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terça-feira, 18 de abril de 2006

JOINVILLE...



QUALIDADE DE VIDA?

“Agora é hora de trabalhar, produzir, gerar emprego, renda, impostos, crescimento, desenvolvimento, qualidade de vida...”, estas são as palavras do Excelentíssimo Governador Luiz Henrique da Silveira em matéria publicada no jornal A Notícia no dia 04 de abril de 2006 referindo-se a instalação da Universal Leaf Tabacos em Joinville. Definitivamente há uma contradição muito grande nesta visão de futuro, pois está mais do que comprovado por inúmeros estudos científicos que o tabaco é prejudicial não só para a saúde física do ser humano, mas também para os cofres públicos, uma vez que os impostos arrecadados com o fumo não são suficientes para cobrir os gastos com a saúde pública dos cidadãos que adoecem e morrem em decorrência do uso do cigarro. Todavia, o que mais me chamou a atenção na matéria publicada no AN Especial foi o interesse da Universal Leaf Tabacos em investir em programas sociais e em programas educacionais. Não nos deixemos enganar como cidadãos, se pensarmos como súditos certamente veremos nessa atitude um grande favor, mas devemos pensar como cidadãos, porque o que realmente está por trás de tal interesse é uma poderosa estratégia de marketing. Segundo o prefeito Marco Tebaldi, “Joinville tem o segundo melhor índice de desenvolvimento humano (IDH) do Brasil”, e do ponto de vista neoliberal, a vinda da Universal Leaf Tabacos pode até agregar um pseudovalor econômico, contudo em se tratando de qualidade de vida, quando o assunto é o tabaco, o que realmente acontece a nível mundial é um grande projeto de morte, porque segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) quatro pessoas morrem por minuto ao redor do mundo em decorrência de doenças causadas pelo fumo, o que torna o tabagismo a principal causa de morte evitável no planeta. E agora Joinville entra para o mapa mundial do processamento de fumo sendo mais uma cidade colaborada deste projeto de morte e desumanização a nível mundial. Será que em troca de algumas centenas de empregos vale a pena transformar a cidade das flores com sua reputada qualidade de vida na cidade do fumo? Será que realmente vale a pena, do ponto de vista humanista, colaborar e participar de um projeto de morte, que mais parece um genocídio silencioso? Será que poderíamos classificar tal investimento como sendo promotor de qualidade de vida?


Jorge Schemes
Técnico Pedagógico na GEECT – Joinville, SC.

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