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Brincando de Deus...


A reinvenção do Big Bang


Para pesquisadores, o acelerador gigante de partículas abre as portas da nova fase da física moderna




Cientistas anunciaram ontem ter conseguido, pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação estão começando a render dividendos”, comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC).

Este é o maior experimento científico do mundo e consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo há 13,7 bilhões de anos.

O Grande Colisor de Hádrons (LHC sigla em inglês) foi colocado em um túnel subterrâneo circular de 27 km de extensão sob a fronteira da França com a Suíça. As partículas começaram a circular em novembro de 2009. O experimento havia sido fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

Depois de duas tentativas frustradas durante a madrugada, os cientistas tiveram êxito. De acordo com os pesquisadores, a experiência abre portas para uma nova fase da física moderna, ajudando a responder a muitas perguntas sobre a origem do universo e da matéria.

As colisões múltiplas a uma energia recorde (7 TeV, ou 7 trilhões de eletronvolts) criam “Big Bangs em miniatura”, produzindo dados que os cientistas vão passar os próximos anos analisando.

Acelerar prótons a 7 trilhões de eletronvolts significa que eles correm a 99,99% da velocidade da luz (cerca de 300 mil km por segundo), ou 11 mil voltas por segundo no megatúnel de 27 km. [Fonte: Jornal AN]

PERTO DA FICÇÃO
Acelerador de partículas bate recorde
Cientistas conseguem fazer feixes de prótons viajarem a uma velocidade próxima à da luz
Cientistas do maior colisor de partículas do mundo, o LHC, conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia de 7 TeV (tera ou trilhão de elétron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. A intenção é recriar as condições que teriam gerado o Big Bang, a explosão que deu origem ao universo conhecido, há quase 14 bilhões de anos.Em novembro, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente, ainda chegando a 2,36 TeV, em 2009 –, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.– Isto é física em ação, o início de uma nova era, com colisões de 7 TeV – disse Paola Catapano, cientista e porta-voz do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, em francês), de Genebra, Suíça.Os aplausos foram intensos nas salas de controle quando os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz (300 mil km/segundo). O colisor possui um túnel oval de 27 quilômetros de comprimento e custou US$ 10 bilhões (R$ 18 bilhões).– Estamos abrindo as portas à Nova Física, a um novo período de descobertas na história da humanidade – comentou, entusiasmado, Rolf Dieter Heuer, diretor geral do Cern.Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que os cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu num nanossegundo (bilionésima parte do segundo) depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.O Cern reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008. O motivo da interrupção: superaquecimento em um cabo supercondutor.Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura.
Duas agulhas chocam-se no Atlântico
O grau de dificuldade da experiência é extremo. Steve Myers, diretor de aceleradores e tecnologia do Cern, faz uma boa comparação:– Alinhar os feixes de prótons seria o mesmo que disparar duas agulhas, uma de cada lado do Oceano Atlântico, e esperar que elas colidam de frente, no meio do caminho.Os físicos estão se concentrando na identificação do bóson de Higgs – a partícula que recebeu o nome do professor escocês Peter Higgs, que, três décadas atrás, sugeriu que algo como ela torna possível a conversão da energia liberada e da matéria gasosa expelida no Big Bang em massa.Tentativas anteriores de encontrar a partícula fracassaram. Segundo os físicos, a presença dela no cosmos permitiu que os escombros gasosos após o Big Bang se transformassem em galáxias, com estrelas e planetas.Os cientistas esperam encontrar evidência concreta da matéria escura, que acredita-se ser responsável por cerca de 25% do universo. Apenas 5% do universo representa material visível, que reflete a luz.Muitos cosmologistas dizem que portais podem ser abertos, já que podem existir outros universos paralelos e de dimensões além das cinco até agora conhecidas. [Fonte: Jornal DC]

Para Reflexão...Sobre a Vida

Escrito por Regina Brett (90 anos), em The Plain Dealer, Cleveland, Ohio.

"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi”.

Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma vez:


1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno.

3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.

4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.

5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.

6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.

7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.

8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.

9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.

12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.

13. Não compare sua vida com a dos outros.. Você não tem idéia do que é a jornada deles.

14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca pisca.

16. Respire fundo. Isso acalma a mente.

17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.

18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.

19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.

20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.

23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você...

26. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras 'Em cinco anos, isto importará?’

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todo mundo.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.

32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.

33. Acredite em milagres.

34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.

35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.

36. Envelhecer ganha da alternativa -- morrer jovem.

37. Suas crianças têm apenas uma infância.

38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.

39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.

40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.

41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor ainda está por vir.

43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.

44. Produza!

45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

O homem invisível: Cientistas fazem objetos desaparecer. E querem mais...

O que você faria se pudesse ficar invisível? Vá pensando, porque isso pode acontecer logo. Cientistas da Universidade Duke, nos EUA, fizeram um objeto sumir da tela de um radar no laboratório. E mais: indicaram que, com a mesma técnica e um pouco mais de tecnologia, poderiam torná-lo invisível para os nossos olhos também. O segredo é cobrir o objeto com um manto especial, revestido de milhares de pecinhas de cobre, tipo um chip de computador. Esse manto tem o poder de desviar as ondas de radar que passam por ele. Sabe quando tem uma pedra no meio do rio? Então: a água contorna o obstáculo e segue o caminho dela. O manto, no caso, faz com que ondas eletromagnéticas (como as de radar e as de luz) se comportem igual à água. Quer dizer: se você vestisse a coisa, essas ondas passariam por você como se tivessem atravessado um espaço vazio (veja no quadro). E pluft: você fica 100% invisível. Por enquanto, a técnica só funciona com ondas de radar por um motivo simples: as pecinhas de cobre do manto têm de ser menores que as ondas para tudo funcionar. Como as de radar têm 3 centímetros de comprimento, é só fazer peças nessa escala. Já as ondas de luz visível são menores que 1 milésimo de milímetro. Desse jeito, as peças teriam de ser nanométricas (quase tão pequenas quanto átomos). E esses componentes não existem. Mas o físico David Smith, líder do time, está confiante. “Com os avanços tremendos da nanotecnologia, isso deixará de ser problema”, disse à super.

1. Tá na cara:

A gente reflete e absorve ondas de luz. Então acontece o óbvio: ninguém consegue ver o que está atrás de nós.

2. Cadê?

Com uma roupa feita do material que os cientistas estão desenvolvendo, as ondas de luz desviariam do seu corpo, como se ele não existisse. Na prática, você fica invisível.[Fonte: Super Arquivo]

Uso excessivo da internet é sinal de depressão


Pessoas que ficam o tempo todo plugadas na internet têm mais tendência à depressão. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra: pessoas consideradas viciadas em internet são cinco vezes mais deprimidas do que o internauta padrão. A pesquisa examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos.

– Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. Se as pessoas depressivas são atraídas pela internet ou se o uso da rede causa depressão – diz Catriona Morrison, uma das autoras do estudo.
– Agora precisamos investigar a natureza desta relação e avaliar a questão da causa. Segundo os cientistas que elaboraram o estudo, usuários que fazem uso compulsivo da internet substituem a interação social no mundo real pelo virtual, em redes sociais ou chats. O grupo dos “viciados em internet” é formado principalmente por usuários mais jovens, com média de idade de 21 anos. [Fonte: JB]

Indisciplina, Ato Infracional e Mediação de Conflitos na Escola


Slides da oficina e palestra proferida no dia 11 de novembro de 2009, na I Jornada da Educação, para professores das Redes de Ensino Municipal e Estadual de Joinville, SC.


