Parece ter razão quem defende a idéia, discutível, de que o cientista não cria, mas tem sido um privilegiado leitor, capaz de entender uma linguagem nem sempre imediatamente perceptível, sob a qual a natureza foi construída, ou criada, ou simplesmente escrita. (Fonte: Super Arquivo)
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A nova arte de aprender...
Aulas que começam às 11 h e duram 15 minutos, provas toda semana e o retorno da alfabetização fonética. A ciência está revolucionando o que se sabe sobre como aprendemos. Agora essas descobertas chegam à sala de aula.
Pergunte a seus pais como eram as aulas na escola deles. Tirando os castigos e o fato de educação sexual ou ecologia não figurar nos livros, as coisas não eram lá muito diferentes de hoje. Professor na frente da turma, escrevendo a matéria no quadro e explicando o conteúdo, alunos anotando tudo para serem testados em provas, semanas depois. Há décadas o modelo é o mesmo.
O problema é que, do tempo da escola dos nossos pais até hoje, a ciência descobriu muita coisa sobre o caminho que a informação faz quando sai do quadro-negro, livro ou computador, passa pelos olhos e ouvidos e se transforma em memória. Há 10 anos, pedagogos e psicólogos tinham o monopólio das teorias sobre o assunto. Mais recentemente, cientistas de outras áreas resolveram estudar o chamado sistema cognitivo. “Quanto mais aprendemos sobre como nosso cérebro processa e armazena novas informações, mais descobrimos que nosso sistema educacional está errado”, diz Jamshed Bharucha, doutor em psicologia cognitiva pela Universidade Harvard, dos EUA. As pesquisas têm derrubado mitos, apontado métodos mais eficazes e comprovado o que psicólogos, filósofos e pedagogos já falam há décadas: uma sala de aula deve ser mais do que esta que está aí.
Não que os cientistas tenham descoberto fórmulas mágicas de ensino. Na verdade, grande parte do que se fala sobre o cérebro e a educação é bobagem (conheça os 6 “neuromitos” ao longo desta matéria). “Há um buraco entre o estado atual da neurociência e sua aplicação direta na sala de aula. Mesmo assim, os professores têm acesso a vários programas de ensino baseados no cérebro”, afirma Usha Goswami, diretor do Centro para Neurociência na Educação da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, num artigo na revista Nature de junho. “Alguns desses pacotes têm quantidades alarmantes de informações erradas.”
Mas há descobertas quentes envolvendo a aprendizagem como uma atividade de todo o corpo. “Quando um professor entende o cérebro, conclui que ele precisa de nutrientes, e o aluno precisa estar bem alimentado; que uma sala pouco ventilada diminui a atenção e que a memória depende do sono”, diz Leonor Guerra, pesquisadora de neurociência da UFMG. “Estudos nessa direção estão baseando as mudanças na maneira de educar.”
Menos horários
Primeira mudança: as aulas dos adolescentes devem começar mais tarde, lá pelas 11 horas. Para a Fundação Americana do Sono, dos EUA, o hábito dos adolescentes de matar a 1ª aula, chegar atrasado na 2ª e tirar um cochilo na 3ª não é pura vagabundice da idade. Nem é porque os jovens fumam maconha demais. Mas é fruto dos hormônios da adolescência, que pedem pelo menos 9 horas de sono por dia e fazem a atenção dos jovens só atingir o pico às 11 horas.
A escola deveria se adaptar a esse metabolismo diferente. Uma pesquisa da fundação mostrou que 60% dos adolescentes têm sono de manhã – bem mais que as crianças. Ou seja: o horário segue uma lógica inversa. As crianças, que geralmente acordam cedo, costumam estudar à tarde, e quando viram adolescentes precisam responder chamada às 7h15.
O problema é que implementar uma mudança no horário alteraria toda a rotina e os horários da família. Mas escolas americanas que transferiram o início das aulas das 7h15 para as 8h40 tiveram alunos mais atentos. Na região da Nova Inglaterra (EUA), a mudança foi acompanhada por cientistas e documentada. As pesquisas mostraram que a média das notas aumentou (ainda que timidamente), as faltas caíram e os alunos passaram a ter menos sono.
Outra pesquisa sobre o sono e seu impacto sugere uma mudança mais radical: instituir a sesta depois de uma aula puxada. Um estudo da Universidade Harvard mostrou que, ao passar por aulas que exigiam muita atenção, os alunos lembravam-se mais do conteúdo quando tiravam uma sonequinha de 30 a 50 minutos.
Mais provas
Além do horário de início da aula, há uma outra convenção sem base científica: aulas que duram 50 minutos. “É muito tempo para o cérebro de uma criança. Nos 10 primeiros minutos de aula a atenção do aluno é boa. Se a informação for importante, ele segura a atenção; de outra forma, dispersa”, diz Leonor Guerra, da UFMG. “É importante dividir esse tempo em atividades diferentes.”
