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quarta-feira, 19 de abril de 2006

POLÍTICA E RELIGIÃO




EM NOME DE DEUS?!

Por: Jorge Schemes

O mandamento diz: “Não tomarás o santo nome do senhor teu Deus em vão, porque o senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu santo nome em vão”. (Cf. Êxodo 20:7). Quantos crimes e atrocidades contra o ser humano já foram perpetrados em nome de Deus? A história da humanidade nos revela as mais fanáticas atitudes de pessoas, governantes e nações que se pautaram pelo pseudoprincípio religioso de que estavam agindo sob a justificativa de um mandado divino, de uma revelação especial do próprio Deus. Nessa vertente e por esse viés encontramos os registros mais desumanos e anti-humanos de crimes cometidos contra a nossa espécie e contra o que há de mais humano no ser (a imagem e semelhança de Deus manifestada no rosto).
Todavia, o discurso político-religioso de líderes que norteiam e justificam suas ações usando o nome de Deus não é apenas coisa do passado medieval (idade das trevas), mas ainda está presente na pauta da fala de líderes como Bin Laden, Sadan Hussein e George Bush. O fundamentalismo fanático cega o pensamento racional, crítico, coerente e fundamentado na consciência filosófica. Esse fanatismo está fundamentado em dogmas (verdades inamovíveis), e questionar o dogma de um discurso fundamentalista é questionar o próprio Deus. Esses líderes que se fazem donos da verdade revelada e se apropriam das revelações divinas, também se colocam eles mesmos como emissários de Deus e se julgam no direito de falar e agir em seu santo nome. Nos bastidores desta prática está a pretensão medieval e ultrapassada de um Estado teocrático, a qual coloca em questão a legitimidade de um Estado democrático de direitos tornando-se uma forma de governo neoabsolutista.
É justamente nessa direção que a pretensa democracia Norte Americana caminha, pois o presidente George Walter Bush acredita piamente que foi Deus que lhe deu a missão de bombardear o Afeganistão e o Iraque, e ao que tudo indica o próximo da lista é o Irã. Bush crê cegamente que na qualidade de enviado iluminado por Deus ele tem o direito legítimo de agir em nome deste Deus. Bush declarou recentemente que é movido por uma missão que lhe foi dada por Deus. Em pleno século XXI estas palavras parecem ecos de um discurso medieval. Talvez estejamos presenciando um novo fato histórico, um verdadeiro retorno, ou ao menos uma tentativa de retorno ao absolutismo medieval, onde o soberano era considerado a própria encarnação do divino dentro de um modelo político e social no qual não havia cidadãos, mas apenas súditos. Diante destes fatos fica a pergunta temerária: qual será a próxima revelação de Deus ao Presidente George Bush? Vamos torcer para que o Brasil não esteja na “lista divina”, mas se estiver, temos a esperança de imunidade, afinal, dizem por aí que Deus deve ser brasileiro.

Jorge Schemes – Teólogo e Cientista Religioso – Professor de Filosofia da Educação na ACE, Joinville, SC.

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