Viva o Dia dos (das) Professores (ras)


Sou Professor

Por: Jorge Schemes*

Sou professor;

Não vou para a escola só para ensinar, pois tenho muito que aprender também.

Sou professor;

Não sigo as mesmas técnicas didáticas e metodológicas, pois tudo está em constante transformação e mudança.

Sou professor;

Não vejo a unidade e a uniformidade em meus alunos e alunas, pois há uma grande riqueza de diversidades em sala de aula.

Sou professor;

Não compreendo o conhecimento de forma linear, pois na realidade ele é sistêmico e holístico.

Sou professor;

Não me vejo como sacerdote e não vejo o que faço como uma missão, pois minha atividade é extremamente profissional e técnica.

Sou professor;

Não tenho uma imagem desgastada e distorcida de mim mesmo, pois criei uma auto-imagem positiva e tenho orgulho de ser um profissional da educação.

Sou professor;

Não permito a manipulação ideológica do meu trabalho, pois consegui desenvolver pensamento reflexivo e crítico.

Sou professor;

Não permito piadas de depreciação ao que faço, pois acredito que a educação é o maior bem social.

Sou professor;

Não chamo os meus alunos pelo número da chamada e sim pelo seu nome, pois aprendi a respeitá-los como seres humanos.

Sou professor;

Não acredito em promessas eleitoreiras e discursos politiqueiros, pois aprendi a lutar pela valorização da educação e a reivindicar meus direitos como cidadão.

Sou professor;

Não me sinto humilhado ou diminuído pelo que faço, pois escolhi ser o que sou e tenho orgulho disso.

Sou professor;

Não busco apenas o aperfeiçoamento cognitivo e intelectual de meus alunos e alunas, pois acredito que o ser humano também é um ser moral e espiritual.

Sou professor;

Não me vejo como um mero transmissor de informações, pois no processo de construção do conhecimento sou um mediador.

Sou professor;

Não fico falando mal de meus alunos e colegas na sala dos professores, pois aprendi que para tornar o ambiente saudável é fundamental ser ético.

Sou professor;

Não parei de estudar quando me formei na faculdade, pois me considero um eterno estudante e pesquisador.

Sou professor;

Não saberia mais o que fazer na vida se não fosse professor, pois ser professor está no meu sangue, no meu cérebro, no meu coração e na minha alma!


* Bacharel em Teologia com Ênfase em Grego e Hebraico. Licenciado em Pedagogia com Habilitação em Séries Iniciais e Administração Escolar. Licenciado em Ciências da Religião com Habilitação em Ensino Religioso. Pós-Graduado em Interdisciplinaridade e Metodologia do Ensino Superior. Pós-Graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Atuação Profissional: Técnico Pedagógico na Gerência de Educação de Joinville - GERED. Professor de Filosofia da Educação; Empreendedorismo, Educação e Conjuntura Política e Projetos Educacionais e Corporativos na FGG (Faculdade Guilherme Guimbala - ACE - Associação Catarinense de Ensino). Professor de Religião no Instituto de Parapsicologia de Joinville. Professor de Ensino Religioso nas Escolas Públicas Municipais Saul Sant'Ana de Oliveira Dias e Karin Barkemeyer. Membro Conselheiro do COMEN e da CMAIDS (Conselho Municipal de Entorpecentes e Comissão Municipal de Prevenção e Controle de DST/AIDS). Membro da Aliança: "Por Um Mundo Sem Tabaco", do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Autor do Livro: "O Que Você Precisa Saber e Fazer Para Deixar de Fumar" - Editora DPL. Escritor e Palestrante.

Descoberto na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar



Descoberto anel gigante de Saturno

No seu diâmetro cabem alinhados mil milhões de planetas do tamanho da Terra

O telescópio espacial Spitzer detectou na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar, que se estende a 13 milhões de quilômetros de distância do planeta e está 50 vezes mais longe que os anéis mais conhecidos.

As imagens registradas pelo telescópio da Nasa (agência espacial americana) mostram um círculo de pó de dimensões nunca vistas até o momento e que poderia ter se formado, segundo os especialistas, a partir de restos desprendidos da lua de Saturno Febe após pequenos impactos, segundo publica hoje a revista científica "Nature".

Até agora, o maior anel deste planeta - e também do sistema solar - era o "E" (os anéis de Saturno estão classificados em ordem alfabética, segundo a ordem em que foram descobertos), que rodeia o planeta a uma distância de 240 mil quilômetros.

Uma das peculiaridades do anel recém descoberto é que conta com uma inclinação de 27 graus em relação ao plano no qual está o resto dos anéis, algo que levou os pesquisadores a pensarem que sua origem pode estar relacionada com a lua Febe, que também se inclina ao redor de Saturno. [Fonte: Yahoo Notícias/EFE]

Inteligência


Saiba o que define a inteligência de uma pessoa:

O que faz uma pessoa se mais inteligente que outra? Quais são os limites do cérebro? Dá para aumentar o oder da sua mente? Você vai ver as respostas para essas e outras questões nas próximas 20 páginas. E a viagem começa com a pergunta fundamental: o que é a inteligência?

Ganhar uma partida de xadrez, escrever um romance, compor uma sinfonia, convencer uma multidão, contar a piada perfeita. São coisas que vêm tão rápido à mente quando se fala de inteligência quanto a imagem de um relógio se movendo ao pensarmos no tempo. Mas experimente gastar um ou dois minutos refletindo sobre o que há de comum entre essas habilidades. De uma hora para outra, a idéia clara que se tem da inteligência começa a se dissipar. Quanto mais se pensa, mais parece não haver ligação direta entre raciocínio matemático, criação de personagens e melodias ou talento para persuasão e comédia. Refletir sobre a inteligência desse ponto de vista gera uma sensação semelhante à que temos ao ouvir a pergunta “O que é o tempo?” Antes da pergunta, sabemos exatamente o que é. Depois dela, não sabemos mais. Se quisermos entender o que é a inteligência, é preciso contornar esse tipo dificuldade. E uma boa estratégia para isso é ir direto à fonte: entender o cérebro.

Agora mesmo uma tempestade elétrica se alastra pelo 1,4 quilo de massa gelatinosa aí atrás da sua testa. É esse movimento caótico de sinais por uma rede de 100 bilhões de neurônios que produz seus pensamentos. Das profundezas desse órgão, surge o que chamamos de inteligência. Mas, se você pensa que o processador de informações mais avançado do Universo foi projetado de um jeito elegante, está enganado. O cérebro humano é uma obra feita nas coxas.

Uma obra que começou em vermes microscópicos, quando um punhado de células especializadas em enxergar se juntou numa das extremidades do bicho. Foi assim que surgiu o ancestral daquilo a que chamamos cabeça: um mero receptáculo de células nervosas responsáveis por captar luz e mover o animal. Com o tempo, essa massa de neurônios, e a complexidade com a qual eles se conectam, cresceu. E aconteceu um milagre. Animais que reagiam automaticamente a estímulos exteriores passaram a se comportar de um jeito mais complexo e imprevisível. Em vez de responder cegamente a qualquer estímulo, começaram a repetir apenas os movimentos mais eficazes na luta pela sobrevivência – por exemplo: em vez de caçar qualquer coisa que se mexesse, passaram a selecionar suas presas entre as mais nutritivas e fáceis de abater. Esse talento para identificar acertos é a origem daquilo que chamamos aprendizagem.