Para saber o tanto que os alunos prestam atenção na aula, uma escola perto de Newcastle, na Inglaterra, virou um verdadeiro laboratório de aprendizagem. A diretoria decidiu testar o mesmo conteúdo em turmas diferentes com métodos completamente distintos. Em uma delas, a matéria do dia seria formatada em seções de 8 minutos. Depois disso, uma pausa de 10 minutos, com brincadeiras que não tinham nada a ver com a disciplina. Mais 8 minutos do mesmo conteúdo. Pausa de 10 minutos, outra revisão. A retenção do conteúdo foi muito maior que a partir do método comum, mostrando que no começo da aula a criançada presta atenção se o conteúdo for interessante. E, se houver pausas, melhor ainda.
Outro problema da educação convencional é a semana de provas. Você se acha meio devagar por ter estudado para um monte de matérias e dali a 6 meses não lembrar de mais nada? Calma, há uma explicação científica. Segundo Bharucha, de Harvard, quando há muitas provas de diferentes matérias em pouco tempo, a chance de o aluno reter as informações é muito menor do que se a avaliação fosse dispersa no tempo. “Uma escola ideal tende a ter avaliação baseada na matéria estudada, e não no tempo que o aluno assiste às aulas”, diz Fredric Litto, professor da Escola do Futuro da USP , núcleo que pesquisa novas formas de educação. “Assim, um curso pode durar 3 horas, 3 dias ou 3 semanas, e não necessariamente 3 meses.”
Menos diferença
Na última década, virou bandeira da educação no Brasil a inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas comuns e o fechamento de instituições só para cegos, surdos ou autistas. A idéia por trás dessa política é fazer as crianças conviver com as diferentes e respeitá-las desde cedo. A teoria é bonita, mas encontra restrições entre alguns cientistas.
Um estudo da USP avaliou 7500 alunos surdos congênitos (que raciocinam em libras, a linguagem dos sinais) e deficientes auditivos (que raciocinam em português) de 15 estados brasileiros. A conclusão é que a escola especial para surdos, que ensina em libras, produz melhor compreensão de leitura que a escola comum traz para surdos. Na Inglaterra, segundo a Associação Nacional dos Autistas (NAS, em inglês), 2 em cada 5 alunos com esse problema são vítimas de bullying nas escolas comuns (agressões psicológicas e até físicas de outras crianças), o dobro da taxa dos outros alunos. “Nós agora temos mais capacidade de realizar uma educação mais personalizada e inclusiva, na medida em que entendemos quais as causas de dificuldades dos estudantes”, afirma Koji Myiamoto, autor de Understanding the Brain: The Birth of a Learning Science (“Entendendo o Cérebro: O Nascimento de uma Ciência do Aprendizado”, sem edição brasileira).
Se antes um aluno que não se saía bem era tachado de fraco e tinha como receita “se esforçar mais”, hoje já se conhece a origem de problemas que dificultam o aprendizado e os meios de combatê-los. Testes mais precisos conseguem detectar bem cedo problemas como dislexia, déficit de atenção, hiperatividade ou acalculia (dificuldade com números). O teste mais comum é a ressonância magnética funcional (RMF). Eletrodos colados com esparadrapo na cabeça do paciente identificam as áreas do cérebro que se ativam com um estímulo exterior. Assim, percebem se há regiões menos desenvolvidas ou se a informação está sendo processada em outra região.
O cérebro de pessoas com essas dificuldades processa as informações de maneira um pouco diferente. No caso dos disléxicos, há uma anomalia no hemisfério esquerdo do cérebro que, na prática, torna difícil para a pessoa atribuir corretamente o som a um símbolo gráfico. Em outras palavras, durante a alfabetização, quem tem dislexia pode ler uma letra e não saber como pronunciá-la. Alunos com essa dificuldade precisam de atenção especial, planos de aula distintos e mais tempo para aprender.
A educacão personalizada tem se mostrado eficaz até quando as crianças são educadas em casa. Nos EUA, geralmente por causa da religião da família, já há 2 milhões de crianças estudando com os pais ou com o apoio dos pais ou de professores particulares – coisa que não é reconhecida por lei no Brasil. Nos testes públicos de avaliação de desempenho, as crianças com educação doméstica têm notas 30 a 37% melhores que seus colegas das escolas públicas e privadas. “Mas não se deve subestimar o papel crucial da interação social em todos os modos de aprendizado”, afirmam os autores do livro Understanding the Brain.
Mais sílabas
Outra forte linha da pedagogia que hoje se questiona é o construtivismo. Segundo essa teoria, que tem o francês Jean Piaget como principal nome, a pessoa aprende de verdade não por meio da memorização de conteúdos fornecidos pelo professor, mas quando ela própria constrói o conhecimento, por atividades como gincanas ou caças ao tesouro. Legal, não?