As vantagens que ela trouxe lançaram os seres vivos numa corrida em busca do maior e mais versátil cérebro. Mas os organismos que entraram na disputa enfrentaram um sério problema. Na evolução biológica, é impossível traçar um plano novo de construção de órgão do zero, pois herdamos as instruções básicas para a obra que estão nos genes dos nossos pais. O resultado disso é que o cérebro foi crescendo meio no improviso, com “puxadinhos” se amontoando a partir de uma estrutura básica. Essa é a verdadeira história do cérebro: uma sucessão de gambiarras bem-feitas. E nem precisamos ir longe para entender isso. Quem tenta se concentrar em fazer uma prova, mas ao mesmo tempo não consegue tirar os olhos da(o) mocinha(o) ao lado experimenta sentimentos e pensamentos tão pouco relacionados que aparentam ter sido juntados aleatoriamente uns com os outros. Foram mesmo. “Existe uma série imperfeita de conexões entre os sistemas cognitivos e emocionais”, afirma o neurocientista Joseph Le Doux. “Essa situação é parte do preço que pagamos por termos capacidades que ainda não foram plenamente integradas ao nosso cérebro.”

Quantas são essas capacidades e como elas se relacionam são questões centrais para definir o que é a inteligência, mas ninguém ainda tem uma resposta exata para elas. Se você está em busca de um meio objetivo de medir a inteligência, será obrigado a deixar o cérebro de lado e estudar uma área com mais de um século de tradição: a psicometria.

O tamanho da inteligência:

Paris, começo do século 20. O psicólogo Alfred Binet recebe uma tarefa do ministro da Educação da França: encontrar um meio de prever quais crianças vindas do interior do país teriam mais possibilidade de enfrentar dificuldades na escola – o governo queria oferecer educação especial a elas. Em 1905, ele publica um teste de raciocínio verbal e matemático, com questões que testam a memória e o potencial de resolver problemas de lógica. O objetivo de Binet era medir a capacidade de compreensão pura e simples, não o conhecimento prévio, colocando em pé de igualdade crianças que só sabiam capinar mato com as que recitavam Shakespeare. Pouco depois, o alemão Wilhelm Stern criou um sistema de pontuação-padrão para o teste e lhe deu o nome de Intelligenz-Quotient. Nascia o método mais-bem sucedido da história para medir a inteligência: o famoso teste de QI. E ele revolucionaria o que entendemos como inteligência. Até então a maior parte dos estudiosos entendia o nosso intelecto a partir do conceito da tabula rasa, – a idéia do filósofo John Locke de que a mente humana é uma folha em branco que vai sendo preenchida durante a vida. Com a adoção dos testes de QI, esse ponto de vista perdeu terreno – afinal, se uma criança semi-analfabeta podia apresentar um QI maior que uma instruída, essa história de folha em branco era uma furada. E a inteligência passou a ser considerada cada vez mais como algo inato, como um mero produto do que está escrito nos genes. “O fato de que a maior questão atual sobre inteligência é se o QI depende 50% ou 80% dos genes mostra o quanto o debate mudou”, afirma o geneticista Marc McGull.

Mas, afinal, como uma característica que parece depender tanto do aprendizado pode estar definida ainda antes do nascimento? Na verdade, logo ao nascer a relação entre o QI e nossos genes não é assim tão evidente. Apenas 20% da inteligência dos bebês pode ser prevista a partir de fatores genéticos (é o que mostra estudos com pais e filhos). Só que, quanto mais passa o tempo, mais aumenta o poder de previsão deles. Na infância, ele sobe para 40%. Na fase adulta, decola para 60%. E após a meia-idade pode chegar a 80%. Esses dados mostram que os genes responsáveis pela inteligência podem ser vistos como uma espécie de balde, e o aprendizado durante a vida como a água que enche o balde. Ter mais educação vai levar você mais rápido a encher o balde de água. Mas, caso ele seja muito raso, não vai adiantar jogar muita água lá. Ou seja: nem toda a educação do mundo poderá tornar realmente brilhante alguém que nasceu com a inteligência apagada. Só que esse efeito tem um lado positivo: se você tiver vocação genética para ser um físico quântico ou coisa que o valha, tem como conseguir isso mesmo sem ter tido uma instrução boa na infância. Mas até que ponto o QI pode mesmo determinar a capacidade da mente?

Mil e uma habilidades:

Alguns psicólogos acham que não, os testes de QI não dizem grande coisa. Uma importante ruptura veio com o livro Inteligência Emocional, do psicólogo Daniel Goleman. Ele ressaltou que habilidades como regular os próprios sentimentos, compreender emoções alheias, ser capaz de trabalhar em grupo e sentir empatia pelos outros eram completamente ignoradas nos testes de QI. O que não fazia sentido, já que essas habilidades deveriam fazer parte daquilo que chamamos de inteligência. Outra ofensiva veio do psicólogo Howard Gardner, autor da Teoria das Inteligências Múltiplas. Ele inspirou-se no modo como a neurociência vê o cérebro hoje: um conjunto de vários módulos distintos, ou “puxadinhos”, que evoluíram separadamente e hoje funcionam como processadores para funções específicas. Com isso em mente, Gardner concluiu que a inteligência não é um conceito único, indivisível, mas uma soma de várias habilidades – como raciocínio lógico-matemático, lingüístico, espacial, musical, intrapessoal, interpessoal, motor e naturalista (veja nas páginas anteriores o que é o quê).

Assim, a idéia de colocar um Stephen Hawking, um Ronaldinho Gaúcho e uma Hebe Camargo em pé de igualdade no quesito inteligência deixou de soar estranha. Pela teoria de Gardner, cada um deles pode ser considerado especialista em um tipo de habilidade (respectivamente, a lógico-matemática, a motora e a interpessoal). E por isso não daria para considerar qualquer um deles menos genial que o outro.

Talvez por parecer mais democrática que os testes de QI, a idéia de Gardner se tornou extremamente popular desde que foi publicada, em 1983. Tanto que hoje é senso comum achar que ela está certa, e que o quociente de inteligência tradicional ficou ultrapassado. Mas no meio acadêmico é diferente: a Teoria das Inteligências Múltiplas ainda é vista como um patinho feio e enfrenta muitas críticas. Principalmente porque nem Gardner nem ninguém sabe ao certo como medir cada uma dessas habilidades que formariam a inteligência. “Não fica claro se o conceito de inteligência de Gardner mede mais traços de personalidade e habilidades motoras que faculdades mentais de fato”, afirma Linda S. Gottfredson, professora de estudos educacionais da Universidade de Delaware.

Ela é um dos muitos entusiastas do fator “g” (de “inteligência geral”). Segundo essa teoria, baseada em estatísticas, a idéia de que várias habilidades cognitivas estejam disseminadas uniformemente pela população é falsa. Ou seja, não existem muitas pessoas excelentes em cálculo e ao mesmo tempo péssimas em redigir textos, ou com bom ouvido musical e pouca inteligência interpessoal. Se uma pessoa for boa em qualquer dessas habilidades, tende a ser boa também nas outras.

Essa essência da teoria do fator g, porém, não é nova. Ela está por trás da própria idéia do QI . Tudo bem que os testes não medem coisas como coordenação motora, mas é verdade que eles avaliam tipos diferentes de raciocínio (para entender melhor, faça um teste parecido a partir da página 76). E a pontuação final vai levar em conta o seu desempenho em todos eles. Além disso, dá para comparar milhares de resultados de épocas e lugares diferentes, o que dá uma bela base estatística se o ponto é saber qual é o tamanho da sua inteligência em relação à dos outros. Então, mesmo com suas limitações, os testes tradicionais continuam sendo quase unanimidade no meio científico. “Ninguém duvida de que eles não avaliam todos os aspectos importantes das funções mentais – não medem a criatividade ou a sabedoria, por exemplo. Mas o ponto é que isso não é o mesmo que afirmar que eles não servem para nada”, afirma o psicólogo Ian J. Deary.

Mesmo assim, a necessidade de expandir o conceito de inteligência para além das fronteiras dos testes de QI continua. Afinal, pouca gente duvida de que a criatividade, algo muito difícil de medir objetivamente, é um inegável sinal de inteligência. Diante dessa espécie de tilt dos testes mentais, o que dá para fazer? Com a palavra Howard Gardner: “Nós, psicólogos, não somos mais os donos da inteligência, se é que algum dia já fomos. O que significa ser inteligente é uma questão filosófica profunda, que exige base em biologia, física e matemática”. Ou seja, exige que voltemos ao lugar onde começamos essa história: para dentro do cérebro.

Inteligência = demência?

Para muitos neurologistas, a inteligência é só um sinal de que você tem um cérebro com a “fiação” bem conectada. Quanto mais saudável ele for, mais coisas extraordinárias vai fazer. Mas espere aí. Às vezes o que acontece é justamente o contrário. É o que mostra um experimento sem paralelo que acontece na Austrália: pesquisadores lançam pulsos eletromagnéticos no crânio de pessoas para desligar partes do cérebro e observar o que acontece com as capacidades cognitivas. E o resultado é espantoso: as cobaias humanas começam a desenhar melhor, ter memória mais rápida, mais habilidade musical ou um raciocínio numérico mais apurado. A questão é: se partes do cérebro estão sendo desligadas, por que a mente parece funcionar melhor, e não pior? Se está interessado em saber a resposta, basta virar esta página. Vai conhecer os cérebros mais fascinantes do planeta, verdadeiros telescópios para decifrar o que é a inteligência.

Manual do QI:

O quociente de inteligência é relativo: se você tira 100 num teste, significa que o seu está na média de todas as pessoas que fizeram a mesma prova. Mas cada teste usa uma escala diferente, então um QI de 142 em um pode significar 132 pontos em outro. A Mensa, uma “sociedade de gênios” em que só pode entrar quem tiver QI superior ao de 98% da população, costuma estipular 150 como QI de corte. Se você quiser entrar para um grupo desses e tiver bala na agulha, tem uma solução: viajar no tempo. A média nos testes aumenta 25 pontos a cada geração – o psicólogo americano James R. Flynn, que detectou o fenômeno, credita isso a melhorias na alimentação e na infra-estrutura básica nos últimos 100 anos. Isso significa que um sujeito normal de hoje teria QI de gênio nos anos 50. Tire o DeLorean da garagem!

[Fonte: Super Arquivo - Texto: Rodrigo Rezende]

A mente multiplicada:

A Teoria das Inteligências Múltiplas é um desafio à idéia de que o QI representa uma medida direta da inteligência. Segundo o psicólogo Howard Gardner, a nossa inteligência é o resultado de 8 processadores mentais diferentes dentro do cérebro, cada um deles responsável por uma habilidade:

Lógico-matemática:

É a habilidade de resolver problemas a partir da lógica, realizar operações matemáticas e investigar questões científicas. Bastante desenvolvida em cientistas.

Lingüística:

Sensibilidade para língua falada e escrita, capacidade para aprender línguas e de usar a lábia para alcançar os próprios objetivos. Encontrada em escritores, locutores e advogados.

Musical:

Semelhante à inteligência lingüística, só que relacionada a sons. É a habilidade de compor e apreciar padrões musicais. Bastante rica em compositores, cantores, dançarinos e maestros.

Espacial:

Habilidade de reconhecer e manipular padrões no espaço. É útil para quem trabalha com a coordenação motora e tem de compreender o mundo visual. Bem desenvolvida em arquitetos.

Físico-cinestésica:

É o tipo de inteligência usada para resolver problemas e executar movimentos complexos com o próprio corpo. Você a encontra em dançarinos, mímicos e esportistas.

Interpessoal:

É a capacidade de entender as intenções dos outros. Bastante necessária a quem coordena e executa trabalhos em grupo. É encontrada em vendedores, políticos, professores, clínicos e atores.

Intrapessoal:

É a habilidade de olhar para dentro de si mesmo e entender as próprias intenções, objetivos e emoções. Necessária para encontrar erros no próprio raciocínio. Presente em psicólogos, filósofos e cientistas.

Naturalista:

É a sensibilidade para perceber e organizar fenômenos e padrões da natureza, como a diferença entre plantas quase idênticas. Costuma ser encontrada em biólogos e membros de tribos indígenas.

Para saber mais:

A Inteligência – Um Conceito Reformulado - Howard Gardner, Objetiva, 1999.

Documento Referência - CONAE 2010

Clique na imagem para acessar!

Teste o Seu Potencial de Inteligência



1º TESTE:

Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno exercício de cálculo mental !!!! Este cálculo deve fazer-se mentalmente (e rapidamente), sem utilizar calculadora nem papel e caneta!!! Seja honesto... faça cálculos mentais...

Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e novamente 1000. Acrescenta 20.. Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é total?

(resposta abaixo)
O teu resultado = 5000

A resposta certa e 4100 !!!!

Se não acreditar, verifique com a calculadora. O que acontece e que a sequencia decimal confunde o nosso cérebro, que salta naturalmente para a mais alta decimal (centenas em vez de dezenas).

2ºTESTE:

Rápido e impressionante: conte, quantas letras 'F' tem no texto abaixo sem usar o mouse:

FINISHEDFILES ARE THE RESULT OF YEARS OF SCIENTIFIC STUDY COMBINED WITH THE EXPERIENCE OF YEARS

Contou?Somente leia abaixo depois de ter contado os 'F'.

OK?

Quantos???3??? Talvez 4???

Errado,são 6 (seis) - não é piada! Volte para cima e leia mais uma vez! A explicação está mais abaixo

O cérebro não consegue processar a palavra 'OF'.

Loucura,não?
Quem conta todos os 6 'F' na primeira vez é um 'gênio', 3 é normal, 4 é mais raro, 5 mais ainda, e 6 quase ninguém.


3ºTESTE: Sou Diferente? Faça o teste.


Alguma vez já se perguntaram se somos mesmo diferentes ou se pensamos a mesma coisa? Faça am este exercício de reflexão e encontrem a resposta!!! Siga as instruções e responda as perguntas uma de cada vez MENTALMENTE e tão rápido quanto possível mas não siga adiante antes de ter respondido a anterior. E se surpreendam com a resposta!!!