Aplicado à alfabetização, o construtivismo rejeita livros didáticos. Nada de aprender sílabas usando frases como “I-vo viu a u-va”. Na versão brasileira da alfabetização construtivista, a criança vai tendo contato com palavras e imagens, tentando associar a palavra inteira ao contexto. Esse método é o contrário do fonético, onde o caminho é aprender o código: primeiro o som das letras, depois das sílabas e como elas formam palavras, que ganham sentido na frase.
O Brasil é dos únicos países no mundo a adotar a alfabetização construtivista. Para os críticos desse método, ela tem ajudado a produzir altos índices de analfabetismo funcional – quando a pessoa sabe ler, mas não consegue interpretar o texto. “Ninguém aprende a ler e a escrever se não aprender relações entre fonemas”, afirma Magda Soares, professora de educação da UFMG. Some-se a isso o fato de o Ministério da Educação ter dado como diretriz evitar a repetência de ano e o que se vê é que, das 27000 escolas públicas de 1ª a 4ª séries avaliadas pelo último Prova Brasil, só 166 têm média comparável à dos países desenvolvidos. “Na verdade, a política de não repetir os alunos disfarça o fracasso do monopólio da pseudoalfabetização construtivista que dominou o Brasil nos últimos 25 anos”, dispara Fernando Capovilla, professor do Instituto de Psicologia da USP.
Se a ciência ainda não tem fórmulas mágicas para transformar todas as crianças em gênios, aos poucos vai facilitando a vida dos alunos. E não há motivo para desencorajar essas pequisas. Afinal, se sabemos que a educação está longe de cumprir o que promete, por que não tentar diferente?1. Aluno visual, auditivo ou sinestésico
Um mito corrente é que existem alunos que aprendem mais por algum sentido (visão, audição ou tato), em detrimento de outros. Na verdade, usamos todos os sentidos durante a aprendizagem, e o mais efetivo depende fundamentalmente do que é ensinado.
2. Usamos só 10% do nosso cérebro
A frase deve ter vindo de Einstein, que disse só usar uma pequena fração da sua incrível cabeça. Como tudo é ligado no cérebro e nunca fazemos uma atividade isolada, sempre usamos perto de 100% dele.
3. Lado direito e lado esquerdo
O lado direito do cérebro coordena a linguagem; já o direito coordena a percepção de emoções. Mas todas passam pelos dois hemisférios, que trabalham em conjunto. Não há base científica para desenvolver um lado específico nem indícios de que tal prática seja benéfica.
4. É preciso aprender línguas bem cedo.
Já ouviu aquela história de que algumas coisas só se aprendem até os 12 anos? Na verdade, o cérebro está sempre se modificando. É verdade que a infância é favorável para a aprendizagem da gramática de uma nova língua, mas os adultos armazenam um vocabulário mais rico.
5. Crianças não aprendem duas línguas ao mesmo tempo
Há espaço no cérebro para o aprendizado de dois idiomas simultaneamente – e isso só faz bem. Na Alemanha, um estudo com crianças turcas aprendendo o alemão mostrou que elas melhoravam na escrita das duas línguas.
6. O mito da Ginástica cerebral
Videogames que garantem melhorar a memória ou exercícios físicos que prometem maior atenção dos alunos ao massagearem regiões específicas do corpo são a extrapolação de algumas pesquisas, mas nada muito confiável. Sabe-se apenas que a atividade física melhora o metabolismo do corpo, inclusive do cérebro, mas não se sabe exatamente em qual medida.A ciência diz que...
A. Os adolescentes acordam mais tarde que as crianças. Estar desperto ajuda muito no aprendizado.
B. Aprender é um processo fisiológico e envolve o bom funcionamento de todo o organismo.
C. A atenção da criança dificilmente se mantém por mais que os primeiros 10 minutos da aula.
D. Muitas avaliações sobre muito conteúdo num curto espaço do tempo dificultam a memorização.
E. Emoção e cognição não caminham separadas.
...E propõe uma escola assim:
A. As aulas devem começar mais tarde, especialmente no ensino médio.
B. A escola precisa ter exercício físico, boa ventilação, boa alimentação e fazer exames de vista nos alunos.
C. Aulas mais curtas que os tradicionais 50 minutos, com pausas e exercícios diferentes, para ajudar a memorização.
D. Uma semana de provas faz mal ao aprendizado de longo prazo. É melhor espalhar avaliações ao longo do tempo.
E. A sala de aula precisa ser um ambiente agradável e o aprendizado, não hostil. Os professores devem propor desafios em vez de ameaças.Understanding the Brain
Koji Myiamoto, OECD, França, 2007.
www.educ.cam.ac.uk/neuroscience
Centro para Neurociência na Educação da Universidade de Cambridge.(Texto: Pedro Burgos - Fonte: Super Arquivo)
Editor: Jorge N. N. Schemes 0 Comentários
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