Agora,responda uma de cada vez:

Quanto é: 15+6

...21...

3+56

...59...

89+2

...91...

12+53
...65...

75+26

...101...


25+52

...77...


63+32

...95....

Sim,os cálculos mentais são difíceis mas agora vem o verdadeiro teste. Seja persistente e siga adiante.

123+5

...128...

RáPIDO!PENSE EM UMA FERRAMENTA E UMA COR!

E siga adiante...

Mais um pouco...

Um pouco mais...

Pensou em um martelo vermelho, não é verdade??? Se não, você faz parte de 2% da população que é suficientemente diferente para pensar em outra coisa. 98% da população responde martelo vermelho quando resolve este exercício. Seja qual for a explicação para isso, mandem para seus amigos para que vejam se são normais ou não!!


Onosso cérebro é doido !!!

Deaorcdo com uma peqsiusa de umauinrvesriddae ignlsea, nãoipomtra em qaul odrem as Lterasde uma plravaa etãso, aúncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm nolgaur crteo. O rseto pdoe ser umabçguana ttaol, que vcoê anidapdoe ler sem pobrlmea. Itso époqrue nós não lmeos cdaaLtera isladoa, mas a plravaa cmooum tdoo.

Sohwde bloa.


Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Reino Unido usa 'Simpsons' para combater obesidade

Reino Unido usa 'Simpsons' para combater obesidade

Campanha de quase 700 mil euros recorre à famosa série para dar exemplo às famílias britânicas.

O Governo britânico vai recorrer aos personagens dos Simpsons para combater o problema da obesidade no país. A partir de hoje e até ao dia de Natal, antes da exibição de cada episódio no Channel 4 da televisão britânica, os fãs da famosa série norte-americana vão ver personagens que recriam a conhecida cena dos Simpsons em que Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie se sentam no sofá em frente à televisão. E, a pouco e pouco, as comidas gordurosas serão substituídas por alimentos saudáveis, como frutas e legumes.

A iniciativa do Governo britânico insere-se no programa de saúde Change4Life e representa um investimento publicitário de 699,5 mil euros. "Os Simpsons são muito queridos, transmitem a ideia de uma família unida que enfrenta os desafios do dia-a-dia normais de uma família moderna. Permitem, de uma forma popular, fazer passar a mensagem às famílias de que é possível, através de pequenos gestos, melhorar a sua dieta e o seu estilo de vida", explicou ontem Gillian Merron, ministra da Saúde Pública britânica.

No fundo, a ideia é mostrar que se a divertida família consegue alterar os seus hábitos alimentares, então as famílias britânicas também são capazes. Até porque qualquer fã sabe que o Homer Simpson sem uma cerveja por perto não é o Homer Simpson. Ou que são raros os episódios em que Bart não aparece a comer um hambúrguer ou um donut.

Esta campanha publicitária, da responsabilidade da M&C Saatchi's, foi desenvolvida em parceria com a Aardman Animations, responsáveis pelas personagens. [Fonte: DnSapo]

Intoxicação Digital - Parte I - Livro Grátis


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Dia Internacional do Idoso - 1º de Outubro


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a população de idosos no Brasil vem aumentando. Em 2008, havia mais de 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, aproximadamente 2 milhões a mais do que no ano anterior.

Hoje (1º de outubro) é comemorado o Dia Internacional do Idoso. A data foi instituída com a intenção de mostrar a importância e as dificuldades que essas pessoas enfrentam rotineiramente. Problemas como falta de meios de transporte adequados e o precário atendimento hospitalar na saúde pública são as principais queixas de quem chegou à terceira idade.


Acesse o Estatuto do Idoso - Clique Aqui

Utilidade Pública: Gripe A


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a gripe suína é causada pelo vírus influenza A (H1N1) que não havia circulado antes entre seres humanos. Não há informações de pessoas que foram infectadas pelo vírus ao ter contato com porcos ou outros animais, e não se sabe qual a localidade de origem do vírus.No dia 11 de junho, a OMS anunciou que a doença atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade. Veja abaixo as repostas a algumas das questões relacionadas ao surto:
O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.
A gripe tem cura?
Tem tratamento.
Como é transmitido o vírus?
A doença é transmitida de pessoa para pessoa como a gripe comum e pode ser contraída pela exposição a gotículas infectadas expelidas por tosse ou espirros, e também por contato com mãos e superfícies contaminadas.
Quais são os sintomas?
Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.
Infecção de gripe suína é comum em humanos?
No passado, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) registraram 12 casos de infecção humana pelo vírus da gripe suína, todo em pessoas que tiveram contato com porcos. Nesses casos, não houve evidência de transmissão entre humanos.
Pode-se contrair a doença comendo carne de porco?
Não. Os vírus da gripe suína não são transmitidos pela comida. O governo mexicano e a OMS (Organização Mundial de Saúde) descartaram qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. De acordo com o CDC, a temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias.
Como devo agir se estiver com os sintomas?
Deve procurar os centros de atendimento médico e não deve se automedicar, pois o uso de medicamentos pode mascarar os sintomas e facilitar o agravamento do quadro. Procure sempre assistência do médico ou farmaceutico antes de consumir qualquer medicamento, mesmo aqueles de uso popular.
Mais informações: http://www.saude.gov.br/
Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum?
A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais graves. A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia, e a gripe pode matar por razões que ninguém entende. Também pode piorar infecções por bactérias.
Como a infecção de humanos com gripe suína pode ser diagnosticada?
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Entretanto, algumas pessoas, principalmente crianças, podem espalhar o vírus por dez dias ou mais.
Existe algum remédio eficaz contra a doença?
Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC. É importante consultar um médico para verificar o tratamento adequado. Jamais consuma estes medicamentos sem prescrição médica.
Trata-se de um novo tipo de gripe suína?
Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suína, humana e aviária. Os porcos tornam-se incubadoras que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminações simultâneas. Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como o da gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana.
Corro risco de viajar aos países atingidos?
A OMS não recomenda restringir viagens por causa da pandemia de gripe suína. Segundo a organização, essa ação pode não ter efeito para impedir o vírus de continuar se espalhando, mas pode prejudicar bastante a comunidade global. Em junho, o Ministério da Saúde do Brasl recomendou que sejam adiadas as viagens para países com risco de contaminação pela gripe suína, entre eles a Argentina e o Chile. A Secretaria de Saúde de São Paulo ampliou a recomendação para evitar viagens também ao México, Estados Unidos e Canadá. No entanto, os que vão a locais afetados podem usar máscaras, lavar as mãos com água e sabão constantemente e evitar aglomerações, entre outros procedimentos.
Como se previne estando nesses locais?
Com máscaras, lavando sempre as mãos e evitando locais com muita gente entre outros.De um modo geral você pode se previnir do contágio evitando locais com aglomeração de pessoas e muito fechados, sem ventilação. Procure manter sempre as janelas abertas. Lavar as mãos com frequencia, principalmente depois de tocar em superfícies de objetos de uso comum, no seu nariz e na sua boca ou em outras pessoas.
Qual o tempo de incubação?
Em média varia de 24 horas a 3 dias. A mídia mexicana cita até duas semanas.
Posso contrair o vírus de alguém que não apresente os sintomas?
Sim. O Influenza pode ser transmitido por alguém até 24 horas antes de essa pessoa apresentar os sintomas.
Quais os grupos mais suscetíveis?
Pessoas com alguma doença crônica ou deficiência imunológica sempre estão mais sujeitas. (Fonte: Furacao.com)

Gripe suína se espalha por 160 países e mata cerca de 800:

De acordo com a OMS, apesar da expansão do contágio, não há registro de variação do vírus. A gripe suína já se disseminou por cerca de 160 países e matou aproximadamente 800 pessoas, mas seu comportamento não mudou, informou nesta sexta-feira (24) a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Até o momento não detectamos nenhuma alteração do vírus. O que observamos, no entanto, é uma expansão geográfica pelos países", disse o porta-voz da OMS Gregory Hartl em entrevista coletiva. VacinaHartl afirmou que a primeira vacina contra a doença, popularmente chamada de gripe suína, deve estar pronta nos próximos meses, início do outono no Hemisfério Norte. A OMS prometeu 150 milhões de doses de dois fabricantes para países em desenvolvimento e está negociando com outros produtores mais doses.BrasilA gripe já provocou 34 mortes no Brasil. Boletim do Ministério da Saúde divulgado na noite desta quinta-feira (23) indica 1.566 casos confirmados da doença. O Rio Grande do Sul é o campeão em óbitos, com 16 mortes confirmadas. São Paulo vem logo depois, com 12 mortes. Cinco das vítimas são do Rio de Janeiro e uma do Paraná.O Ministério da Saúde afirma ainda que foram notificados, desde abril, 8.328 casos suspeitos de algum tipo de gripe no país, com 19% dos casos com diagnóstico positivo para a influenza A (H1N1) e outros 6,34% (528 casos) com diagnóstico para a influenza sazonal.AulasOs governos dos Estados com vítimas se reunirão na semana que vem com o Ministério da Saúde. Na pauta, a discussão do possível adiamento do retorno às aulas nas redes pública e particular.
Mais:

As Estações do Corpo


Pode ser difícil de perceber, mas, acredite, no verão você é um indivíduo diferente daquele que foi no inverno. As reações emocionais se alteram conforme o clima e a luz do ambiente.

Quem considera o verão a estação da luz e da alegria, e espera ardentemente por ele, está mais perto da ciência do que pensa. Um número cada vez maior de pesquisas está mostrando que a temperatura e a luminosidade afetam diretamente nosso comportamento. Cada vez mais os cientistas estão comprovando que os estados de ânimo sofrem influências sazonais. Um estudo realizado em 1996 pela psiquiatra Helena Calil, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), sobre o peso do clima no cotidiano de 750 habitantes da cidade de São Paulo, revelou que para a maioria deles o verão é um bálsamo para o inverno. Quase 50% disseram ter sofrido incômodo físico e psicológico concentrado nos meses mais frios, junho, julho e agosto. Reclamaram de perda de vitalidade, desânimo, mal-estar, melancolia e depressão (veja infográfico abaixo).

Entretanto, férias, viagens e descanso não são as únicas previsões para este verão ensolarado. A violência urbana, infelizmente, vai aumentar. Não se trata de especulação catastrófica, mas de evidência estatística. Uma outra pesquisa, recém-concluída, revela que dezembro é o mês em que ocorre o maior número de ações violentas — como acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e agressões. Estranhamente, tanto para a depressão, no inverno, quanto para agressividade, no verão, a causa é a mesma: o sol, ausente ou radiante.

O alerta sobre o verão é do professor Francisco Mendonça, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que comparou, em dez capitais, as variações climáticas e os índices de violência e criminalidade. Mendonça descobriu que, onde o clima tem estações marcantes (em todo o Sul e no Sudeste), o verão é sempre mais violento, enquanto as ocorrências policiais diminuem durante os meses de temperatura baixa. Para o pesquisador, o calor e suas conseqüências, como o aumento do ritmo cardíaco, a elevação da temperatura do corpo, a dilatação dos vasos e a transpiração, provocariam irritação, excitação, agressividade e explosões emocionais (veja gráficos abaixo).

Causa e efeito

De modo que o verão traz, junto com a alegria, maior explosividade. Isso não quer dizer que todo mundo vai sair por aí batendo no colega do lado. As reações individuais são muito diferenciadas: uns são naturalmente mais predispostos do que outros às influências do ambiente. Só não resta dúvida de que, em algum grau, todos somos afetados pelo clima. "Como qualquer matéria, o corpo humano também reage às mudanças climáticas, o que influi no nosso metabolismo e no comportamento", diz Mendonça.

O horário de verão — o adiantamento dos relógios para economizar energia, proposto pela primeira vez por Benjamin Franklin em 1784 — pode causar "desordem corporal interna". Trata-se de um mal-estar decorrente de uma reação do relógio biológico à mudança brusca. Segundo os médicos do Grupo de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da Universidade de São Paulo, ela afeta diretamente o humor, o apetite e a saúde.

Há tantas coincidências estatísticas e conclusões precárias em estudos de influência climática quanto enigmas. Até hoje, apenas uma doença mental associada à ação das estações do ano foi diagnosticada, em 1987: o transtorno afetivo sazonal. Trata-se de uma depressão que, no inverno, provoca excesso de fome e de sono, induzindo a aumento de peso, mas que pode ser tratada com a exposição à luz artificial. Segundo Helena Calil, 5% de todos os casos de depressão têm suas causas na variação do tempo.

Desde 1960, quando os especialista se reuniram nos Estados Unidos e fundaram a Cronobiologia — a ciência que estuda os ritmos biológicos do corpo (veja quadro na página ao lado) —, sabe-se que a regulagem de funções como respiração, circulação, digestão, sono e excreção é feita pela luz do dia. Nelson Marques, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), não tem dúvidas de que "o ambiente determina mudanças fisiológicas e de comportamento". O corpo tem um relógio interno, sincronizado pela duração dos dias e das noites, que gera os chamados ciclos circadianos.

Dois hormônios

A resposta aos enigmas pode estar em dois hormônios que atuam nos ciclos circadianos, a serotonina e a melatonina — esta uma transformação da primeira induzida por aminoácidos. Muitos pesquisadores consideram a melatonina, um hormônio relaxante produzido só à noite, um fator capaz de causar sonolência e desânimo em indivíduos. Abundante nas noites longas do inverno, ela diminuiria o ânimo em dias de pouca luz (veja infográfico abaixo). "Mas a melatonina também é responsável pela concentração de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que está relacionado ao humor e à irritabilidade", ressalta o neurofisiologista Roberto Frussa Filho, da Universidade Federal de São Paulo. Assim, com as noites curtas de verão, tanto a melatonina quanto a serotonina escasseiam. "Baixos níveis de serotonina no cérebro, no verão, provocariam mais agressividade, contribuindo para o aumento da criminalidade e dos suicídios nessa época do ano", diz Calil.

Para a psiquiatra, a queda de serotonina no verão, com o conseqüente aumento de agressividade, também poderia explicar outro estudo conduzido por ela, que identificou no verão brasileiro uma maior ocorrência de suicídios — gesto que define como "auto-agressão". É a mesma conclusão de uma pesquisa espanhola feita em 1997. Os pesquisadores Alonso Garcia e Pinana Lopez, do Centro de Salud La Unión, na cidade de Murcia, analisaram os registros de suicídios de 1986 a 1993 e verificaram que o mês com o maior número de casos foi julho — pleno verão espanhol.

Esquizofrenia

Há estudos que esbarram em dúvidas para as quais a ciência não tem respostas. O dinamarquês Preben Mortensen, do Instituto de Pesquisa em Psiquiatria Básica da Universidade de Aarhus, publicou em 1999, no The New England Journal of Medicine, um trabalho atribuindo maior probabilidade de ocorrência de casos de esquizofrenia, na Dinamarca, em gente nascida no fim do inverno, em fevereiro e março. Os nascidos em agosto e setembro apresentam menos incidência . Por quê, não se sabe. "A estação do nascimento deve ser vista como uma fonte de fatores que contribuem diretamente para o risco de contrair esquizofrenia", diz apenas a conclusão.

Boa parte da especulação advém do fato de que "o quanto sentimos desses efeitos, e como eles se manifestam, depende da fragilidade biológica de cada um", diz a professora Dóris Moreno, do Grupo de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo. O que ninguém duvida é de que "o sistema nervoso é flexível e se molda a mudanças ambientais", como afirma o neurofisiologista Gilberto Xavier, do Instituto de Biociências da USP. Xavier adverte para conclusões apressadas sobre relações de causa e efeito entre clima e comportamento. No estudo dinamarquês, nota, o resultado poderia expressar tanto uma influência do ambiente na gestante quanto no recém-nascido, ou mesmo na atitude da mãe junto ao bebê.

Quando anoitece, o hipotálamo, órgão situado no centro do cérebro, recebe da retina informações sobre a queda da luminosidade no ambiente.

Nele funciona o núcleo supraquiasmático, nosso relógio biológico. O núcleo orienta as funções de todo o corpo por meio da glândula pineal, sempre obedecendo à luminosidade.

Durante a noite, o núcleo supraquiasmático aciona outro núcleo, o paraventricular, que impulsiona a glândula pineal para produzir a melatonina. É esse hormônio relaxante que tem a função de percorrer a corrente sanguínea informando as células que é hora de repousar.

A pineal é uma fábrica de hormônios. Dentro dela produz-se, sem parar, o neurotransmissor serotonina, matéria-prima da melatonina. Mas só à noite a ausência de luz permite à serotonina virar melatonina.

Hora do suco

O sistema digestivo também tem hora certa para funcionar. Comer em horários irregulares significa elevar a produção de suco gástrico quando o sistema digestivo não está programado para a tarefa. Isso pode causar úlcera e gastrite.

Coração operário

O coração muda de ritmo. Sua variação pode ser percebida pela mudança da temperatura do corpo, que vai de 35 graus Celsius às 5 horas da manhã a 37 graus Celsius às 18 horas. Trabalhar à noite significa forçá-lo a esforçar-se fora de compasso.

Quando o sol começa nascer, o hipotálamo recebe da retina, na forma de sinais elétricos, a informação do aumento de luz, ainda que estejamos de olhos fechados ou dormindo. O relógio biológico é sicronizado pela luminosidade, independentemente de nossa vontade.

Informado de que o dia raiou, o núcleo supraquiasmático passa a bloquear o trabalho do núcleo paraventricular, por meio de um aminoácido chamado gaba.

Sem as ordens do hipotálamo, a pineal suspende a transformação da serotonina em melatonina. Sem melatonina, as células do corpo percebem que chegou a hora de despertar. O corpo já está preparado para as atividades diurnas. A serotonina da pineal fica armazenada para reiniciar um ciclo de produção de melatonina na próxima noite.

Não foi um biólogo, mas um astrônomo, quem descobriu a existência dos ciclos biológicos. Em 1729, o francês Jean Jacques De Mairan percebeu que uma planta do seu observatório se comportava de modo estranho: à noite, a flor (provavelmente uma mimosa) parecia dormir, ficando com as folhas murchas. Durante o dia ocorria o inverso: suas folhas abriam-se. Intrigado, guardou a planta em um local totalmente escuro e percebeu que ela mantinha as mesmas reações nos mesmo horários. De Mairan escreveu um artigo, Observation Botanique, e o enviou à Academia de Ciências de Paris informando que, aparentemente, a planta tinha uma marcação interna de tempo. A descoberta, entretanto, não despertou interesse, permanecendo apenas como uma curiosidade. Só em 1960, com a realização do Simpósio sobre Relógios Biológicos, organizado pelo Cold Spring Harbor Laboratories, dos Estados Unidos, a Cronobiologia veio a ser formalizada como área de estudos biológicos.

Bem utilizados, luz, clima e estações do ano podem melhorar a qualidade de vida. Nos Estados Unidos, a empresa Lockheed Missiles, da Califórnia, inaugurou um edifício para 2 000 funcionários, em Sunnyvale, com um átrio central e janelas que projetam a luz do sol dentro do prédio. No ano seguinte à mudança, os funcionários faltaram 15% menos ao trabalho e a produtividade cresceu 15%. Marcelo Rómero, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, cita o fato como exemplo de que a proximidade do ambiente externo torna o trabalho mais agradável.

Na educação, há vários estudos sobre mudança climática. Um dos mais recentes foi relatado pelo pesquisador Tim Brennen, especialista em Psicologia Cognitiva da Universidade de Tromso, na Noruega. Ele apresentou à Associação Britânica de Psicologia, em novembro passado, uma pesquisa com 100 indivíduos, feita em regiões da Noruega onde a estação fria é longa e escura. Verificou que, em testes de memória e de resolução rápida, eles tiveram um resultado melhor durante o inverno do que no verão. Conclusão: algumas habilidades mentais, como memória e atenção, melhoram na estação fria.

Para aproveitar o clima é preciso conhecer sua influência. Francisco Mendonça, da Universidade Federal do Paraná, acha que, no Brasil, poucos cientistas investigam seu impacto no comportamento por medo de serem identificados com o "determinismo climático", corrente de pensamento dominante até meados do século XX. Deterministas como o geógrafo americano Ellsworth Huntigton (1876-1947) chegaram a atribuir ao clima o exagero de moldar o "caráter" de países. Mendonça, é lógico, discorda. "Seria um erro considerar o clima como fator isolado de mudanças comportamentais", diz o geógrafo. Mas, pelas pesquisas cada vez mais freqüentes, seria um erro maior ainda ignorá-lo.

Numa temperatura ambiente acima de 30 graus Celsius, a circulação sanguínea expande-se pelo corpo todo com intensidade para liberar calor. As pessoas ficam vermelhas e coradas.

Para liberar calor, as glândulas sudoríparas absorvem água de diversas partes do corpo e, ao liberá-la pelos poros, mandam a quentura para fora. Quando o suor na pele é removido pelo vento, ocorre uma sensação de alívio e frescor.

Quando a temperatura está abaixo de 15 graus Celsius, o sangue concentra-se na parte central do corpo, mantendo aquecidos órgãos como o coração e o intestino. O resultado são mãos e pés frios.

No frio, quando os pêlos se arrepiam, criam uma cobertura para proteger a pele do contato com o ar frio. Dessa forma, procuram reter o ar quente que está próximo ao corpo.

Para produzir calor durante o frio, os músculos trepidam num exercício involuntário, quebrando açúcares para produzir energia. É quando se "treme de frio".

O Rio Grande do Sul é a maior vítima de ventos repentinos no Brasil. Ali passa o minuano, que provoca uma queda de até 20 graus Celsius na temperatura, e o vento norte, quente e seco, que reduz a umidade do ar a menos de 25%, quando o ideal é que ela fique entre 60% e 70%. Muitos gaúchos tornam-se impacientes e irritados quando começa a ventania. Maria da Graça Sartori, professora da Universidade Federal de Santa Maria (RS) que estuda a influência do clima, explica: "Assim como quem mergulha no mar, estamos afundados em uma atmosfera que tem pressão, temperatura e eletricidade estática". Para ela, "quando há uma alteração brusca, temos o humor alterado por essa gangorra ambiental". (Fonte: Super Arquivo)

O cientista é um privilegiado leitor da natureza

A sequência numérica de Fibonacci aparece também nas plantas, animais, arte, poesias, etc.

Podem até parecer partes de um novo quebra-cabeças essas perguntas:

- O que há de comum entre o número de escamas de certas espécies de peixes e o número de segmentos da superfície de uma pinha?

- Qual a relação entre a disposição dos ramos e das folhas de algumas árvores e a métrica definida em alguns poemas de Virgílio e de outros poetas romanos?

O traço comum que responde a essas e a uma centena de outras perguntas, sugeridas na revista Fibonacci Quarterly, editada pela Associação Fibonacci da Califórnia, parece estar escrito na natureza e nas artes e foi formalmente lido por umexuberante matemático, Leonardo de Pisa, ou Leonardo Pisano, ou ainda Leonardo Fibonacci, por volta do final do século XII e início do século XIII de nossa era. Tempos difíceis, aqueles. Estava-se em plena Idade Média, quando descobertas e conhecimento circulavam muito lentamente, pois as cidades se isolavam umas das outras e os livros eram raros e caros - afinal, sequer fora inventada a imprensa.

No Ocidente os algarismos arábicos ainda eram pouco conhecidos, de modo que os números eram anotados de várias formas, todas complicadas, como por exemplo os nossos conhecidos algarismos romanos, formados por letras. Pouco se sabe da vida de Leonardo, a não ser que era filho de um mercador de Pisa. Certamente por força do trabalho, que o colocava em contato com os árabes que mantinham ativo comércio com a Europa através das cidades italianas, o pai aconselhou o filho a estudar as técnicas de cálculo orientais, imaginando que elas lhe seriam úteis no futuro, quando assumisse o comando dos negócios da família.

O conselho foi seguido quando Leonardo ainda era menino e o pai foi viver uns tempos no norte da África, como uma espécie de representante da comunidade mercantil de Pisa. Ele estudou cálculo com um mestre árabe e, embora jamais tivesse se tornado um comerciante, soube aproveitar sua utilidade. Como matemático, ele foi um pioneiro na divulgação daquelas técnicas no Ocidente, sobretudo dos algarismos arábicos que tanto simplificaram a Aritmética, embora ele pessoalmente não os chegasse a utilizar largamente em seu trabalho.

Seu livro, completado em 1202, recebeu um título que não lhe faz justiça: Líber Abaci ou Livro do Ábaco, na sua forma mais simples, é uma moldura retangular, com arames onde correm pequenas bolas que servem para cálculos elementares de Aritmética. Ainda hoje é muito usado nos países orientais. Muito do que o livro contém não chega a interessar nos nossos dias. Mas alguns problemas ali expostos foram a alavanca de numerosas considerações matemáticas que se sucederam nos séculos seguintes.

O que mais inspirou as gerações posteriores de matemáticos foi esse intrigante problema:

Quantos pares (um macho e uma fêmea) de coelhos serão produzidos em um ano, começando com um único par, se em cada mês cada par gera um novo par que se torna fértil a partir do segundo mês?

Este cérebre problema dá origem à seqüência que leva o nome de Fibonacci:

Quantidade de pares do 1º mês: 1

Quantidade de pares no 2º mês: 1

Quantidade de pares no 3º mês: 2

Quantidade de pares no 4º mês: 2+1

Quantidade de pares no 5º mês: 3+2

Ou simplesmente 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, ...

Observe que cada termo, após os dois primeiros, é a soma dos dois imediatamente precedentes. Com um pouco de esforço qualquer pessoa medianamente treinada poderá criar outras seqüências desse tipo. Mas o que certamente nenhum leigo conseguirá - e é isso que torna a seqüência de Fibonacci deveras interessante - é a freqüência e a variedade de suas aparições na natureza e nas artes.

Veja esses exemplos: o número de pequenas flores que formam o miolo do girassol é um dos números da seqüência de Fibonacci; o número de escamas de certos peixes e o número de segmentos da superfície de uma pinha são números da seqüência de Fibonacci; pode-se verificar que Virgílio e outros poetas romanos escreveram poemas nos quais a métrica está definida conforme as regras da seqüência de Fibonacci. Num artigo sobre simetria, Hermann Weyl, notável matemático e físico alemão radicado nos Estados Unidos, que foi companheiro de Albert Einstein, mostra uma ilustração da concha do Náutilo, um caracol. Ali se observa uma espiral logarítmica, que também é encontrada nas flores do girassol gigante. Neste, na verdade, são duas séries de espirais logarítmicas, entrelaçadas em sentidos opostos. Outras investigações no campo da Botânica têm mostrado que as frações que representam a disposição espiral das folhas nos ramos são, com freqüência, membros da seqüência de Fibonacci.

No esplendor da Grécia antiga, no século V a.C., uma escola matemática chamada Pitagórica, um nome que vem de sua maior figura, Pitágoras de Samos (580-500 a.C. aproximadamente), criou um símbolo muito especial: o pentagrama ou pentágono estrelado, que se obtém traçando-se as cinco diagonais do pentágono regular (A B C D E).

É interessante observar que essas diagonais cortam-se formando novo pentágono (A' B' C' D' E'), operação que pode ser repetida à vontade. Essas diagonais e seus pontos de encontro guardam uma relação curiosa.

A razão, ou divisão, entre sua medida (BD) e a medida de seu maior pedaço (BA') e seu menor pedaço (A'D). Essa razão foi denominada, quase dois mil anos depois, seção áurea de um segmento. Ela foi usada largamente pelos gregos como um padrão estético, sobretudo na escultura e na arquitetura.

Dessa seção áurea, ou proporção áurea, obtém-se uma equação de segundo grau cuja raiz positiva resulta, aproximadamente em 1,61803. É exatamente para esse valor que converge a seqüência de frações construída pelos botânicos. Efetuando-se as divisões, quanto mais avançarmos nessa seqüência mais próximos chegaremos de 1,61803.

Vemos, assim, que o critério estético que herdamos da Grécia antiga pode matematicamente ser descrito como uma propriedade da seqüência de Fibonacci; a mesma propriedade usada pela natureza para construir flores e caracóis. Parece ter razão quem defende a idéia, discutível, de que o cientista não cria, mas tem sido um privilegiado leitor, capaz de entender uma linguagem nem sempre imediatamente perceptível, sob a qual a natureza foi construída, ou criada, ou simplesmente escrita. (Fonte: Super Arquivo)

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